sexta-feira, abril 22, 2011

20 minutos, mais coisa, menos coisa...


Vinte minutos, mais coisa, menos coisa, é quanto demora a quem nada percebe de podar uma árvore ornamental, destruir o que levou vinte anos a crescer.


Não há pior arrogância do que a que advém de quem ignora o pouco que sabe e o mal que faz com os seus actos.

É altura de tratar estes actos como aquilo que são, puro vandalismo contra património público. Com a agravante de ser feito a mando de quem deveria proteger esse mesmo património, as autarquias, e, cúmulo dos cúmulos, ser pago com o dinheiro dos contribuintes.

É altura da rolagem das árvores ornamentais ser tratada como um acto criminoso. Já basta! Aceito sugestões, pela pedagogia começo a achar que não chegamos lá...

terça-feira, abril 19, 2011

Perfeito

Covão d'Ametade - Parque Natural da Serra da Estrela

Sem sinal de presença humana...Egoísmo? Cada um tem os seus e os meus, definitivamente, não magoam ninguém.

sexta-feira, abril 15, 2011

Beleza serena


A magnífica canforeira [Cinnamomum camphora (L.) Sieb.] da Escola Superior Agrária de Coimbra, fotografada pelo leitor João Pedro Silva Rodrigues.

Daquelas árvores que nos esgotam a adjectivação...Um suspiro, em silêncio, basta.

Adenda: Classificada desde 1969.

segunda-feira, abril 04, 2011

Vila Viçosa?!




Deplorável e inqualificável! Um acto de vandalismo pago com o dinheiro dos contribuintes e para o qual não há qualquer espécie de justificação técnica. Simplesmente asqueroso!


Fonte da informação e imagens: A Tragédia da Mata de Vila Viçosa (página do Facebook).

domingo, abril 03, 2011

Incrédulo



A magnólia de Monchique, a magnífica, a maior da Europa, está no estado que documenta esta imagem (mais imagens no Parente da Refóias).

Nos intervalos dos futebóis e do descalabro das nossas contas públicas, quem acode ao nosso património natural?


Acabei de notificar a Autoridade Florestal Nacional (AFN) acerca desta situação de que só agora tomei conhecimento.


Adenda: A AFN, em resposta, na pessoa do engenheiro Campos Andrada, fez-me chegar a seguinte informação: "Em resposta ao pedido de esclarecimento sobre o estado geral desta árvore informa-se o resultado da vistoria realizada. 
Foram detectadas algumas fragilidades nesta árvore nomeadamente uma grande ferida no fuste com podridão, a cerca de 6 metros de altura, resultante de uma pernada que apodreceu e caiu. Notam-se manchas negras nalgumas pernadas denunciando a presença de fungos no lenho. Alguns dos ramos inferiores estão secos em virtude do grande ensombramento.

No sentido de tentar atenuar a decrepitude desta árvore, está a ser encarado uma intervenção, a ser executada pela Câmara Municipal de Monchique. Ainda não me fizeram chegar o relatório sobre a natureza das operações que irão ser realizadas
."

Esperemos que a intervenção projectada possa ir a tempo de salvar este tesouro do nosso património arbóreo.

quarta-feira, março 30, 2011

Coisas da minha terra

Ponto 1) No página do Facebook da Câmara da Covilhã anuncia-se uma exposição sobre as árvores e demais vegetação autóctone da Serra da Estrela. Quem não conheça esta gente, até pode pensar que há aqui um genuíno amor à árvore.

Não se pode promover acções de amor à árvore às segundas, terças e quartas e, nos restantes dias da semana, destruí-las com o dinheiro dos contribuintes. Foi o que aconteceu, uma vez mais, no corrente ano, com a atribuição a uma empresa de construção civil, dos trabalhos de manutenção das árvores ornamentais da cidade.

Atribuir a uma empresa de construção civil o trabalho de cuidar das árvores das nossas ruas, é como por um pirómano a vigiar uma floresta! Não se pense que o caso da Covilhã é caso único, longe disso, infelizmente.

Claro que a autarquia serrana pode sempre alegar que agiu no sentido de defender os superiores interesses de todos nós que pagamos impostos, adjudicando essa empreitada à empresa que apresentou a proposta menos onerosa para os cofres municipais.

