Nos próximos dias 20 e 21 de Maio vai realizar-se, na Mata Nacional do Buçaco, um seminário sobre plantas invasoras.
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terça-feira, maio 10, 2011
domingo, maio 30, 2010
Dê as mãos pela biodiversidade

Campo de trabalho de controlo de plantas invasoras, na Mata do Desterro (Seia), em pleno Parque Natural da Serra da Estrela, de 23 a 29 de Julho. Folheto informativo.
segunda-feira, novembro 16, 2009
sábado, julho 25, 2009
Dia aberto de combate a invasoras na Serra da Estrela

No âmbito do Campo de Trabalho Científico sobre Controlo de Plantas Invasoras 2009, o Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra (CEF), o Centro de Estudos de Recursos Naturais, Ambiente e Sociedade (CERNAS), da Escola Superior Agrária de Coimbra e o Município de Seia, Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE), estão a organizar um DIA ABERTO a todos os que quiserem participar e vir controlar mimosas (Acacia dealbata).
O dia aberto será no dia 29 de Julho (quarta-feira) na Mata do Desterro, em Seia.
Mais informações estão disponíveis em: www.uc.pt/invasoras
O dia aberto será no dia 29 de Julho (quarta-feira) na Mata do Desterro, em Seia.
Mais informações estão disponíveis em: www.uc.pt/invasoras
terça-feira, maio 26, 2009
Invasoras em livro
"Guia Prático para a Identificação de Plantas Invasoras de Portugal Continental" - De leitura obrigatória, o guia editado pela Universidade de Coimbra, da autoria de Elizabete Marchante, Helena Freitas e Hélia Marchante, sobre plantas invasoras no nosso país.
A equipa do projecto INVADER possui, adicionalmente a este livro, um conjunto de materiais pedagógicos para divulgação deste problema, especificamente elaborados a pensar nas escolas do ensino básico.
Para quem duvida da importância das escolas na luta contra este problema, pode (re)ler esta notícia do jornal "Público", sobre a recente acção do clube de ciências da Escola Secundária Dr. Manuel Candeias Gonçalves, em Odemira.
Para mais informações e pedido de materiais para uso escolar, não hesitem em contactar: invader(at)ci.uc.pt
A equipa do projecto INVADER possui, adicionalmente a este livro, um conjunto de materiais pedagógicos para divulgação deste problema, especificamente elaborados a pensar nas escolas do ensino básico.
Para quem duvida da importância das escolas na luta contra este problema, pode (re)ler esta notícia do jornal "Público", sobre a recente acção do clube de ciências da Escola Secundária Dr. Manuel Candeias Gonçalves, em Odemira.
Para mais informações e pedido de materiais para uso escolar, não hesitem em contactar: invader(at)ci.uc.pt
domingo, abril 12, 2009
Curso sobre invasoras lenhosas
Estão abertas as inscrições para o "Curso de Iniciação à Identificação, Gestão e Combate de Invasoras Lenhosas", uma organização da Academia Florestal, que irá decorrer de acordo com a seguinte calendarização:
Lisboa: 14, 15 e 16 de Maio.
Coimbra: 21, 22 e 23 de Maio.
Viana do Castelo: 28, 29 e 30 de Maio (sujeito a confirmação).
Notícia: Floresta do Interior
sexta-feira, abril 10, 2009
Identificada nova e perigosa invasora em Portugal
Salvinia molesta D.S. Mitchell - Fotografia de Troy Evans (Eastern Kentucky University, EUA)Tomei conhecimento, através de uma notícia da edição online do Público, da presença em território nacional de uma perigosa invasora, Salvinia molesta D.S. Mitchell, com origem na América do Sul.
Esta planta aquática, nos últimos 70 anos, expandiu a sua área de distribuição, em particular para zonas tropicais e subtropicais, estando identificada a sua presença em África, na Ásia, na América do Norte e na Austrália.
A sua introdução em Portugal resulta do desconhecimento e da forma como continuamos a introduzir novas espécies, nomeadamente a partir de viveiros, sem pensar nas possíveis consequências futuras de tal acto.
Este caso demonstra ainda a forma pouco célere como o ICNB lida com estes casos, provavelmente por falta de meios (não me atrevo, sequer a supor, que seja por falta de vontade).
