Em Sintra, aparentemente, os plátanos são infestantes aos olhos dos serviços camarários. A julgar pelas imagens, as tílias não são tidas em maior respeito pela Câmara Municipal.
sábado, abril 17, 2010
quinta-feira, abril 15, 2010
Palestra sobre plantas invasoras

Uma organização conjunta da Árvores de Portugal e da Almargem. Na Sala da Assembleia Municipal de Loulé, dia 16 de Abril pelas 15h00, com a presença de Elizabete Marchante, do projecto INVADER.
NOTA: A entrada é gratuita e não é necessária qualquer pré-inscrição.
NOTA: A entrada é gratuita e não é necessária qualquer pré-inscrição.
sábado, abril 10, 2010
Em busca das raízes
Fotografia de Juliana GattiA Juliana Gatti, autora do blogue Árvores Vivas, do Brasil, andou por terras beirãs à procura das suas raízes.
No decurso dessa procura, acabou por tropeçar no magnífico castanheiro (Castanea sativa Mill.) de Guilhafonso.
Árvore classificada de interesse público há quase 30 anos, este castanheiro estará, certamente, entre os maiores da Europa.
No decurso dessa procura, acabou por tropeçar no magnífico castanheiro (Castanea sativa Mill.) de Guilhafonso.
Árvore classificada de interesse público há quase 30 anos, este castanheiro estará, certamente, entre os maiores da Europa.
sábado, abril 03, 2010
Requalificar = Destruir
As duas primeiras imagens deste texto referem-se ao que está a acontecer, por estes dias, no Parque Municipal de Loulé. Podem ler mais sobre esta "requalificação" no blogue da Árvores de Portugal, num texto assinado pelo Miguel Rodrigues.
Nesse texto, tive oportunidade de escrever o seguinte comentário:
quarta-feira, março 31, 2010
Três anos em luta pelas árvores de Loulé
Imagem do blogue SebastiãoA 17 de Maio de 2007 publicava, aqui na Sombra Verde, o primeiro texto dedicado ao abate de árvores no concelho de Loulé.
Foi o primeiro de vários textos, dedicados não apenas a questionar o porquê desses abates, como também a denunciar podas abusivas, como a que sofreu a araucária do Convento do Espírito Santo, que marcava o perfil da cidade.
Passados 3 anos, e muitas dezenas de árvores abatidas, são muitas as perguntas que continuam sem resposta. Por exemplo, no texto que cito, de Maio de 2007, questionava qual tinha sido a entidade técnica responsável pela análise do estado fitossanitário das árvores abatidas, nesse caso, na Avenida José Mealha.
Neste espaço de tempo, a Câmara Municipal de Loulé (CML), que se saiba, nunca deu qualquer justificação aos seus munícipes para o abate destas e de muitas outras árvores. Nunca explicou se existe algum plano para os espaços verdes da cidades, planeado e executado por técnicos credíveis ou se, pelo contrário, as intervenções vão sendo pensadas e executadas em cima do joelho, ao sabor de uma maré destrutiva, servindo um ideal estético de contornos arboricidas.
Há cerca de 3 semanas, e tendo por base a busca de motivos para uma intervenção no Parque Municipal, mais uma de contornos muito duvidosos, o Miguel Rodrigues, que comigo pertence aos quadros directivos da Árvores de Portugal, teve ocasião de questionar um responsável da Divisão de Projectos, da CML, sobre os motivos para todos estes abates.
Nenhum documento, se é que algum existe, nos foi dado a conhecer que pudesse fundamentar, de alguma forma, estas intervenções nos espaços verdes do concelho. Apenas a informação, algo vaga, que a CML solicita, previamente a este tipo de intervenções, o parecer de um engenheiro agrónomo.
Estudos para cada uma das árvores abatidas? Bom, se os há, não nos foram mostrados e continuamos, e provavelmente continuaremos sempre, sem saber se haveria motivos para cortar estas árvores.
Claro que a conversa do Miguel Rodrigues ocorreu antes de imaginarmos a surpresa , de muito mau gosto, que a CML tinha reservado para a véspera e para o próprio Dia da Árvore: o corte de 16 tílias, no coração da cidade!
Uma vez mais, e após mais esta ocorrência, o Miguel Rodrigues, em nome da Árvores de Portugal, deslocou-se à CML, em busca da verdade. Desta vez, foi, inclusivamente, recebido pelo próprio Vice-Presidente da autarquia.
Deste modo, foi possível saber que para este caso, e apenas para este, foi pedido um estudo a uma empresa de arboricultura, ou seja, a uma empresa com técnicos e equipamentos próprios para fazer o diagnóstico do estado fitossanitário de árvores ornamentais.
O Miguel Rodrigues consultou o estudo, que faz, não uma análise global das tílias, mas uma análise individualizada do estado fitossanitário, para cada um dos exemplares em causa. Ficou-se a saber, deste modo, que, das 16 árvores cortadas, 12 apresentavam sérios riscos para a segurança de pessoas e bens.
