terça-feira, abril 15, 2008

Retratos do Portugal que odeia as árvores (XVI)

Albufeira

A imagem é de uma oliveira amputada mas que, mesmo na morte, mantém a dignidade perante um pano de fundo que reflecte o caos urbano de Albufeira.

Com um perímetro de tronco de quase quatro metros e meio, não era uma oliveira qualquer! Aparentemente, e pelo que se pode observar no local, as causas da sua morte terão sido do mais negligente que se possa imaginar.

Dado o local e a posição em que eu e o Miguel a fomos encontrar, junto à berma de um arruamento recente e com as raízes parcialmente fora do solo, concluímos que a mesma deverá ter sido podada e transplantada para a berma e ali terá ficado esquecida...Até morrer!

Mantém na morte a dignidade que os responsáveis por este crime jamais poderão ostentar...

4 comentários:

Rui Peixeiro disse...

Infelizmente não deu para tirar fotos, mas em Campo Maior também já reinam os "coutos". Tanto na avenida principal do parque como noutras artérias, as árvores foram podadas até ao tronco, tal como já vai sendo hábito um pouco por todo o lado.

as-nunes disse...

Ampliando-se a fotografia ainda é mais gritante e revoltante o que se anda a destruir neste país!
Só encontro um epíteto para casos como estes. BANDIDOS!
Afinal existe um Ministério do Ambiente para quê?
Existem Planos de Ordenamento Ambiental?
Existem Planos de Ordenamento Florestal para quê?
Para além do dinheiro há que preservar o Ambiente em que vivemos! Que ambiente estamos a projectar para os nossos filhos e netos?
BANDIDOS!...

as-nunes disse...

Em contraste. Vou colocar hoje um post inspirado numa foto-denúncia publicada num jornal regional.
Um passeio, um árvore de grande porte no meio do passeio.
As pessoas (algumas) queixam-se.
O leitor sugere. Recue-se o muro limite da casa a seguir ao passeio e já haverá espaço para o passeio sem derrubar a árvore!
Se houvesse mais pessoas a pensar assim!

Pedro Nuno Teixeira Santos disse...

Rui,

A autora dos blogues "Entre Tejo e Odiana" e "Gambozino" tem feito algumas denúncias dessas podas em Campo Maior.

António,

Este caso da oliveira é particularmente revolvante porque se podia facilmente tê-la plantado num jardim e salvo a árvore...Vou ficar à espra desse texto.