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terça-feira, abril 19, 2011

Perfeito

Covão d'Ametade - Parque Natural da Serra da Estrela

Sem sinal de presença humana...Egoísmo? Cada um tem os seus e os meus, definitivamente, não magoam ninguém.

quinta-feira, agosto 12, 2010

terça-feira, agosto 18, 2009

Os carvalhos da Sr.ª do Desterro

Carvalho-alvarinho (Quercus robur L.) - Senhora do Desterro (Serra da Estrela)


A Senhora do Desterro, no concelho de Seia, junto ao rio Alva, é um espaço marcado pela monumentalidade das árvores, nomeadamente de um conjunto de três carvalhos-alvarinho (Quercus robur L.), que partilho nas imagens que acompanham este texto.

E se é verdade que o encanto do local surge da conjugação de diversos elementos, incluindo o monumento religioso e o próprio rio, não deixa de ser menos verdadeiro que o espaço não seria o mesmo sem a dimensão conferida pelas árvores.


Carvalho-alvarinho (Quercus robur L.) - Senhora do Desterro (Serra da Estrela)


Saudemos as pessoas que estimam a sombra das árvores, que não receiam vê-las crescer e que acreditam que estas não retiram, antes acrescentam, monumentalidade às construções humanas.


Vale a pena parar na Senhora do Desterro e absorver a sombra destes carvalhos afortunados.

Carvalho-alvarinho (Quercus robur L.) - Senhora do Desterro (Serra da Estrela)


Bem perto deste local, situa-se a Central Hidroeléctrica da Senhora do Desterro, já desactivada, e que deverá dar lugar, brevemente, a um museu sobre a temática da electricidade.

Adjacente a toda esta área situa-se a Mata do Desterro, com uma superfície que ronda os 140 hectares, inserida no Parque Natural da Serra da Estrela. Nesta mata, sob gestão da Câmara de Seia desde Maio de 2007, desenvolve-se um projecto de conservação da natureza e de educação ambiental, sob a coordenação do Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE).

No âmbito da conservação da biodiversidade deste espaço pretende-se restaurar a vegetação natural, nomeadamente promovendo o controlo do avanço das mimosas (Acacia dealbata Link.), uma invasora com ampla distribuição nesta zona.

quarta-feira, agosto 12, 2009

Plano para a gestão do teixo nas serras do Centro de Portugal

Teixo (Taxus baccata L.) - Vale do Zêzere, Serra da Estrela


"O projecto de conservação e gestão do teixo (Taxus baccata L.), árvore criticamente ameaçada na região Centro de Portugal, resulta da parceria entre o Observatório das Florestas (Associação para o Fomento da Cooperação no Estudo e na Gestão do Fogo e das Florestas), o Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE), o Parque Natural da Serra da Estrela (ICNB/PNSE), o Departamento de Botânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e o Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens (FAPAS)". Bloco de Notas N.º 26 do Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE).


quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Night and day







(...) Night and day, you are the one
Only you beneath the moon or under the sun
Whether near to me, or far
It's no matter darling where you are
I think of you...

Cole Porter



Será possível, a um homem, amar uma montanha como quem ama uma mulher?



(Nota: a primeira fotografia é de minha autoria e foi tirada no dia 24 de Janeiro; a segunda e espectacular imagem foi tirada, por Pedro Seixo Rodrigues, na noite de 9 de Fevereiro. A descoberta deste magnífico trabalho devo-a à leitura do Cântaro Zangado).

terça-feira, janeiro 13, 2009

A árvore é uma boa amiga nossa

Capela de Nossa Senhora da Assedasse, Serra da Estrela - Parque Natural da Serra da Estrela


"(...) Disponha, pois, só de mais alguns minutos, antes de nos despedirmos; e oiça agora falar ainda da árvore, mas sôb outro aspecto.
Ponhamos de banda propriamente os serviços que a árvore presta; e vamos a vêr o que ela tem de agradável para nós.
Repare o leitor que, além das coisas a que damos mais valor porque nos são de maior utilidade e satisfazem as nossas necessidades primeiras, outras há que também valem só pelo prazer que nos dão quando as vemos, só porque são belas.
O que mais distingue um homem educado daquele que o não é, é justamente o apreço que o primeiro dá aquilo que tem beleza e o saber distinguir nas coisas que o cercam onde essa beleza se encontra.


(…) Não, meus caros leitores, não ha só isso a considerar nas árvores; não ha só que vêr o que elas produzem e que calcular o valor dos seus produtos; ha ainda, por assim dizer, que agradecer-lhes, e que gostar delas, pelo conforto, pela alegria, pelo prazer de dentro da alma que nos dão quando são belas, e as topamos, às vezes tristes, às vezes cansados no nosso caminho.


(…) Não é preciso dizer mais: no campo, como na cidade, a árvore é bela; por sua intervenção é que a gente se afeiçoa a determinados sítios; graças a ela é que damos preferência muitas vezes a determinados passeios; e alegres ou tristes que nos sintâmos será em frente da paisagem que ela embelezar que nos encontraremos bem, para pensar tranquilamente nas nossas tristezas, ou para dar largas à nossa alegria de viver!
A árvore, acreditai-me leitores, é uma boa amiga nossa!"



Belíssimo texto partilhado por um leitor da "Sombra Verde": "Aqui partilho (como contribuição) um pequeno texto do mestre do Natividade e do Gomes Guerreiro no curso de Silvicultura do ISA, o prof. Mário de Azevedo Gomes, retirado de um livrinho de 1916, destinado à "educação popular", com o nome sugestivo "A Utilidade das Árvores" [reeditado pela Câmara Municipal de Sintra, no dia do Ambiente do ano passado]".