Como já escrevi anteriormente, a CML pode, e deve, ser criticada neste caso das tílias, da Praça da República, pelos seguintes factos:
a) Não divulgou os resultados do estudo, permitindo que as pessoas pudessem ter questionado, de forma directa, os próprios autores do documento em causa, de forma a compreenderem os riscos envolvidos caso se tomasse a opinião de preservar as tílias;
b) Deste modo, a decisão de cortar as árvores foi mantida em segredo, com o intuito óbvio de não criar polémicas, como se isso fosse mais importante que os sentimentos das pessoas face a estas árvores. As pessoas deveriam ter sido informadas e preparadas para a inevitabilidade deste desfecho.
c) Pelo contrário, optou-se pela arrogância do "quero, posso e mando", com o supremo mau gosto, quase a roçar a provocação, do corte das árvores ter ocorrido no fim-de-semana em que se celebrava, precisamente, o Dia da Árvore.
d) Por último, a autarquia não explicou, e continua sem explicar, os motivos porque decidiu, adicionalmente, abater 4 tílias que não apresentavam qualquer perigo para a segurança dos transeuntes.
No entanto, o pormenor mais significativo do dito relatório é quando o mesmo sublinha que, se não tivesse sido a incorrecta manutenção destas árvores, com podas desadequadas, não se teria chegado ao estado de degradação que ditou a necessidade de proceder ao corte destes exemplares.
Percebe-se melhor agora o incómodo da CML em divulgar este estudo técnico, pois no mesmo está escrito, preto no branco, a sua culpa neste desfecho. Se as árvores não podiam ser salvas foi porque a autarquia delas não soube cuidar.
Curiosamente, no tal texto de Maio de 2007, perguntava precisamente: "Para além de todas as questões ambientais inerentes a estes abates, será que uma correcta gestão do património arbóreo não seria também proveitosa para o erário público?" Dito por outras palavras, se as árvores fossem tratadas com profissionalismo, ao longo dos anos, não seria necessário, às câmaras municipais, proceder sistematicamente ao seu abate e substituição por novos exemplares, como neste caso de Loulé. Para além dos custos ambientais e paisagísticos, poupava-se o dinheiro dos contribuintes.
Claro que o corte destas 16 tílias, dada a sua idade e localização, acabou por ter um impacto muito maior do que o corte das dezenas de exemplares, no concelho, que o precedeu. Mas o pior deste caso é que, uma vez que a CML, no passado, nunca deu explicações aos seus munícipes sobre os cortes de árvores no concelho, agora que existe um estudo tecnicamente credível, muitas pessoas recusam-se a aceitar os resultados do mesmo.
E isto é que é particularmente grave, pois demonstra o divórcio dos cidadãos de quem os representa e governa. Tal só levará a que, no futuro, os cidadãos se distanciem cada vez mais das políticas para a sua cidade, com o efeito agravante de deixar quem manda na autarquia mais livre para implementar os seus desígnios.
Porque, verdade seja dita, a Câmara de Loulé, como qualquer autarquia deste país, sabe que conta com o apoio de uma larga maioria de cidadãos que, independentemente da sua cor política, odeia as árvores e apoia qualquer acto arboricida. É triste, mas tem que ser recordado que, em 2008, o professor António Rocha lançou um manifesto em defesa das árvores de Loulé que teve 66 assinaturas...sessenta e seis!
É esta passividade e cumplicidade da sociedade civil que alimenta a arrogância de quem manda e que cauciona, por omissão, muitos dos seus actos. No entanto, inconformados com esta situação e prontos a lutar contra o desânimo, um grupo de cidadãos de Loulé decidiu mostrar o seu descontentamento, no passado Sábado, ao Presidente da autarquia, Dr. Seruca Emídio, aproveitando a passagem do Presidente da República, Professor Cavaco Silva, pelo concelho onde nasceu.
Esse grupo de cidadãos, que inclui o António Rocha (autor do blogue Sebastião), o João Martins (autor do blogue Movimento Apartidário da Cidade de Loulé) e o Hélder Faustino Raimundo (autor do blogue Contra>Senso) decidiu convidar a Associação Árvores de Portugal , na minha pessoa a na do Miguel Rodrigues, a juntar-se a esse protesto simbólico. Aceitámos por ser um protesto em defesa das árvores e por ser um protesto apartidário.
Deste modo, em nome de todos os cidadãos de Loulé, tive ocasião de entregar ao Senhor Presidente da República, o documento que poderão ler, na íntegra, na blogue da Árvores de Portugal. Uma cópia do mesmo foi, obviamente, entregue igualmente ao autarca de Loulé.
