Quarta-feira, Junho 05, 2013

Uma imagem vale mais que mil palavras




Os cidadãos de Porto Alegre continuam a sua desigual luta, não apenas pelas árvores da sua cidade, mas contra soluações imediatistas, ao agrado dos grandes lóbis (neste caso ligados à realização do Mundial de futebol de 2014), que comprometem o desenvolvimento sustentável desta urbe brasileira.
Um exemplo de cidadania ativa que contrasta com a habitual  passividade com que, por cá, se aceitam as ditas "requalificações" das nossas cidades, tantas vezes feitas à custa do abate de árvores com dezenas de anos.



"Para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente:
No dia de hoje a menina Giordanna, de apenas 9 anos, enviou ficha para ser a mais jovem associada da AGAPAN.
Giordanna foi uma das ativistas que distribuía "corações" em defesa das árvores ameaçadas de corte pela prefeitura municipal de Porto Alegre."  -
Texto e imagem: página no Facebook dos Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho.

Terça-feira, Junho 04, 2013

O rei de Newland

Fonte da imagem: página no Facebook da Native Tree Society


O famoso carvalho de Newland, um dos maiores robles (Quercus robur L.) alguma vez documentados em Inglaterra. Pereceu face à força dos elementos no ano de 1955.

Quinta-feira, Maio 23, 2013

A árvore que sobreviveu para inspirar uma cidade

Fonte da imagem: American Forests

A árvore retratada na fotografia é um ulmeiro (Ulmus americana L.) de 80 anos, situado em Oklahoma City, nos Estados Unidos, e foi um dos sobreviventes do ataque terrorista ocorrido nessa cidade em 1995, motivo pelo qual ficou conhecida como The Survivor Tree.

Em redor desta árvore está inscrita a seguinte frase: "O espírito desta cidade e deste país não serão derrotados; a nossa fé profundamente enraizada sustem-nos."

Será certamente com esse espírito que os cidadãos de Moore, nos arredores de Oklahoma, iniciarão a tarefa de sarar as feridas, do corpo e da alma, e reconstruir as casas devastadas pelo tornado da passada segunda-feira.

 Um povo que se alimenta do simbolismo de uma árvore resistente não pode ter apenas defeitos...

Terça-feira, Maio 14, 2013

A vergonha de um país

 

Com os meus quase 40 anos, posso afirmar com toda a certeza que a destruição do vale do Tua é o maior crime contra o património natural, cultural e paisagístico de Portugal a que alguma vez pude assistir.

O que me incomoda não é tanto a conivência entre a EDP, o lóbi do betão e os seus representantes políticos na bolorenta capital desta república podre; o que me incomoda, corrijo, o que me enoja é este povo entorpecido que tudo aceita sem o mínimo vislumbre de indignação. 


Como escrevi há tempos: "Tenho para mim como verdade a seguinte constatação: um povo que não consiga impedir a construção da barragem do Tua, que não se revolte com a destruição de um património único, é um povo que não merece o seu país, que não merece Portugal!"

Quarta-feira, Maio 01, 2013

Conhecer a riqueza natural de Monchique



Celebrar o fascínio pelas plantas descobrindo, a pé, algumas das maiores árvores do Algarve. Mais detalhes: blogue da Árvores de Portugal.


Segunda-feira, Abril 29, 2013

Uma causa que partilho

  
Estou convencido que enquanto houver pessoas como a Rosa, autora do Blog de Cheiros, as árvores de Lisboa não serão abatidas sem luta. Enquanto houver pessoas que não se resignam, as árvores de Lisboa não morrerão sozinhas...


Um assunto pessoal de interesse público

 


Conheço-a muito bem. Na Primavera, só quando a maior parte das árvores já nos apresentou as novas folhas é que ela se digna a acordar, primeiro, como quem se espreguiça depois de um longo sono, floresce timidamente, depois à medida que o tempo vai aquecendo enche-se de folhas e generosamente dá-nos uma das sombras mais bonitas de que alguma árvore é capaz. Cumpre sempre o Outono com devoção, nessa altura as folhas ganham novos tons e enfeita-se de grandes bolas verdes onde estão cuidadosamente protegidas as suas nozes (a quem ninguém, sem ser ela, dá valor porque são intragáveis) e, mais uma vez, desafia as regras estabelecidas largando as últimas folhas muito mais tarde do que as árvores bem comportadas. No Inverno, despida, não perde a dignidade, e resiste estoicamente a ventos e tempestades (este ano durante a grande tempestade de Janeiro não se partiu nem um ramo). É a Nogueira-negra da minha janela (Juglans nigrae custa-me imaginar a vida sem ela. 



