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sexta-feira, março 18, 2011
quarta-feira, maio 20, 2009
terça-feira, novembro 04, 2008
domingo, outubro 12, 2008
Uma "pata de vaca" exótica
De há uns tempos a esta parte que uma árvore, plantada como ornamental no Algarve, me vinha intrigando...Intrigava-me o seu ar exótico e, em simultâneo, as suas "parecenças" com a olaia.
Após alguma investigação, penso que posso afirmar, com alguma segurança, que a espécie em causa é a Bauhinia variegata L., espécie originária do leste da Ásia, desde a Índia até à China.
Esta espécie é conhecida pelo nome de "pata de vaca" no Brasil, onde é comum como árvore ornamental. Em espanhol é conhecida pelo mesmo nome, sendo que em língua inglesa é conhecida como "orchid tree" ou "camel's foot tree".
Esta espécie é conhecida pelo nome de "pata de vaca" no Brasil, onde é comum como árvore ornamental. Em espanhol é conhecida pelo mesmo nome, sendo que em língua inglesa é conhecida como "orchid tree" ou "camel's foot tree".
Para a respectiva identificação, face a outras espécies do mesmo género, contribuíram alguns pormenores do respectivo fruto (uma vagem* de 20 a 30 cm, plana e recurvada) e das respectivas flores, as quais possuem 5 estames**.
* Visível na primeira fotografia.
** Visíveis na terceira imagem.
* Visível na primeira fotografia.
** Visíveis na terceira imagem.
As flores podem ser brancas ou de cor rosa (como é visível na última imagem), ocorrendo a floração de Abril a Maio.
No entanto, no mesmo ano, pode ocorrer uma segunda floração mais tardia, embora com menor intensidade. Tal parece ter sido o caso destes exemplares situados em Paderne (Albufeira).
No entanto, no mesmo ano, pode ocorrer uma segunda floração mais tardia, embora com menor intensidade. Tal parece ter sido o caso destes exemplares situados em Paderne (Albufeira).
As flores apresentam ainda a particularidade de serem comestíveis.
P.S. - Agradecia que algum leitor, nomeadamente do Brasil, me pudesse confirmar a identificação desta espécie. Antecipadamente agradecido por qualquer ajuda nesta questão.
sexta-feira, maio 02, 2008
Olaia da serra
- Notícia que me chegou através do Luís Gil: Fórum ibérico quer legislação específica em defesa do montado (ver aqui e aqui).
- Será um centro comercial aceitável a troco da plantação de 9000 árvores?
- Em Matosinhos, uma rotunda pode vir a provocar o abate de alguns carvalhos. O presidente da Câmara Municipal de Matosinhos garante: "Nós tratamos das árvores de uma forma sempre muito cuidada em Matosinhos. Quando podemos transplantar as árvores, transplantamos. Só abatemos árvores que não estejam em boas condições cinegéticas (?!)". Ler a notícia aqui.
- Ruas arborizadas protegem crianças da asma.
segunda-feira, março 24, 2008
quinta-feira, setembro 06, 2007
Flores de Verão
Flor-de-merenda, extremosa, suspiro e árvore-de-júpiter. Foram estes os nomes comuns que encontrei para a Lagerstroemia indica L., árvore originária da China e da Península Coreana.
A etimologia da sua designação remete-nos para o nome de Magnus von Lagerstroem* (1696-1759), natural de Gotemburgo e que foi nessa altura um dos directores da Companhia Sueca das Índias Orientais. Este amigo de Lineu, que seria também ele um amante da botânica, ter-lhe-á enviado um arbusto da Índia para que este o classificasse.
E Lineu assim fez...Lagerstroemia (em homenagem ao seu amigo Lagerstroem) e indica (por proceder da Índia; pese embora a espécie não seja originária deste país).
A etimologia da sua designação remete-nos para o nome de Magnus von Lagerstroem* (1696-1759), natural de Gotemburgo e que foi nessa altura um dos directores da Companhia Sueca das Índias Orientais. Este amigo de Lineu, que seria também ele um amante da botânica, ter-lhe-á enviado um arbusto da Índia para que este o classificasse.
E Lineu assim fez...Lagerstroemia (em homenagem ao seu amigo Lagerstroem) e indica (por proceder da Índia; pese embora a espécie não seja originária deste país).
A espécie é plantada como ornamental no nosso país pelo menos desde o século XIX, sendo apreciada pela exuberante floração e pela pouca manutenção que requere. Esta é aliás uma das poucas espécies arbóreas utilizadas nos arruamentos e jardins portugueses que floresce no Verão (de Julho a Setembro).
O facto de ter um crescimento lento e não ultrapassar os 10 metros de altura, fazem da Lagerstroemia uma opção interessante para muitos dos arruamentos das nossas cidades, onde as árvores dispõem frequentemente de pouco espaço para se desenvolver.