Ao Presidente da República agradecemos a amabilidade que demonstrou em querer ouvir as razões da nossa indignação e, deste modo, ter criado as condições para que as pudéssemos transmitir, na primeira pessoa, ao Presidente da CML. Por seu lado, o Presidente da autarquia, a quem também agradecemos a atenção de nos ouvir, teve o cuidado de prestar algumas justificações mas que, mesmo tendo em conta que aquele não era o momento para conversas exaustivas e demoradas, nos parecem claramente insuficientes:
a) Sobre o facto das tílias terem sido cortadas no Dia da Árvore, foi-nos dito que a urgência desses abates foi ditada precisamente pelo conteúdo do dito relatório técnico. Situação que contestei, pois o relatório foi concluído em Novembro passado.
Logo, se os técnicos tivessem descrito uma situação de perigo iminente, o corte deveria ter sido imediato. Como tal não foi feito, presume-se que a necessidade de abater as 12 tílias não era urgente, pelo que o período de tempo que decorreu após a entrega do dito documento deveria ter servido para a sua divulgação/discussão.
b) Precisamente sobre a falta de divulgação deste relatório, o Senhor Presidente da CML esclareceu-nos que o mesmo tinha sido dado a conhecer aos comerciantes da Praça da República. Sem desprimor para os ditos comerciantes, tive ocasião de relembrar o Senhor Presidente da autarquia que estes representam uma ínfima parte dos cidadãos do concelho.
c) Sobre os motivos para todos os outros abates ocorridos, nestes 3 últimos anos, na cidade e no concelho, nada foi dito. Nem sobre a já citada intervenção no Parque Municipal da cidade, que decorre na actualidade.
Deste modo, continuamos sem saber qual a estratégia e a fundamentação, se é que existem, para todas estas intervenções nas árvores e espaços verdes municipais.
Deste modo, e para que esta acção não tenha sido em vão, cabe aos cidadãos de Loulé continuar a pressionar os seus representantes na Assembleia Municipal, de modo a obter as respostas necessárias por parte do Executivo Municipal. É aos louletanos que cabe mostrar o seu descontentamento. Só eles e apenas eles poderão conseguir uma mudança de rumo na forma como estas questões têm sido tratadas, no concelho.
P.S. - Algumas questões adicionais:
1º) A Árvores de Portugal irá manifestar, brevemente, a sua opinião sobre as obras de remodelação no Parque Municipal de Loulé.
2º) A Árvores de Portugal defende que a gestão das árvores ornamentais deve ser feita, em exclusivo, por empresas ou técnicos com formação em arboricultura. Deste modo, a menos que alguém nos prove a falta de idoneidade e de competência técnica da empresa que efectuou a análise das tílias da Praça da República, continuaremos a defender, como credíveis, as conclusões do citado estudo técnico.
3º) A Árvores de Portugal, em conjunto com a Almargem, acordou realizar, num espaço da autarquia, uma palestra sobre espécies invasoras, no próximo dia 16 de Abril.
Sobre este assunto, queremos reafirmar que, como é por demais evidente, tal facto não condiciona a nossa isenção e liberdade.
Por outro lado, como não confundimos o Executivo Municipal com a autarquia em si, enquanto instituição, não vemos motivos para anular esta iniciativa e privar os louletanos de aceder a uma palestra que nos parece extremamente importante.
domingo, março 28, 2010
De volta às oliveiras de Serpa (III)
A mais grossa!*... No "Árvores Monumentais do Algarve e Baixo Alentejo".
* E que, orgulhosamente, e por nossa iniciativa, é uma das mais recentes árvores de interesse público do nosso país.
* E que, orgulhosamente, e por nossa iniciativa, é uma das mais recentes árvores de interesse público do nosso país.
quinta-feira, março 25, 2010
Perder uma árvore é como perder alguém que se ama
Relato, na primeira pessoa, de uma tília derrubada. Por Graça Gomes:
"A "minha" tília foi derrubada.
Depois de várias investidas frustradas, conseguiram deitá-la ao chão. Já antes a tinham decepado, cortando-lhe dois imponentes ramos.
E em toda esta história destaca-se este gigante de tronco grosso e braços levantados ao céu que, heroicamente, resistiu, enquanto teve forças, às investidas do tempo e do homem.
Suportou os rigores de muitos invernos e os verões escaldantes queimaram-lhe as folhas. O luar, branco inundou-a de luz, tantas vezes, e tornou mais brilhantes as folhas prateadas a que a tília dava vida.
Olho para o tronco retalhado, espalhado pelo chão, e vem-me à memória o meu pai e um madeireiro interessado na compra, já lá vão uns anos, --dou-lhe cem contos pela árvore. Mas o meu pai respondeu, ofendido e determinado: nem por mil contos a venderia!
Porque a nossa tília sempre acompanhou, do alto da sua ramagem e dos muitos, muitos anos, a minha família, durante cinco gerações. Viveu as nossas alegrias e chorou, connosco, quando a desgraça nos bateu à porta.
Plantada pelo meu bisavô, Francisco Bernardo Pimenttel, num lugar alto, donde avistava todo o casario, assistiu ao desenrolar das vidas desta gente e ao nascer do sol nos "Outeiros".