Há dois dias surgiram as primeiras flores em elegantes amentilhos, timidamente surgiram também algumas novas folhas ainda muito pequeninas, reparei nelas e fiquei contente pela promessa de cor e sombra que representam. Hoje de manhã reparei que lhe estavam a afixar uma placa e a delimitar o estacionamento na zona, pensei que preparavam uma poda camarária e fiquei logo preocupada - mau timing, podar árvores em plena floração e quando as folhas se preparam para nascer - abordei os funcionários da CML que estavam no local e pedi informações a resposta foi curta e dura, "isto está tudo podre e vai ser abatido porque é um perigo".  "Isto" são as árvores da minha rua e entre elas está a Nogueira-negra da minha janela condenada a morrer na próxima segunda-feira ente as oito da manhã e as quatro da tarde em plena floração e antes de crescerem as novas folhas.



Não tenho conhecimento de nenhum relatório fitosanitário, não fui (os meus vizinhos também não) avisada de nenhum tipo de intervenção no arvoredo da rua e tenho a certeza de que esta árvore não é mais nem menos perigosa do que todas as outras. Apesar de este ser um assunto pessoal, o que se anda a passar com as árvores de Lisboa é do interesse de todos e se não se faz alguma coisa daqui a pouco tempo em Lisboa as árvores são todas iguais, pequenas, assépticas e descartáveis. Se é isso que querem, tudo bem, mudo-me eu.

in Blog de Cheiros.

Domingo, Abril 28, 2013

Loures, uma típica cidade portuguesa

Fonte da imagem: Núcleo da Quercus de Lisboa (Facebook)

Excerto da resposta que o núcleo da Quercus de Lisboa recebeu, por escrito, após confrontar a autarquia de Loures acerca das podas radicais praticadas neste concelho: "(...) os jacarandás são uma praga urbana, crescendo de forma pouco harmoniosa com o meio urbano."

Pelo brilhante exemplo de urbanismo que a foto documenta, estou plenamente convencido que as árvores, em Loures, são o menor dos problemas no que toca à "harmonia do meio urbano".

Adenda: Já em 2008 e em 2010 tinha divulgado imagens das podas radicais neste concelho da grande Lisboa. 

Quarta-feira, Abril 24, 2013

Carta aberta ao presidente da Câmara de Lisboa

 
Fonte da imagem: Cidadania LX


Na sequência do abate de várias árvores adultas e saudáveis na Ribeira das Naus, em Lisboa, enviei, como presidente da associação Árvores de Portuga, o seguinte e-mail ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. António Costa:

"Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa,

Foi com estupefação que tomámos conhecimento do abate de várias árvores com dezenas de anos, situadas na zona conhecida como Ribeira das Naus, em Lisboa. Tanto quanto é do conhecimento público, as árvores em causa não apresentavam qualquer problema fitossanitário, não representando, deste modo, qualquer perigo para as centenas de peões e automobilistas que diariamente cruzam o dito espaço.


E se incrédulos ficámos quando tomámos conhecimento desta situação, mais ficámos quando descobrimos que o motivo por detrás da destruição deste espaço verde da cidade de Lisboa é a intenção de construir… um novo espaço verde! 


A associação Árvores de Portugal não quer discutir nomes mas, por norma, desconfiamos de paisagistas que destroem a paisagem. Parece-nos elementar que quando um arquiteto paisagista desenha um jardim deve partir do que lá existe, sobretudo quando o que lá existe são árvores com dezenas de anos, que têm valor enquanto seres vivos e enquanto paisagem que define o local e aqueles que o frequentam e se identificam com o mesmo.


A justificação para estas “requalificações”, perdoe-nos Sr. Presidente, já as conhecemos de cor e salteado: o objetivo é tornar a zona mais bonita! A desculpa é sempre a mesma…Destrói-se para ficar mais bonito, o que em si já é um paradoxo, até que daqui a 50 anos alguém se lembre de pegar no dinheiro dos contribuintes para “requalificar” de novo. 


O arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles, que como poucos conhece os espaços verdes da capital, várias vezes tem alertado que, nas cidades, mais importante do que plantar novas árvores é preservar e saber cuidar das que foram plantadas pelos nossos antepassados. As árvores levam décadas a fazer-se adultas e, ao longo desse processo, vão construindo micro-habitats para várias outras espécies, vão retirando toneladas de dióxido de carbono da atmosfera, bem como de vários gases poluentes, ao mesmo tempo que vão construindo a memória dos locais e das pessoas que os habitam. 


A sombra de uma árvore esconde sempre muitas histórias e, por certo, que o Sr. Presidente também terá as suas e não gostaria de ver outros mandar cortar as árvores que povoam as memórias da sua vida.


Concluímos, desta forma, apelando a que intervenha diretamente neste processo, evitando o abate desnecessário de mais árvores. 