Claro que a poupança, como nos mostram os tempos que vivemos, deveria ser sempre uma preocupação dos organismos do Estado. Mas coloquemos a questão nos seguintes moldes: se uma empresa de arboricultura concorresse à empreitada para construção de uma estrada, seria a escolhida desde que apresentasse o valor mais baixo? Se não, por que motivo se aceita e se acha normal que quem percebe de demolições e terraplanagens possa podar uma árvore?!


Ponto 2) Na mesma página de Facebook da Câmara da Covilhã refere-se a dada altura.

"Os Espaços Verdes no meio urbano e o seu aspecto reflectem, de certa forma, a mentalidade de cada região. Estes espaços não se limitam a ser elementos meramente decorativos, pois para além de serem locais de descanso e lazer desempenham também diversas funções de extrema importância que sem nos apercebermos fazem parte da vida do Homem.
O facto da cidade da Covilhã ter como pano de fundo a Serra da Estrela, com o crescimento da cidade a paisagem natural que a envolve não é suficiente, é necessário “levar” até à cidade essa paisagem natural. O objectivo é a paisagem envolvente penetrar na cidade de modo contínuo, assumindo diversas formas e funções. Neste contexto a aplicação nos jardins de espécies que dominam na vegetação natural da Serra da Estrela, são essenciais para a formação do “continuun naturale”, como para a constituição da vegetação integrada na estrutura verde urbana."

Sei, de há 5 anos a esta parte, a Câmara da Covilhã planeia um Jardim Botânico com espécies autóctones da Estrela, para o Parque Alexandre Aibéo, na zona mais elevada da cidade.

A ideia é boa e só perca por tardia. Não me verão, como é óbvio, a opor-me a um projecto deste tipo. No entanto, não se confunda a árvore com a floresta.

Criar um espaço verde com espécies autóctones da Serra da Estrela não chega, por si só, para criar a tal continuidade de que fala a publicidade camarária. Seria preciso que houvesse verdadeiros corredores verdes na cidade e que, em todos esses espaços verdes, houvesse uma representatividade da flora nativa.

Foquemos, por exemplo, a nossa atenção nos espaços verdes criados, nos últimos anos, ao abrigo dos programas Polis, na cidade. Têm sido plantados carvalhos? Sim...americanos!

sábado, março 26, 2011

Um significativo passo em frente

O Sobreiro - Pintura da autoria do Rei D. Carlos (1905)

Conheça os motivos que levaram Rui Barreiro, Secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, a assinar e a divulgar a petição em favor da classificação do sobreiro como Árvore Nacional de Portugal.

quinta-feira, março 24, 2011

Rolagem de árvores na auto-estrada




Na área de serviço de Leiria, na A1, de ambos os lados da auto-estrada. Porque a sombra incomoda quem manda...

(Fotografia de João Vaz.)

quinta-feira, março 10, 2011

quarta-feira, março 09, 2011

17 valores

Castanheiros-da-índia (Dublin)

Um conjunto de estudantes de Arquitectura Paisagista acaba de concluir que os castanheiros-da-índia, plantados numa avenida de Aveiro, podem representar um perigo para as pessoas, por causa dos seus frutos. Não sei o que os assustou nestes castanheiros, se foram os espinhos do seu fruto globoso ou se foi o peso das suas sementes, semelhantes (em aspecto e dimensões) aos frutos dos nossos castanheiros.

Sei, isso sim, que tal é absurdo. Como aberrante me parece, muito sinceramente, dar 17 valores a tais conclusões! E se a estes futuros arquitectos fosse dada a possibilidade de estudar os perigos associados às inúmeras araucárias, existentes nos espaços urbanos de Aveiro? Por certo que, dado o peso que as suas pinhas podem atingir, as mandariam abater de seguida. Provavelmente, seriam até agraciados com 20 valores!

Claro que nada disto invalida que se tenha que estudar a escolha das espécies a utilizar nas arborizações urbanas. Claro que nada disto invalida que certas espécies não acarretem incómodos ou mesmo perigos. Mas também é preciso ter consciência que, num país que tem tanta dificuldade em conviver com as árvores, não há uma espécie perfeita, ou seja, quem não gosta de árvores encontrará sempre motivos para a sua ira.

