quinta-feira, junho 12, 2008

Retratos do Portugal que odeia as árvores (XVI)





O amigo Albano Matos enviou-me um conjunto de imagens que me "obrigaram" a retomar a triste série de "retratos"...

A primeira imagem é da Anadia, a segunda da Curia e a última do Instituto Gulbenkian de Ciências, em Oeiras.

Duas notas breves acerca de duas das imagens:

- na segunda imagem, note-se que finalmente alguém parece ter encontrado uma "utilidade" para os cepos a que alguns ainda chamam árvores;

- sobre a última imagem, não posso deixar de lamentar que uma instituição tão respeitada como o Instituto Gulbenkian de Ciências, não tenha outro tipo de atitudes no que concerne à manutenção das árvores dos seus jardins.

3 comentários:

Anónimo disse...

Não admira que findo o consulado dos Azeredo Perdigão, verdadeiros filantropos, o abastardamento da Fundação se estenda ao património arbóreo.

Edite disse...

Também no distrito de Santarém se comentem barbaries desse género ... tristemente , ás vezes me questiono do porquê ... não vejo nada de bom numa força da natureza mutilada assim ...

Pedro Nuno Teixeira Santos disse...

Esperemos que, no que à Fundação Gulbenkian se refere, isto seja apenas uma infeliz excepção e que, este exemplo de menor rigor na gestão dos jardins não se propague, por exemplo, aos jardins da própria fundação, na cidade de Lisboa.

Edite,

Estas "práticas" resultam, na minha opinião, da conjugação de dois factos:

1) grande parte das pessoas vê as árvores como um estorvo, por "taparem as vistas", pelas folhas que entopem as sarjetas, por terem medo que estas tombem (sobretudo quando começam a crescer em altura) ou por qualquer outro motivo absurdo.
Pessoas que não gostam de árvores existem em todo o lado...A diferença é que, em Portugal, estas pessoas têm a "aprovação" dos poderes autárquicos que lhes fazem a vontade, podando ou cortando as árvores, dado o medo de perderem um voto que seja!

2) Por outro lado, muitas das pessoas que gostam de árvores, acreditam genuinamente que estas podas são indispensáveis (e até benéficas!)para as árvores.

Acresce que muitas destas situações resultam de falta de planeamento, por se plantarem árvores em sítios onde não irão dispor do espaço necessário para crescer.

A conjugação de todos estes factores resulta naquilo que vemos por todo o lado, com pouquíssimas excepções.