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sexta-feira, abril 15, 2011

Beleza serena


A magnífica canforeira [Cinnamomum camphora (L.) Sieb.] da Escola Superior Agrária de Coimbra, fotografada pelo leitor João Pedro Silva Rodrigues.

Daquelas árvores que nos esgotam a adjectivação...Um suspiro, em silêncio, basta.

Adenda: Classificada desde 1969.

sexta-feira, setembro 03, 2010

A árvore mais alta da Europa?

Fonte da imagem: Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF)

Estive apenas uma vez na Mata Nacional de Vale de Canas, em Coimbra. Foi na Primavera de 2001, com a companhia do Miguel Rodrigues e, numa altura em que os telemóveis ainda não tiravam fotos e as máquinas digitais ainda eram olhadas de soslaio, não nos pareceu um grande pecado visitá-la sem levar uma convencional máquina fotográfica. Se os remorsos matassem...

A ideia que retenho de Vale de Canas é a de uma catedral povoada por dezenas de eucaliptos colossais, um mundo subtropical e luxuriante, de onde, a qualquer momento, poderia surgir o ser mais inesperado.

Porém, o ser mais invulgar que encontrámos, no fundo do vale, não foi um réptil insólito ou alguma espécie de ave exótica, mas o maior eucalipto da Europa, um magnífico exemplar da espécie Eucalyptus diversicolor F. Muell., com 72 metros de altura (Nota: esta medição data de 2002). Este magnífico eucalipto é não apenas o mais alto do seu género na Europa, mas, muito provavelmente, a árvore mais alta do Velho Continente, tal como referido por Ernesto Goes no "Árvores Monumentais de Portugal".

No entanto, no ano de 2005, a mata foi um dos espaços consumidos pelo grande incêndio que afectou a zona de Coimbra. Durante algum tempo, logo após o incêndio, temi que esta árvore tivesse sido consumida pelas chamas.

Apesar do meu temor, este eucalipto colossal sobreviveu, tal como se pode constatar na fotografia que reproduzo acima, a qual constava da antiga página da Autoridade Florestal Nacional, agora Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). Nela é bem visível não apenas as extraordinárias dimensões deste eucalipto (atenta-se na pessoa situada na base da árvore), mas também o perto que as chamas estiveram do mesmo.

Resta-me a esperança de, em breve, poder visitar novamente a Mata de Vale de Canas e poder tirar as fotografias que não pude tirar em 2001, ainda que a paisagem da mata tenha mudado radicalmente.


P.S. - Igualmente extraordinária é uma araucária (Araucaria bidwillii Hook. f.) situada à beira deste eucalipto e que, como este, está classificada como árvore de interesse público desde 2002.


(NOTA: Texto editado em Agosto de 2013.)

terça-feira, agosto 31, 2010

Um sonho de alameda



Um vídeo da Teresa Domingues, retirado da página no Facebook da Árvores de Portugal. Pessoas e árvores convivendo à sombra destas. Por momentos, julgamos estar num país onde a relação das pessoas com as árvores é saudável.

Já vai sendo tempo dos portugueses se (re)conciliarem com as suas árvores...



P.S. - A alameda de plátanos de Ponte de Lima na Sombra Verde:

- Inscrições para o 5º Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima;
- Final de tarde com chuva;
- Cuidadores de árvores;
- Nem todos os plátanos se abatem.

sexta-feira, maio 14, 2010

A sensualidade não tem idade



A oliveira de Pedras d'El Rei está de novo na ribalta, graças a um excelente artigo do "Público".




Porque, também entre as árvores, a beleza não tem idade... Esta candidata a decana das nossas árvores exala personalidade e sensualidade por cada poro.



Apenas a falta de bondade humana, a poderá privar do próximo milénio. Num país onde tudo parece estar errado, orgulhem-se desta árvore. Por ser velha, por ser bonita, por ser um monumento vivo e por ter sobrevivido a um empreendimento turístico.

É nossa e é linda!

sábado, abril 10, 2010

Em busca das raízes

Fotografia de Juliana Gatti

A Juliana Gatti, autora do blogue Árvores Vivas, do Brasil, andou por terras beirãs à procura das suas raízes.

No decurso dessa procura, acabou por tropeçar no magnífico castanheiro (Castanea sativa Mill.) de Guilhafonso.

Árvore classificada de interesse público há quase 30 anos, este castanheiro estará, certamente, entre os maiores da Europa.

sexta-feira, dezembro 11, 2009

sexta-feira, agosto 14, 2009

O teixo de Seia

Teixo (Taxus baccata L.) - Seia


Os jardins do Museu do Brinquedo, em Seia, albergam um teixo (Taxus baccata L.), com uma idade estimada de 300 anos, classificado como árvore de interesse público.