Olho para o chão, novamente. Ali está o tronco retalhado, cheio de seiva, e as memórias são brutalmente dolorosas:
Ali está de novo o meu pai, a organizar a lenha para o Inverno, debaixo da tília, que o protegia e lhe ouvia os queixumes. E como eles conversavam nessas tardes de Primavera e Outono...
... Nem por mil contos a venderia!
Ela era parte da nossa família, era nossa. Durante mais, muito mais de um século foi tratada e acarinhada.
Era com muito cuidado que lhe tirávamos meia dúzia de flores para o chá.
Olho para o chão, mais uma vez, onde ela continua desfeita, retalhada, vencida pelo homem.
As recordações atingem-me como raios fulminantes e eu não consigo libertar-me delas.
Oiço a sª Amélia Lavrador, a sª Amélia da Praça, dizer: Quando a tília está em flor, a Praça fica com um cheiro que até dá gosto.
A Primavera está cá. Desta vez, na Praça, não vão sentir aquele cheirinho de flor de tília, e ela, a tília, jamais verá aparecer o sol nos Outeiros. O meu pai, já há muitos anos, que não procura o abrigo dos seus ramos para preparar a lenha para o Inverno.
E ela está vencida, derrotada, retalhada, espalhada pelo chão.
Antes de tombar, dizem, elevou uma prece aos céus, pedindo um sono suave e tranquilo para aqueles que foram a sua família e que acompanhou, de ramos curvados, à última morada."
Depois de várias investidas frustradas, conseguiram deitá-la ao chão. Já antes a tinham decepado, cortando-lhe dois imponentes ramos.
E em toda esta história destaca-se este gigante de tronco grosso e braços levantados ao céu que, heroicamente, resistiu, enquanto teve forças, às investidas do tempo e do homem.
Suportou os rigores de muitos invernos e os verões escaldantes queimaram-lhe as folhas. O luar, branco inundou-a de luz, tantas vezes, e tornou mais brilhantes as folhas prateadas a que a tília dava vida.
Olho para o tronco retalhado, espalhado pelo chão, e vem-me à memória o meu pai e um madeireiro interessado na compra, já lá vão uns anos, --dou-lhe cem contos pela árvore. Mas o meu pai respondeu, ofendido e determinado: nem por mil contos a venderia!
Porque a nossa tília sempre acompanhou, do alto da sua ramagem e dos muitos, muitos anos, a minha família, durante cinco gerações. Viveu as nossas alegrias e chorou, connosco, quando a desgraça nos bateu à porta.
Plantada pelo meu bisavô, Francisco Bernardo Pimenttel, num lugar alto, donde avistava todo o casario, assistiu ao desenrolar das vidas desta gente e ao nascer do sol nos "Outeiros".
Olho para o chão, novamente. Ali está o tronco retalhado, cheio de seiva, e as memórias são brutalmente dolorosas:
Ali está de novo o meu pai, a organizar a lenha para o Inverno, debaixo da tília, que o protegia e lhe ouvia os queixumes. E como eles conversavam nessas tardes de Primavera e Outono...
... Nem por mil contos a venderia!
Ela era parte da nossa família, era nossa. Durante mais, muito mais de um século foi tratada e acarinhada.
Era com muito cuidado que lhe tirávamos meia dúzia de flores para o chá.
Olho para o chão, mais uma vez, onde ela continua desfeita, retalhada, vencida pelo homem.
As recordações atingem-me como raios fulminantes e eu não consigo libertar-me delas.
Oiço a sª Amélia Lavrador, a sª Amélia da Praça, dizer: Quando a tília está em flor, a Praça fica com um cheiro que até dá gosto.
A Primavera está cá. Desta vez, na Praça, não vão sentir aquele cheirinho de flor de tília, e ela, a tília, jamais verá aparecer o sol nos Outeiros. O meu pai, já há muitos anos, que não procura o abrigo dos seus ramos para preparar a lenha para o Inverno.
E ela está vencida, derrotada, retalhada, espalhada pelo chão.
Antes de tombar, dizem, elevou uma prece aos céus, pedindo um sono suave e tranquilo para aqueles que foram a sua família e que acompanhou, de ramos curvados, à última morada."
terça-feira, março 23, 2010
sábado, março 20, 2010
No dia que deveria ser das árvores...

Motivos de tristeza, para todos os que amamos as árvores, continuam a surgir em vários pontos do país: Loulé, Sintra e Trancoso.
Em breve, no blogue da Árvores de Portugal, haverá uma referência a estes casos, que continuam a fazer do nosso país, um país selvagem no que concerne à manutenção das árvores ornamentais nas nossas cidades.
