"A gestão tradicional dos montados permitia combinar dois objectivos importantes: produção agrícola e conservação. No entanto, estes ecossistemas têm vindo a sofrer alterações na sua forma de gestão, como consequência de alterações tecnológicas, económicas e das políticas agrícolas comunitárias. Estas alterações na gestão dos montados têm conduzido à degradação física e microbiológica dos solos (...) Apesar de serem ecossistemas agro-silvo pastoris sustentados, os montados foram recentemente considerados sistemas ameaçados, quer pela intensificação, quer pela extensificação do uso do solo, comprometendo os objectivos mais importantes da gestão do terreno: a produção e a conservação." - Projecto Montado (Universidade de Coimbra).
sábado, março 07, 2009
Projecto Montado
"A gestão tradicional dos montados permitia combinar dois objectivos importantes: produção agrícola e conservação. No entanto, estes ecossistemas têm vindo a sofrer alterações na sua forma de gestão, como consequência de alterações tecnológicas, económicas e das políticas agrícolas comunitárias. Estas alterações na gestão dos montados têm conduzido à degradação física e microbiológica dos solos (...) Apesar de serem ecossistemas agro-silvo pastoris sustentados, os montados foram recentemente considerados sistemas ameaçados, quer pela intensificação, quer pela extensificação do uso do solo, comprometendo os objectivos mais importantes da gestão do terreno: a produção e a conservação." - Projecto Montado (Universidade de Coimbra).
sexta-feira, março 06, 2009
O cedro de Aldeia do Bispo
quinta-feira, março 05, 2009
O assassinato de uma ribeira
Como sabemos que um país bateu no fundo em termos de legalidade democrática? Quando uma câmara municipal, neste caso a de Albufeira, se sente com à vontade suficiente para iniciar uma obra para a qual não tinha licenciamento.
Como pode ser visto pelas imagens que acompanham este texto, em poucos dias a Câmara Municipal de Albufeira arrasou dezenas de árvores nas margens de uma ribeira que atravessa a cidade e, após ter destruído toda a vegetação das margens, começou a encanar o dito curso de água.
Como pode ser visto pelas imagens que acompanham este texto, em poucos dias a Câmara Municipal de Albufeira arrasou dezenas de árvores nas margens de uma ribeira que atravessa a cidade e, após ter destruído toda a vegetação das margens, começou a encanar o dito curso de água.
A obra foi, entretanto, embargada pela Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Algarve que, compreensivelmente, e segundo a edição de ontem do "Público", exige que seja tornado público o estudo (caso este exista!) que demonstre que estas obras não terão impactos no aumento do risco de cheias no centro antigo de Albufeira (a jusante deste troço da ribeira).
Uma das justificações do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Albufeira para toda a destruição, visível nas imagens, é particularmente tocante: "A água da ribeira não tinha qualidade e a linha de água estava transformada numa lixeira". Que é como quem diz, estes senhores até nos estão a fazer um favor, "requalificando ambientalmente" esta ribeira.
Fica também patente uma brilhante solução para todo o lixo que se acumula nas ribeiras deste país: encana-se a água! Quando todas as ribeiras deste país estiverem encanadas, acabam-se as linhas de água poluídas. Como é que ninguém se lembrou antes desta solução miraculosa?
E as ribeiras encanadas responsáveis pelo agravamento de tantas cheias em zonas urbanas do nosso país? Pormenores....Viva o progresso!
Uma das justificações do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Albufeira para toda a destruição, visível nas imagens, é particularmente tocante: "A água da ribeira não tinha qualidade e a linha de água estava transformada numa lixeira". Que é como quem diz, estes senhores até nos estão a fazer um favor, "requalificando ambientalmente" esta ribeira.
Fica também patente uma brilhante solução para todo o lixo que se acumula nas ribeiras deste país: encana-se a água! Quando todas as ribeiras deste país estiverem encanadas, acabam-se as linhas de água poluídas. Como é que ninguém se lembrou antes desta solução miraculosa?
E as ribeiras encanadas responsáveis pelo agravamento de tantas cheias em zonas urbanas do nosso país? Pormenores....Viva o progresso!
Claro que a Sr.ª presidente da ARH chega a admitir que a Câmara de Albufeira pode ter que "repor a situação". Coisa que eu pagava para ver, sobretudo a reposição da copa das dezenas de árvores decepadas e destruídas.
