segunda-feira, maio 18, 2009
sexta-feira, maio 15, 2009
terça-feira, maio 12, 2009
Árvores de Portugal - O início de uma aventura (II)
A nossa acção procurará ser sempre pedagógica, valorizando aspectos e exemplos positivos de defesa e valorização da árvore. Mas desenganem-se os que vislumbram aqui uma menor vontade de denunciar os atropelos cometidos contra as mesmas no nosso país.
O nascimento desta associação surge na sequência de se ter constatado que a Sociedade Portuguesa de Arboricultura (SPA) chegou, infelizmente, ao fim do seu trajecto.
Tal não significa que nos assumamos como herdeiros da SPA ou que queiramos prosseguir o trabalho que esta vinha desempenhando, nos exactos moldes. Significa apenas que, tendo-se constatado da inviabilidade de desenvolver certos projectos no seio da SPA, não restava outra alternativa senão criar uma nova estrutura de defesa do património arbóreo nacional.
Desta forma, concluiu-se que é necessário existir uma voz própria de defesa da árvore, não apenas do seu papel na cidade, mas também da sua importância no equilíbrio de diversos tipos de ecossistemas naturais.
Tal constatação não invalida o reconhecimento do valoroso papel que muitas associações ambientalistas têm desempenhado nesta tarefa.
E refiro-me não apenas a associações de âmbito nacional, como a Quercus, mas também a organizações de âmbito regional. Cito apenas 3 exemplos:
- Os Amigos da Serra da Estrela e a campanha "Um milhão de carvalhos para a Serra da Estrela";
- A Almargem e o seu trabalho "Vamos conhecer as árvores monumentais do concelho de Loulé";
- A Associação Transumância e Natureza e o concurso "Em busca da maior árvore" do distrito da Guarda.
Servem estes exemplos para sublinhar que o surgimento de uma associação específica para proteger a árvore, não significa que queiramos o exclusivo da sua defesa.
Pelo contrário, procuraremos trabalhar em conjunto com todas as organizações que partilhem connosco os objectivos enunciados de promoção e defesa do património arbóreo de Portugal.
Esta vontade de trabalhar em parceria estende-se às associações existentes, bem como a outras que possam surgir entretanto, como a já anunciada Associação Portuguesa de Arboricultura Moderna.
Esta é uma tarefa que precisa da ajuda de todos. É altura de dar a cara...
sábado, maio 09, 2009
Árvores de Portugal - O início de uma aventura...

Para além do amor à árvore, une-nos o desinteresse em utilizar este sentimento, e este projecto que agora se inicia, como forma de promoção pessoal.
Muito haverá a dizer nos próximos tempos sobre esta associação. Fica, de momento, uma breve apresentação e a divulgação do seminário "Árvores Monumentais - Importância e Conservação".
Este seminário será a nossa primeira iniciativa pública e terá lugar no Sabugal, nos próximos dias 25 e 26 de Junho. Obrigado.
"A Associação Árvores de Portugal é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, criada no corrente ano, no nosso país.
Os nossos principais objectivos são a protecção e a dignificação da árvore. No caso das árvores ornamentais, em contexto urbano, pretendemos promover a divulgação de metodologias correctas para a sua manutenção.
Em relação às árvores monumentais, será criado um catálogo nacional que servirá de base para acções que visem divulgar e proteger este riquíssimo património.
Adicionalmente, iremos pugnar pela salvaguarda do património arbóreo nacional em sentido mais abrangente, nomeadamente dos últimos bosques com dominância de espécies autóctones, montados de sobreiro e de outras quercíneas e de olivais centenários.
Neste particular, pretendemos estar atentos e denunciar, dentro dos limites legalmente estabelecidos, situações onde o suposto interesse público possa servir de justificativo para atentados ao património arbóreo de Portugal.
De carácter não menos importante, pretende ser a nossa acção pedagógica, junto dos portugueses e portuguesas de todas as idades, visando promover a reaproximação das pessoas à Árvore.A criação deste laço afectivo, entre as pessoas e as árvores, será um dos nossos principais desideratos, procurando envolver a sociedade civil, nos seus diversos graus etários, nos vários projectos que realizaremos.
No seguimento dos objectivos enunciados, a primeira actividade pública que iremos levar a cabo será a organização de um seminário, sob o título de “Árvores Monumentais – Importância e Conservação”, o qual irá decorrer no Sabugal, nos próximos dias 25 e 26 de Junho, de acordo com a programação:
QUINTA-FEIRA, 25 DE JUNHO
13h30 - Recepção dos participantes no evento.
