Mostrar mensagens com a etiqueta Árvores Monumentais (por classificar). Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Árvores Monumentais (por classificar). Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, julho 30, 2010

sexta-feira, maio 21, 2010

O que é uma oliveira?



¿Qué es un olivo?
Un olivo
es un viejo, viejo, viejo
y es un niño
con una rama en la frente
y colgado en la cintura
un saquito todo lleno
de aceitunas.

Rafael Alberti

P.S. - Provavelmente, a oliveira mais grossa a Norte do Douro. No blogue da Árvores de Portugal.

terça-feira, agosto 18, 2009

Os carvalhos da Sr.ª do Desterro

Carvalho-alvarinho (Quercus robur L.) - Senhora do Desterro (Serra da Estrela)


A Senhora do Desterro, no concelho de Seia, junto ao rio Alva, é um espaço marcado pela monumentalidade das árvores, nomeadamente de um conjunto de três carvalhos-alvarinho (Quercus robur L.), que partilho nas imagens que acompanham este texto.

E se é verdade que o encanto do local surge da conjugação de diversos elementos, incluindo o monumento religioso e o próprio rio, não deixa de ser menos verdadeiro que o espaço não seria o mesmo sem a dimensão conferida pelas árvores.


Carvalho-alvarinho (Quercus robur L.) - Senhora do Desterro (Serra da Estrela)


Saudemos as pessoas que estimam a sombra das árvores, que não receiam vê-las crescer e que acreditam que estas não retiram, antes acrescentam, monumentalidade às construções humanas.


Vale a pena parar na Senhora do Desterro e absorver a sombra destes carvalhos afortunados.

Carvalho-alvarinho (Quercus robur L.) - Senhora do Desterro (Serra da Estrela)


Bem perto deste local, situa-se a Central Hidroeléctrica da Senhora do Desterro, já desactivada, e que deverá dar lugar, brevemente, a um museu sobre a temática da electricidade.

Adjacente a toda esta área situa-se a Mata do Desterro, com uma superfície que ronda os 140 hectares, inserida no Parque Natural da Serra da Estrela. Nesta mata, sob gestão da Câmara de Seia desde Maio de 2007, desenvolve-se um projecto de conservação da natureza e de educação ambiental, sob a coordenação do Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE).

No âmbito da conservação da biodiversidade deste espaço pretende-se restaurar a vegetação natural, nomeadamente promovendo o controlo do avanço das mimosas (Acacia dealbata Link.), uma invasora com ampla distribuição nesta zona.

quinta-feira, abril 09, 2009

Medronheiros monumentais






Magníficos exemplares arbóreos de medronheiro (Arbutus unedo L.) que o Rafael Carvalho, autor do Arquitectura D'ouro, descobriu e fotografou em Aldeia de Cima, no concelho de Armamar.

sexta-feira, março 06, 2009

O cedro de Aldeia do Bispo

Cedro (Cedrus sp.) - Aldeia do Bispo (Sabugal), fotografia de Nelson Lima

Uma árvore magnífica, apesar de aparentar ter a flecha danificada, para descobrir numa nova incursão nos tesouros naturais do concelho do Sabugal.

sábado, fevereiro 14, 2009

As eleitas

Segue-se, geograficamente ordenado de Sul para Norte, o conjunto de árvores que eu e o Miguel propusemos à Autoridade Florestal Nacional, na passada semana, para classificação como árvores de interesse público:



A paineira de Odemira.



Uma das oliveiras mais grossas de Portugal* - Serpa


* De acordo com a comparação feita com os dados conhecidos de oliveiras classificadas como árvores de interesse público. Em breve, será feito um texto específico sobre esta oliveira, incluindo as respectivas dimensões, no Árvores Monumentais do Algarve e Baixo Alentejo.




Sobreiro situado junto à estrada N258 entre o Alvito e a Vidigueira*.


* Brevemente, mais informações sobre este sobreiro no Árvores Monumentais do Algarve e Baixo Alentejo.





A oliveira dos namorados de Alvito.




As pseudotsugas de Manteigas.




A araucária de Viana do Castelo (supostamente, a mais alta árvore de Natal natural da Europa).