No fundo, todos sabemos como estes casos acabam e como a "política de terra queimada" continua a compensar no nosso país. Provavelmente, e com o previsível levantamento do embargo, a Câmara de Albufeira até poderá vir a ganhar tempo com este avançar das obras, por comparação com o que teria sucedido caso tivesse seguido todos os preceitos da lei.
Por estes dias, e a propósito do assassinato de Nino Vieira, oiço falar que a Guiné-Bissau é um Estado falhado. Com todas as diferenças, entre ambos os países e as situações descritas, apetece-me perguntar o que é Portugal?
Um país onde vigora a mais completa das impunidades, onde as Câmaras Municipais, órgãos do Estado que deveriam fazer cumprir as leis da República, cometem os maiores atropelos à legalidade, é o quê?
P. S. - Num país dito sério, por oposição a um Estado falhado, um presidente de Câmara que, de forma consciente, permitisse o avanço de obras sem licenciamento seria exonerado de forma célere; digamos que seria uma exoneração ao estilo "simplex"!
Um país onde vigora a mais completa das impunidades, onde as Câmaras Municipais, órgãos do Estado que deveriam fazer cumprir as leis da República, cometem os maiores atropelos à legalidade, é o quê?
P. S. - Num país dito sério, por oposição a um Estado falhado, um presidente de Câmara que, de forma consciente, permitisse o avanço de obras sem licenciamento seria exonerado de forma célere; digamos que seria uma exoneração ao estilo "simplex"!
quarta-feira, março 04, 2009
Proposto novo regime de protecção para património verde de Lisboa
Foi proposto, pelo Partido Comunista, um novo regulamento municipal para protecção das árvores e arbustos da cidade de Lisboa. Ler notícia no Público.
ADENDA: Esta proposta do Partido Comunista vale o que vale... Apesar de ser uma proposta interessante, encerra a contradição típica dos partidos políticos portugueses, ou seja, defendem na oposição o que não cumprem no poder. Veja-se o caso dos sobreiros de Setúbal, autarquia comunista (1330 sobreiros propostos para abate a troco de mais mega-urbanizações, num país com milhares de casas novas para venda, para mais um centro comercial e, cereja em cima do bolo, mais um estádio de futebol).
No entanto, regresso a este assunto das árvores de Lisboa, para analisar o contraste entre a forma como olhamos, no nosso país, para as árvores antigas e a forma como estas são respeitadas e acarinhadas noutros países.
Meditem sobre o que está escrito neste folheto da Câmara Municipal de Lisboa sobre as árvores, em particular esta passagem: "A maior parte das espécies ornamentais vive menos de 100 anos. Na realidade, em meio urbano, as árvores ficam particularmente frágeis raramente ultrapassando os 60 a 80 anos de vida". Agora comparem com este texto sobre o Central Park, de Nova Iorque, e tirem as vossas próprias conclusões.
ADENDA: Esta proposta do Partido Comunista vale o que vale... Apesar de ser uma proposta interessante, encerra a contradição típica dos partidos políticos portugueses, ou seja, defendem na oposição o que não cumprem no poder. Veja-se o caso dos sobreiros de Setúbal, autarquia comunista (1330 sobreiros propostos para abate a troco de mais mega-urbanizações, num país com milhares de casas novas para venda, para mais um centro comercial e, cereja em cima do bolo, mais um estádio de futebol).
No entanto, regresso a este assunto das árvores de Lisboa, para analisar o contraste entre a forma como olhamos, no nosso país, para as árvores antigas e a forma como estas são respeitadas e acarinhadas noutros países.
Meditem sobre o que está escrito neste folheto da Câmara Municipal de Lisboa sobre as árvores, em particular esta passagem: "A maior parte das espécies ornamentais vive menos de 100 anos. Na realidade, em meio urbano, as árvores ficam particularmente frágeis raramente ultrapassando os 60 a 80 anos de vida". Agora comparem com este texto sobre o Central Park, de Nova Iorque, e tirem as vossas próprias conclusões.
terça-feira, março 03, 2009
Descobrir novos caminhos (desenhando)
No próximo dia 21 de Março, nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian, festeja-se o equinócio da Primavera.
É a "Festa Desenho e Paisagem", dirigida a todas as idades e com entrada livre.
Para mais informações visitem a página da Gulbenkian ou da Associação Traços na Paisagem.
