quinta-feira, maio 21, 2009

Ruído na paisagem




(Pudesse a realidade ser corrigida com a facilidade de um programa de tratamento de imagem, limpando o "ruído" de um urbanismo desastroso e centrando a nossa atenção no essencial).


9 comentários:

Paulo J. Mendes disse...

A cada dia que passa cada vez se torna mais necessário usar este expediente fotográfico para "isolar" estes pequenos paraísos...

as-nunes disse...

Também cá temos disso.
Precisamente uma araucária plantada no intervalo estreito de dois prédios antigos. Lá está.
Até quando?
E aquele Castanheiro da Índia, que deixaram encostadíssimo a um prédio novo, resultante da requalificação dum palácio, o dos Viscondes da Barreira (dos Guerra) em Leiria. Parece que fizeram o "favor" de o deixar ficar (por acaso o efeito visual até é um bocado esquisito) porque o vendedor impôs essa condição, no contrato de venda.
Coisas!

António

Ana Patudos disse...

Completamente de acordo.
Abraço
Ana Paula

Anónimo disse...

Porque não pede na C.M., aos serviços de higiene e limpeza, que levem o carro-aspirador até às imediações das àrvores(julgo que plátanos) que largam aqueles polens, que são um atentado à saúde pública...

Pedro Nuno Teixeira Santos disse...

Caro(a) anónimo(a),

1º) Eu não tenho que pedir à Câmara Municipal, de Silves ou qualquer outra, para fazer essa "aspiração"; e suponho que se refira aos filamentos (e não ao pólen), semelhantes a algodão, libertados pelos choupos (e não pelos plátanos). Embora sempre seja melhor essa sugestão do que pedir que se cortem as árvores, por exemplo...

2º) A verdade é que as pessoas se deveriam interrogar porque é que nas cidades há muitas mais pessoas com problemas respiratórios do que no campo, onde existe muito mais pólen em suspensão?!

Sirvo-me de uma citação de uma notícia do "Diário de Coimbra", de Maio de 2007, e que teve precisamente por base a "embirração com os choupos" :"O parecer emitido então pela Provedoria do Ambiente e Qualidade de Vida Urbana de Coimbra, a que estavam anexados outros dois, do Professor Dr. Jorge Paiva, do Departamento de Botânica da Universidade de Coimbra, e da Dr.ª Ana Todo Bom, presidente cessante da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia, comprovava que as causas das alergias não estavam apenas na libertação de pólen, frutos e sementes pelas plantas e que, apesar de se assistir a «um aumento das reacções alérgicas», era «a poluição resultante do tráfego automóvel que exponenciava» este mesmo efeito alérgico."

3º) Dito por outras palavras, não é o pólen o principal responsável pelas alergias, mas sim a poluição urbana. Se assim não fosse, coitadas das pessoas que vivem no campo rodeadas de árvores e plantas por todo o lado. Morreriam sufocadas por tanto pólen no ar...

Por outro lado, são precisamente as árvores que combatem essa mesma poluição nas cidades.
Logo, cortar árvores para evitar alergias seria tão lógico e racional como usar gasolina para combater um fogo.


4º) O mais curioso é que as pessoas embirram com o "algodão dos choupos", que é diferente do pólen, numa altura em que existem no ar milhões de grãos de pólen de centenas de espécies.
Incluindo o pólen das plantas responsáveis por mais alergias, as gramíneas. E o que são gramíneas? Entre muitas outras espécies, são gramíneas a cevada, o centeio, a aveia, o milho ou o trigo.
Sabendo que o pólen das gramíneas é dos que provoca mais alergias, deveremos deixar de plantar estes cereais?

5º) Eu não me oponho a nenhuma solução, como esta da "aspiração", se isso servir para sossegar as pessoas, desde que não se esqueça que é uma EVIDÊNCIA MÉDICA E CIENTÍFICA que o principal factor que leva ao aumento das reacções alérgicas é a poluição automóvel e que as árvores ajudam a combater essa mesma poluição.
Infelizmente, esta poluição aumenta todos os dias e não pode ser aspirada!

Arménia Baptista disse...

De louvar a sua explicação sobre o polén e sobre os filamentos...pena que todos os q tem essas dúvidas e essa aversão às pobres das árvores, não o "ouçam".
...Ouve-se cada barbaridade, sobre o "algodão" dos pobres choupos!!!!...
Parabéns pelo seu trabalho;)

Miguel Rodrigues disse...

Excelente! Ainda não tinha visto este pseudo-problema de árvores x alergias tão bem desmontado. E com muita simplicidade.

Era bom que muitas pessoas lessem o que escreveste, a ver se acabava de vez este "mito urbano".

pedro vicente disse...

Ola Pedro,Nao tenho feito qualquer comentario ultimamente,ainda que esteja a par de todos os artigos do teu blog.
A arvore ideal certamente seria a de plastico nos tempos que correm,ahahah...enfim..no entanto pergunto me,porque se insiste em plantar as supostas especies " maleficas"... que eu saiba a especie celtis australis,entre outras nao tem fama de causar tais problemas...porque se plantam ainda jacarandas nas calcadas..nao seria preferivel deixa los para relvados ou parques...
Uma outra questao,sabes como conseguirei reproduzir a especie teixo,a nossa nativa,nao hibridos de jardim..
aguardo a resposta e tudo do melhor
abraco

Pedro Nuno Teixeira Santos disse...

Caro Pedro Vicente,

Relativamente à reprodução do teixo, agradecia que me enviasses uma morada de e-mail para onde possa enviar a resposta, que é um pouco extensa para o espaço de um comentário.

Abraço.