terça-feira, setembro 19, 2006

A cidade das pseudotsugas

A Pseudotsuga menziesii, também conhecida como"Abeto de Douglas" (embora na realidade não seja um abeto!), é um dos gigantes da costa oeste norte-americana, juntamente com as sequoias (Sequoia sempervirens e Sequoiadendron giganteum).


Aspecto da folhagem e pinhas


O maior exemplar do país, de acordo com Ernesto Goes (Árvores Monumentais de Portugal), encontra-se na Mata do Buçaco com 45 m de altura e cerca de 5m de perímetro à altura do peito (P.A.P.), valores impressionantes embora ainda distantes dos cerca de 80 m de altura que alguns exemplares alcançam no seu habitat original.
Na Serra da Estrela existe também um povoamento com espécimes notáveis, atravessado pela estrada que liga Manteigas à Pousada de S. Lourenço. Este povoamento inclui árvores notáveis em dimensão tendo em conta a sua idade.


Exemplar de pseudotsuga próximo da Escola Frei Heitor Pinto



Exemplar de pseudotsuga em jardim particular (atente-se na diferença de altura para as palmeiras-das-canárias à esquerda que também têm um porte elevado)


Na Covilhã existem várias pseudotsugas com altura superior a prédios de 5 andares, situadas quer em espaços verdes públicos quer em jardins particulares, nomeadamente no Bairro da Estação e imediações da Escola Frei Heitor Pinto, no Bairro dos Penedos Altos ou ainda, na estrada de acesso às Penhas da Saúde (na zona conhecida como Floresta).
Na minha Rua do Rodrigo existem também dois belos exemplares desta espécie.

Exemplar de pseudotsuga na Rua do Rodrigo

A verdade é que esta é uma espécie muito bem representada na cidade, tendo a vantagem de, regra geral, escapar às podas criminosas que fizeram tombar outros gigantes da cidade, nomeadamente plátanos e tílias.
Sinceramente, não me consigo decidir sobre qual a maior pseudotsuga da Covilhã, mas o mais impressionante é o elevado número de exemplares com bom porte que se encontram um pouco por toda a cidade o que, tanto quanto eu saiba, não tem paralelo em qualquer outra localidade portuguesa.

Pseudotsuga junto ao tribunal (um dos exemplares que já sofreu uma poda correctiva !!)

4 comentários:

bettips disse...

Passo para te deixar um abracinho. As canalhices dos deputados e quejandos ...só assim, reportado como o fazes, se percebe como são ignorantes e estúpidos. Nenhum grau de doutor os justifica para governantes! Entre 85 a 95 foram desactivadas n linhas de comboio, nomeadamente no Douro e Trás-os-Montes: andáva-se a fazer IPs 4 e 5. Tiveram de ser refeitas pelos erros cometidos. Entretanto, houve tantas pessoas que morreram por causa desse traçado desastroso! O caminho de ferro, esse apodrece, juntamente com as estações antigas. Os dirigentes lá estão, até reconduzidos por voto democrático! Isto é ser inteligente? Isto é governar? Olha, tu fazes mais na tua varanda, a plantar e a replantar, que esses tiranetes todos juntos a "pensar"! Bjinhos para o lado e lá da Serra.

pedro n. t. santos disse...

Mais uma vez obrigado pelos elogios! O pior é que as imagens são difíceis de desfazer e a actual imagem de mediocridade da maioria dos nossos actuais parlamentares faz com que os bons não sejam reconhecidos e que dificilmente, no futuro, o lugar de deputado sja respeitado! Mas eu sou daqueles que pensam que a classe política reflecte a sociedade que temos...infelizmente, ainda que de forma involuntária, acabamos todos por pactuar com o estado a que isto tudo chegou...
Eu estou desposto a seguir um líder...venha a revolução!! Beijos para o lado de lá da Serra

pedro n. t. santos disse...

errata:"disposto" a seguir...

Espaço do João disse...

Meu Caro.
Andava eu´`a procura de abetos e, vim encontrar este magnífico espaço. Infelizmente não são só os governates, mas também alguns mentacapos de arquitectos paisagisticos que por aí abundam que tiraram o canudo e foram apadrinhados . Eu sei dum caso em que uma arquitecta do ICN ao serviço da Câmara Municipal, mandou plantar grevílheas robustas nos passeios dum bairro residêncial. Alertei a senhora para o malefício que essas árvores iam causar nos passeios e, nos muros das propriedades e, ela respondeu-me que arquitecta era ela, para não me preocupar que se rebentassem os passeios a dita Câmara padava os prejuízos. Ripostei que quem pagava os prejuísos eram os cidadãos de norte a sul do país com os seus impostos. Mantivemos uma guerra infernal durante 15 anos, até que as ditas cujas foram todas abatidas, quando já tinham um grande porte e destruído muros , passeios, condutas de água, esgotos e, até cabos de destribuição de energia. Se eu fosse pessoa de poderes económicos, confesso que tinha processado semelhante personagem. A natureza é para ser amada, mas cuidada por quem sabe . Um abraço.