segunda-feira, setembro 25, 2006

Plátanos de Monchique I

Esta alameda de plátanos (Platanus orientalis L. var. acerifolia Aiton) situa-se na entrada sul, vindo de Portimão ou de Silves pela N266, junto a duas bombas de gasolina. Está classificada como sendo de interesse público desde Janeiro de 1994 (segundo o livro "Árvores Isoladas, Maciços e Alamedas de Interesse Público", edição do Instituto Florestal), ultrapassando alguns exemplares os 30 m de altura (segundo a mesma obra).







No passado Sábado tive a oportunidade, juntamente com o meu colega Miguel Rodrigues, de medir o perímetro à altura do peito (P.A.P.) de alguns exemplares, sendo que um dos plátanos ultrapassa os 4 metros de P.A.P. (este exemplar é o primeiro do lado direito quando se entra em Monchique pelo lado sul - ver fotografia).





No entanto, o mais magnífico dos plátanos de Monchique é o que se situa no Barranco dos Pisões, a cerca de 3 km a norte da vila, também ele classificado de interesse público, e sobre o qual falarei mais detalhadamente em próximas oportunidades.

4 comentários:

Manuela D.L.Ramos disse...

ola. tenho de vez em quando vindo espreitar a evolucao da sombra ;-)

Interessante estas entradas de caçadores de árvores.

A propósito do plátano do Barranco de Pisões visitem-no também aqui.

E já agora não percam as araucárias, a magnólia do convento aqui e aqui e, claro, não deixem de ir apanhar umas bolotas do Quercus canariensis (na Estrada para o Alferce)

(como podem verificar sou apologista de se linkar o mais possível... só assim se atrem visitantes e se fazem mais amigos de árvores ;-)

continuação de bons passeios
abraço do Porto

pedro n. t. santos disse...

Obrigado pelas visitas e pelos links...nesse mesmo dia tivemos oportunidade de visitar todas essas árvores...apenas não conseguimos ainda identificar o castanheiro (na estrada para a Fóia) a que vocês fizeram referência há uns tempos! Infelizmente, também descobrimos que uma azinheira em S. Marcos da Serra, referida por E. Goes no seu livro, já morreu! No entanto, sempre que regressamos a Monchique, acabamos por descobrir sobreiros que nos deixam impressionados. Nesta ocasião, "descobrimos" um que fica perto do carvalho-de-monchique e outro bem à beirinha da magnólia!
Com a vida ocupada de professor (ao contrário do que a maioria das pessoas prefere acreditar!),não é fácil é arranjar tempo para escrever sobre tudo isto!

Manuela D.L.Ramos disse...

Viva

No Verão em que tinha pensado ir ver essa azinheira de S. Marcos da Serra soube que ela já tinha morrido através de um livro que na altura comprei -que considero muitissimo interessante e aconselho vivamente- Portugal Meridional- gentes, tradições, fauna e flora da autoria de John e Madge Measures, editado pela Associação IN LOCO (1ª edição em 1995): falava de uma enorme azinheira com cerca de 29 m. de diâmetro de copa, perto de Bioão, S. Marcos, que tinha morrido "há alguns anos devido a a podrecimento".

Quanto ao castanheiro vou-me certificar do caminho e depois digo.

pedro n. t. santos disse...

Obrigado pela sugestão...
De facto, falámos com alguns habitantes de Boião e a azinheira parece ter sido colossal! No entanto, quando as árvores morrem de pé, ou seja, quando morrem de causas naturais, morrem com uma certa dignidade...mais vale morrerem com essa dignidade do que morrerem lentamente por podas ignorantes!
Até breve