sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Viagens VII



A araucária de Tolosa.



P.S. - Algumas notícias sobre árvores:

- Árvores cortadas em Alta Vila (Águeda): pelos vistos havia por lá umas árvores centenárias que colocavam em causa a preservação de uma capela. As árvores, sempre as árvores, essa "ameaça" à segurança nacional. Cada país tem as obsessões que merece!

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Árvores guardam informação climática (inclui vídeo).


- No âmbito do projecto Pronatura promovido pela Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente, a Câmara Municipal de Estarreja vai receber cerca de 2 000 árvores para acções de reflorestação.


3 comentários:

Jardineira aprendiz disse...

Em relação a Àgueda ainda não vi o 'serviço' mas tenho alguma esperança que tenha sido comedido, porque neste caso, sendo um parque quase dentro da cidade, as pessoas têm uma certa estimação nele, e nas suas árvores. Ironicamente eu não gosto muito, as árvores estão realmente muito próximas umas das outras e o sombreamento mútuo prejudica-as, mas sobretudo, e apesar de eu perceber pouco de podas de árvores, notam-se as marcas de muitas intervenções desastradas. A maioria daquelas árvores não têm uma forma harmoniosa, é como se já tivessem sido torturadas, e se calhar foram. Nota-se que não é de agora a ignorância no tratamento das árvores.

Tenho mais receio em relação ao outro espaço que referiste no outro dia, aí pelo menos as árvores estão inteiras e têm uma forma harmoniosa. Ainda não consegui perceber o que se prepara, apenas que há gente com vontade de cortar tudo e plantar de novo. O que também é bem típico do nosso país.

Pedro Nuno Teixeira Santos disse...

O meu conselho é usares o mesmo tipo de "racionalização" que eu utilizo: estar sempre à espera do pior!

Se um galho cai de uma árvore, mesmo não causando danos, serve logo de desculpa para podar uma árvore de forma radical; é curioso que quando o vento arranca telhas ou outras estruturas ninguém tem o mesmo tipo de raciocínio, ou seja, ninguém se preocupa em saber se elas cairam devido à intensidade do vento ou por deficiente estado de conservação.
Mas com as árvores a "lógica" é diferente: a culpa é sempre da árvore! Ainda que não esteja "doente", pode vir a estar no futuro e é sempre melhor prevenir com a "moto-serra".
E o mais irónico disto tudo é que estas podas fragilizam as árvores e fazem com que estas fiquem mais susceptíveis a "acidentes" desse género.

Aconselho-te a visita ao blogue "Plainfield trees", um blogue dedicado às árvores de uma cidade americana onde as árvores crescem altas nas ruas e nos jardins das casas e onde ninguém parece muito preocupado com as folhas, com os dejectos dos passarinhos ou com o perigo de uma ramo cair. Devem ser loucos!...

Ivan disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.