terça-feira, julho 17, 2007

Oliveira da Quinta da Sinagoga (Tavira)

Oliveira (Olea europaea L.), estrada Tavira - Santo Estevão (Quinta da Sinagoga)

É um privilégio poder ver, tocar, cheirar, fotografar ou, numa única palavra, sentir, árvores como a oliveira classificada de Pedras D'el Rei. Observar um ser vivo com dois mil anos de história reduz-nos à nossa insignificância temporal o que, curiosamente, também nos aumenta a percepção do que é estar vivo...

Acresce a sensação de estarmos perante exemplares únicos pois, mesmo para uma espécie como a oliveira, poucas alcançam esta longevidade e isto por factores que, muitas das vezes, nada têm a ver com causas naturais. Não podemos ignorar que vivemos num país que persiste em não respeitar o seu património, sobretudo o natural. Pois se a opinião pública já se escandaliza com os atropelos ao património histórico construído, continua a ser bastante complacente e compreensiva com o destruir do património natural (como é o caso das árvores monumentais).

Mas, se fotografar estes exemplares classificados é sempre factor de contentamento, consigo ainda encontrar um prazer mais redobrado quando participo da descoberta de árvores ainda não referenciadas. Foi o que aconteceu nesse mesmo Domingo em que fomos a Pedras D'el Rei...

Oliveira (Olea europaea L.), estrada Tavira - Santo Estevão (Quinta da Sinagoga)

Na estrada que liga Tavira a Santo Estevão, descobrimos esta bela oliveira situada na Quinta da Sinagoga (visível a partir da referida estrada). O conjunto é formado por três rebentamentos, algum dos quais poderá ter sido enxertado (esta é uma análise que já ultrapassa o nosso grau de conhecimento actual).


O conjunto formado por estes rebentamentos é de grande beleza e com medidas impressionantes:

Perímetro à altura do peito = 7,21 m
Diâmetro da copa = 12,5 m
Altura = 10 m

Recordo que para a obtenção do diâmetro da copa (ou perímetro), estamos a utilizar uma técnica que consiste em medir aqueles que nos parecem ser o maior e o menor raio (da mesma) e depois calcular a média.

No entanto, em situações como a desta árvore, onde não existe um único tronco, pareceu-nos ser mais rigoroso medir directamente o diâmetro fazendo a fita métrica passar pelo centro dos rebentamentos; (da mesma forma fizemos duas medições e calculámos a média).

1 comentário:

Júlia Galego disse...

Pedro, as "suas" oliveiras são espantosas!
Peço-lhe um favor: fotografei uma palmeira em Montemor-o-Novo que tem uma altura considerável; não se importa de passar pelo meu blogue e ver se a identifiquei bem? É que tem um espique relativamente estreito e tenho algumas dúvidas se se trata da palmeira-das-Canárias.
E já agora veja no penúltimo post um arbusto que fotografei num jardim desta cidade. Nunca tinha visto nada igual.
Cumprimentos