Mas este caso da introdução da Salvinia em território nacional tem ainda um lado positivo, como poderão constatar lendo a referida notícia, pois demonstra como a sociedade civil, desde que devidamente informada, pode ser essencial na divulgação e ajuda no controlo do problema das invasoras.
Não existe nenhuma lei que resulte se a população não estiver informada e não colaborar na sua implementação e cumprimento. Façam a vossa parte após lerem esta notícia: divulguem a existência da Salvinia molesta D.S. Mitchell em território nacional e alertem acerca dos gravíssimos problemas ambientais e económicos que a sua propagação descontrolada poderá representar para o nosso país. Obrigado.
P.S. - Alguns exemplos da muita informação disponível em língua inglesa, na internet, sobre a Salvinia:
- Invasive.org (Center for Invasive Species and Ecosystem Health) - descrição sumária da espécie, fotografias e ligações para outras páginas com informação adicional;
- The Biological Resources Discipline (BRD) of the U.S. Geological Survey (USGS) - descrição da espécie e folheto informativo (pdf);
- US Army Corps of Engineers (Enginneer Research and Development Center) - relatório sobre a ecologia da espécie e estratégias para o respectivo controlo (pdf).
sexta-feira, abril 03, 2009
Projecto de luta contra invasoras na Serra da Estrela
O Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) e a Associação de Freguesias da Serra da Estrela, constituída pelas Freguesias de Teixeira, Alvoco da Serra, Loriga, Cabeça, Sazes da Beira e Valezim estão a preparar uma candidatura para limpeza e destruição de invasoras lenhosas (Mimosas - Acacia dealbata Link).
Notícia do blogue Loriga.
Notícia do blogue Loriga.
sexta-feira, fevereiro 27, 2009
De novo, a "época amarela"
Mais do que o passado, deve-nos interessar o futuro. Mais do saber como chegámos aqui, será decisivo compreender como poderemos sair deste estado de coisas. Mas claro, aprendendo com as lições do passado.
E será que no nosso país, em termos de invasoras, aprendemos alguma coisa com o passado?
Claro que é interessante analisar a acção do Estado em termos de apoio à investigação nesta área e no combate efectivo à expansão de espécies invasoras/reconversão de zonas invadidas.
Apesar dos aspectos evocados no parágrafo anterior, considero que todas estas medidas serão sempre desconexas se não alterarmos, de forma profunda, a nossa ocupação do território.
Pelo menos no caso de muitas espécies invasoras, como é o caso da mimosa (Acacia dealbata Link), o avanço na área ocupada tem sido favorecido pelo abandono da agricultura e da exploração florestal.
É esta forma cada vez mais desadequada como ocupamos o nosso território e o exploramos, em termos agrícolas e florestais, que favorece um cada vez maior desleixo na paisagem, visível no avanço imparável das espécies invasoras.
Também o desleixo que votamos à limpeza das bermas faz destes espaços, onde a luz é um bem abundante, territórios preferenciais de avanço para muitas espécies que encontram neste factor, a quantidade de luz, um factor preferencial em termos de concorrência com as espécies nativas. Tal é o caso da referida mimosa, aquela que será, provavelmente, a mais agressiva das invasoras presentes no território continental.
[Observe-se nas imagens como as mimosas se concentram na berma das estradas (primeira imagem) e nas orlas de pinhais abandonados, favorecidas da abundância de luz].
No entanto, continuo a insistir que a primeira batalha a ganhar é a da informação. As pessoas que frequentem este blogue e outros de temática semelhante, fazem parte de um microcosmos que, por vezes, não se apercebe da pouca informação que existe sobre este assunto na sociedade portuguesa.
E isto é profundamente dramático, numa sociedade onde qualquer pessoa pode comprar sementes pela internet, as quais chegam a casa dessas pessoas em envelopes que, por certo, não levantarão as menores suspeitas. Acrescem as sementes e as plantas que entram, todos os dias, em território nacional pelas diferentes fronteiras do país.
Qualquer pessoa pode, de forma inconsciente, contribuir para agravar este problema. E não preciso de dar exemplos relativos a espécies que ainda não estão presentes no nosso país e que poderiam revelar-se como invasoras.