Em breve, no blogue da Árvores de Portugal, haverá uma referência a estes casos, que continuam a fazer do nosso país, um país selvagem no que concerne à manutenção das árvores ornamentais nas nossas cidades.
segunda-feira, março 15, 2010
Prémio Árvore de Cristal

O arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles vai receber o Prémio Árvore de Cristal, atribuído pelo Movimento Plantar Portugal.
quinta-feira, março 11, 2010
A Árvore do Centenário

"O projecto «A Árvore do Centenário» desenvolvido pela Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República com o Ministério da Educação – Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, com o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território – Instituto Nacional da Conservação da Natureza e da Biodiversidade e com o Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas – Autoridade Florestal Nacional, tem por objectivo promover, divulgar e apoiar iniciativas relacionadas com a preservação do património florestal nacional, lançando o desafio para a identificação global deste património, acompanhado por uma evocação histórica que deverá ser assinalada pela plantação de árvores a nível nacional.": http://arvore.centenariorepublica.pt/
domingo, março 07, 2010
domingo, fevereiro 28, 2010
sábado, fevereiro 20, 2010
Faça-se sócio da Árvores de Portugal
segunda-feira, fevereiro 15, 2010
quarta-feira, janeiro 27, 2010
Querem cortar parte das minhas memórias
Querem deitar abaixo uma pseudotsuga situada na minha rua, na Covilhã. Ao fim destes anos todos, alguém, porque se trata apenas de uma pessoa, decidiu implicar com ela.
Porquê? Pela razão mais estúpida pela qual se pode implicar com uma árvore: porque dá sombra! Onde já se viu, o desplante da árvore que insiste em dar sombra! E logo nas traseiras do prédio em causa, castigado pela canícula das tardes de Verão...
Na rua, há pessoas que vão lutar para o impedir. Há quem não se conforme em perder a sua sombra e vê-la reduzida a uma memória do passado.
Há quem vá lutar para que esta pseudotsuga possa ter direito a um futuro partilhado com quem a estima e dela não quer abdicar.
Há quem vá lutar para que esta pseudotsuga possa ter direito a um futuro partilhado com quem a estima e dela não quer abdicar.
Para mim, sem a presença da sua visão, da minha varanda, a minha rua seria menos...Seria uma rua incompleta.
domingo, janeiro 24, 2010
Teixo como Património da Humanidade
Teixo (Taxus baccata L.) de San Cristóbal de Valdueza, em Ponferrada (Espanha) - Imagem do blogue La Crónica VerdeO Observatorio Convergente de Árboles Singulares y Monumentales, de Espanha, criado pela Fundação Félix Rodríguez de la Fuente propôs a classificação dos teixos do Arco Atlântico Europeu como Património da Humanidade. Fonte: La Crónica Verde
Intervenções apresentadas no II Congresso sobre o Teixo no Mediterrâneo Ocidental (ficheiro pdf). Fonte: A Morteira.
Estas e outras notícias sobre árvores, com actualização periódica, no Twitter da Árvores de Portugal.
Intervenções apresentadas no II Congresso sobre o Teixo no Mediterrâneo Ocidental (ficheiro pdf). Fonte: A Morteira.
Estas e outras notícias sobre árvores, com actualização periódica, no Twitter da Árvores de Portugal.
quinta-feira, janeiro 21, 2010
Apelo - Em defesa das árvores de Sintra
Transcrevo, de seguida, um apelo de Susana Félix que está a tentar organizar um grupo que lute pela defesa do património arbóreo da vila de Sintra.
"Venho fazer um apelo para todos os que queiram ajudar a proteger a zona florestal de Sintra que tem sido palco de abate e podas radicais de árvores de grande porte por várias entidades que regulam a zona.
Estamos a tentar formar um grupo de pessoas que possa ajudar a combater este tipo de situações. Sintra é Património Cultural e também Paisagem Cultural, vale pelo seu conjunto, pela beleza do verde, não só pelos seus monumentos.
Deixo o meu contacto: livraria.antiquario(at)sapo.pt"
"Venho fazer um apelo para todos os que queiram ajudar a proteger a zona florestal de Sintra que tem sido palco de abate e podas radicais de árvores de grande porte por várias entidades que regulam a zona.
Estamos a tentar formar um grupo de pessoas que possa ajudar a combater este tipo de situações. Sintra é Património Cultural e também Paisagem Cultural, vale pelo seu conjunto, pela beleza do verde, não só pelos seus monumentos.
Deixo o meu contacto: livraria.antiquario(at)sapo.pt"
domingo, janeiro 17, 2010
Árvores e arvoredo
"Árvores e Arvoredos", um texto de Joaquim Letria publicado no blogue "Sorumbático":
"CADA ÁRVORE É UM SÍMBOLO, quer dizer uma coisa. A tília significa tolerância, o carvalho, força, a faia, companhia, a azinheira, resistência, o álamo, flexibilidade, a palmeira, graça. A palmeira é, também o símbolo do triunfo, do poder.
Os nossos emigrantes que voltavam ricos do Brasil plantavam palmeiras, com elas querendo significar poder, mas também gratidão. Porém, as famílias mais antigas que resistiram aos apelos atlânticos, passaram as palavras e as ideias de geração em geração debaixo das tílias. Talvez porque as tílias são as árvores que melhor sabem escutar conversas e guardarem segredos de entre todas as árvores.