14h00 - Sessão de abertura - Saudação de boas vindas aos participantes pelo Senhor Presidente da Câmara Municipal do Sabugal.
14h15 - "Castanheiros Notáveis do Concelho do Sabugal" por Laura Alves (Câmara Municipal do Sabugal) e Serafim Riem (Planeta das Árvores).
"Árvores Monumentais do Algarve e Baixo Alentejo" por Miguel Rodrigues (Associação Árvores de Portugal) e Pedro Teixeira Santos (Associação Árvores de Portugal).
- "TEMA A DEFINIR" (Autoridade Florestal Nacional).
15h30 - "Leyendas Vivas de los Bosques Españoles" por Susana Domínguez Lerena (Proyecto Árboles Leyendas Vivas).
16h30 - Intervalo/Pausa para café.
16h45 - "Monumental Trees" por Ted Green e Jill Butler (The Woodland Trust).
19h00 - Encerramento dos trabalhos do dia.
SEXTA-FEIRA, 26 DE JUNHO
09h00 - Saída de campo para visita, durante o período matinal, a castanheiros notáveis do concelho do Sabugal. No decurso da visita, será realizada uma oficina prática sobre metodologias de medição de árvores."
NOTA IMPORTANTE:
Para mais informações sobre este seminário, por favor contactar:
Nélia Vasco, tel: 271 75 10 42
Laura Alves, tel: 96 10 13 552
Fax: 271 753 408
Ficha de inscrição (aqui).
P.S. - A Árvores de Portugal irá dispor brevemente de uma página na internet. Entretanto, qualquer questão deverá ser endereçada para:
Associação Árvores de Portugal
Rua Alexandre Herculano, n.º 371 4º Andar Dtº
4 000-055 Porto
Tel:22 200 24 72 Fax:22 208 74 55
E-mail: arvoresdeportugal
Coisas d'Árvores
Notícia do blogue Sintra, acerca de.
P.S. - É apenas de lamentar que a Câmara de Sintra não adeque a teoria à prática.
quarta-feira, abril 29, 2009
Hábitos doentios


A primeira, da autoria da Júlia, mostra a contradição flagrante entre o plátano classificado de Portalegre e os monstros disformes, da mesma espécie, que o enquadram.
A segunda, da autoria do Paulo, por ter sido tirada diante de um dos mais importantes monumentos nacionais, o Mosteiro da Batalha, acentua a dificuldade do nosso povo em lidar com as árvores em espaço público.
Vai sendo tempo de passar das palavras à acção. Alguém tem que iniciar um processo que ponha fim a isto.
Mas só será bem sucedido quem tiver a consciência que, mudar os hábitos doentios que permitem estes atentados, levará gerações a alterar. Quem ordena estes massacres conta com poderosos aliados: a indiferença, o desconhecimento e a inércia da maioria de nós.
Veja-se o flagrante caso de Portalegre, patente na primeira fotografia. Enquanto as pessoas considerarem normal ter, nas suas ruas, árvores desfiguradas e exemplares colossais, como o que se observa na imagem, nada de significativo mudará.
Sou dos que acredita que as sociedades não mudam de cima para baixo, mas em sentido inverso. Enquanto as pessoas não se reconciliarem com as árvores e não criarem com elas uma relação de dependência afectiva, nenhuma lei ou decreto mudará este estado de coisas.
À medida que foram migrando para as cidades e obtendo alguns sinais de riqueza, tradutores de uma suposta sofisticação citadina, os portugueses foram-se desligando das suas raízes rurais, nutrindo pelas mesmas um alheamento que roça a vergonha nas mesmas.
É quase como se, para se ser moderno, fosse necessário eliminar todos os sinais exteriores de ligação ao campo e à natureza, como as árvores. É altura de denunciar esta mentalidade pseudo-moderna, patente em tantas requalificações urbanas pagas com o dinheiro dos nossos impostos.
É altura das pessoas se reconciliarem com as árvores e com o seu papel nas cidades.
A mudança pode levar anos, mas pode começar hoje...
segunda-feira, abril 27, 2009
No centro de Quarteira

domingo, abril 26, 2009
sábado, abril 25, 2009
Identificada nova espécie de acácia africana
Flor de Acacia fumosa - Fotografia elmundo.es (Science)Mats Thulin baptizou esta nova espécie com o nome de Acacia fumosa.