É a "Festa Desenho e Paisagem", dirigida a todas as idades e com entrada livre.
Para mais informações visitem a página da Gulbenkian ou da Associação Traços na Paisagem.
domingo, março 01, 2009
sábado, fevereiro 28, 2009
Reflexões sobre a natureza da vida
"A origem do mundo" de Gustave Courbet (Musée D' Orsay - Paris) - Fotografia de lapinot (retirada do blogue Avenida Central)Nunca me deixará de surpreender como a celebração da vida incomoda muito mais gente do que a supressão e mutilação dessa mesma vida.
P. S. - Foi em Braga mas, sejamos honestos, poderia ter sido noutro sítio qualquer...
P. S. - Foi em Braga mas, sejamos honestos, poderia ter sido noutro sítio qualquer...
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
Publicidade enganosa (Actualização)
Acerca do texto publicado na passada segunda feira, sob o título "Publicidade enganosa", queria proceder à seguinte actualização:
Recebi um amável e-mail de Alexandrina Pipa, coordenadora do Projecto "Green Cork" da Quercus, explicando-me que irão averiguar a situação, caso a caso, procedendo à remoção dos sobreiros que estejam secos e à plantação, nos jardins do respectivo centro comercial, dos sobreiros que se encontrem sãos. Obrigado.
Recebi um amável e-mail de Alexandrina Pipa, coordenadora do Projecto "Green Cork" da Quercus, explicando-me que irão averiguar a situação, caso a caso, procedendo à remoção dos sobreiros que estejam secos e à plantação, nos jardins do respectivo centro comercial, dos sobreiros que se encontrem sãos. Obrigado.
De novo, a "época amarela"
Mais do que o passado, deve-nos interessar o futuro. Mais do saber como chegámos aqui, será decisivo compreender como poderemos sair deste estado de coisas. Mas claro, aprendendo com as lições do passado.
E será que no nosso país, em termos de invasoras, aprendemos alguma coisa com o passado?
Claro que é interessante analisar a acção do Estado em termos de apoio à investigação nesta área e no combate efectivo à expansão de espécies invasoras/reconversão de zonas invadidas.
Apesar dos aspectos evocados no parágrafo anterior, considero que todas estas medidas serão sempre desconexas se não alterarmos, de forma profunda, a nossa ocupação do território.
Pelo menos no caso de muitas espécies invasoras, como é o caso da mimosa (Acacia dealbata Link), o avanço na área ocupada tem sido favorecido pelo abandono da agricultura e da exploração florestal.
É esta forma cada vez mais desadequada como ocupamos o nosso território e o exploramos, em termos agrícolas e florestais, que favorece um cada vez maior desleixo na paisagem, visível no avanço imparável das espécies invasoras.
Também o desleixo que votamos à limpeza das bermas faz destes espaços, onde a luz é um bem abundante, territórios preferenciais de avanço para muitas espécies que encontram neste factor, a quantidade de luz, um factor preferencial em termos de concorrência com as espécies nativas. Tal é o caso da referida mimosa, aquela que será, provavelmente, a mais agressiva das invasoras presentes no território continental.
[Observe-se nas imagens como as mimosas se concentram na berma das estradas (primeira imagem) e nas orlas de pinhais abandonados, favorecidas da abundância de luz].
No entanto, continuo a insistir que a primeira batalha a ganhar é a da informação. As pessoas que frequentem este blogue e outros de temática semelhante, fazem parte de um microcosmos que, por vezes, não se apercebe da pouca informação que existe sobre este assunto na sociedade portuguesa.
E isto é profundamente dramático, numa sociedade onde qualquer pessoa pode comprar sementes pela internet, as quais chegam a casa dessas pessoas em envelopes que, por certo, não levantarão as menores suspeitas. Acrescem as sementes e as plantas que entram, todos os dias, em território nacional pelas diferentes fronteiras do país.
Qualquer pessoa pode, de forma inconsciente, contribuir para agravar este problema. E não preciso de dar exemplos relativos a espécies que ainda não estão presentes no nosso país e que poderiam revelar-se como invasoras.
Mesmo em relação às espécies que estão referidas na legislação nacional como sendo invasoras, que fracção da nossa população tem conhecimento das mesmas? Num país onde as mimosas aparecem em folhetos turísticos e continuam a inspirar raids fotográficos ou, para dar um exemplo insular, as hortênsias são a imagem de marca dos Açores, muito há ainda a fazer em termos de disseminar a informação.