Gostava de ter uma tília que desse sombra para os meus netos e crescesse com os meus jacarandás. Ver as horríveis máquinas oficiais a cortarem plátanos centenários e derrubarem sobreiros seculares, assusta-me e lembra-me onde vivo, onde é impossível plantar uma tília gigantesca onde todos pudéssemos sentar-nos, falarmos, entender-nos e perdoar-nos. Talvez por isso não há árvore que resista à moto-serra com que nos amputam os sonhos e os desejos, confundindo tudo num impossível arvoredo."
Os nossos emigrantes que voltavam ricos do Brasil plantavam palmeiras, com elas querendo significar poder, mas também gratidão. Porém, as famílias mais antigas que resistiram aos apelos atlânticos, passaram as palavras e as ideias de geração em geração debaixo das tílias. Talvez porque as tílias são as árvores que melhor sabem escutar conversas e guardarem segredos de entre todas as árvores.
Gostava de ter uma tília que desse sombra para os meus netos e crescesse com os meus jacarandás. Ver as horríveis máquinas oficiais a cortarem plátanos centenários e derrubarem sobreiros seculares, assusta-me e lembra-me onde vivo, onde é impossível plantar uma tília gigantesca onde todos pudéssemos sentar-nos, falarmos, entender-nos e perdoar-nos. Talvez por isso não há árvore que resista à moto-serra com que nos amputam os sonhos e os desejos, confundindo tudo num impossível arvoredo."
sábado, janeiro 16, 2010
Perigosas e erradas tradições


Se a manutenção das árvores é matéria que deveria ser objecto do maior rigor em qualquer cidade, deveria assumir particular importância em localidades históricas como Sintra (nas imagens, da autoria de uma leitora deste blogue).
Não se pode desligar o património construído do património natural. Não perceber isto é não compreender as cidades.
Para ler no Árvores de Portugal.
Não se pode desligar o património construído do património natural. Não perceber isto é não compreender as cidades.
Para ler no Árvores de Portugal.
segunda-feira, janeiro 04, 2010
Plantar Portugal
Uma boa ideia, agrada-me que parta da sociedade civil: plantarportugal.org/pt/
Agradar-me-ia ainda mais se, em próximas edições, substituíssem o 21 de Março pelo 23 de Novembro, Dia da Floresta Autóctone.
Agradar-me-ia ainda mais se, em próximas edições, substituíssem o 21 de Março pelo 23 de Novembro, Dia da Floresta Autóctone.
sexta-feira, janeiro 01, 2010
terça-feira, dezembro 29, 2009
Árvores gigantes...da Suíça aos Camarões
Do Twitter da Árvores de Portugal:
- Real Jardim Botânico de Londres descobre novas plantas, incluindo uma espécie arbórea (Berlinia korupensis) de grande porte, da qual não restarão mais do que cerca de duas dezenas de exemplares nas florestas tropicais dos Camarões.
- As maiores árvores da Suíça.
- As maiores árvores da Suíça.
segunda-feira, dezembro 21, 2009
Ver a beleza onde outros apenas vêem uma árvore velha
Uma das melhores surpresas, senão mesmo a maior, resultante da criação deste blogue foi a descoberta de outras pessoas que comigo partilham o amor pelas árvores.
Foi assim, uma vez mais, com o leitor Sérgio Moreira da aldeia de Lanheses, entre Ponte de Lima e Viana do Castelo. O amor com que fala das suas árvores só pode ser compreendido por quem sente sentimento igual.
Foi assim, uma vez mais, com o leitor Sérgio Moreira da aldeia de Lanheses, entre Ponte de Lima e Viana do Castelo. O amor com que fala das suas árvores só pode ser compreendido por quem sente sentimento igual.
Uma das árvores que marca a vida do Sérgio, e da sua família, é a laranjeira centenária visível na imagem que se segue. Uma árvore que data do tempo dos seus bisavós!
Uma laranjeira centenária faz-nos pensar sobre a longevidade de muitas árvores de fruto e de como temos tendência a desvalorizar a sua beleza, face aos espécimes ornamentais, e bem como sobre a capacidade de resistência destas árvores face às adversidades naturais e às podas a que as sujeitamos.
É fácil emocionarmo-nos perante uma tília centenária, mas quantos de nós compreenderão a beleza que uma velha árvore de fruto encerra em si? O Sérgio Moreira e a família compreendem essa beleza e esta laranjeira, estou certo, tem para eles o valor de uma alameda de tílias.
domingo, dezembro 20, 2009
III Jornadas Internacionais sobre o Teixo

As III Jornadas Internacionais sobre o Teixo irão decorrer, em Ponferrada (Espanha), nos próximos dias 25 e 26 de Março de 2010. Para mais informações: jornadasdeltejo.blogspot.com/
Ainda sobre o teixo:
- El Tejo en El Mediterráneo Occidental - Conclusões (em formato pdf) do congresso "Jornadas Internacionales sobre el tejo y las tejeras en el Mediterráneo Occidental'" celebrado em Junho de 2006, em Alcoy (Alicante, Espanha).
