quinta-feira, maio 03, 2007

Um nome enganador

Castanheiro-da-índia (Aesculus hippocastanum L.)


O castanheiro-da-índia (Aesculus hippocastanum L.) é uma espécie originária da Península Balcânica, mas naturalizada em boa parte do Centro e Oeste do continente.

Para além de ser utilizada como ornamental, trata-se de uma espécie com valor medicinal, nomeadamente a partir da decocção ou infusão da casca ou a partir do óleo que se extrai das sementes.

Pormenor das folhas e das inflorescências do castanheiro-da-índia (Aesculus hippocastanum L.)

Uma outra particularidade relacionada com esta espécie, prende-se com o facto do seu nome vulgar (castanheiro-da-índia) poder induzir num duplo engano.

A designação de castanheiro poderá ter a ver com a semelhança entre a semente desta árvore e o fruto do "verdadeiro" castanheiro (Castanea sativa Mill.).
Por outro lado, a primeira iconografia desta espécie terá sido feita a partir de exemplares, cujas sementes foram enviadas para a Europa Ocidental pelo embaixador de Carlos V em Istambul. Como a Turquia fica em parte no continente asiático, daqui poderá ter resultado a convicção de que se tratava de uma espécie originária do Oriente (isto é, das Índias).

Na Covilhã podemos observar exemplares desta espécie no Jardim Municipal, nos Penedos Altos (próximo da piscina); o exemplar destas imagens encontra-se na Rua Gregório Geraldes (junto à Rua Rui Faleiro, do lado esquerdo no sentido ascendente, um pouco antes do cemitério).

P. S. - Por coincidência, sob o título "Paz toponímica", o Dias com Árvores fala hoje igualmente de castanheiros-da-índia.

2 comentários:

Maria Lua disse...

http://mariapudim.blogspot.com/2007/05/jardim-do-campo-pequeno-cmara-municipal.html
Obrigado pela ajuda na mesma, mas eram muitos a tentar fazer alguma coisa (como poderás ver pelos notícias espalhadas no vários blogues), mas os poderosos avançaram...

Pedro n. t. santos disse...

Maria,

Apesar de tudo a luta não acabou...

A altura não é a melhor (até nisso os plátanos não tiveram sorte...) com todas as confusões à volta do ainda Presidente da CML.

Só todo esse "circo mediático" justifica que um caso como este não interesse, nem chame a atenção de certas pessoas com poder de intervenção...

Agora insisto que devem ser tornados públicos os relatórios que pretensamente sustentam esta decisão...é uma questão de ter ou não confiança nos serviços públicos da CML.