Antecipadamente gratos pela atenção, com os melhores cumprimentos,

Pedro Nuno Teixeira Santos
"

 

Segunda-feira, Abril 22, 2013

O não arquiteto

Lisboa - Ribeira das Naus; Fonte da imagem: Cidadania LX

Gosto muito de árvores mas, apesar deste amor declarado, considero-me uma pessoa razoável. Admito o abate de uma árvore quando, por exemplo, de forma comprovada, esta representa um perigo devido ao perigo de colapsar.

Precisamente porque me considero uma pessoa razoável, não consigo compreender, nem aceitar, a destruição pela destruição. Sobretudo quando esta destruição serve apenas para consolar o ego de algumas pessoas. Faço-me entender no parágrafo seguinte...

Quando um arquiteto é incumbido de requalificar um edifício, sobretudo quando este tem valor arquitetónico, o seu primeiro objetivo deverá ser tentar preservar a estrutura existente, redesenhando-a sem perder de vista a identidade do edifício e do local em que este se insere. Da mesma forma, quando um arquiteto paisagista desenha um jardim deve partir do que lá existe, sobretudo quando o que lá existe são árvores com dezenas de anos, que têm valor enquanto seres vivos e enquanto paisagem que define o local e aqueles que o frequentam e se identificam com o mesmo. Isto é do mais elementar...Mas, pelos vistos, para alguns egos não é!

Um arquiteto paisagista que assina um projeto de requalificação de um espaço verde, condenando à morte dezenas de árvores saudáveis é alguém que não compreende o valor da árvore.  Mesmo que a seguir, o que apenas reforça a sua ignorância, mande plantar o dobro das que mandou cortar.

Poderá até ter a licenciatura, tirada na melhor das universidades, com o maior dos louvores, mas, na prática, uma pessoa que destrói a paisagem não pode ser um arquiteto paisagista. Será, quando muito, um destruidor da alegria!

Quarta-feira, Abril 17, 2013

Razões para não rolar as árvores



Aquando das denúncias que temos feito das cíclicas podas radicais praticadas na maioria dos nossos municípios, temos sido questionados acerca da possibilidade de ser redigida uma carta modelo que sintetizasse os motivos pelos quais estas práticas são desaconselhadas.

Deste modo, deixamos o nosso contributo na forma da transcrição do texto constante de um folheto da Sociedade Portuguesa de Arboricultura. Apesar do dito folheto ter alguns anos, o seu conteúdo continua atual e pode servir de base para que qualquer cidadão manifeste o seu repúdio perante as juntas de freguesia e câmaras municipais deste país.

RAZÕES PARA NÃO ROLAR AS ÁRVORES
CHOQUE INICIAL – A copa das árvores funciona como um todo. Embora, no estado adulto, os seus ramos se autonomizem, eles contribuem para que a árvores rentabilize ao máximo todas as suas capacidades. Assim, os ramos exteriores funcionam como um escudo aos mais internos, evitando queimaduras solares. Por outro lado, os mais internos mantêm a árvore a funcionar quando os externos estão afetados. Se, subitamente, se alterar este equilíbrio, e todos os ramos ficarem expostos às condições climatéricas de forma igual, a árvore fica sem defesas.


ASPETO DEFORMADO – Uma árvore rolada é uma árvore desfigurada. Mesmo que volte a repor o volume de copa inicial, ela nunca mais voltará a ter a mesma beleza e naturalidade características da espécie. As árvores ficarão desvalorizadas, perdendo o seu valor patrimonial.

FALTA DE ALIMENTO – Uma poda bem-feita, não remove mais do que um terço a metade da copa da árvore, o que não interfere muito com a capacidade da árvores continuar a alimentar-se a si própria. A rolagem remove a copa na totalidade, reduzindo o equilíbrio copa/sistema radicular, levando a que a árvore, temporariamente, perca a capacidade de se autoalimentar.

NOVO CRESCIMENTO MUITO RÁPIDO – Após uma operação como é a rolagem, as árvores têm tendência a repor a copa inicial, pelo que a sua rebentação será intensa e aos poucos anos retomará o volume que tinha e de uma forma desorganizada e muito densa, não resolvendo, assim, o motivo por que geralmente se recorre a esta supressão da copa.

PRAGAS E DOENÇAS – As pernadas de uma árvore rolada têm dificuldade em formar calo de cicatrização, não só pelo seu grande diâmetro, como também por não se localizarem na zona onde a árvore desenvolve os seus postos de defesa naturais. Os cortes nestas condições são vulneráveis a ataques de insetos e fungos que podem causar podridões.

CUSTOS – Aparentemente parece ser mais económico recorrer-se a uma rolagem do que utilizar os princípios corretos de poda e corte. No entanto, esta economia é de curto prazo, pois, por um lado, a árvore perde quase por completo o seu valor, por outro lado está-se a onerar as futuras manutenções para prevenir uma decrepitude precoce ou a instabilidade mecânica dos rebentos formados após os cortes.