Na era do Google Earth e do GPS subsistem ainda muitas maravilhas da natureza por identificar e novas espécies por descrever.
(Resumo da descoberta na Science)
quinta-feira, abril 23, 2009
Um país de cobardes (II)
Depois do Montijo, agora foi em Alcochete... Algo está profundamente errado com a nossa sociedade, onde a impunidade abre portas ao assumir do pior que há em nós.
A cobardia saiu, em definitivo, à rua. Vergonha!
Depois dos plátanos injectados com ácido no Montijo, agora é em Alcochete que estas árvores centenárias estão a ser alvo de tentativa de destruição através de envenenamento.
Este é um exemplo de falta de civismo e de desprezo pela natureza. As árvores da Av. D. Manuel I , em Alcochete, sofreram um ataque e continuarão a sofrer enquanto não forem apanhados os autores. Segundo uma denúncia anónima ao Jornal de Alcochete (JA), foram feitos furos com cerca de 12 centímetros de profundidade no sopé das árvores centenárias e está a ser injectado ácido ou outra substância venenosa para as tentar matar. Depois de injectar o interior dos plátanos, os buracos em volta do tronco são cuidadosamente tapados com rolhas de cortiça provavelmente para não se fecharem com pó ou terra. Será por medo que as árvores causem alergias, será porque as folhas destes plátanos quando caem no chão incomodam alguém ou será puro vandalismo?
Questionado pelo JA sobre a situação, na passada quinta-feira, o vereador Luís Rodrigues, responsável pela Divisão de Ambiente e Espaços Verdes da Câmara Municipal de Alcochete, afirmou não estar ocorrente do assunto mas que iria averiguar o sucedido.
O ataque aos plátanos já foi sentido no Montijo há cerca de dois meses. Em todas as árvores junto às piscinas municipais foi feito um furo junto à raiz e introduzido ácido no seu interior para danificar a árvore ou até levá-la à morte. “A câmara participou o caso a PSP e enviou os serviços técnicos ao local para avaliar a perfuração”, contou o vereador Nuno Canta. Segundo o responsável pelo Departamento de Obras e Meio Ambiente da Câmara Municipal do Montijo, “apesar do ataque sofrido, os plátanos estão a reagir bem e os técnicos municipais acreditam que conseguirão sobreviver”. As árvores “hoje estão em condições, mas não quer dizer que não lhe tenham tirado alguns anos de vida”, sublinha.
Os plátanos são folhosas de grande porte geralmente apreciadas pela sombra que proporcionam na Primavera e no Verão. “Ao contrário do que as pessoas pensam, estas árvores limpam o ar de poeiras, atenuam a circulação de pólen e mais, amenizam a temperatura do ar”, explica o vereador Nuno Canta. “Para termos uma cidade mais saudável, as árvores são elementos fundamentais para um ambiente urbano com maior qualidade de vida, e atentar contra isso é atentar contra a nossa própria vida”, acrescenta.
Susana Lage (Jornal de Alcochete)
quarta-feira, abril 22, 2009
O carvalho do Sr. Teixeira e outras histórias (II)
Foi de lá que me escreveu o Mauricio, descrevendo as suas deambulações pelo Sul do Brasil em busca de carvalhos e outras árvores do Velho Continente, levadas por levas sucessivas de emigrantes.
Passeando pela cidade, o Mauricio descobriu, no Campus da Universidade Federal do Paraná, uma árvore muito especial.



Mas a viagem pelas árvores de Curitiba não ficaria completa sem a referência a outro conjunto de exemplares imunes de corte.

O Mauricio refere que estes castanheiros formam um conjunto de elevado interesse, o que levou inclusivamente à sua protecção, mas adianta que estas árvores deverão ser relativamente jovens, por comparação com outros exemplares de maior porte existentes em Curitiba e noutros pontos da região.
Adianta ainda que a espécie é relativamente frequente, por todo o Sul do país, por acção directa dos portugueses que se estabeleceram naquelas terras.

Um pouco da nossa cultura vive sob a forma de árvores. Pessoalmente, não me ocorre melhor herança de uma geração para as seguintes... Agrada-me sobretudo a associação de Portugal e da sua cultura com as árvores e lamento que isto não ocorra mais vezes.
Peço desculpa ao Mauricio pelo facto dos meus textos não fazerem justiça à emotividade com que me relatou as suas descobertas, em Curitiba.