O sobreiro de Taião (Valença)


Os critérios para a selecção deste conjunto de árvores prenderam-se, para além das características de cada árvore ou conjunto de árvores, com o facto de se situarem em terrenos públicos ou no perímetro de instituições públicas (como é caso da araucária de Viana do Castelo).

Temos muitas outras árvores notáveis em "lista de espera" mas, como se situam em terrenos particulares, teremos que conferenciar com cada um dos respectivos proprietários, antes de as propor para classificação.

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

As pseudotsugas de Manteigas

No passado mês de Julho, eu e o Miguel Rodrigues passámos 3 dias a fotografar e a medir árvores na zona da Serra da Estrela.

Visitámos árvores extraordinárias, das maiores e mais grossas do nosso país, numa jornada memorável.
E se dessa jornada pouco ou nada tenho falado, nem partilhado as respectivas imagens, é porque as estou a guardar para um novo projecto que espero possa ver a luz do dia muito em breve.

No entanto, decidi abrir uma excepção para um fabuloso conjunto de pseudotsugas [Pseudotsuga menziesii (Mirb.) Franco] situado na encosta da Pousada de S. Lourenço, a poucos quilómetros de Manteigas.

O justificativo para a abertura desta excepção é bem simples... Estas árvores fazem parte dum conjunto de exemplares que eu e o Miguel decidimos propor para classificação como árvores de interesse público (e sobre o qual darei mais pormenores em breve).

Mas voltemos às pseudotsugas, com as palavras que Ernesto Goes lhes dedicou no "Árvores Monumentais de Portugal": "Na Serra da Estrela, próximo da Pousada de S. Lourenço a uma altitude de 1 400 metros, foi plantado em 1905 um pequeno povoamento desta espécie, em que as árvores têm presentemente 0,80 a 1,05 metros de D.A.P. e cerca de 50 metros de altura. Trata-se do povoamento mais espectacular do país, que tem sido admirado mesmo por técnicos americanos, que afirmam não existir no seu país, exemplares maiores com aquela idade".

[Pseudotsuga menziesii (Mirb.) Franco] - Serra da Estrela (junto da Pousada de S. Lourenço, Manteigas)

Trata-se de um conjunto notável de árvores, conhecido de todos os que percorrem a N232 entre Manteigas e as Penhas Douradas, junto da Pousada de S. Lourenço. A densidade deste povoamento e a altura das árvores provocam um permanente ensombramento na zona da estrada que atravessa esta zona florestal.



Com o instrumento de medição de altura que dispomos, um blume leiss, e dada a localização das árvores e a proximidade entre elas, foi-nos impossível determinar a altura destas árvores e, em particular, dos exemplares que aparentam ser os mais altos.

[Pseudotsuga menziesii (Mirb.) Franco] - Serra da Estrela (junto da Pousada de S. Lourenço, Manteigas)

Apesar do descrito, e fazendo uso de algumas "engenhocas", calculámos a altura de algumas pseudotsugas, junto à estrada, nos 30 a 40 metros.
No entanto, estes exemplares não aparentam ser os mais altos, pelo que haverá exemplares perto, ou mesmo acima, dos 50 metros (tal como referido no "Árvores Monumentais de Portugal"); a este propósito, é necessário fazer uma pequena correcção às palavras de Ernesto Goes, uma vez que a maioria destas pseudotsugas se situa entre os 1 100 e os 1 200 metros de altitude, e não a 1 400 metros tal como referido no citado livro.

É de lamentar, dada a importância deste povoamento, que não existam dados oficiais sobre a altura destas árvores.
De acordo com o "Árvores Monumentais de Portugal", a pseudotsuga mais alta do país deverá ser um exemplar que se situa na Mata do Buçaco, junto da casa do guarda da Porta da Lapa, que em 1984, à altura da edição deste livro, teria 45 metros de altura; apesar de não ter fotografias da mesma, posso garantir que se trata de uma árvore colossal (no entanto, não me admiraria que existisse algum exemplar neste povoamento de Manteigas com altura superior).