Claro que a informação não elimina por si só este problema. No entanto, a partir do momento em que as pessoas estejam informadas, diminuiremos drasticamente o número daqueles que continuam a propagá-las por simples ignorância do problema.
Restarão apenas aqueles que o fazem por negligência ou por fins económicos...Ora eu quero acreditar que estes serão em muito menor número do que aqueles que o fazem por mero desconhecimento da situação.
Sem vencermos esta primeira batalha da disseminação da informação e do conhecimento, nunca venceremos as seguintes que serão bem mais árduas e demoradas de vencer.
Para saber mais sobre este problema:
- Plantas Invasoras em Portugal.
- DAISIE (Delivering Alien Invasive Species Inventories for Europe) (Nota: O projecto europeu DAISIE não se limita às questões relacionadas com a Botânica).
Para conhecer projectos nacionais de luta contra as plantas invasoras/reconversão de zonas invadidas:
- Recuperação ecológica do Cabeço Santo.
- Recuperação do património natural na Serra do Açor (o controlo da Acacia dealbata Link).
E será que no nosso país, em termos de invasoras, aprendemos alguma coisa com o passado?
Claro que é interessante analisar a acção do Estado em termos de apoio à investigação nesta área e no combate efectivo à expansão de espécies invasoras/reconversão de zonas invadidas.
Apesar dos aspectos evocados no parágrafo anterior, considero que todas estas medidas serão sempre desconexas se não alterarmos, de forma profunda, a nossa ocupação do território.
Pelo menos no caso de muitas espécies invasoras, como é o caso da mimosa (Acacia dealbata Link), o avanço na área ocupada tem sido favorecido pelo abandono da agricultura e da exploração florestal.
É esta forma cada vez mais desadequada como ocupamos o nosso território e o exploramos, em termos agrícolas e florestais, que favorece um cada vez maior desleixo na paisagem, visível no avanço imparável das espécies invasoras.
Também o desleixo que votamos à limpeza das bermas faz destes espaços, onde a luz é um bem abundante, territórios preferenciais de avanço para muitas espécies que encontram neste factor, a quantidade de luz, um factor preferencial em termos de concorrência com as espécies nativas. Tal é o caso da referida mimosa, aquela que será, provavelmente, a mais agressiva das invasoras presentes no território continental.
[Observe-se nas imagens como as mimosas se concentram na berma das estradas (primeira imagem) e nas orlas de pinhais abandonados, favorecidas da abundância de luz].
No entanto, continuo a insistir que a primeira batalha a ganhar é a da informação. As pessoas que frequentem este blogue e outros de temática semelhante, fazem parte de um microcosmos que, por vezes, não se apercebe da pouca informação que existe sobre este assunto na sociedade portuguesa.
E isto é profundamente dramático, numa sociedade onde qualquer pessoa pode comprar sementes pela internet, as quais chegam a casa dessas pessoas em envelopes que, por certo, não levantarão as menores suspeitas. Acrescem as sementes e as plantas que entram, todos os dias, em território nacional pelas diferentes fronteiras do país.
Qualquer pessoa pode, de forma inconsciente, contribuir para agravar este problema. E não preciso de dar exemplos relativos a espécies que ainda não estão presentes no nosso país e que poderiam revelar-se como invasoras.
Mesmo em relação às espécies que estão referidas na legislação nacional como sendo invasoras, que fracção da nossa população tem conhecimento das mesmas? Num país onde as mimosas aparecem em folhetos turísticos e continuam a inspirar raids fotográficos ou, para dar um exemplo insular, as hortênsias são a imagem de marca dos Açores, muito há ainda a fazer em termos de disseminar a informação.
Claro que a informação não elimina por si só este problema. No entanto, a partir do momento em que as pessoas estejam informadas, diminuiremos drasticamente o número daqueles que continuam a propagá-las por simples ignorância do problema.
Restarão apenas aqueles que o fazem por negligência ou por fins económicos...Ora eu quero acreditar que estes serão em muito menor número do que aqueles que o fazem por mero desconhecimento da situação.
Sem vencermos esta primeira batalha da disseminação da informação e do conhecimento, nunca venceremos as seguintes que serão bem mais árduas e demoradas de vencer.
Para saber mais sobre este problema:
- Plantas Invasoras em Portugal.