Mesmo em relação às espécies que estão referidas na legislação nacional como sendo invasoras, que fracção da nossa população tem conhecimento das mesmas? Num país onde as mimosas aparecem em folhetos turísticos e continuam a inspirar raids fotográficos ou, para dar um exemplo insular, as hortênsias são a imagem de marca dos Açores, muito há ainda a fazer em termos de disseminar a informação.
Claro que a informação não elimina por si só este problema. No entanto, a partir do momento em que as pessoas estejam informadas, diminuiremos drasticamente o número daqueles que continuam a propagá-las por simples ignorância do problema.
Restarão apenas aqueles que o fazem por negligência ou por fins económicos...Ora eu quero acreditar que estes serão em muito menor número do que aqueles que o fazem por mero desconhecimento da situação.
Sem vencermos esta primeira batalha da disseminação da informação e do conhecimento, nunca venceremos as seguintes que serão bem mais árduas e demoradas de vencer.
Para saber mais sobre este problema:
- Plantas Invasoras em Portugal.
- DAISIE (Delivering Alien Invasive Species Inventories for Europe) (Nota: O projecto europeu DAISIE não se limita às questões relacionadas com a Botânica).
Para conhecer projectos nacionais de luta contra as plantas invasoras/reconversão de zonas invadidas:
- Recuperação ecológica do Cabeço Santo.
- Recuperação do património natural na Serra do Açor (o controlo da Acacia dealbata Link).
E será que no nosso país, em termos de invasoras, aprendemos alguma coisa com o passado?
Claro que é interessante analisar a acção do Estado em termos de apoio à investigação nesta área e no combate efectivo à expansão de espécies invasoras/reconversão de zonas invadidas.
Apesar dos aspectos evocados no parágrafo anterior, considero que todas estas medidas serão sempre desconexas se não alterarmos, de forma profunda, a nossa ocupação do território.
Pelo menos no caso de muitas espécies invasoras, como é o caso da mimosa (Acacia dealbata Link), o avanço na área ocupada tem sido favorecido pelo abandono da agricultura e da exploração florestal.
É esta forma cada vez mais desadequada como ocupamos o nosso território e o exploramos, em termos agrícolas e florestais, que favorece um cada vez maior desleixo na paisagem, visível no avanço imparável das espécies invasoras.
Também o desleixo que votamos à limpeza das bermas faz destes espaços, onde a luz é um bem abundante, territórios preferenciais de avanço para muitas espécies que encontram neste factor, a quantidade de luz, um factor preferencial em termos de concorrência com as espécies nativas. Tal é o caso da referida mimosa, aquela que será, provavelmente, a mais agressiva das invasoras presentes no território continental.
[Observe-se nas imagens como as mimosas se concentram na berma das estradas (primeira imagem) e nas orlas de pinhais abandonados, favorecidas da abundância de luz].
No entanto, continuo a insistir que a primeira batalha a ganhar é a da informação. As pessoas que frequentem este blogue e outros de temática semelhante, fazem parte de um microcosmos que, por vezes, não se apercebe da pouca informação que existe sobre este assunto na sociedade portuguesa.
E isto é profundamente dramático, numa sociedade onde qualquer pessoa pode comprar sementes pela internet, as quais chegam a casa dessas pessoas em envelopes que, por certo, não levantarão as menores suspeitas. Acrescem as sementes e as plantas que entram, todos os dias, em território nacional pelas diferentes fronteiras do país.
Qualquer pessoa pode, de forma inconsciente, contribuir para agravar este problema. E não preciso de dar exemplos relativos a espécies que ainda não estão presentes no nosso país e que poderiam revelar-se como invasoras.
Mesmo em relação às espécies que estão referidas na legislação nacional como sendo invasoras, que fracção da nossa população tem conhecimento das mesmas? Num país onde as mimosas aparecem em folhetos turísticos e continuam a inspirar raids fotográficos ou, para dar um exemplo insular, as hortênsias são a imagem de marca dos Açores, muito há ainda a fazer em termos de disseminar a informação.
Claro que a informação não elimina por si só este problema. No entanto, a partir do momento em que as pessoas estejam informadas, diminuiremos drasticamente o número daqueles que continuam a propagá-las por simples ignorância do problema.
Restarão apenas aqueles que o fazem por negligência ou por fins económicos...Ora eu quero acreditar que estes serão em muito menor número do que aqueles que o fazem por mero desconhecimento da situação.
