quarta-feira, janeiro 31, 2007

Transplante de palmeira no Lumiar

De uma leitora deste blogue chegou-me a seguinte notícia:

"Uma palmeira centenária de elevado valor patrimonial, e única na cidade de Lisboa, foi transplantada com sucesso pela Câmara Municipal de Lisboa, na zona do Lumiar, junto à Avenida Padre Cruz, por força das obras de conclusão do Eixo Norte-Sul.
Esta Phoenix dactylifera L. é um exemplar único pela sua dimensão e porte - 20 metros de altura - valor patrimonial extremamente elevado, mais de cem mil euros, e é também a única palmeira multicaule com 6 seis hastes existente na cidade.
A operação de “salvamento” de difícil execução e complexidade, iniciou-se com a poda e a amarração das hastes. O exemplar, com um peso de 63 toneladas, foi transplantado por uma grua de grande tonelagem para o mesmo ajardinado, junto à Avenida Padre Cruz, estando agora a salvo e fora do traçado do viaduto.
O sucesso total desta operação que teve a supervisão técnica do Departamento de Ambiente e Espaços Verdes terá a sua confirmação dentro de aproximadamente 5 anos."


In Newsletter "E-Pólen" - Ambiente e Espaços Verdes C. M. Lisboa (Dezembro 2006)


Fotografia propriedade da C. M. Lisboa

Resta-nos esperar que a história tenha um final feliz!... Para já fica registado que algumas autarquias, ainda que timidamente, começam a demonstrar algum respeito pelo respectivo património arbóreo.

Cabe-nos a nós, sociedade civil, não levantar a guarda e manter a pressão sobre os órgãos de decisão deste país.

5 comentários:

Anónimo disse...

Espero que o trabalho levado a cabo tenha tido muito mais qualidade do que este aqui descrito (http://ondas3.blogs.sapo.pt/492352.html)
Octávio Lima

Pedro n. t. santos disse...

Já fui espreitar o "link" e, de facto, o que é mostrado na imagem é lastimoso!

Anónimo disse...

Caro Pedro T. Santos,

Gostaria de poder ajudar nesta sua luta contra as podas camarárias que detroem o nosso património natural.
Não será possível envolver Quercus, Fapas, Geota e criar uma plataforma contra estes crimes ?
Vivo na Figueira da Foz e tenho assistido ao delapidar do património arborícola urbano, a uma velocidade estonteante.
Obrigado pela atenção.
João Vaz
jmcvaz@gmail.com

Pedro n. t. santos disse...

Caro João:

Obrigado pelo comentário e pela disponibilidade para ajudar...a mudança vai levar gerações pois é quase uma tradição, ou seja, estamos a falar de centenas de pessoas que a praticam por todo o país (convencidas que o que fazem está bem feito!) e de muitos milhares de cidadãos que (como sempre assim viram as árvores) encaram esta prática como natural e até benéfica para as árvores.

Os amigos do "Dias com árvores" sugeriram a criação de uma petição on-line; quando tiver alguma disponibilidade, tenciono discutir com algumas pessos bem mais conhecedoras desta problemática do que eu (como o Prof. Jorge Paiva da U. de Coimbra) acerca da viabilidade deste projecto.

A criação dessa plataforma que sugere é também uma ideia muito interessante mas o nosso país tem problemas tão graves (falta de ordenamento do território, erosão costeira, incêndios florestais, tratamento de resíduos, desertificação, etc., etc.), que se calhar é difícil conseguir a atenção e o apoio para este problema por parte das associações ambientalistas.

Como cidadão, pode sensibilizar os seus amigos e conhecidos, protestar nos jornais locais e pedir a classificação de alguma árvore monumental que conheça (este estatuto promove alguma proteccção; nem sempre eficaz mas é o melhor que temos, pelo menos por enquanto)...para tal, sugiro uma visita a:

http://www.portaldocidadao.pt/PORTAL/entidades/MADRP/DGF/pt/SER_classifica++231+++227+o+de+++193+rvores+como+sendo+de+interesse+p++250+blico.htm

Abraço

Anónimo disse...

Há os incendiários que utilizam o fogo para destruir as árvores, e há também os incendiários das podas, que pelos vistos a nivel nacional são bastantes.