De recordar que, no Noroeste da América do Norte, no seu habitat original, as pseudotsugas podem ultrapassar os 100 metros de altura [apenas superadas pelas sequóias da espécie Sequoia sempervirens (D. Don) Endl.].


P.S. - A referência a esta mata não ficaria completa sem mencionar uma última surpresa, parcialmente visível na fotografia que se segue...



No lado esquerdo da fotografia, aparece um esguio mas "gigantesco" carvalho-negral (Quercus pyrenaica Willd.).
Rodeado de enormes pseudotsugas, este carvalho viu-se obrigado a crescer em altura, competindo pela escassa luminosidade existente no seio desta mata.

Não será o mais bonito, grosso ou volumoso carvalho-negral do nosso país mas será, certamente, o mais alto de Portugal.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

É bonita a árvore!




Um sobreiro (Quercus suber L.) de fazer suster a respiração... No coração da serra algarvia, algures no Ribatejo ou na Estremadura? No Alentejo? Nas Beiras? Alguém quer arriscar um palpite?

Desconheço a vossa resposta à pergunta anterior, mas duvido que alguém tenha respondido "Minho".




Foi no coração do Alto Minho, mais concretamente na freguesia de Taião (concelho de Valença), que o Miguel Rodrigues descobriu este exemplar maravilhoso.

Tem tudo...Beleza (não corrompida por poda desajustada); possui uma copa ampla, bem desenvolvida e um tronco corpulento. E, pormenor importante, aparenta uma vitalidade transbordante.

No Reino das Árvores este sobreiro seria um sedutor... Eu, pelo menos, não lhe resisti.




P.S. - Todo o mérito da reportagem fotográfica que relata esta descoberta é do Miguel Rodrigues.

É a esperança de continuar a descobrir árvores como esta que nos move, por esse país, em busca da próxima...

sábado, janeiro 10, 2009

Uma pergunta de difícil resposta

Carvalho-americano (Quercus rubra L.) - Pousada de S. Bento (Caniçada, Gerês)


Quando é que uma árvore, de uma determinada espécie, deixa de ser um exemplar monumental, de dimensões acima da média, para passar a ser um espécime digno de ser considerado árvore de interesse público?

Podendo parecer fácil, considero que é uma pergunta de muito difícil resposta. Acresce que os motivos que podem justificar a classificação de uma árvore podem ser de diversa índole; atente-se na questão da relevância histórica e cultural, como no caso da azinheira de Fátima.

No entanto, e no que concerne especificamente às dimensões das árvores, considero que deveria ser encontrado um sistema que uniformizasse as condições para a classificação de um determinado exemplar arbóreo. Recorde-se, a este propósito, o que acontece nos E.U.A., com o National Register of Big Trees (ver página 3 do documento pdf).


Independentemente das considerações anteriores, chamo a atenção para a magnífica árvore que acompanha este texto. Um belíssimo carvalho-americano (Quercus rubra L.) com privilegiada vista para a Barragem da Caniçada, no Gerês. Um sério candidato a gigante...



segunda-feira, novembro 24, 2008

Começar bem a semana...



(...) Com mais uma promessa: o plátano (Platanus orientalis L. var. acerifolia Aiton) de Santa Eulália, nas proximidades de Elvas.

É uma árvore magnífica que, mesmo à distância, marca o perfil da aldeia...Uma árvore por inteiro!

Situa-se num parque infantil, entre a praça de touros e a GNR local, e a sua presença preenche e confere personalidade a todo o espaço.

Este parque infantil é diferente dos demais... Nada das habituais árvores raquíticas, feias e incapazes da menor das sombras quando o estio aperta.

Uma árvore, uma árvore basta, para dar beleza e dignidade ao espaço.


P.S. - Espreitar este plátano no Inverno.


terça-feira, novembro 18, 2008

O promissor plátano de Arronches

Plátano (Platanus orientalis L. var. acerifolia Aiton) - Arronches


Uma árvore magnífica e, ainda por cima, no pátio de uma escola! Todas as escolas deveriam ter árvores assim...

Crianças que aprendam a brincar à sombra de verdadeiras árvores, como este plátano, acredito que serão, enquanto adultos, menos tolerantes com os arboricídios nas cidades.