- DAISIE (Delivering Alien Invasive Species Inventories for Europe) (Nota: O projecto europeu DAISIE não se limita às questões relacionadas com a Botânica).
Para conhecer projectos nacionais de luta contra as plantas invasoras/reconversão de zonas invadidas:
- Recuperação ecológica do Cabeço Santo.
- Recuperação do património natural na Serra do Açor (o controlo da Acacia dealbata Link).
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
O sindicato das árvores
Cartoon de El Roto - Imagem retirada do blogue "La memoria del bosque""As árvores devem ser cortadas quando são novas porque, caso contrário, crescem e tornam-se reivindicativas".
Como dizia o meu amigo Serafim, no outro dia, o que faz falta é um "sindicato das árvores" para as defender...
Como dizia o meu amigo Serafim, no outro dia, o que faz falta é um "sindicato das árvores" para as defender...
quarta-feira, fevereiro 25, 2009
Night and day
(...) Night and day, you are the one
Only you beneath the moon or under the sun
Whether near to me, or far
It's no matter darling where you are
I think of you...
Cole Porter
Será possível, a um homem, amar uma montanha como quem ama uma mulher?
(Nota: a primeira fotografia é de minha autoria e foi tirada no dia 24 de Janeiro; a segunda e espectacular imagem foi tirada, por Pedro Seixo Rodrigues, na noite de 9 de Fevereiro. A descoberta deste magnífico trabalho devo-a à leitura do Cântaro Zangado).
terça-feira, fevereiro 24, 2009
O assassinato de um gigante
Fotografia de Apatxe (Panoramio)A imagem anterior ilustra a Fayona de Eiros, uma faia (Fagus sylvatica L.) monumental que se situava na povoação de Eiros (Astúrias), no máximo da sua grandiosidade de mais de dois séculos de idade.
E a imagem seguinte, do passado mês de Janeiro, mostra este mesmo gigante tombado perante o olhar incrédulo de várias pessoas...
Fotografia "La Crónica Verde"Apressaram-se os que culparam a força do vento e a desproporção das suas dimensões. O que ninguém soube dizer foi porque ventos mais fortes, no passado, se revelaram incapazes de a derrubar...Ou porque a referida desproporção não afectou a sua solidez durante tantas décadas. Numa única pergunta: porquê agora?
A verdade é que um reputado especialista em árvores, José Plumed, descobrira em 2005 que a mesma estava infectada por um fungo cujo alastrar, muito provavelmente, fora acelerado pela abertura de um caminho junto à mesma, provocando uma amputação de parte do sistema radicular da árvore. (Notícia completa: La Crónica Verde)
A verdade é que um reputado especialista em árvores, José Plumed, descobrira em 2005 que a mesma estava infectada por um fungo cujo alastrar, muito provavelmente, fora acelerado pela abertura de um caminho junto à mesma, provocando uma amputação de parte do sistema radicular da árvore. (Notícia completa: La Crónica Verde)
segunda-feira, fevereiro 23, 2009
Publicidade enganosa
Como é evidente, nada me move contra o projecto de reciclagem Green Cork (uma iniciativa da Quercus).
O problema é que em certos centros comerciais, para chamar a atenção para este projecto, foram colocados sobreiros dentro de vasos. Até aqui nada de especial, excepto...Excepto pelo facto de ter sido alertado, pela segunda vez, para a morte destes sobreiros envasados (desta vez, segundo denúncia de um leitor deste blogue, ocorreu no Picoas Plaza).
Esta situação, seja ela responsabilidade da Quercus ou da administração dos centros comerciais, em nada favorece a imagem desta campanha. Também me parece que não se pode desculpabilizar esta situação apenas porque estes sobreiros provêm de viveiros, pois muito mal estaríamos se alguém os tivesse ido buscar a uma qualquer mata!
O que não faz sentido é uma campanha de reciclagem de rolhas de cortiça, com cujos fundos se pretende financiar campanhas de reflorestação com sobreiros, ser publicitada com árvores que são deixadas morrer pela mais pura e completa das negligências.