Sem vencermos esta primeira batalha da disseminação da informação e do conhecimento, nunca venceremos as seguintes que serão bem mais árduas e demoradas de vencer.
Para saber mais sobre este problema:
- Plantas Invasoras em Portugal.
- DAISIE (Delivering Alien Invasive Species Inventories for Europe) (Nota: O projecto europeu DAISIE não se limita às questões relacionadas com a Botânica).
Para conhecer projectos nacionais de luta contra as plantas invasoras/reconversão de zonas invadidas:
- Recuperação ecológica do Cabeço Santo.
- Recuperação do património natural na Serra do Açor (o controlo da Acacia dealbata Link).
segunda-feira, setembro 29, 2008
Projecto DAISIE
Mimosa (Acacia dealbata Link.) - Fotografia de Hélia MarchanteUm interessante projecto de inventariação das espécies invasoras no continente europeu: DAISIE (Delivering Alien Invasive Species Inventories for Europe).
P.S. - Ligação para a página com as espécies invasoras em Portugal (aqui).
sexta-feira, outubro 12, 2007
O sobreiro, a acácia e o insecto - crónica de uma polémica anunciada
O meu amigo Manuel Ramos chamou-me a atenção para esta notícia do Barlavento online.
De forma resumida, a referida notícia descreve que se pretende premiar o melhor trabalho de investigação para valorização do sobreiro e as melhores práticas de gestão do montado, no âmbito da iniciativa Business & Biodiversity (enquadrada no Programa de Acção para a Recuperação dos Montados de Sobro e Azinho).
Esta iniciativa surge da união de esforços entre a Direcção-Geral de Florestas, a Corticeira Amorim, o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), a Quercus e o Worldwide Fund for Nature (WWF).
Porque boas notícias para a conservação da biodiversidade também podem ser boas notícias para a economia nacional.
E por falar em biodiversidade, uma das principais ameças à sua conservação reside no problema das espécies invasoras.
No nosso país, algumas das invasoras mais perigosas pertencem ao género Acacia, como é o caso da acácia-de-espigas [Acacia longifolia (Andrews) Willd.]. Esta espécie, originária do Sudeste australiano, introduzida para fins ornamentais e consolidação de dunas, é hoje uma invasora largamente distribuída pelo nosso território, com particular incidêndia no litoral.
Na África-do-Sul, país que lida com problemas similares com as acácias australianas, têm sido feitas várias tentativas de controlo do problema. Com base nessa experiência sul-africana, está neste momento a ser ponderada a introdução do insecto Trichilogaster acaciaelongifolia com vista a tentar conter o problema (ver aqui notícia do Jornal de Notícias).
Os biólogos que ponderam esta possibilidade, mais do que ninguém, conhecem os riscos associados a este tipo de soluções. O passado mostra-nos que, em certos casos, a opção nem sempre foi bem ponderada.
E, por esse motivo, sei bem que dizer agora que neste caso em concreto, a possível decisão favorável à libertação do insecto terá por base estudos científicos aprofundados e a experiência de outros países, não irá sossegar muitas almas. No entanto, tal resulta do problema gravíssimo (e de que quase ninguém fala...) dos hectares e hectares colonizados por esta e outras espécies do mesmo género.
E a responsabilidade aqui é toda (ou quase toda) do Estado português, que permitiu que a situação atingisse um ponto de quase não retorno; Estado esse que foi, através dos seus diversos serviços, até um passado bem recente, o responsável pela introdução de muitas destas espécies no nosso país. E Estado esse que ainda hoje é permissivo com a venda em viveiros (ou através da internet) de numerosas espécies que podem no futuro vir a tornar-se invasoras. Por exemplo, que controlo é feito ao nível dos aeroportos?
Claro que não sou ingénuo e sei bem que será impossível que alguma vez venha a existir um controlo total sobre as sementes e plantas que entram em território nacional; mas será que se importavam de ser um pouquinho menos permissivos?! É que qualquer medida tomada nesse sentido será melhor do que o que existe actualmente...ou seja, rigorosamente nada!