* de acordo com as fontes que consultei, acabei por ficar com algumas dúvidas acerca da grafia correcta: Lagerstroem ou Lagerström.
O facto de ter um crescimento lento e não ultrapassar os 10 metros de altura, fazem da Lagerstroemia uma opção interessante para muitos dos arruamentos das nossas cidades, onde as árvores dispõem frequentemente de pouco espaço para se desenvolver.
* de acordo com as fontes que consultei, acabei por ficar com algumas dúvidas acerca da grafia correcta: Lagerstroem ou Lagerström.
domingo, julho 01, 2007
Tilia time
sábado, junho 16, 2007
De Constantinopla...Por engano!
A espécie Albizia julibrissin Durazz., vulgarmente referenciada como acácia-de-constantinopla, é uma exótica ornamental que se encontra com alguma frequência no Algarve, mas que é possível encontrar também em cidades mais a norte, como Aveiro e Braga.
No entanto, que seja do meu conhecimento, não existe nenhum exemplar na Covilhã plantado em espaços públicos (jardins ou arruamentos).
A Albizia julibrissin Durazz. é originária da Ásia (possui um vasto território de origem, desde o Irão até ao Japão).
A etimologia da sua designação científica possui o seguinte significado: Albizia, como forma de homenagear Filippo de Albizzi, nobre italiano do século XVIII com grande interesse pela botânica; e julibrissin terá origem no nome persa para esta árvore.
É uma espécie caducifólia que pode atingir os 12 metros e que resiste bem ao frio. Possui sementes impermeáveis e que, por este motivo, deverão receber um tratamento prévio com água quente ou ácido, como forma de facilitar a germinação.
Apesar de pertencer à mesma família (Fabaceae) das acácias australianas, não está referenciada como invasora no nosso país. No entanto, como com qualquer outra espécie exótica, deve ser objecto de vigilância.
Nos Estados Unidos da América, onde foi introduzida no século XVIII nos estados do Sudeste, acabou por se naturalizar e tornar invasora.
quarta-feira, junho 13, 2007
A tipuana
Quando há 3 anos cheguei a Albufeira houve uma árvore que me chamou particularmente a atenção. Uma árvore que desconhecia por completo mas que, no Algarve, parecia estar em todo o lado!
Levou algum tempo até descobrir tratar-se da Tipuana tipu (Benth.) Kuntze, espécie originária da América do Sul (Bolívia e norte da Argentina; outros autores incluem o Brasil, o Uruguai e o Paraguai na lista de países onde esta espécie é autóctone).
É uma espécie parcialmente caducifólia (no clima de tipo mediterrânico); em Albufeira, a maioria dos exemplares fica sem folhas durante um curto período de tempo, no início da Primavera.
A tipuana é uma árvore resistente e que possui um crescimento rápido, suportando as podas radicais tão comuns entre nós. Este motivo não deverá ser alheio à sua escolha como árvore ornamental.
sábado, junho 02, 2007
O jacarandá
As imagens que acompanham este texto pertencem ao jacarandá (Jacaranda mimosifolia D. Don), uma árvore originária da Argentina e Bolívia (e, para alguns autores, também do Perú).
Esta espécie perde as folhas durante um curto período de tempo (embora pelo que tenho observado, em certos casos as árvores não cheguem a perder a totalidade da folhagem). A intensa floração de cor azul-púrpura, que surge quando a árvore está total ou parcialmente sem folhas, torna esta espécie particularmente apreciada como ornamental.
Alguns autores que consultei, como López Lillo e Lorenzo Cáceres, consideram que a designação Jacaranda acutifolia Humb. & Bonpl. se refere à mesma espécie, mas outros autores não são da mesma opinião, considerando que apesar das semelhanças são espécies distintas.
quarta-feira, maio 16, 2007
A bela-sombra
Depois da descoberta da Dombeya, venho hoje falar de uma outra árvore que, pelo menos para mim, é totalmente "desconhecida" enquanto ornamental em terras mais setentrionais.
Com algumas reservas na respectiva identificação visto tratar-se dos primeiros exemplares que observo, penso que posso afirmar, com alguma segurança, que se trata de uma bela-sombra (Phytolacca dioica L.).
Esta espécie é originária do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
Esta árvore possui crescimento rápido, podendo alcançar os 18 m de altura. A bela-sombra é dióica, isto é, tem flores unissexuais, estando as flores masculinas (foto sob este parágrafo) e femininas em pés diferentes.
Trata-se de uma das poucas espécies arbóreas que cresce nas Pampas da América do Sul, estando bem adaptada para resistir a fogos e a situações de escassez de água.
A bela-sombra é uma espécie plantada com alguma frequência nos jardins de Lisboa, existindo vários exemplares classificados (consultar aqui a lista).
quarta-feira, maio 09, 2007
A florir nas cidades
A espécie Melia azedarach L., originária do continente asiático, é amplamente plantada como ornamental no nosso país, sobretudo a Sul.