Muito obrigado.

domingo, novembro 09, 2008

Se tudo pudesse ser perfeito (como uma manhã de Outono)

A encosta da Covilhã na manhã do passado Domingo...





Castanheiro (Castanea sativa Mill.)

Agário-das-moscas ou mata-moscas [Amanita muscaria (L. ex fr.) Hooker]


Faia (Fagus sylvatica L.)

quinta-feira, agosto 28, 2008

Discussão pública do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Serra da Estrela

Torre (Serra da Estrela) - Vista para nascente numa manhã de Agosto

Encontra-se em fase de discussão pública, desde o passado dia 25 de Agosto e até ao próximo dia 3 de Outubro, o Plano de Ordenamento do Parque Natural da Serra da Estrela.

Segundo a imprensa regional, a Câmara da Covilhã "não quis estar (presente) nas reuniões de concertação" com os técnicos do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade.
Dito por outras palavras, o poder político eleito democraticamente pelos eleitores do concelho da Covilhã, não quis estar presente no local próprio para colocar todas as dúvidas ou fazer todas as críticas/sugestões a que teria direito.
É mais fácil fazer chegar essas críticas, de forma indirecta, à imprensa regional ou fazer discursos Domingo de manhã para um eleitorado conquistado a priori.

P.S. - A propósito do que esta proposta de plano de ordenamento sugere para as Penhas da Saúde, sugiro a leitura deste texto do José Amoreira.

quarta-feira, agosto 06, 2008

Os carvalhos da Senhora do Espinheiro

Senhora do Espinheiro, Seia

Em Julho do ano passado escrevi este texto, no qual falava da distribuição do carvalho-alvarinho (Quercus robur L.) na Beira Interior e, em particular, na envolvente da Serra da Estrela.

Esta espécie é particularmente abundante na vertente noroeste da Estrela, nos concelhos de Seia e Gouveia, reaparecendo pontualmente noutros pontos deste maciço montanhoso.
No entanto, mesmo na referida vertente noroeste, praticamente não existem carvalhais mas apenas pequenos núcleos e exemplares isolados.

Na actualidade, o exemplar mais notável desta espécie na Serra da Estrela será o de Aldeias (Gouveia), que aguarda classificação como árvore de interesse público. Merece ainda ser realçado o carvalho da Senhora dos Verdes (Manteigas), os carvalhos que se situam junto à Senhora do Desterro e os da Senhora do Espinheiro (visíveis nas imagens que acompanham este texto).


Senhora do Espinheiro, Seia

Os dois carvalhos da Senhora do Espinheiro não são árvores monumentais, acusam o desgaste do tempo e do clima de montanha, embora sejam exemplares que valorizam a envolvente da capela.

Estes carvalhos e a capela são um belo postal da Serra da Estrela e a prova de como as árvores, quando não são desfiguradas por podas desajustadas, não só não retiram grandiosidade aos edifícios, como reforçam a sua beleza e integração na paisagem circundante.


P. S. - (Nota: já não vou à Senhora da Assedasse há perto de 10 anos, mas tenho memória de aí também crescer um belo alvarinho).

sábado, agosto 02, 2008

O mais importante é a aparência



O Secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, esteve no passado dia 31 de Julho na Serra da Estrela, mais concretamente na zona da Torre, para proceder à inauguração de um centro de interpretação sobre a mais alta montanha do continente português.

Este centro funciona junto às instalações do "Centro Comercial da Torre" e pretende, de forma resumida, informar os visitantes sobre o património natural da Serra da Estrela. Agrada-me saber deste investimento e saber que quem visita este local terá, a partir de agora, acesso a algo mais sobre esta montanha do que alguns produtos regionais e outros de procedências bem mais longínquas e duvidosas.

Afinal de contas, a Serra da Estrela é um Parque Natural e o planalto da Torre, em particular, pertence à rede de Reservas Biogenéticas do Conselho da Europa. Ainda que, por vezes, tal pareça ficção científica...

E porquê? Porque enquanto o Sr. Secretário de Estado do Ambiente da República Portuguesa inaugurava este espaço no "Centro Comercial da Torre", algumas dezenas de metros atrás, afastado dos focos dos jornalistas, continuavam a correr a céu aberto os esgotos desse mesmo edifício (ver aqui).

É assim há ano e meio. É do conhecimento de todas as entidades com responsabilidades neste âmbito.

Mas em Portugal o que conta é manter as aparências. O que interessa é que as "luzes brilhem" na frente, não importando que nas traseiras, longe dos olhares da multidão, toda a porcaria se acumule.

P.S. - Adenda: o blogue "Estrela no seu melhor" publica o vídeo da inauguração do referido centro de interpretação, onde o jornalista da RTP afirma que o problema dos esgotos a céu aberto está resolvido. A mesmo "versão oficial" foi veiculada pelo Jornal do Fundão.
Os jornais Diário XXI e O Interior explicaram o "porquê" dos esgotos continuarem a correr a céu aberto passado todo este tempo. Para situações futuras, ficámos a saber quem aceita a notícia tal como ela é "vendida" e quem a questiona e investiga.
(Nota: não coloco as hiperligações para as notícias do Diário XXI e d' O Interior, pois estas são de carácter temporário).

sábado, abril 26, 2008

Um amor incondicional

Serra da Estrela, 26/04/2008

Hoje vi-te como os que te vêem de forma despojada e ignorei os que se julgam teus donos. Ignorei também o lixo, o zinco, o cimento e o alcatrão. Vi-te como quem te vê pela primeira vez; vi-te como o Torga te viu, uma e outra vez.

Estivemos juntos, só nós, com o mundo inteiro a assistir. Tinha saudades tuas...

Sei que um dia a ti voltarei. Até lá não desisto de te conhecer (e de me conhecer também). Gosto de ti!