Com perto de 3 metros de perímetro de tronco à altura do peito será, de entre os exemplares ornamentais desta espécie conhecidos no nosso país, um dos mais grossos.

Apetece-me saudar o romantismo visionário de quem soube, no passado, escolher para o seu jardim uma das nossas espécies arbóreas mais bonitas e, hoje em dia, tão ameaçada nos seus habitats naturais.

Estes visionários de há 2 ou 3 séculos souberam legar-nos este património, foi o seu contributo para o futuro.
E nós, que legado saberemos deixar às gerações vindouras? Acredito que, na melhor das hipóteses, saberemos cuidar deste e de outros teixos que o tempo acarinhou até aos nossos dias.

E será este património que os nosso filhos irão receber, estes mesmos teixos. Porque hoje já ninguém planta teixos nos seus jardins.
E porque os haveriam de plantar se ninguém os conhece, se ninguém se interessa por conhecer as maravilhas do que resta do nosso património natural? Como no tempo do Eça, chique a valer é o que vem lá de fora!


sexta-feira, novembro 07, 2008

Poema das folhas secas de plátano

Plátano (Platanus orientalis L. var. acerifolia Aiton) - Portalegre


As folhas dos plátanos
desprendem-se e lançam-se na aventura do espaço,
e os olhos de uma pobre criatura
comovidos as seguem.
São belas as folhas dos plátanos
quando caem, nas tardes de Novembro
contra o fundo de um céu desgrenhado e sangrento.
Ondulam como os braços da preguiça
no indolente bocejo.
Sobem e descem, baloiçam-se e repousam,
traçam erres e esses, ciclóides e volutas,
no espaço escrevem com o pecíolo breve,
numa caligrafia requintada, o nome que se pensa,
e seguem e regressam,
dedilhando em compassos sonolentos
a música outonal do entardecer.
São belas as folhas dos plátanos espalhadas no chão.
Eram lisas e verdes no apogeu
da sua juventude em clorofila,
mas agora, no outono de si mesmas,
o velho citoplasma, queimado e exausto pela luz do Sol,
deixou-se trespassar por afiados ácidos.
A verde clorofila, perdido o seu magnésio,
vestiu-se de burel,
de um tom que não é cor,
nem se sabe dizer que nome tenha,
a não ser o seu próprio,
folha seca de plátano.
A secura do Sol causticou-a de rugas,
um castanho mais denso acentuou-lhe os nervos,
e esta real e pobre criatura
vendo o solo coberto de folhas outonais
medita no malogro das coisas que a rodeiam:
dá-lhes o tom a ausência de magnésio;
os olhos, a beleza.

António Gedeão
(poema retirado do blogue Botânica nas Ilhas)



P.S. - Na imagem que acompanha o poema, o espectacular plátano
(Platanus orientalis L. var. acerifolia Aiton) de Portalegre, classificado como árvore de interesse público desde 1939.


quarta-feira, outubro 29, 2008

Confiança restaurada...



A sequóia [Sequoiadendron giganteum (Lindl.) Buchh.], situada no centro do Sabugal, foi (finalmente) classificada como árvore de interesse público, no passado dia 11 de Agosto de 2008.

O sentimento é, obviamente, de alegria e até de algum "alívio" por ver esta magnífica árvore protegida. Numa única palavra:
Obrigado!




P.S. - Em Abril último, interrogava-me sobre a demora na resposta ao pedido de classificação que tinha solicitado para esta árvore e ainda para outros dois magníficos exemplares arbóreos: o carvalho-alvarinho de Aldeias (Gouveia) e o castanheiro da aldeia da Malcata.
Recordo que este pedido à Autoridade Florestal Nacional (anteriormente denominada Direcção-Geral dos Recursos Florestais) tinha sido feito há cerca de um ano.

A surpresa chegou a semana passada sob a forma de uma carta do Ministério da Agricultura. A mesma referia a classificação da sequóia do Sabugal, ao mesmo tempo que referia que as duas outras árvores aguardam ainda a autorização dos respectivos proprietários. O que esperemos que aconteça em breve, pois em causa está a protecção e salvaguarda de um dos carvalhos com maior volume de copa e um dos castanheiros mais grossos do país.