Esta espécie possui em Portugal várias designações populares: amargoseira, conteira, árvore-dos-rosários ou mélia. Algumas destas designações, nomeadamente "árvore-dos-rosários" ou "conteiras", poderão derivar do aspecto dos frutos (drupas de cor amarelada ou creme que permanecem durante bastante tempo na árvore) e que lembram as contas de um rosário.
Os frutos são venenosos para os seres humanos e muitos animais, sendo que a ingestão de 6 a 8 sementes seria o suficiente para provocar a morte de uma pessoa.
Outra espécie vulgar como ornamental no nosso país e que se encontra em plena época de floração é a Robinia pseudoacacia L., originária da América do Norte, conhecida entre nós como: acácia-bastarda, falsa-acácia ou, simplesmente, robínia.
Podem ver robínias em floração no Dias com Árvores e no Entre Tejo e Odiana.
quarta-feira, abril 25, 2007
Um cheiro que se não estranha...
Heróicas as flores das laranjeiras
Que com um vento morrem
Em nome do fruto (...)
Paulo Bernardino Ribeiro
O perfume libertado pela flor da laranjeira é cheiro que fica gravado no mais fundo da nossa memória.
Ao entrarmos no Algarve pela A2, o aroma libertado pelos imensos pomares de laranjeiras marca uma definida (mas invisível) fronteira entre a serra e o barrocal...
Por todo o lado este perfume que nos seduz e marca de forma indelével estas terras meridionais...
Por outro lado, o hábito de plantar laranjeiras (Citrus sp.) como árvores ornamentais, quase que não ultrapassa o Tejo. Com algumas excepções bem a Norte, como em Braga, na Praça Mouzinho de Albuquerque (conhecida localmente como Campo Novo).
Recordo também os pomares de laranjeiras das margens do Mondego, em Coimbra, os quais desconheço se sobreviveram ao crescimento da cidade.
sábado, março 17, 2007
A despertar do sono invernal...
A olaia (Cercis siliquastrum L.) é uma árvore originária do Mediterrâneo Oriental, muito utilizada no nosso país como espécie ornamental.
Esta espécie é conhecida, nomeadamente nos países de língua inglesa, como a "árvore de Judas" (Judas tree). Este facto, supostamente deriva de uma lenda, segundo a qual Judas se teria enforcado numa árvore desta espécie. A lenda acrescenta ainda que as flores seriam brancas e que teriam posteriormente corado de vergonha, adquirindo a sua tradicional coloração rosa (na realidade, existe uma variedade que possui flores brancas).
A primeira fotografia foi tirada no passado Sábado na Covilhã e mostra uma olaia ainda em profundo sono invernal, enquanto as duas restantes mostram uma olaia já em plena floração, em Silves.
domingo, março 11, 2007
quarta-feira, março 07, 2007
Em floração...
O loureiro (Laurus nobilis L.) é uma espécie dióica, ou seja, é uma espécie com flores unissexuadas; existem indivíduos com flores masculinas e outros com flores femininas. No entanto, no caso desta espécie, também podem ocorrer flores hermafroditas, isto é, com ambos os sexos.
segunda-feira, março 05, 2007
A Dombeya
A fotografia foi tirada em Serpa e pertence a uma árvore do género Dombeya, género com dezenas de espécies, sobretudo de origem africana.
Admitindo a possibilidade de estar equivocado, arrisco afirmar que este exemplar deverá pertencer à espécie Dombeya x cayeuxii André, obtida aparentemente pelo cruzamento entre as espécies Dombeya burgessiae Gerr.ex Harv., nativa da África do Sul e Dombeya wallichii (Lindl.) B.D.Jacks., nativa do Leste de África e Madagáscar.
Este cruzamento terá sido obtido por Henri Cayeux no Jardim Botânico de Lisboa.
Este cruzamento terá sido obtido por Henri Cayeux no Jardim Botânico de Lisboa.
Para saber mais sobre este género: Dias com Árvores e Blog de Cheiros.
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
A começar a florir na Covilhã...
P.s. - A floração desta magnólia, (situada num jardim particular na Rua Marquês d'Ávila e Bolama e visível de toda a zona baixa da Covilhã), sempre marcou para mim o princípio do fim do Inverno.
Trata-se de um exemplar de dimensões generosas, que provavelmente pertence à espécie Magnolia denudata Desr., embora prefira não arriscar uma identificação à distância...
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
Amendoeiras em flor
Apesar de já em Novembro passado ter dado conta (aqui) de algumas amendoeiras [Prunus dulcis (Mill.) D. A. Webb] estarem a florir precocemente, o fenómeno apenas agora está no seu auge no Algarve.
"Abrindo de par em par
as portas do palácio
A PRIMAVERA"
Matsuo Bashô (século XVII)
Bom fim-de-semana.
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