Sábado, Fevereiro 18, 2012

Visita às árvores monumentais de Monchique


No próximo dia 26 de fevereiro, domingo, realiza-se um passeio que proporcionará a oportunidade de conhecer de perto vários espécimes arbóreos do concelho de Monchique, classificados como árvores de interesse público.

Uma organização da Almargem, com apoio da Árvores de Portugal e da associação A Nossa Terra, de Monchique. Recorde-se que, seguindo uma ideia inicial da Árvores de Portugal, estas entidades, em conjunto com a Câmara Municipal de Monchique, estão a preparar um conjunto de rotas que visam dar a conhecer o riquíssimo património arbóreo deste concelho algarvio.

Inscrições: 938 771 316 / asantos(arroba)almargem.org

Até domingo...

Sexta-feira, Fevereiro 17, 2012

Jornadas sobre teixos no norte de Espanha


Jornadas sobre gestão e conservação de teixos e outras árvores históricas. Nos próximos dias 1 e 2 de março, em Gijón, nas Astúrias, no Jardín Botánico Atlántico. Mais informações (aqui).

Emissão do "Biosfera" sobre o sobreiro



Emissão do programa "Biosfera", da RTP2, dedicado aos problemas que afetam o sobreiro. Ver emissão na íntegra (aqui).

Domingo, Fevereiro 12, 2012

O sobreiro no "Biosfera"

Imagem: Biosfera

Na próxima terça-feira, dia 14, pelas 19 horas, o programa "Biosfera" da RTP 2, emitirá uma reportagem especial sobre o sobreiro e os problemas que afetam a espécie no presente.

Em nome das associações Árvores de Portugal e Transumância e Natureza, que promoveram o processo que conduziu ao reconhecimento do sobreiro como a árvore nacional do nosso país, gravei um pequeno depoimento para esta emissão.

Sexta-feira, Fevereiro 10, 2012

A estupidez humana não é relativa...é absoluta

Plátanos rolados no concelho de Sintra - Fotografia de Pedro Macieira

Albert Einstein terá dito que existem apenas duas coisas infinitas, o universo e a estupidez humana. Terá ainda acrescentado ter sérias dúvidas sobre a primeira.

Eu, que em nada me quero comparar ao génio de Einstein, não tenho nenhuma dúvida sobre a segunda, sobretudo quando vejo a forma como, por cá, destruímos, todos os anos, as árvores das nossas vilas e cidades.

Quarta-feira, Fevereiro 08, 2012

Imperdoável

Alameda de plátanos - Povoação, São Miguel. Origem das fotos: Amigos para Salvar o Pico Longo 

Se consideram, como eu, que perder este património natural seria um crime imperdoável, juntem-se a mim e assinem a petição em defesa desta magnífica alameda de plátanos. Percam 1 minuto para ajudar a salvar o que levou dezenas de anos a crescer. (Assinar petição em defesa da alameda de plátanos de Povoação.)


Alameda de plátanos - Povoação, São Miguel. Origem das fotos: Amigos para Salvar o Pico Longo 

Sexta-feira, Fevereiro 03, 2012

Resiste Porto Alegre

Rua Gonçalo de Carvalho - Porto Alegre, Brasil. Fotografia - TreeHugger

Dos Estados Unidos ao Chile, a fama da Rua Gonçalo de Carvalho continua a expandir-se. Ela já não é somente a rua mais bonita do mundo; é também "the most beautiful street it in the world" ou "la calle más hermosa del mundo".

Esta fama tem esse outro lado de, no presente, já servir como chamariz para turistas interessados em conhecer a rua, as suas árvores e a sua história. É verdade, turismo baseado na preservação das árvores.

Infelizmente, mesmo em Porto Alegre, os lóbis do futebol, como por cá, movem-se muito bem dentro dos meandros do poder, confundindo os seus interesses com os interesses de uma cidade ou de um país.

 Por cá, com a desculpa do Euro 2004, construíram-se estádios inúteis. Em Porto Alegre, a mesma Porto Alegre que declarou a Gonçalo de Carvalho como património ambiental pela riqueza do seu arvoredo e paisagem, decretou-se o corte de dezenas de árvores em nome desse mesmo futebol e do dito progresso que ele arrasta.

Continuo a gostar desse futebol que jogava em miúdo, com os meus amigos, na minha rua. Abomino cada vez mais esse futebol obscuro, essa indústria que destrói tudo o que se atravessa no caminho do seu voraz apetite...Resiste Porto Alegre!

Foto - Anita mais verde

Terça-feira, Janeiro 31, 2012

Sexta-feira, Janeiro 27, 2012

Troféus de caça



Se há coisa de que eu não gosto são troféus de caça. E, hoje em dia, as oliveiras monumentais, com vários séculos de história, transformaram-se numa espécie de troféu que todos querem ter no seu jardim, quer seja um novo rico, um hotel ou campo de golfe ou mesmo uma fundação, como Serralves.

Que não restem dúvidas, como qualquer pessoa, não me oponho ao transplante de uma oliveira, ou de outra árvore, se estivermos perante uma situação em que a mesma corra o risco de ser destruída devido à construção de uma estrada, de uma barragem ou de outro tipo de infraestrutura. Foi assim, por exemplo, no caso do Alqueva, o que permitiu salvar centenas de árvores. Nada a opor, como é óbvio, quanto à salvação dessas árvores, considerações à parte quanto à utilidade de algumas dessas infraestruturas.

Não é o caso... O que temos aqui é uma marca de azeite que, ao invés de preservar este monumento natural in situ, decidiu embarcar numa campanha de marketing, a pretexto da renovação de um olival, oferecendo esta oliveira para poder ser exibida, qual "troféu de caça" capturado na savana, nos jardins de Serralves.

Que a dita marca de azeite tenha apostado nesta estratégia para promover o seu nome, tentando mesmo passar uma imagem de preservação de um património biológico ímpar, não me surpreende. Mas que a Fundação de Serralves, com provas dadas na forma como cuida das suas árvores, tenha cedido à tentação de ter nos seus jardins esta "jóia", a quem mutilaram as raízes e a copa, para exibir e impressionar os seus visitantes, já me custa mais a compreender e a aceitar.

A Fundação de Serralves, ao contrário de outras instituições, tem obrigação de ter técnicos que saibam compreender que uma árvore milenar é, em si mesmo, um micro habitat, que perde o seu valor biológico e paisagístico, quando sujeito a este tipo de operações.

Domingo, Janeiro 22, 2012

Domingo, Janeiro 15, 2012

E se...?

Fonte da imagem (aqui)
Em Espanha, um projeto piloto aposta na valorização e defesa de oliveiras com mais de 400 anos, incluindo exemplares milenares. Em vez de acabarem numa rotunda, no jardim de um hotel ou campo de golfe, enriquecendo os intermediários que as vendem, estas oliveiras serão preservadas, promovendo-se e vendendo-se o seu azeite, como produto de alta qualidade.

E se alguém se lembrasse de replicar este exemplo no nosso país, preservando um património natural, paisagístico e cultural único e premiando os proprietários destas árvores, ao invés de intermediários gananciosos? Não é um sonho, pode ser realidade. Ou amamos menos as nossas árvores e o nosso mundo rural, do que os nossos vizinhos espanhóis?