domingo, dezembro 14, 2008

Remorsos...

Ulmeiro (Ulmus sp.) e Igreja de San Vicente (Ávila, Espanha) - Agosto de 2005


Podia ter falado dele um milhão de vezes, mas não o fiz...Lamento-o agora que o sei morto às mãos da grafiose.

Morreu o ulmeiro de San Vicente, em Ávila.

Ulmeiro (Ulmus sp.) e Igreja de San Vicente (Ávila, Espanha) - Agosto de 2005

Nota: Este ulmeiro (Ulmus sp.) fazia parte do "Catálogo de Especímenes Vegetales de Singular Relevancia" da região de Castela e Leão (Espanha).


4 comentários:

Pedro Vicente disse...

Olá Pedro

Pois parece que o ulmeiro é uma especie condenada,pelo menos aqui na Europa,li algures que 90% dos ulmeiros ingles desapareceram na gra bretanha,provavelemente por serem subespecie mais sensivel a esta doença,o que me faz sentir orgulho dos exemplares adultos que encontrei no vale da Amendoeira de ulmus minor e do qual gostaria de partilhar fotografias contigo se assim desejares tb.Já agora partilho contigo uma informaçao retirada da minha ida a uma Conferencia da LPN sobre a conservaçao da natureza- 80% das especies vegetais estao em extinçao a nivel internacional,( o que como deves calcular nao esta muito atrás quanto a especies animais tb estatisticamente apresentados na palestra)o que mais uma vez demonstra a inércia humana no que se refere á protecçao do seu patrimonio natural.Quanto a mim,tento,dentro das minhas possibilidades fazer o meu melhor,desde conservar comunidades de orquídeas nos meus terrenos calcarios,rosas albardeiras,reproduzindo carvalhos de monchique em vaso e sensibilizando amigos e familiares ao cultivo de espécies autoctones nos seus jardins (um jardim pode ser um pequeno espaço de biodiversidade,um refugio á vida selvagem se assim permitirmos).Para terminar,deixo te referencia deste video sobre a importancia dos sobreiros-http://www.youtube.com/watch?v=FVmQ4uaXfu4

Um abraço-Pedro Vicente

Rúben disse...

Seguindo o pensamento do Pedro, acho que realmente é muito importante que se conserve a biodiversidade, mesmo em pequenos espaços de zonas urbanizadas.
Pelo que eu vejo, ainda muita gente não tem sensibilidade para este assunto: ao construirem as suas casas, preferem arrasar com a vegetação autóctone que já lá existe e plantar palmeiras e pinheiros. Já pra não falar nos relvados que consomem muita água.
Acho que as leis, ou o cumprimento delas tem muito que evoluir. Ainda há pouco tempo, na minha urbanização, para a construção de uma vivenda, foram mortos de um dia para o outro uns 6 sobreiros que já deviam ter mais de 100 anos. Para cúmulo eles nem se encontravam na área de implantação da casa. A casa ficou memo linda sem os sobreiros! Talvez fosse uma obra de indiscutível interesse público!? Espero que as bolotas que deixei de presente ao morador o tenham deixado a reflectir sobre o crime que cometeu.
Mas fico contente que haja cada vez mais pessoas, que, não sendo de uma área profissional ligada à natureza, se preocupem com o nosso planeta. Há que continuar a aumentar este exército! :)

pedro vicente disse...

Rúben, lamentavelmente concordo contigo,sou algarvio e bem sei o que é a destruiçao da nossa flora para dar lugar a relvados,palmeiras e outras exóticas...será falta de sensibilizaçao?sinceramente nao sei...este sábado a minha familia comprou uma árvore para o seu jardim,e com alguma dificuldade consegui que optassem por uma azinheira( que para ser sincero,ficou lindamente em contraste com os restantes verdes existentes),mas senti na pele a dificuldade de encontrar oferta de arvores da nossa flora nas estufas.Em 5 estufas só uma vendia azinheiras,sobreiros e outros carvalhos como árvore ornamental....e foi me dito que fui o 1 portugues a comprar uma azinheira,parece que a procura vem dos ingleses e holandeses e nao por parte da nossa populaçao.
Já agora refiro uma outra situaçao,a venda indiscriminada de ácacias e potenciais invasoras nas nossas estufas de flores dedicadas ao público....mais uma vez lamentável a fiscalizaçao neste país....
Mais uma vez termino estes desabafos e os meus cumprimentos a ti Rúben e mais uma vez ao Pedro.

Pedro Nuno Teixeira Santos disse...

Obrigado, a ambos, pelos comentários. Em breve, farei uma apreciação mais alongada às vossas opiniões.

Um abraço.