RAMOS NOVOS DE GRANDE FRAGILIDADE – Os rebentos formados nos bordos das zonas de corte, não têm uma inserção normal no ramo. Se se desenvolverem podridões junto às zonas de corte, esta ligação fica ainda mais fraca, tornando estes rebentos mecanicamente fracos e criando situações de perigo.

MORTE DA ÁRVORE – Nem todas as espécies são resistentes a este tipo de supressão de copa. Em algumas, esta solução leva a uma morte rápida com custos acrescidos para sua remoção e substituição.
 Adaptado de Sociedade Portuguesa de Arboricultura.

(Texto publicado originalmente no blogue da Árvores de Portugal.)

Sexta-feira, Abril 12, 2013

Museu da Cortiça vai a leilão

  

Dada a urgência e gravidade da situação, republico o seguinte texto (originalmente publicado a 18 de maio de 2012).

 

Museu da Cortiça (Fábrica do Inglês) - Silves   Fotografia: Museu Cortiça Silves

Pode um país que tem o sobreiro como um símbolo oficial, permitir-se ter um museu dedicado à cortiça fechado e em risco de ser vendido em hasta pública?

Terá sido a classificação do sobreiro como Árvore Nacional de Portugal, em dezembro passado, um mero ato simbólico e efémero, ou estará o Estado, central e municipal, interessado em preservar um espaço museológico único no mundo?

Estará a Amorim e, por arrastamento, a APCOR, interessada em ajudar a salvar e valorizar um património ímpar da indústria corticeira portuguesa? Será indiferente para a Amorim, e para a APCOR, que se esforçam por vender lá fora a imagem da cortiça, ver desaparecer um arquivo industrial de valor incalculável?
O que pensariam os consumidores norte-americanos e europeus, se soubessem que o país que os tenta convencer da modernidade e pujança da sua indústria da cortiça, e das virtudes deste produto natural e renovável, é o mesmo país que não preserva e respeita a sua memória, assistindo impávido e sereno ao desaparecimento de um dos melhores museus industriais da Europa?


E o que estará disposta a fazer a sociedade civil por esta causa? Fazer "gosto" nas redes sociais é fácil e demora apenas um segundo. Assim sendo, o que estarão dispostos a fazer, pelo Museu da Cortiça, em Silves, os mais de 1 000 amigos que a sua página ostenta no Facebook? Sairão à rua, ou assinarão uma petição, em sua defesa? Ou, como é hábito em Portugal, vamos esperar sentados no sofá que os outros decidam por nós?

Uma coisa é certa, um país que não sabe preservar o seu passado e a sua memória, é um país sem futuro.

Quinta-feira, Abril 11, 2013

Parabéns e...obrigado

Fonte da imagem: Público


O arquiteto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles foi esta quarta-feira distinguido com o Nobel da Arquitetura Paisagista, o Prémio Sir Geoffrey Jellicoe, pela federação internacional do setor.

Com o seu trabalho todos nós aprendemos a amar um pouco mais as árvores das nossas cidades. Obrigado!

Sexta-feira, Abril 05, 2013

Com que palavras se descreve um amor?

Castanheiro (Castanea sativa Miller) - Fotografia de António Monteiro

Concluímos hoje a publicação de uma série de três textos dedicados a outras tantas árvores que nos foram dadas a conhecer pelo António Monteiro. E porque o melhor se guarda para o fim, encerramos com chave de ouro, com uma daquelas árvores que nos deixa sem palavras ou, como gosto de dizer, que nos esgota os adjetivos.

É este o caso deste soberbo castanheiro (Castanea sativa Miller) situado na freguesia de Rua, concelho de Sernancelhe, nas proximidades da barragem do Vilar. E que castanheiro!


Após vermos dezenas e dezenas de imagens de árvores monumentais, o nosso patamar de exigência aumenta e começamos a perder a capacidade para nos admirarmos com a grandiosidade e a beleza. Mas este castanheiro é daqueles exemplares que nos capta, desde o início, a maior das admirações, que rompe com qualquer escala de monumentalidade.

Correndo o risco de ser imparcial, como somos sempre que falamos de um grande amor, este castanheiro é uma das mais extraordinárias árvores que me foram dadas a conhecer nos últimos anos. Tal como o título deste texto, estou sem palavras que descrevam este amor, que descrevam esta árvore… Só tenho palavras para agradecer ao António por ter partilhado comigo esta descoberta.

Foi para divulgar tesouros como este que nasceu a Árvores de Portugal. Exemplares como este são a razão da nossa existência.

(Texto publicado originalmente no blogue da Árvores de Portugal.)