quinta-feira, maio 17, 2007

Dias sem árvores em Loulé



O verbo requalificar tem em Portugal um curioso e quase que exclusivo significado, isto é, destruir o que já existe.

Em Loulé, na Avenida José da Costa Mealha, chegou a hora das árvores....



Não nego, pelo que é visível em duas das fotografias que aqui publico, que alguns dos troncos estivessem em avançado estado de podridão e que fosse necessário proceder ao seu abate.

Mas será que esta situação se aplicaria a todas as árvores? Qual foi a entidade responsável por essa avaliação técnica? E será que a gestão que é feita dos espaços verdes nas cidades portuguesas, com as sucessivas e mal executadas podas, não condenará as árvores a um limitado tempo de vida e a uma consequente morte prematura?


Para além de todas as questões ambientais inerentes a estes abates, será que uma correcta gestão do património arbóreo não seria também proveitosa para o erário público?

3 comentários:

otlima disse...

Parece que quem manda e quem é mandado usa antolhos, pelo que levam tudo a eito, não parando para observar e pensar. Lamentável. Octávio Lima (ondas3.blogs.sapo.pt)

Lucius disse...

Eu gostava das árvores da avenida de Loulé. Ainda não percebi porque as cortaram. Estavam em perigo de queda? Sujavam os carros? Se calhar devíamos de ter mais atenção e ir as assembleias da câmara municipal de Loulé. Porque noto que quem não vai (eu sou uma das que não vai)não merece justificações de como o dinheiro é gasto. Talvez a ideia de um orçamento participativo como fizeram em São Brás de Alportel seria uma ideia a pensar, mas no concelho de Loulé ia exigir coragem e determinação para levar as pessoas a participarem. Mas não se pode excluir as pessoas só porque se pensa que não se interessam pelos assuntos de decisão política que envolvem as suas vidas. Eu gostava das árvores. Só espero que não tomem a mesma decisão em relação às árvores da mata do liceu...

Pedro n. t. santos disse...

Lucius

Pelas imagens que o meu colega tirou percebe-se que, efectivamente, algumas árvores estariam eventualmente doentes e a necessitar de ser substituídas...mas a verdade é que é para desconfiar pois, por qualquer motivo, se arrancam árvores em nome das ditas "requalificações"; ainda ontem estavam a arrancar um jacarandá junto à ponte de Silves (e receio pelos restantes)...e aqui, por Albufeira, fizeram o mesmo a umas pimenteiras entre a Secundária e o Lidl (tudo em nome de uma dita requalificação...infelizmente, perdi essas fotos; por sinal, essas árvores foram arrancadas no Dia da Árvore!!!!)

As Assembleias Municipais devem ser os locais onde os cidadãos devem exigir do poder eleito que mostre os relatórios técnicos que provem a necessidade de abater uma árvore.