Esta carta restaurou a minha "confiança" no processo de classificação de árvores. Após esta experiência positiva, aguardam os serviços da Autoridade Florestal Nacional muitos outros pedidos de classificação...


quinta-feira, agosto 07, 2008

A mais famosa

Oliveira (Olea europaea L.) - Aldeamento turístico de Pedras d'El Rei (Tavira)

Para quem ainda não a conhece da "Sombra Verde", fica feito o convite para a descobrirem no "Árvores Monumentais do Algarve e Baixo Alentejo".

sábado, julho 26, 2008

O cedro de Viseu

Cedro-do-atlas [Cedrus atlantica (Manetti ex Endl.) Carrière] - Jardins do Hotel Grão Vasco (Viseu)

A cidade de Viseu possui várias árvores classificadas, às quais se deve adicionar o património arbóreo existente nos jardins da cidade, como o Parque Aquilino Ribeiro, a Mata envolvente à Cava do Viriato, a Mata do Fontelo ou a Quinta da Cruz.

Neste contexto, não é fácil distinguir um único exemplar, pese embora o magnífico e centenário cedro-do-atlas [Cedrus atlantica (Manetti ex Endl.) Carrière]* existente nos jardins de uma unidade hoteleira situada no centro da cidade, seja uma das árvores causadoras de maior admiração. Podem consultar a respectiva ficha na página da Direcção-Geral dos Recursos Florestais.


* Alguns autores consideram o cedro-do-atlas como sendo uma subespécie do cedro-do-líbano [Cedrus libani A. Rich. subsp. atlantica (Endl.) Batt. & Trab.]

quarta-feira, maio 07, 2008

A casuarina de Alcoutim

Casuarina (Casuarina cunninghamiana Miq.) - Alcoutim

A casuarina (Casuarina cunninghamiana Miq.) retratada na imagem situa-se à beira do Guadiana, em Alcoutim, estando classificada como árvore de interesse público desde 1999.

As medições da altura e perímetros foram adiadas para uma próxima visita...Como bons "trabalhadores", decidimos aproveitar o 1º de Maio para não fazer nada!

sexta-feira, abril 18, 2008

A oliveira classificada de Lagoa

Oliveira (Olea europaea L.) - estrada Lagoa-Bemparece

Parcialmente oculto por diversos rebentamentos, o tronco desta monumental oliveira (Olea europaea L.) situada em Lagoa, esconde a sua própria grandeza do olhar dos que passam na estrada.

Como que incomodada pela sua própria grandeza, prefere esconder-se abaixo do movimento da estrada, evitando as "luzes do estrelato".

Oliveira (Olea europaea L.) - estrada Lagoa-Bemparece

Porém, motivos não lhe faltam para a fama, a começar pela sua idade que ronda os 1 000 anos. O tronco tem a 1, 50 metros* do solo, um perímetro que ultrapassa os 7 metros, fazendo desta oliveira uma das mais grossas do Algarve (das que conhecemos, apenas é superada pela oliveira classificada de Pedras d'el Rei e pela oliveira da Tôr).


* O P.A.P. é medido usualmente a 1,30 metros do solo mas, neste caso, dada a profusão de vegetação em redor do tronco da árvore, vimo-nos forçados a medi-lo um pouco acima desse valor.


Para mais pormenores sobre as dimensões desta oliveira e a respectiva localização, por favor consultem o Árvores Monumentais do Algarve e Baixo Alentejo.

Oliveira (Olea europaea L.) - estrada Lagoa-Bemparece

P.S. - As duas primeiras imagens foram tiradas ao nível da base da oliveira, enquanto a última imagem transmite o seu aspecto ao nível da estrada que liga Lagoa a Bemparece.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Enamoramentos

As oliveiras de Serpa (fotografias de Miguel Rodrigues):






Este conjunto de oliveiras situa-se em Serpa, com a excepção do olival retratado na última fotografia que se situa junto à estrada que liga esta localidade alentejana ao Pulo do Lobo.

Algumas destas oliveiras estão classificadas como árvores de interesse público e em breve publicaremos mais informações sobre as mesmas no Árvores Monumentais do Algarve e Baixo Alentejo.

sábado, fevereiro 09, 2008

Árvore aberta

Sobreiro (Quercus suber L.) - Herdade de Pai Anes (Póvoa e Meadas)


Dobrei teus pulsos a dura aranha
do teu corpo
a tua árvore
faca que rasgou a barreira do ventre
a tua face abrindo-se como um barco
amei-te tempestade de ossos e de nervos
contra ti
contra ti


exílio
pátria sobre o chão
e fuga

furiosa e suave lâmina animada
bebida a jactos
aranha alta e linda
enclavinhada
destilando o suor a baba o vinho a seiva
o estrépito da primavera
de uma árvore que se abre
no silêncio.

António Ramos Rosa


Sobreiro (Quercus suber L.) - Herdade de Pai Anes (Póvoa e Meadas)


P.S. -
Deixo a ligação para duas imagens recentes e prévias à derrocada da pernada (aqui e aqui).