sábado, abril 12, 2008

O vale

Serra da Estrela - Unhais-da-Serra (Covilhã)


- Ainda os plátanos de Unhais.

- Via Ondas 3: mais de 11 000 árvores plantadas na Serra da Estrela.

- Duas via Sargaçal: as árvores da Rotunda da Boavista (no Porto) continuam a "desaparecer misteriosamente"; estudo sobre as árvores ornamentais das cidades do Reino Unido.

- Notícias sobre o sobreiro e a cortiça enviadas pelo Luís Gil: a Associação Portuguesa de Cortiça (Apcor), em parceria com a Federação Francesa dos Sindicatos da Cortiça, com o apoio da associação GoodPlanet.org, presidida por Yann Arthus-Bertrand, e do Instituto Europeu da Ecologia, presidido por Jean-Marie Pelt, lançaram uma petição on-line em defesa da cortiça e dos montados de sobro.

Artigo publicado na revista da Ordem dos Engenheiros, Ingenium, II Série, Nº 103, Jan/Fev 2008, sobre o declínio do sobreiro e da azinheira (ver aqui).

- Ministro da Administração Interna planta árvores no nó de Covilhã Norte da A23, no âmbito de um projecto que abrange toda a faixa que é atravessada pela auto-estrada da Beira Interior. Uma boa iniciativa que já anteriormente tinha louvado, embora considere que grande parte destas árvores não irá sobreviver, visto estarem a ser plantadas tardiamente. Se não queremos apenas trabalhar para a "publicidade verde" e queremos efectivamente ajudar o ambiente, plantem-se as árvores no início do Outono.

- Numa cidade do Brasil as pessoas saíram à rua devido ao corte de árvores promovido pela prefeitura local. Por cá, este tipo de iniciativas continua a ser "ficção científica"!

7 comentários:

João Soares disse...

Coincidências Est(r)elares.
Fiz uma videomontagem e esta semana prometo que falarei uma vez mais sobre essa região, que merecia ter o estatuto Parque Nacional da Serra da Estrela.
Abraço

Dave Coulter disse...

Hello!

I found your blog via Festival of the Trees. Greetings from Chicago!

Dave

João Martins disse...

Caro Pedro. No sentido se mobilizar mais cidadãos da cidade de Loulé dei destaque ao seu post sobre o abate de árvores em Loulé.

O meu blogue é o Macloulé. Se não concordar com este meu atrevimento diga qualquer coisa que retiro imediatamente o post.

Um abraço e mais uma vez parabèns pelo seu excelente blogue.

João Martins

as-nunes disse...

Ficou-me no sentimento a atitude das pessoas do Brasil que se manifestaram publicamente contra o abate de árvores.
Que pena não se fazer o mesmo em todo o lado.
Aqui em Leiria também teríamos motivos para o fazer. Pelo menos a atitude criminosa do abate de sobreiros, algumas dezenas, para se instalar uma urbanização num dos sítios mais airosos desta cidade. Ao cimo da Calçada do Bravo.
E mais, as que não foram abatidas (diz que não senhor, que estão preparadas para serem transplantadas. Onde estão então?) E os que ficaram, estão reduzidos a troncos cortados a menos de metade da árvore. Está-se mesmo a ver que acabarão por desaparecer do mapa...a curto prazo.
António

Pedro Nuno Teixeira Santos disse...

Olá João,

Já vi essa referência à Estrela no "BioTerra" e gostei muito!...(Até da escolha musical, já que também sou grande admirador do Thom e dos seus Radiohead).

A Serra da Estrela, pelos habitats únicos que alberga dado ser o único território no continente a superar os 1600 m, merecia um estatuto especial. Mas esses estatutos já estão contemplados, pelo menos em parte, na legislação actual, nomeadamente no Planalto da Torre (classificado como Reserva Biogenética do Conselho da Europa).
No entanto, tal não impede que aí corram esgotos a céu aberto, que maquinaria pesada revolva o solo em operações de transferência de neve para manter as pistas de esqui operacionais, que passeios de todo o terreno se façam por cima das pistas de esqui ou que o lixo se acumule por todo o lado.

Infelizmente, não creio que a classificação como Parque Nacional viesse alterar isso; as leis neste país nasceram para ser desrespeitadas, sobretudo porque as pessoas aqui nunca "assumiram" o Parque Natural como seu; ou seja, ao contrário de outras zonas, como o Montesinho, onde apesar de algumas polémicas as pessoas até aceitam e encaram o parque local como uma vantagem, por aqui o PN da Serra da Estrela é visto como um entrave e o culpado de "tudo e mais alguma coisa".
Abraço.


Hello Dave,


Thank you for your reference to my blog and "Gonçalo de Carvalho" Street,

Greetings from Portugal!



Olá João Martins,

Não me importo nada e agradeço bastante o seu "atrevimento"!
Obrigado pelos seus elogios e não desistam da vossa luta, pelo bem de Loulé e das suas árvores. O que vocês pedem é bem simples e mais do que justo.

Pedir que uma câmara justifique tecnicamente o abate de dezenas de árvores e que tenha uma gestão profissional do seu património arbóreo são "exigências" mais do que justas.

Um abraço.




António,


Eu também fiquei muito sensibilizado por essa notícia; tal como por aquela manifestação em Madrid em favor das árvores a ser abatidas pelo projecto do arquitecto Siza Vieira. E sonho com o dia em que por cá se faça o mesmo.

E fiquei também bastante impressionado pelo seu gesto de cidadania em defesa daquela árvore tombada em Leiria. Parabéns e obrigado por não a ter ignorado!



Estranho ainda não ter visto mais notícias acerca desse abate de sobreiros em Leiria...

Um abraço.

ljma disse...

Acerca da plantação de árvores na A23, que começou ontem no nó Covilhã Norte com a presença do Ministro da Administração Interna, li no Diário XXI de ontem que alunos da escola dos Penedos Altos (Covilhã) tinham ganho o concurso para o desenho do logotipo do programa. Mesmo assim, e ao contrário do que acontecerá em todos os concelhos onde ocorrerem plantações, a Câmara Municipal da Covilhã não se associou ao evento, nem sequer na disponibilização de transporte para os alunos das escolas que participaram na iniciativa. O artigo do Diário XXI que indiquei acima termina com uma possível explicação para a recusa: " Na última semana, o autarca tinha criticado o facto de o ministro da Administração Interna participar na iniciativa na A23, mas não se deslocar aos Paços do Concelho."

Nova notícia, de hoje, dá outra explicação: os autocarros da Câmara Municipal da Covilhã não têm cintos de segurança.

Ah, ufa! E eu que já pensava, cá para comigo, que Albertos Joões Jardins há muitos por aí...

pedro disse...

José,

Não querendo ser "má-língua" e querendo acreditar na palavra das pessoas, não posso deixar de considerar esta história dos "cintos de segurança" muito conveniente; até pelo antecedente dessa crítica ao ministro e por, alegadamente, a Câmara ter acedido a transpostar as crianças e à posteriori ter recusado.

Eu só deixo esta questão: será que, devido a esta história dos "cintos", a Câmara deixou de transportar qualquer grupo de crianças do concelho? Ou apenas as que participam em actos não organizados pela própria câmara? Era algo que o Diário XXI poderia verificar fácil e rapidamente.

Esperemos que estas árvores sobrevivam na sua maioria e que as crianças envolvidas tenham criado uma nova sensibilidade para esta questão.

Um abraço