P.S. - Como forma de sossegar alguns espíritos mais sensíveis à crítica...Sim, esta situação foi comunicada, via correio electrónico, para: quercus(at)quercus.pt e lisboa(at)quercus.pt
ADENDA: Recebi um amável e-mail de Alexandrina Pipa, coordenadora do Projecto "Green Cork" da Quercus, explicando-me que irão averiguar a situação, caso a caso, procedendo à remoção dos sobreiros que estejam secos e à plantação, nos jardins do respectivo centro comercial, dos sobreiros que se encontrarem sãos. Obrigado.
domingo, fevereiro 22, 2009
sábado, fevereiro 21, 2009
Uma floresta dentro de uma garrafa
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
A arte de negar as evidências
Fotografia de Nelson LimaOs vereadores da oposição na Câmara Municipal da Figueira da Foz decidiram convocar uma conferência de imprensa, com a presença de um dos mais reputados técnicos de arboricultura portugueses, para questionar a autarquia local sobre a qualidade da manutenção das árvores ornamentais na cidade.
O vereador do Ambiente da autarquia, José Elísio Oliveira, afirmou, em resposta, ao Jornal de Notícias: "Temos técnicos especialistas na área, a empresa com a qual trabalhamos também os tem. E não temos razão nenhuma para por em causa a competência dos técnicos e duvidar da sua competência".
A fotografia anterior ilustra bem a "qualidade" das intervenções efectuadas nas árvores da Figueira da Foz, bem como as demais imagens que acompanham um texto que publiquei em Abril último.
P.S. - No passado mês de Maio tive ocasião de passar na Figueira da Foz e só lamento não me ter feito acompanhar de uma máquina fotográfica, de modo a poder documentar o mostruário* de horrores perpetrado contra as árvores desta cidade por quem, segundo o dito vereador, tanto percebe de podas.
* A palavra "monstruário" talvez fosse mais adequada...
O vereador do Ambiente da autarquia, José Elísio Oliveira, afirmou, em resposta, ao Jornal de Notícias: "Temos técnicos especialistas na área, a empresa com a qual trabalhamos também os tem. E não temos razão nenhuma para por em causa a competência dos técnicos e duvidar da sua competência".
A fotografia anterior ilustra bem a "qualidade" das intervenções efectuadas nas árvores da Figueira da Foz, bem como as demais imagens que acompanham um texto que publiquei em Abril último.
P.S. - No passado mês de Maio tive ocasião de passar na Figueira da Foz e só lamento não me ter feito acompanhar de uma máquina fotográfica, de modo a poder documentar o mostruário* de horrores perpetrado contra as árvores desta cidade por quem, segundo o dito vereador, tanto percebe de podas.
* A palavra "monstruário" talvez fosse mais adequada...
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
Sobre o escandaloso abate de sobreiros em Setúbal
Sobre o escandaloso abate de sobreiros em Setúbal, situação sobre a qual já me tinha pronunciado em Agosto passado, gostava de convidar os leitores da "Sombra Verde" a visitar o blogue "Ambio" e acompanhar a troca de opiniões sobre esta matéria.
sábado, fevereiro 14, 2009
As eleitas
Segue-se, geograficamente ordenado de Sul para Norte, o conjunto de árvores que eu e o Miguel propusemos à Autoridade Florestal Nacional, na passada semana, para classificação como árvores de interesse público:
A paineira de Odemira.
Uma das oliveiras mais grossas de Portugal* - Serpa
* De acordo com a comparação feita com os dados conhecidos de oliveiras classificadas como árvores de interesse público. Em breve, será feito um texto específico sobre esta oliveira, incluindo as respectivas dimensões, no Árvores Monumentais do Algarve e Baixo Alentejo.
Sobreiro situado junto à estrada N258 entre o Alvito e a Vidigueira*.
* Brevemente, mais informações sobre este sobreiro no Árvores Monumentais do Algarve e Baixo Alentejo.
A oliveira dos namorados de Alvito.
As pseudotsugas de Manteigas.
A araucária de Viana do Castelo (supostamente, a mais alta árvore de Natal natural da Europa).
O sobreiro de Taião (Valença)
Os critérios para a selecção deste conjunto de árvores prenderam-se, para além das características de cada árvore ou conjunto de árvores, com o facto de se situarem em terrenos públicos ou no perímetro de instituições públicas (como é caso da araucária de Viana do Castelo).
Temos muitas outras árvores notáveis em "lista de espera" mas, como se situam em terrenos particulares, teremos que conferenciar com cada um dos respectivos proprietários, antes de as propor para classificação.
Temos muitas outras árvores notáveis em "lista de espera" mas, como se situam em terrenos particulares, teremos que conferenciar com cada um dos respectivos proprietários, antes de as propor para classificação.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



