terça-feira, abril 03, 2007

É uma cidade portuguesa, com certeza!



Braga, Portugal...o crescimento do betão continua imparável, o que não deixa de ser curioso dado o elevado número de placas anunciando "vende-se" em prédios com poucos anos; outros há, cuja construção se arrasta há anos, sinal de que os empreiteiros tem sérias dúvidas sobre quantos apartamentos irão conseguir vender.

O crescimento do betão atinge mesmo as encostas entre o Bom Jesus e o Sameiro mas, aparentemente, nada disto incomoda as boas gentes de Braga.

O que as incomoda, como um pouco por todo o país, são as árvores...estas, criaturas dadas à teimosia, insistem em crescer e isto perturba o Sr. António que deixa de ver a marquise da D.ª Maria e incomoda o Sr. Luciano que tem que guardar o carro na garagem devido aos pássaros que aí fazem o ninho...enfim, chatices!...






Já aqui tive a oportunidade de defender em ocasiões anteriores que se plantassem árvores de plástico nas cidades portuguesas, por diversas razões:

- poderiam ser feitas logo à altura desejada;

- não produziriam folhas mantendo, deste modo, as sarjetas operacionais todo o ano; poderiam, de igual modo, ser feitas de um material que fosse repelente para as aves e demais bicharada;

- não necessitariam de manutenção, nem exigiriam rega;

- poderiam estar em flor todo o ano mas sem produção de pólen, evitando alergias;

- o plástico seria leve o que evitaria problemas caso as mesmas tombassem por força dos ventos;

- seriam feitas de material reciclável para mais facilmente poderem ser substituídas quando o Sol e a chuva as tornassem velhas;

Eu apenas consigo vislumbrar vantagens nesta opção, que de certo muito agradaria a grande parte dos portugueses e das Câmaras Municipais.






Estas fotografias relatam uma pequeníssima fracção do massacre que as árvores de Braga têm sofrido nestes últimos anos.

Acresce que, pelo menos em relação aos exemplares que fotografei, estes aparentemente não deveriam incomodar ninguém:

- no primeiro caso (duas primeiras fotografias), temos um conjunto de tílias à entrada do cemitério, num pequeno largo, que se limitavam a dar sombra e abrigo a quem aí tem que se deslocar, bem como ao pequeno mercado de flores que, aos Domingos de manhã, aí decorre;

- no segundo caso (restantes fotografias), as árvores estão bem afastadas das fachadas dos prédios e não interferiam com fios eléctricos, nem mesmo com a iluminação pública; quanto às pessoas que aí moram, acabam de ganhar uma boa dose extra de calor no Verão (nada que não se resolva com um ar condicionado e mais umas dezenas de euros na conta da luz).
Poder ver o vizinho da frente a espreguiçar-se todas as manhãs, isso sim não tem preço!...

Braga, uma cidade portuguesa...com certeza!

1 comentário:

Nádia Bonani disse...

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