- Folheto (em formato pdf) sobre a protecção de teixos monumentais.
- La Cultura del Tejo - Livro de Ignacio Abella (La editorial de Urueña, editoriacastillatradicional.com ).
Notícias retiradas dos blogues: A Morteira e Amigos del Texu.
- El Tejo en El Mediterráneo Occidental - Conclusões (em formato pdf) do congresso "Jornadas Internacionales sobre el tejo y las tejeras en el Mediterráneo Occidental'" celebrado em Junho de 2006, em Alcoy (Alicante, Espanha).
- Folheto (em formato pdf) sobre a protecção de teixos monumentais.
- La Cultura del Tejo - Livro de Ignacio Abella (La editorial de Urueña, editoria
Notícias retiradas dos blogues: A Morteira e Amigos del Texu.
segunda-feira, dezembro 14, 2009
Gente feliz a plantar árvores
Na passada semana, fechou-se um ciclo iniciado há dois anos com uma campanha de reciclagem de rolhas de cortiça, lançada na minha escola.
Como em tudo, houve objectivos que foram abandonados pelo caminho mas, ainda assim, em pouco mais de ano e meio, evitou-se que perto de uma centena de quilos de rolhas tivessem acabado no lixo normal.
Claro que ao princípio, os alunos se queixaram de estar ao "ar livre" e não enfiados num centro comercial. Só quem não lida diariamente com adolescentes, ou pré-adolescentes, se poderia admirar com estes comentários.
Apesar deste início titubeante, abençoado pela chuva, os alunos lá foram aderindo à ideia de sujar as mãos, e as sapatilhas de marca, para plantar um sobreiro.
Os sobreiros foram plantados num terreno abrangido pela gestão florestal da Viver Serra, associação florestal do concelho de Silves, o que nos dá algumas garantias de futuro para o suor investido na plantação deste pequeno sobreiral. Confiantes no futuro destas árvores, prometemos voltar, para as visitar, daqui a um ano...
Como em tudo, houve objectivos que foram abandonados pelo caminho mas, ainda assim, em pouco mais de ano e meio, evitou-se que perto de uma centena de quilos de rolhas tivessem acabado no lixo normal.
Claro que ao princípio, os alunos se queixaram de estar ao "ar livre" e não enfiados num centro comercial. Só quem não lida diariamente com adolescentes, ou pré-adolescentes, se poderia admirar com estes comentários.
Apesar deste início titubeante, abençoado pela chuva, os alunos lá foram aderindo à ideia de sujar as mãos, e as sapatilhas de marca, para plantar um sobreiro.
Os sobreiros foram plantados num terreno abrangido pela gestão florestal da Viver Serra, associação florestal do concelho de Silves, o que nos dá algumas garantias de futuro para o suor investido na plantação deste pequeno sobreiral. Confiantes no futuro destas árvores, prometemos voltar, para as visitar, daqui a um ano...
sexta-feira, dezembro 11, 2009
Superlativo
Uma árvore que nos deixa sem adjectivos! Arrebatadora...a maior alfarrobeira de Portugal!
No "Árvores Monumentais do Algarve e Baixo Alentejo" e no "Árvores de Portugal". Para quem (ainda) acredita nas árvores...
No "Árvores Monumentais do Algarve e Baixo Alentejo" e no "Árvores de Portugal". Para quem (ainda) acredita nas árvores...
sábado, dezembro 05, 2009
Sem outro assunto
Nas próximas semanas, muito provavelmente, haverá uma notória diminuição dos textos publicados (com excepção de alguns já agendados para a próxima semana).
De igual modo, os comentários de visitantes do blogue poderão ficar pendentes, a aguardar aprovação, durante alguns dias. Este mesmo atraso poderá fazer-se sentir na resposta a e-mails que me sejam enviados.
De igual modo, os comentários de visitantes do blogue poderão ficar pendentes, a aguardar aprovação, durante alguns dias. Este mesmo atraso poderá fazer-se sentir na resposta a e-mails que me sejam enviados.
quarta-feira, dezembro 02, 2009
Saber escolher
A minha admiração pelos hibiscos (Hibiscus sp.) tem aumentado, como árvore ornamental. Estão por cá há uns anos e não têm revelado comportamento invasor.
Acresce que passam o Verão quase todo em floração, caso pouco frequente entre as ornamentais utilizadas nas nossas cidades, e têm um tamanho quase ideal para os nossos passeios estreitos.
Não são árvores de causar grandes paixões, como um plátano de 30 metros, mas são bem mais adequadas à maioria das nossas acanhadas ruas.
Acresce que passam o Verão quase todo em floração, caso pouco frequente entre as ornamentais utilizadas nas nossas cidades, e têm um tamanho quase ideal para os nossos passeios estreitos.
Não são árvores de causar grandes paixões, como um plátano de 30 metros, mas são bem mais adequadas à maioria das nossas acanhadas ruas.