Talvez a discussão e a polémica que venham a ser suscitadas por esta questão, acordem o Estado e a opinião pública para o problema das invasoras. Porque é bom relembrar que todos nós temos, a esse respeito, as nossas responsabilidades - saiba aqui o que pode fazer para ajudar.
segunda-feira, outubro 01, 2007
Espécies com potencial invasor
Em adição à lista das espécies que os cientistas consideram como invasoras em Portugal (ver aqui), foi elaborada uma nova lista que engloba um conjunto de espécies com potencial invasor (ver aqui).
De acordo com os responsáveis do projecto Plantas Invasoras em Portugal, os motivos que levaram à escolha deste conjunto de plantas foram os seguintes:
1. Espécies que já aparecem em alguns locais de Portugal Continental com comportamento invasor, não estando todavia ainda contempladas na legislação (Decreto-Lei 565/99);
espaço
2. Espécies presentes no nosso território e (ainda) sem comportamento invasor, mas comprovadamente invasoras noutras regiões do Mundo com clima semelhante;
espaço
3. Espécies que pertencem a géneros e/ou famílias taxonómicas de espécies muito problemáticas no nosso país.
Como os próprios responsáveis referem, trata-se de uma lista em constante actualização em função da informação disponível. No entanto, aplica-se aqui o princípio da precaução, pelo que as mesmas deverão ser utilizadas com moderação e deverá ser vigiada a sua expansão territorial.
Desta lista fazem parte algumas espécies ornamentais que habitualmente encontramos nas cidades portuguesas, como a olaia (Cercis siliquastrum L.) ou a conteira (Melia azedarach L.).
Desta lista fazem parte algumas espécies ornamentais que habitualmente encontramos nas cidades portuguesas, como a olaia (Cercis siliquastrum L.) ou a conteira (Melia azedarach L.).
sexta-feira, agosto 31, 2007
Se ainda forem a tempo!....
O Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra organiza hoje um Dia Aberto sobre Espécies de Plantas Invasoras em Portugal.
Para saber mais sobre plantas invasoras no nosso país "clicar" aqui.
Peço desculpa pela informação tardia mas, se estiverem pelos arredores da Serra do Açor, dêem lá um salto que por certo irá valer a pena.
Para saber mais sobre plantas invasoras no nosso país "clicar" aqui.
Peço desculpa pela informação tardia mas, se estiverem pelos arredores da Serra do Açor, dêem lá um salto que por certo irá valer a pena.
sexta-feira, agosto 03, 2007
Territórios de invasão
As bermas das estradas, pela elevada luminosidade que proporcionam, são locais preferenciais de expansão para a mimosa (Acacia dealbata Link.), a invasora mais agressiva em habitat terrestre no território continental.
Tudo o que as mimosas necessitam é de um incêndio ou do corte de árvores para, aproveitando essa oportunidade, invadirem os terrenos adjacentes às bermas de estrada. Algo que, infelizmente, se verifica com frequência por todo o país.
Antigamente existia a figura do cantoneiro que providenciava, entre outras coisas, a limpeza das bermas das estradas. Algumas das iluminadas almas que têm dirigido este país consideraram que tal não era mais necessário, resultado dum país que menospreza profundamente o trabalho manual.
O resultado está à vista de todos:
- bermas que devido à profusão de matos (e de lixo!) facilitam o alastrar de incêndios, que aí se originam tantas vezes pela negligência de quem atira as beatas de cigarro pela janela dos automóveis;
- bermas que favorecem a propagação de espécies invasoras com resultados extremamente negativos ao nível ambiental (não esquecendo que tal, os efeitos negativos para o ambiente, acarretam igualmente prejuízos noutras vertentes, incluindo a económica).
As mimosas, é bom sublinhá-lo, têm efeitos nefastos sobre as linhas de água e aumentam a erosão, sabendo nós que esta conduz à desertificação - um dos principais e mais graves problemas ambientais que Portugal terá que enfrentar nos próximos anos, com consequências a nível económico e social imprevisíveis - a este propósito recordar que 2006 foi o Ano Internacional dos Desertos e Desertificação.
segunda-feira, maio 28, 2007
Uma invasora de hábitos urbanos
A espécie Ailanthus altissima (Miller) Swingle, conhecida entre nós como espanta-lobos ou árvore-do-céu, é originária das regiões de clima temperado da China.
Os folíolos das folhas jovens apresentam uma característica tonalidade avermelhada nas extremidades
É uma espécie dióica que pode atingir os 20 metros de altura; regra geral, cultivam-se exemplares femininos, pois os masculinos originam flores que libertam um cheiro desagradável.