P.S. - Em Dublin, existem centenas de castanheiros-da-índia monumentais. Curiosamente, não vi ninguém, nas ruas ou em parques, protegido por capacetes!

sábado, fevereiro 05, 2011

Manual de imbecilidade



1º) Gastou-se dinheiro dos contribuintes para requalificar uma escola, incluindo a construção de estruturas feitas propositadamente para proteger e preservar as árvores pré-existentes no recinto escolar. Foi no Porto, na Escola Básica e Secundária do Cerco.

2º) De seguida, o Sr. director da Escola incomodou-se com o que, aparentemente, nunca o tinha incomodado anteriormente, ou seja, ter que arranjar alguém para apanhar as folhas das árvores.

3º) Não arranjou dinheiro para contratar quem apanhasse as folhas do chão. Mas arranjou para pagar a alguém para arrasar as árvores da escola.

Um autêntico manual de imbecilidade. Numa escola pública portuguesa... De nada servirá agora, no dia 21 de Março, fazer composições sobre o Dia da Árvore. As palavras são impotentes perante tamanha demonstração de selvajaria.

Agora já sabem onde muitos portugueses aprendem a odiar as árvores: nos bancos de escolas como a Escola do Cerco.

Artigo mais extenso no blogue da Árvores de Portugal. (Fotografia da autoria do arquitecto João Serro.)


sexta-feira, janeiro 14, 2011

Ainda a estupidez do terrorismo arbóreo

Soube que a Câmara Municipal da Covilhã abriu um concurso público para a poda de árvores na cidade. Soube, oficiosamente, que o mesmo foi ganho por uma empresa de construção civil do concelho (corrijam-me se estiver enganado).

Não me interessa, nomeadamente como contribuinte, que a dita empresa tenha sido a que apresentou a proposta com o orçamento mais baixo. Num país normal, qualquer empresa que não tivesse técnicos credenciados para a poda de árvores ornamentais deveria ser proibida de concorrer a estes concursos. Quanto mais ganhá-los!

Ou, por acaso, se uma apresenta de arboricultores apresentasse o preço mais baixo para construir uma estrada, seria a escolhida?!

Não basta, para podar uma árvore, ter funcionários que sabem ligar uma motosserra. É preciso que estes saibam o que fazem, até para a sua própria segurança.

Escusado será dizer que espero o pior para as árvores da minha cidade. Para as que já foram roladas no passado e, infelizmente, também para muitas árvores que ainda não tinham sido descaracterizadas pela ignorância alheia.

O problema não é apenas estético. Apesar de tudo, e a estética é importante numa árvore ornamental, há outros aspectos mais importantes, a começar pela segurança das pessoas, pois é um facto tecnicamente indesmentível que uma árvore mal podada é mais susceptível de originar problemas, como a queda de ramos, em resultado de condições atmosféricas adversas.

Mesmo o pretenso factor de "poupança" que preside a muitas destas escolhas, cai por terra quando se sabe que as árvores roladas acabarão por ver a sua longevidade reduzida, tendo que ser substituídas, a prazo, por novas árvores, com os custos associados a esta substituição.

É assim na Covilhã. É assim, infelizmente, em muitas outras autarquias portuguesas.

Portugal deve ser caso único na Europa Ocidental. Neste país, qualquer um pode constituir uma empresa e ganhar um concurso para podar árvores. Basta ter funcionários que saibam ligar uma motosserra e apresentar o preço mais baixo. Experiência? Competência comprovada? Pormenores!...



quinta-feira, dezembro 30, 2010

Sobreiro - Árvore Nacional de Portugal


Já está criado o blogue de apoio à proposta de classificar o sobreiro como Árvore Nacional de Portugal. Passem por lá a manifestar o vosso apoio.

domingo, dezembro 05, 2010

O que valem os nossos técnicos camarários



Este excerto, sobre o qual não estou autorizado a dar mais detalhes, mostra bem a pequenez da mentalidade de muitos técnicos camarários. Sem mais comentários.

sábado, dezembro 04, 2010

A última oportunidade



A última oportunidade para garantir que a Estradas de Portugal apenas intervirá sobre as árvores em que tal seja estritamente necessário. Sessão pública de esclarecimento: Junta de Freguesia de Colares, dia 6 de Dezembro, pelas 18 horas.

É a primeira vez, tanto quanto sei, que a Estradas de Portugal se presta a uma sessão de esclarecimento sobre a manutenção de árvores sob sua alçada. Seria muito mau, para situações futuras, que a sociedade civil não respondesse com uma presença forte e interventiva.