(Do outro lado do Atlântico, o amor às árvores continua vivo. O Sr. Teixeira pode continuar a descansar, para toda a eternidade, à sombra do seu carvalho centenário...)
segunda-feira, abril 20, 2009
De Espanha nem bom vento...nem boa poda! (II)
quinta-feira, abril 16, 2009
Um país de cobardes
De um país onde se abandonam os animais de estimação como quem abandona um brinquedo, não se poderia esperar uma atitude de maior dignidade face à árvore.
Assim, da forma mais ignóbil que se possa imaginar, alguém tentou matar um conjunto de plátanos, injectando os mesmos com ácido.
De nada interessa o papel da árvore na cidade, que vai muito além do plano estético e que inclui a melhoria do microclima local (com impacto na redução dos consumos energéticos) ou a redução da poluição atmosférica (responsável pelo aparecimento e agravamento de várias doenças, incluindo as alergias).
No fundo, o que queremos são cidades sem árvores nos passeios: aumenta-se o espaço para o estacionamento (em cima do próprio passeio), acaba-se com o aborrecimento das folhas que entopem as sarjetas e afastam-se, de uma vez por todas, os pássaros e as borradelas em cima dos automóveis, o bem mais precioso do lusitano e pelo qual todos os sacrifícios são válidos.
Não nos esqueçamos que, no nosso país, ninguém valoriza uma pessoa que goste de árvores mas que ande a pé. Por oposição, um energúmeno capaz de injectar ácido numa árvore mas que conduza um carrão alemão, tem tudo para ser um herói no bairro.
As pessoas têm liberdade para não gostar de árvores, para implicar com elas e querer que as mesmas sejam cortadas. Mas ao menos tenham a dignidade e a coragem de dar a cara e de formalizarem, às claras, a vossa vontade junto da respectiva Câmara ou Junta de Freguesia.
Nestes dias que correm, a crise não é apenas económica, mas também de valores. Por estes dias, a vida está facilitada para a cobardia...
quarta-feira, abril 15, 2009
Gente que não se conforma
Imagem retirada do blogue Sintra, acerca deO primeiro desses textos, sob o título "Amputação anual de árvores", pode ser lido no blogue Sintra, acerca de.
(Nota: É de Sintra a fotografia que acompanha este texto, onde a "podite" desfigurou várias árvores que, fruto da classificação da vila como Património Mundial, julgava estarem a salvo deste horrendo e triste espectáculo que nos deveria envergonhar a todos. Puro engano!).
terça-feira, abril 14, 2009
O carvalho do Sr. Teixeira e outras histórias (I)
No Sul de Portugal, onde os Invernos são mais amenos, é possível encontrar algumas espécies ornamentais com origem no Brasil, como a bela-sombra e a paineira, apesar de não serem tão frequentes como outras espécies sul-americanas, caso do jacarandá e da tipuana.
Por outro lado, no Sul do Brasil, onde o clima se aproxima mais dos padrões europeus, é possível encontrar algumas espécies do Velho Continente, levadas por sucessivos fluxos migratórios de europeus em direcção a terras de Vera Cruz.
E foi esta viagem transatlântica de algumas das árvores mais comuns da nossa paisagem, que levou o Mauricio a escrever-me...
Tudo começou com um passeio do Mauricio por Curitiba e com a descoberta de uma árvore, cujas folhas despertaram nele a maior das curiosidades.
Uns meses depois, o Mauricio encontrou, na biblioteca local, a resposta à sua curiosidade: tratava-se da folha de um carvalho europeu, o nosso alvarinho ou roble (Quercus robur L.).
Mas, longe de ter visto a sua curiosidade saciada, esta descoberta apenas aguçou o seu interesse pela descoberta e identificação de carvalhos. Foi assim que ele descobriu, em Curitiba, vários exemplares de alvarinho, mas também um Quercus cerris L. (cujo nome em português poderia ser "carvalho-da-turquia") e ainda vários carvalhos da América do Norte (Quercus rubra L., Quercus palustris Muenchh e Quercus coccinea Muenchh); curiosamente, estas são igualmente as espécies de carvalhos norte-americanos mais plantadas em Portugal.
A ocorrência de carvalhos europeus não se restringe a Curitiba, no estado do Paraná, e segundo refere o Mauricio é possível encontrá-los um pouco por todo o Sul do país, em particular no estado mais meridional do Brasil, o Rio Grande do Sul.