É uma espécie pioneira, de crescimento rápido, que pode chegar a produzir cerca de 350 000 sementes num ano.
Estabelece-se em áreas perturbadas, tais como bermas de estradas, quintas abandonadas e espaços urbanos.
(Para saber mais sobre o carácter invasor do ailanto visitar esta página).
O jardineiro inglês Philip Miller (1691-1771) terá sido o primeiro a cultivar esta planta nos jardins de Londres. Após a sua introdução no Ocidente foi amplamente plantada por toda a Europa.
A espécie foi depois introduzida no século XVIII nos Estados Unidos da América (EUA). Um século depois, os biólogos verificaram que tinha invadido e colonizado vastas áreas do Sul dos EUA.
quinta-feira, março 15, 2007
Pesadelo amarelo
Vão-me desculpar, mas eu já nem lhes consigo ver a beleza, mas apenas o enorme problema que representam.
A mimosa (Acacia dealbata Link) ocupa uma área significativa na região da Covilhã, situação que estas duas fotografias são incapazes de transmitir (na encosta sobranceira a Orjais, no norte do concelho, a situação é absolutamente assustadora, por exemplo).
E o que é o cidadão comum pode fazer para ajudar a, pelo menos, não propagar o problema?
- Em primeiro lugar, obviamente, não plantar esta espécie no seu jardim; ainda que as pessoas possam evitar que estas se propaguem na sua propriedade, as sementes produzidas podem dar origem a zonas de infestação em terrenos circundantes;
- Sensibilizar a comunidade para que outras pessoas evitem plantar mimosas, o mesmo fazendo junto dos responsáveis das juntas de freguesia e câmaras municipais, para que não as plantem em jardins públicos;
- Arrancar (sempre pela raiz) pequenos exemplares (este exercício é excelente para aliviar o stresse, acreditem em mim!...);
- Denunciar locais onde encontrem à venda esta espécie e boicotar eventos como o recente "concurso fotográfico das mimosas".
Se todos os cidadãos cumprissem estas sugestões, estaríamos todos a dar um passo significativo para ajudar a evitar a propagação desta espécie nas paisagens portuguesas.
Infelizmente, a mimosa não é a única espécie invasora em Portugal pelo que, para ficarem a saber um pouco mais sobre este gravíssimo problema, sugiro uma consulta à página Plantas Invasoras em Portugal.
P.s. - Claro que a resolução do problema está nas mãos do Estado, o mesmo que no passado foi responsável pela introdução da espécie no nosso país.
sábado, fevereiro 24, 2007
Todas as flores são bonitas? - Parte II
Ponto 1 - Em Portugal, do ponto de vista legal (Decreto Lei 565/99), 30 espécies vegetais estão classificadas como invasoras; na realidade, este número deverá ser superior, mas ainda que fosse apenas este o número de espécies vegetais invasoras presentes no nosso país, o problema já seria gravíssimo.
Ponto 2 - As invasões biológicas por espécies exóticas constituem uma das principais ameaças à diversidade biológica a nível global.
Entre os vários efeitos nefastos que provocam nos ecossistemas, as espécies invasoras tendem a uniformizar a paisagem (por exemplo, após um incêndio, onde antes existia uma diversidade de herbáceas, arbustos e árvores passa a existir apenas uma única espécie vegetal);
Outros efeitos nefastos, passam pela alteração do regime de fogos e por alterações ao nível da disponibilidade de água e de certos nutrientes no solo.
Em casos mais graves, podem mesmo levar ao desaparecimento de certas espécies. Como?
Vamos imaginar o seguinte cenário (infelizmente, bastante plausível...): certas espécies vegetais possuem uma distribuição muito limitada, por exemplo, a abrótea (Asphodelus bento-rainhae P. Silva), cresce apenas em carvalhais da vertente norte da Serra da Gardunha; trata-se de um exemplar da flora endémica exclusiva desta serra ou, em linguagem do comum dos mortais, trata-se de uma planta que não cresce em nenhuma outra parte do nosso planeta, excepto numa área muito limitada da Serra da Gardunha.
