quarta-feira, dezembro 02, 2009

Saber escolher

Avenida 25 de Abril, Covilhã

A minha admiração pelos hibiscos (Hibiscus sp.) tem aumentado, como árvore ornamental. Estão por cá há uns anos e não têm revelado comportamento invasor.

Acresce que passam o Verão quase todo em floração, caso pouco frequente entre as ornamentais utilizadas nas nossas cidades, e têm um tamanho quase ideal para os nossos passeios estreitos.

Não são árvores de causar grandes paixões, como um plátano de 30 metros, mas são bem mais adequadas à maioria das nossas acanhadas ruas.


P.S. - A Árvore Certa, Para o Local Adequado.

11 comentários:

João disse...

Concordo com o Pedro.

A escolha de árvores deveria ser mais criteriosa, mas muitas vezes não é.

Tenho para mim que se grande parte das plantações fosse projectada por profissionais, nomeadamente, Arquitectos Paisagistas, muitos problemas seriam evitados. O problema é que muitos projectos têm condicionantes políticas por trás.

Enfim, mais do mesmo.

Mas no fim a solução é sempre a mesma, "colocar a árvores certa no sítio certo".

João

Pedro Nuno Teixeira Santos disse...

Essa escolha criteriosa evitaria a maioria dos problemas que surgem a posteriori, relacionados com as árvores nas cidades. Não duvido disso.

Anónimo disse...

Não são só as condicionantes políticas. Frequentemente também se verificam restrições ao nível da disponibilidade de espécies em viveiro, bem como restrições financeiras.

Quanto aos Arquitectos Paisagistas, como em tudo na vida, há os bons e os maus, e já vi muito disparate projectado por Arquitectos Paisagistas (alguns desses disparates até vão "aparecendo" neste blog).

Mas num ponto estamos todos de acordo, uma escolha cuidada das espécies a instalar, adequadas às características e condições do local, evitaria muitos problemas futuros. Se juntamente com isso houvesse uma adequada e competente gestão do arvoredo pós-instalação, assim como uma boa dose de civismo e respeito por parte da população em geral, teríamos certamente um ambiente urbano mais agradável e pacífico.

Juan Echegoyen disse...

Hola Pedro, me gusta tu blog. Ahora me dirijo a ti (no conozco el portugués, perdona) porque me pareces bien informado sobre los arboles de Portugal. Sabes si se ha publicado algo sobre los arboles monumentales o singulares de Açores y Medeira?
Obrigado, juan

miguel disse...

A propósito de quem goste destas árvores,tenho hibiscos que semeei e já têm 3 palmos de altura,para oferecer.

Juan Echegoyen disse...

Hola Pedro, me gusta y leo tu blog. Ahora una pregunta: ¿Dónde están publicados los arbores protegidos de Madeira y Açores?
Un abrazo, Juan

Pedro Nuno Teixeira Santos disse...

Olá Miguel,

Eu próprio aceitaria esses hibiscos se tivesse onde os colocar.

Pedro Nuno Teixeira Santos disse...

Olá Juan,

Desculpa a demora na resposta à tua pergunta.

Açores: podes consultar a lista de árvores classificadas aqui.

Madeira: Existe um livro sobre as árvores monumentais da Madeira - ver aqui.

Obrigado pelos elogios ao blog. Um abraço.

Pedro Nuno Teixeira Santos disse...

Caro anónimo,

Concordo com o que afirma. Há motivos para estarmos optimistas e motivos para estarmos pessimistas quanto ao futuro da arborização urbana, em Portugal.

Por um lado, penso que existe uma maior consciencialização, hoje em dia, para o papel da árvore nas cidades. Embora demorem a aparecer os resultados práticos.
Creio que ao nível das autarquias, também começam a existir técnicos especializados com outra visão sobre as questões da arboricultura urbana. Infelizmente, creio que lhes falta um certo peso político, dentro das Câmaras, para conseguirem contrariar maus hábitos enraizados, como a rolagem anual das árvores ornamentais.

Pelo lado negativo, destaco o facto de termos dezenas de empresas, especializadas em tudo e mais alguma coisa menos em arboricultura, a concorrer a concursos públicos para manutenção de árvores. E a ganharem muitos desses concursos, com base em preços com os quais as boas empresas do sector não conseguem competir.

Acresce o maior problema, ou seja, a maioria das pessoas apoia as rolagens, algumas por desprezo à árvore e outras porque, genuinamente, acreditam que estas práticas são indispensáveis e até favorecem os exemplares arbóreos.

Blogues como este tentam dar o seu contributo, muito modesto é certo, embora tenha a certeza que a maioria dos que me visitam já são "convertidos".

Cumprimentos.

Anónimo disse...

Caro Pedro,

Totalmente de acordo consigo, a meu ver é essa a realidade que temos. Pena é que a maior parte das pessoas não se apercebam dessa(s) realidade(s).

Só acrescentaria/desenvolveria uma coisa ao que escreveu. A falta de peso político no interior das Câmaras reflecte-se directamente não só no que refere, mas também no não abate de árvores em risco iminente de queda (devido ao receio da reacção dos eleitores), ou no abate de árvores saudáveis (ou relativamente saudáveis), devido à pressão dos eleitores, ou a algum desvario de requalificação.

Resta-nos continuar a tentar remar contra a maré, na esperança que um dia as àrvores urbanas sejam vistas de outra forma.

Cumprimentos,

(Anónimo das 3.44 PM)

Anónimo disse...

Il semble que vous soyez un expert dans ce domaine, vos remarques sont tres interessantes, merci.

- Daniel