Esta situação está relacionada com factores climáticos e com o facto deste ter sido o destino preferencial dos imigrantes com origem na Alemanha e na Polónia, que procuraram terras brasileiras em finais do século XIX, e que terão sido os principais responsáveis pela introdução de carvalhos na flora ornamental do Brasil.
No geral, estes carvalhos têm um porte reduzido mas um gigante esperava o Mauricio bem perto das suas origens familiares.
Carvalho monumental (Quercus sp.) - Nordeste do estado do Rio Grande do Sul (Brasil)Apesar de todos os seus esforços, pouco mais conseguiu saber, junto dos habitantes locais, sobre este belíssimo carvalho que, presumivelmente, será um roble.
O único facto que conseguiu apurar é que o mesmo terá sido plantado, há muitos e bons anos, por um senhor de apelido Teixeira, imigrante ou descendente de imigrantes portugueses. Provavelmente, há bem mais de um século, a julgar pelas dimensões dessa majestosa árvore.
Sabendo como o apelido Teixeira é comum no Norte de Portugal, não me custa imaginar um português saudoso do seu Minho ou Beira natal, a tentar recriar, no além-mar, as paisagens da terra que o viu nascer. Mas isto já é a minha imaginação a construir um filme...

O amor do Sr. Teixeira pelos carvalhos sobreviveu ao passar das gerações e continua vivo em cada pessoa que coloca uma bolota enterrada num vaso.
(Continua...)
domingo, abril 12, 2009
Curso sobre invasoras lenhosas
Estão abertas as inscrições para o "Curso de Iniciação à Identificação, Gestão e Combate de Invasoras Lenhosas", uma organização da Academia Florestal, que irá decorrer de acordo com a seguinte calendarização:
Lisboa: 14, 15 e 16 de Maio.
Coimbra: 21, 22 e 23 de Maio.
Viana do Castelo: 28, 29 e 30 de Maio (sujeito a confirmação).
Notícia: Floresta do Interior
sábado, abril 11, 2009
Pequenos milagres
O Francisco Carvalho aceitou o desafio e acolheu estas árvores. 21 árvores! O castanheiro da imagem prova como a operação teve sucesso e como o amor às árvores propicia estes pequenos milagres.
sexta-feira, abril 10, 2009
Identificada nova e perigosa invasora em Portugal
Salvinia molesta D.S. Mitchell - Fotografia de Troy Evans (Eastern Kentucky University, EUA)Tomei conhecimento, através de uma notícia da edição online do Público, da presença em território nacional de uma perigosa invasora, Salvinia molesta D.S. Mitchell, com origem na América do Sul.
Esta planta aquática, nos últimos 70 anos, expandiu a sua área de distribuição, em particular para zonas tropicais e subtropicais, estando identificada a sua presença em África, na Ásia, na América do Norte e na Austrália.
A sua introdução em Portugal resulta do desconhecimento e da forma como continuamos a introduzir novas espécies, nomeadamente a partir de viveiros, sem pensar nas possíveis consequências futuras de tal acto.
Este caso demonstra ainda a forma pouco célere como o ICNB lida com estes casos, provavelmente por falta de meios (não me atrevo, sequer a supor, que seja por falta de vontade).
Mas este caso da introdução da Salvinia em território nacional tem ainda um lado positivo, como poderão constatar lendo a referida notícia, pois demonstra como a sociedade civil, desde que devidamente informada, pode ser essencial na divulgação e ajuda no controlo do problema das invasoras.
Não existe nenhuma lei que resulte se a população não estiver informada e não colaborar na sua implementação e cumprimento. Façam a vossa parte após lerem esta notícia: divulguem a existência da Salvinia molesta D.S. Mitchell em território nacional e alertem acerca dos gravíssimos problemas ambientais e económicos que a sua propagação descontrolada poderá representar para o nosso país. Obrigado.
P.S. - Alguns exemplos da muita informação disponível em língua inglesa, na internet, sobre a Salvinia:
- Invasive.org (Center for Invasive Species and Ecosystem Health) - descrição sumária da espécie, fotografias e ligações para outras páginas com informação adicional;
- The Biological Resources Discipline (BRD) of the U.S. Geological Survey (USGS) - descrição da espécie e folheto informativo (pdf);
- US Army Corps of Engineers (Enginneer Research and Development Center) - relatório sobre a ecologia da espécie e estratégias para o respectivo controlo (pdf).
quinta-feira, abril 09, 2009
Medronheiros monumentais