Se este habitat sofrer um incêndio, esta zona poderá ser facilmente invadida por acácias, nomeadamente por mimosas (Acacia dealbata Link), presentes por toda a serra e que, dada a forma agressiva como eliminam toda a concorrência, poderiam facilmente riscar do mapa este exemplar único da nossa flora autóctone.
E perguntarão os leitores: e que mal fará perdermos uma planta? Uma a mais, uma a menos, se mesmo assim 99% das pessoas não sabe o que é uma abrótea?
Para além da questão moral de preservarmos para as gerações futuras o património biológico que herdámos, não podemos esquecer que os ecossistemas se sustentam em frágeis equilíbrios, onde cada espécie desempenha um papel...
E se estes argumentos são demasiado técnicos, ambientalistas ou, por que não dizê-lo, até aborrecidos, vamos pensar no seguinte: grande parte dos medicamentos e outras substâncias que utilizamos no nosso dia-a-dia provêm de plantas; ao desaparecer uma espécie, pode estar a desaparecer todo um património incalculável para o próprio ser humano.
Vejamos o caso do taxol, isolado a partir do teixo, e que se veio a verificar ser uma molécula com poderosa acção anti-cancerígena; imaginemos que o teixo desaparecia antes de se ter isolado e estudado esta molécula? Quantas vidas humanas se teriam perdido sem esta descoberta?
Por estes e muitos outros motivos, nenhuma espécie é irrelevante neste nosso planeta e, as invasões biológicas, nomeadamente de espécies vegetais, são um gravíssimo problema que afecta a biodiversidade e a sobrevivência de muitas espécies.
Ponto 3 - A mimosa (Acacia dealbata Link), em particular, é provavelmente a invasora mais agressiva e difícil de controlar no território continental. Veja-se a forma como, ao longo das margens do Mondego, nomeadamente a jusante da Barragem da Aguieira, eliminou toda a vegetação ripícola.
E o que dizer do problema dentro do próprio Parque Nacional da Peneda-Gerês, onde se tem investido tanto para tentar controlar este problema, infelizmente sem grande sucesso.
É por isso que fui aos arames com esta história do concurso fotográfico das mimosas; não depende do cidadão comum resolver este problema, mas não se incentive um turismo que glorifica e enaltece um gravíssimo problema ambiental do nosso país; já é suficientemente grave que as pessoas, e muitas autarquias, as continuem a plantar como ornamentais, o que não admira dada a facilidade com que se encontram à venda em tantos viveiros...
Aqui há uns anos até chegámos ao cúmulo de ter, no Alto Minho, uma "Festa da Mimosa", que posteriormente, para evitar a polémica, foi baptizada como Festa da Primavera!
Ponto 4 - Por princípio, nada tenho contra as espécies exóticas. Nem eu, nem a generalidade das pessoas classificadas como "ambientalistas", geralmente vistas como pessoas fundamentalistas, que é uma forma de nos arrumar num "beco" e dar por encerrada a discussão.
Aliás, convém clarificar que uma espécie exótica não é obrigatoriamente invasora. Muitas das espécies que nos habituámos a ver nos nossos campos (amendoeiras, pessegueiros, alfarrobeiras, laranjeiras, limoeiros, castanheiros, etc.) foram introduzidas; o mesmo se passa com uma enorme variedade de espécies com elevado valor do ponto de vista agrícola (batata, milho, etc.) ou ornamental (tílias, plátanos, etc.). Mesmo aquela que foi durante muito tempo, pelo menos até aos fatídicos verões de 2003 e 2005, a nossa principal espécie florestal, o pinheiro-bravo (Pinus pinaster Aiton), foi muito provavelmente introduzida...
A diferença é que uma espécie invasora cresce de forma descontrolada, pondo em causa outras espécies, nomeadamente da flora autóctone...
Por isso, caro leitor, se conseguiu chegar, sem desistir, a esta parte do texto peço-lhe apenas que não ajude a agravar este problema...pode fotografar as mimosas, isso é obviamente irrelevante para o problema, mas não plante nenhuma no seu jardim.
No Verão passado, consegui persuadir a minha amiga M. , a não plantar umas mimosas no seu terreno; se com este texto conseguir evitar que mais alguém o faça, já darei por bem empregue o tempo que me levou a escrevê-lo.
Para mais informações, sobre as mimosas e outras espécies vegetais invasoras, consultar a página do projecto Plantas Invasoras em Portugal.
