quinta-feira, setembro 18, 2008

Obrigado

Faia (Fagus sylvatica L.) - Astúrias


- Festival of the Trees # 27.

5 comentários:

Nelson Lima disse...

Curiosa a situação das árvores que estão a definhar rapidamente.... Logo este ano que até lhes deram uma poda rigorosa.... É impressionante que quando o burro aprende a viver sem comer... é que morre...
E não se vê causa possível......não há bichos... será que procuraram pela praga dos humanos???????????????

Ruben disse...

É lamentável a situação do Vale de Canas.
Já não vou lá há uns tempos.
Penso que tragédia maior do que o incêndio de há uns anos é deixarem novamente os eucaliptos e mimosas crescerem. É pena que essa tragédia pra já ainda não dê nas vistas...
Há um ano ofereci aí uma centena de sobreiros e o director do parque aceitou sem hesitar. Pergunto-me se serão só particulares a contribuir para a reflorestação da mata!

Pedro Nuno Teixeira Santos disse...

Nelson,

Apesar das inúmeras pragas que afectam as árvores, concordo que a principal ameaça às árvores ornamentais é a "praga" da estupidez humana!

Este ano vi um incontável número de árvores mortas na sequência de podas radicais. Em passeio pela zona de Campo de Besteiros, perto do Caramulo, vi uma rua com várias árvores completamente dizimadas. Pena não ter tido uma máquina para as fotografar!

Abraço.



Ruben,

É pena que esse seu gesto de oferta dos sobreiros não fosse mais divulgado.
Não que eu pense que o Ruben necessite dessa publicidade. Mas porque daí se poderiam tirar algumas conclusões. Algumas negativas, como a aparente incapacidade do Estado produzir plantas autóctones em quantidade suficiente e outras positivas, como o facto de qualquer cidadão com disponibilidade de meios para tal, poder ajudar em tarefas de reflorestação.

É pena ainda a incapacidade do Estado, em termos de meios humanos e financeiros, para fazer face à luta desigual contra as invasoras, como é o caso das mimosas. Em relação aos eucaliptos, neste caso a situação tem que ser vista por dois lados; isto é, por um lado, a mata de Vale de Canas era uma colecção de dezenas de eucaliptos monumentais sem paralelo na Europa, incluindo o mais alto do continente (e que penso ter sobrevivido ao incêndio de 2005). Por outro lado, é lamentável, se se permitir que esta Mata e partes adjacentes de Coimbra, voltem a ficar rodeadas de quilómetros e quilómetros de eucaliptais ininterruptos, (re)criando as condições que contribuíram para o que aconteceu há 3 anos.

Um abraço.

Miguel Rodrigues disse...

"Árvores estão a morrer sem causa aparente". Aqui vai o comentário que deixei no jornal:

"as árvores “foram submetidas a podas intensas recentemente e não possuem qualquer folha verde nem gomos de rebentação deste ano”"...

...se calhar é razão suficiente, não?!

Talvez se se tivessem chamado os especialistas antes das ditas podas e não depois de as árvores estarem a morrer...

Pedro Nuno Teixeira Santos disse...

Miguel,

O teu comentário ainda não aparece na página do jornal. Entretanto, decidi deixar o seguinte:
"A causa é mais que aparente, é real: poda desajustada, praticada por pessoal sem formação técnica especializada na manutenção de árvores ornamentais, tal como acontece na esmagadora maioria dos municípios portugueses.

Tal como acontece em muitos outros casos, também neste as árvores não sobreviveram! Eu apresentaria a queixa não contra "desconhecidos", mas contra quem praticou esta poda e quem a ordenou; provavelmente, a própria Junta!"

Aguardo a publicação...