quinta-feira, agosto 20, 2009

Prossegue o abate de árvores em Loulé

Em Loulé, prossegue o abate de árvores sem que seja dada qualquer justificação à população. Agora foi no Parque Municipal...






Fonte das imagens e da denúncia: Movimento Apartidário da Cidade de Loulé.

10 comentários:

pedro vicente disse...

muito "bonito"....

Anónimo disse...

Obrigado pela ajuda Pedro,

Já fiz queixa na GNR. Vamos ver o que vai dar.

Abraço
João

Ana Patudos disse...

Vivemos num país de faz-de-conta para certas atitudes
abraço
Ana paula

Anónimo disse...

Caro Pedro,

Este é um país de brincar. telefonei agora para o serviço SOS território e Ambiente e explicaram-me delicadamente que o abate de árvores não classificadas como de interesse nacional não é crime desde que realizado pela Junta de Freguesia ou pelas Câmaras Municipais, organismos com competências para o efeito. Estou à espera da resposta por escrito do SOS Território e Ambiente, onde me alertaram a o facto da resposta "demorar tempo", mas já vi o desenlace do filme. Este meu país de brincadeira.

Cumprimentos
João Martins

as-nunes disse...

Não nos venham com essa história de que as Juntas e as Câmaras fazem o que querem.
Sabemos qe as autarquias têm autonomia administrativa e alguma financeira, mas são instituições públicas, logo ao serviço do Povo.
Isto é inadmissível.
Penso que é possível interpôr uma acção judicial e processo crime contra a autarquia. É preciso é que haja um levantamento popular e o movimento daí resultante vá para o Tribunal.
Que eu saiba ainda não nascem bananas do chão.

Se fôr preciso alguma colaboração contem comigo.

Incrível o que se faz em Portugal sem qualquer explicação aos principais interessados, que são os cidadãos.

António

Anónimo disse...

Olá Pedro,

Peço muita desculpa por solicitar as suas competências. Mas seria possivel dar a sua opinião fundamentada sobre o assunto do abate de árvores em Loulé para que possa reproduzir a sua opinião avalizada num post? Gostava que lê-se entretando os desenvolvimentos nos comentários e nos posts.

Peço desculpa pelo atrevimento desta solicitação. Se não for possível compreendo na mesma.

Forte abraço
João Martins do macloulé

Um

Pedro Nuno Teixeira Santos disse...

Caro João,

Desculpe a demora na resposta, tenha estado atarefado e sem tempo para aceder, com o devido tempo, à internet.

Há muitos motivos para abater árvores nas cidades. Aliás, tendo em conta a forma desastrosa como se fazem as podas nas cidades portuguesas e o desleixo a que é votado grande parte da arborização urbana, é uma sorte não acontecerem acidentes com maior frequência.

A preservação de uma árvore não se deve sobrepor, nunca, à segurança das pessoas, desde que haja motivos comprovados de risco.
Qualquer técnico de arboricultura competente não hesitará em aconselhar o abate de uma árvore, se houver o mínimo risco para a população. Até porque a acontecer um acidente desse tipo, tal criaria o álibi perfeito para a poda radical de muitas outras árvores em perfeito estado fitossanitário.

As fotos que lhe foram enviadas por um leitor do seu blogue, em si, não provam nada. Ou, explicando-me melhor, indicam que muito provavelmente aquelas árvores apresentavam um quadro irreversível que poderia ditar a obrigação de as abater.
Ninguém pode afirmar com certeza absoluta, nem mesmo um técnico, que aquelas árvores tinham que ser abatidas, apenas com base na análise de um par de imagens.
O problema é que neste país toda a gente percebe de tudo...

A decisão técnica de abater uma árvore só pode ser tomada por técnicos de arboricultura. É essa decisão técnica,e apenas essa, que deve fundamentar a decisão política.

Não é uma decisão técnica que possa ser feita por qualquer pessoa, seja ela médico, engenheiro, professor, carpinteiro ou fotógrafo. Ou será que qualquer pessoa pode pilotar um avião? Será que qualquer pessoa pode fazer uma cirurgia? Será que qualquer pessoa pode montar uma instalação eléctrica? Evidentemente que não! Da mesma forma, das árvores tratam os que sabem, apesar de toda a gente parecer, de súbito, ser entendida na matéria e saber até, apenas por olhar para uma árvore, ou para a fotografia duma, quando esta deve ser abatida.


Uma Câmara responsável, com técnicos em arboricultura, faria o que já se faz em certos locais do noss país, ou seja, colocaria informação no local explicando os motivos justificativos do abate e o nome dos técnicos que avalizam tal decisão.
Posso assegurar que ainda recentemente tal aconteceu numa localidade da margem Sul do Tejo. A autarquia local contratou uma reputada empresa do sector para analisar o estado fitossanitário de algumass árvores. Chegou à conclusão que as mesmas estavam a perder sustentação e elaborou cartazes, nos quais explicava os motivos para abater as árvores, os quais foram colocados no local antes de cortar os ditos exemplares.
Devidamente elucidada, com uma argumentação técnica elaborada por uma empresa acima de qualquer suspeita, as pessoas não protestaram e aceitaram a decisão, pois perceberam que a mesma foi feita a bem da sua protecção.

As pessoas estão fartas das Câmaras cortarem árvores, em nome da nossa segurança, sem que nunca se perceba quem fez esse diagnóstico e por que motivos concretos as árvores tinham que ser abatidas. Mas, essas mesmas pessoas, estão dispostas a aceitar esse abate, se o mesmo for devidamente explicado.
Foi esse o caso deste exemplo que dei.

Pelo contrário, a CM de Loulé persiste em abater árvores sem apresentar qualquer justificação, numa atitude arrogante que, ainda assim, encontra eco nos que sempre aplaudem o que o poder faz, mesmo quando o poder não faz mais do que desrespeitar os direitos dos cidadãos, como o direito a ser informado.

É isto, e tão somente isto, que se pede à Câmara de Loulé, e à maioria das autarquias deste país, ou seja, clareza e transparência nas decisões.

Claro que as Câmaras contam com um poderoso aliado, os que aceitam sempre as decisões do poder, os que nunca questionam, os que acham que as Câmaras defendem sempre no interesse dos cidadãos e que, como é o caso, se uma Câmara corta, num único mandato, dezenas de árvores é porque tem bons motivos.

Anónimo disse...

Olá Pedro,

Peço imensa desculpa pelo possível incómodo e agradeço imenso ter-se dado ao trabalho de emitir a sua opinião. Vou já passá-la a post. Pode ser que água mole em pedra dura tanto bata até que fura.

Um grande abraço
João Martins

Anónimo disse...

Obrigado Pedro, pelos esclarecimentos devidos. Sem a sua contribuição a pressão não teria o mesmo efeito. Vamos ver se servirá de alguma coisa em termos futuros.

Abraços
João Martins

Maria Antonieta das Dores e dos Bolores disse...

Eu gostaria que não fosse necessário o abate das árvores.
Já reparam que as árvores são muito mais bonitas do que a madeira? Muito mais úteis ao Homem no estado natural do que após a sua transformação?
Tudo bem que transformadas têm mais finalidades do que no estado natural, mas no estado natural a sua utilidade é muito maior. Purificam o ar, servem de sombra, embelezam a paisagem...
Eu acho que o abate de árvores deveria ser restringido e legislado. Para além disto acho que por cada árvore abatida deveriam ser replantadas muitas mais. Uma árvore é um ser vivo.
Se o Homem também é um ser vivo e o homicídio é punível, porque que será que o abate de árvores ilegal ou que não cumpre as normas não é punido? Deixo-vos com esta questão.