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Todas as flores são bonitas?
Facto 1: As invasões biológicas por espécies exóticas constituem uma das principais ameaças à diversidade biológica a nível global.
Facto 2: Em Águeda, a Rota das Mimosas prevê atrair muitos fotógrafos (do blogue Ondas 3).
Por hoje, deixo a pergunta (em forma de provocação!)...amanhã, volto à carga, com a resposta...
terça-feira, agosto 08, 2006
Contra as acácias...Arrancar,arrancar!!!!
Uma das frentes de batalha mais importantes deste blog será a da luta (literalmente) sob todas as formas contra as espécies invasoras, nomeadamente contra as acácias (Acacia sp.) de origem australiana, que constituem hoje um gravíssimo problema ambiental no nosso país.
E ao qual só não se dá a devida relevância, porque por cá ainda estamos na pré-história no que toca a questões ambientais...
Querem dois exemplos simples:
- Passados 30 da criação do Parque Natural da Serra da Estrela, este continua a não ter o seu plano de ordenamento aprovado;
- A cidade da Covilhã, uma urbe com perto de 30 000 habitantes, só no presente ano lançou a 1ª pedra da sua futura rede de ETAR. A quase totalidade dos esgotos de um concelho com mais de 50 000 habitantes tem ido parar, sem qualquer tratamento, ao rio Zêzere.
Resumindo: se este fosse um país civilizado, há muito que as atenções estariam debruçadas sobre outros problemas ambientais gravíssimos, como o das invasoras. A este tema, infelizmente, terei que voltar inúmeras vezes no futuro.
Deixo aqui, no entanto,duas sugestões: para quem quiser saber mais sobre esta temática sugiro uma visita a http://www.ci.uc.pt/invasoras/
E para quem quiser, ou tiver disponibilidade, sugiro a participação na seguinte actividade enquadrada no programa "Ciência Viva no Verão":
Título:Espécies exóticas e invasoras( Liga para a Protecção da Natureza)
Data:5 de Agosto às 00:00 Inscreva-se Online (gratuito) 12 de Agosto às 00:00 Inscreva-se Online (gratuito)
Ponto de encontro: Entrada da Mata de Vale de Canas em Coimbra
Localidade: Coimbra / COIMBRA / COIMBRA
Duração: 4 h
Inscrição prévia: SIM - Contacto:964149705 ( das 19h - 22h30)
Responsável pela acção: Joana Maciel Rocha
Descrição: Formação sobre exóticas invasoras e voluntariado no controle de acácias
E ao qual só não se dá a devida relevância, porque por cá ainda estamos na pré-história no que toca a questões ambientais...
Querem dois exemplos simples:
- Passados 30 da criação do Parque Natural da Serra da Estrela, este continua a não ter o seu plano de ordenamento aprovado;
- A cidade da Covilhã, uma urbe com perto de 30 000 habitantes, só no presente ano lançou a 1ª pedra da sua futura rede de ETAR. A quase totalidade dos esgotos de um concelho com mais de 50 000 habitantes tem ido parar, sem qualquer tratamento, ao rio Zêzere.
Resumindo: se este fosse um país civilizado, há muito que as atenções estariam debruçadas sobre outros problemas ambientais gravíssimos, como o das invasoras. A este tema, infelizmente, terei que voltar inúmeras vezes no futuro.
Deixo aqui, no entanto,duas sugestões: para quem quiser saber mais sobre esta temática sugiro uma visita a http://www.ci.uc.pt/invasoras/
E para quem quiser, ou tiver disponibilidade, sugiro a participação na seguinte actividade enquadrada no programa "Ciência Viva no Verão":
Título:Espécies exóticas e invasoras( Liga para a Protecção da Natureza)
Data:5 de Agosto às 00:00 Inscreva-se Online (gratuito) 12 de Agosto às 00:00 Inscreva-se Online (gratuito)
Ponto de encontro: Entrada da Mata de Vale de Canas em Coimbra
Localidade: Coimbra / COIMBRA / COIMBRA
Duração: 4 h
Inscrição prévia: SIM - Contacto:964149705 ( das 19h - 22h30)
Responsável pela acção: Joana Maciel Rocha
Descrição: Formação sobre exóticas invasoras e voluntariado no controle de acácias
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