quarta-feira, agosto 22, 2007

"População de Cantar Galo contesta corte de árvores" - adenda

O Francisco Paiva do Obrar fez-me chegar uma ligação, através do serviço on-line do Diário das Beiras, para a referida notícia do Jornal do Fundão.

A este propósito, e em adição ao que escrevi ontem, queria voltar a sublinhar 3 aspectos:

- Elogiei o presidente da junta de freguesia de Cantar Galo pela iniciativa do "referendo à população" e concordo com ele quanto à melhor solução, embora não pelos mesmos motivos. Ele está preocupado com os lugares para estacionar carros e eu penso que isso se resolve à priori quando se planeia o crescimento de uma urbe e se aprovam novas construções. Remendar as coisas à posteriori, fazendo-o à custa de sacrificar árvores é errado.
O facto de eu concordar com ele quanto à necessidade de substituir aquelas árvores prende-se exclusivamente com o facto de estarmos a falar de exemplares que foram mal podados, tendo na maioria dos casos sido reduzidos a cepos com copas disformes. E, por acreditar que caso não sejam substituídas por árvores de menor porte, irão continuar a sofrer este tratamento.

- Através da correcta análise por parte de especialistas em arboricultura pode-se chegar à conclusão de que é possível salvar algumas árvores, por terem sido menos podadas e por possuírem o espaço suficiente para crescer. Por exemplo, junto à curva da Lanofabril existe um plátano-bastardo de boa dimensão (o mais alto da cidade) e que penso que deveria ser salvo, só para dar um exemplo.
Quero sublinhar que a escolha de espécies de menor porte deverá ser feita precisamente para evitar posteriores "podas camarárias", que deixarão de ter qualquer tipo de justificação (não que alguma vez a tenham tido!);

- Como escrevi ontem, abater árvores nunca será uma boa solução. Esta deveria pesar na consciência de todos aqueles que, com o dinheiro dos contribuintes, têm como hábito destruir as árvores das cidades à lei da moto-serra, demonstrando o quanto este país ainda terá que evoluir na forma como encara e respeita as árvores.

1 comentário:

as-nunes disse...

Que desculpa esfarrapada a deste PSEUDO autarca (de meia-tigela, atrever-me-ia mesmo a classificar).
Também fui autarca. Não é deste modo que se defendem os interesses duma comunidade.
Há que olhar o FUTURO...ter coragem para enfrentar a IGNORÂNCIA de algumas almas que ocupam a terra onde vivem o seu presentinho.
Um abraço
António