domingo, abril 06, 2008

Um discurso que me está a deixar nervoso...



Bom, mais do que nervoso estou ansioso. Porquê? Irei discursar perante representantes do ministério e receio a sua avaliação? Pior, bem pior...

Amanhã vou falar a crianças do 3º e 4º ano sobre árvores. Não estou ansioso pela parte das "árvores", mas porque, de forma genuína, receio o grau de exigência deste público.

Quando estamos habituados a dar aulas a uma determinada faixa etária, dominamos alguns dos "truques" para manter a nossa audiência interessada no nosso discurso. No entanto, é a primeira vez que vou fazer uma "apresentação" para crianças do 1º Ciclo e receio que a mesma seja demasiado elaborada, ou seja, que não desperte a sua curiosidade e que a achem maçadora!

Passei boa parte do fim-de-semana a "stressar" com ela; ontem dediquei-lhe todo o final de tarde. Hoje não resisti a acrescentar-lhe alguns pormenores. Bem sei que isto não é normal, pois estou mais ansioso do que perante outras coisas de (aparente) maior responsabilidade.

Afinal de contas, haverá maior responsabilidade do que "ensinar" a amar as árvores?

Podem confirmar se tenho ou não motivos para estar preocupado, visualizando a dita apresentação.

P.S. - Esta apresentação insere-se nas comemorações do Dia da Árvore na nossa escola. Lançámos ainda um concurso ("A minha árvore") com alguns resultados bem curiosos que mostrarei um destes dias.
Por último, criámos uma pequena "maternidade de árvores", da qual resultaram as azinheiras que podem observar na imagem. Pretendemos doá-las a alunos do 1º Ciclo num regime de "adopção de árvores", em que as crianças que as receberem se comprometam a cuidar delas com empenho.

9 comentários:

Manuel Ramos disse...

Não há razões para "stresses"...
A apresentação está boa e o resto fica entregue à paixão que não te falta.
A oliveira de Torre e Cercas também agradece o protagonismo.

as-nunes disse...

Caro Pedro Nuno
Tenho uma profissão ligada a números, ao papão do Fisco, a gestões económicas e financeiras.
Mas uma das minhas maiores paixões actualmente é a botânica em geral, as plantas que me dizem mais directamente respeito, por conviver mais de perto com elas, algumas que nem as conhecia apesar de passar por elas diariamente.
Quanto à apresentação que vai fazer, também sou de opinião que o empenhamento no discurso perante uma plateia de crianças é capaz de ser mais difícil do que para adultos. Até porque os próprios pais dessas crianças, na sua maioria, não conseguiram sensibilizar-se para a necessidade de tudo fazermos para a preservação das árvores e plantas em geral.
"De pequenino é que se torce o pepino" assim nos esforcemos por transmitir o amor pela Natureza às novas gerações. Caso contrário que será deste Planeta?
Dia 10 cá estaremos para comemorar o DIA da ÁRVORE.
Um abraço
António

Júlia Galego disse...

Pedro, certamente que vai correr tudo muito bem e atingir os seus objectivos. A apresentação está muito boa, simples como convém para o público a que se destina.
Abraço

Rui Peixeiro disse...

Olá,

A apresentação está muito boa, tendo em conta o público alvo.

O resto, sai conforme a criançada vai reagindo!


Boa sorte e que convença mais uns pequenotes a cuidar melhor do nosso ambiente.

Pedro Nuno Teixeira Santos disse...

Obrigado pelas palavras de incentivo.

Esta questão de falar para crianças mais pequenas faz-me lembrar um pouco a oferta de prendas por alturas do Natal ou de um aniversário; um adulto diz sempre que gostou da prenda que recebeu, que era mesmo aquilo que queria...Já uma criança quando não gosta, não disfarça!

Esta questão de dar aulas é um pouco semelhante; falar para plateias mais "adultas" obriga-nos a um maior rigor científico, mas os mais pequenos são mais genuínos a exteriorizar as suas emoções.

Acho que a apresentação correu bem e considero que devemos continuar a apostar nas novas gerações, embora de nada valha "pregar" o amor às árvores, quando na prática as crianças continuam a assistir à mutilação das árvores nas cidades e nas próprias escolas.

De que servirá um professor dizer nas suas aulas que o tabaco faz mal e depois ser apanhado a fumar por um aluno?

Esta questão das árvores é similar; não se pode continuar a comemorar o "Dia da Árvore" nas escolas, a insistir na importância das árvores e depois permitir que se decepem as árvores no interior do recinto escolar.

Uma imagem vale (quase) sempre mais que mil palavras...

ljma disse...

As crianças exteriorizam mais o que sentem, e isso também se manifesta num entusiasmo natural muito à flor da pele. É relativamente fácil desencadear com elas uma dinâmica viva e produtiva, o que também torna interessantes (e cansativas, às vezes) as coisas.

Ainda bem que a apresentação correu bem. Bom trabalho!
José Amoreira

josnumar disse...

Caro Pedro,
não sou criança, mas já fui e desde pequeno fui educado a respeitar as árvores e enquanto criança deliciei-me imensas vezes com os figos, as cerejas, as maçãs( às vezes ainda verdes), as ameixas e até mostajos eu comi. Na escola também plantei e tratei de árvores que tinhamos no recinto e a diferença é que nunca ninguém as arrancou ou simplesmente "ceifou". Todos se respeitavam mutuamente e as árvores agradeciam o nosso carinho dando-nos a sombra nos dias de calor e os frutos na época deles.
As crianças aprendem e gostam dos adultos que lhes ensinam a viver e a crescer num ambiente mais verde, com sombras refrescantes e ter algumas vezes a tentação de colher o fruto da árvore do quintal do vizinho.
Parabéns pelos valores ambientais que incute nas crianças.

João Martins disse...

Caro Pedro. Parabéns pelo excelente trabalho de cidadania que exerce neste blogue e na sua vida profissional.

Sou um dos cidadãos de Loulé que vinha a assistir com indignação ao continua abate de árvores nesta cidade de há um ano aproximadamente para cá.

Agradeço desde já a sua solidariedade com esta nobre causa dos cidadãos de Loulé.

O seu blogue é exemplar!

Um grande abraço.

Pedro Nuno Teixeira Santos disse...

Mais uma vez muito obrigado pelos elogios e incentivos. Abraço