P.S. - A Árvore Certa, Para o Local Adequado.
segunda-feira, novembro 30, 2009
sábado, novembro 28, 2009
Bio-Diversity
Bio-Diversity - Um trabalho de autoria de Christoph NiemannEstas e outras curiosidades e notícias, todos os dias, no Twitter da Árvores de Portugal.
sexta-feira, novembro 27, 2009
E a seguir, José, que árvores vais mandar cortar?
O que se passa em Lisboa, as pessoas perderam o juízo e embarcaram numa fúria arboricida?
Primeiro, surgiu a intenção da Câmara Municipal de Lisboa (CML) instalar uma casa em metal sobre uma tipuana classificada no Jardim de Santos. A ninguém ocorreu consultar o Decreto-Lei n.º 28468/38, de 15 de Fevereiro, e aquilo que o mesmo diz sobre as medidas de protecção a exemplares classificados. A ninguém ocorreu questionar os serviços técnicos da Autoridade Florestal Nacional (AFN) ou outros técnicos em arboricultura, sobre os efeitos da instalação da dita estrutura sobre a árvore e o constante movimento de pessoas a subir à mesma.
Aliás, estou plenamente convicto que a CML se está perfeitamente borrifando para os técnicos da AFN e para o Decreto-Lei n.º 28468/38. O que lhes interesse é o pretenso chique da modernidade que a ExperimentaDesign distribuirá sobre o espaço, como se fossem pozinhos de magia...
E se os ramos da árvore não aguentarem o peso da estrutura e das pessoas? Pormenores, o que interessa é o brilho do design!
Fotografia do blogue Lisboa S.O.S.Em segundo lugar, temos o abate, já concretizado, de dezenas de laranjeiras, na Praça de Alvalade, apenas para prolongar uma calçada em lioz. Árvores saudáveis, que não colidiam com nenhuma estrutura urbana.
Mais uma vez, pretensos valores estéticos ditaram o abate de árvores. Pormenores diria a CML.
Por último temos o inenarrável caso do Príncipe Real e das árvores que estão a ser abatidas no seu jardim. Primeiro eram 20, agora serão perto de meia centena. Primeiro era porque estavam em más condições mas, afinal, parece que algumas estavam apenas mal formadas, ou seja, eram feias...coitadas!
Diz o assessor de imprensa do Sr. vereador dos Espaços Verdes que o projecto foi aprovado pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico. Pessoalmente, só ficaria sossegado se o mesmo tivesse sido aprovado por técnicos de arboricultura, ou será que estes não existem numa cidade com as universidades e os institutos que Lisboa tem?!
Termino pois com a pergunta que faço no título deste texto, dirigida ao Sr. vereador dos Espaços Verdes da CML, José Sá Fernandes: E a seguir, José, que árvores vais mandar cortar?
quinta-feira, novembro 26, 2009
Mais um ano. Mais do mesmo.

Chegou a altura do ano em que as autarquias, Câmaras e Juntas, gastam dinheiro dos contribuintes para nos fazerem o "favor" de nos defender das árvores.
Está aberta a época de caça às árvores! Olhem bem para as árvores cuja beleza vos enche os dias, pois podem não sobreviver a este Outono/Inverno...
terça-feira, novembro 24, 2009
Arboricídio em Oeiras
Na Escola Secundária Sebastião e Silva, em Oeiras, foram abatidas mais de 100 árvores porque, segundo o arquitecto Luís Cabral, responsável pela requalificação do espaço, havia exemplares:
a) Infestantes;
b) Mal formados;
c) De folha persistente;
d) Localizados em locais onde é necessário edificar novos edifícios.
Vamos à análise dos pretensos motivos que justificariam tamanho barbárie:
Admito que não se pode ser preso por ter e por não ter cão. E eu que já, por tantas vezes, defendi que as espécies invasoras deveriam ser eliminadas dos espaços públicos, não critico esta opção (por princípio, pois admito excepções se estivermos a falar de exemplares notáveis).
Por este motivo, não me oponho a que, progressivamente, se vão substituindo estas espécies, existentes em jardins de edifícios públicos.
No entanto, tendo em conta que foram abatidas 120 árvores (!!!), não me deixo de questionar sobre quantas, destas árvores, seriam invasoras? Como não me deixo de interrogar sobre se este caso de Oeiras foi excepcional ou se, a partir de agora, todas as espécies invasoras existentes em jardins de escolas, ou de outros edifícios públicos, serão abatidas?
Obviamente, passando a outro argumento, é compreensível que se transplantassem os exemplares que colidissem com a construção de novos edifícios, dentro do recinto escolar. Admito mesmo que fosse impossível transplantar alguns desses exemplares, mas a decisão de as abater, pura e simplesmente, sem ponderar o transplante, mostra bem o valor que foi dado às árvores que existiam na escola.
Os restantes argumentos com que se pretendeu justificar este arboricídio são indecorosos! Abater árvores porque estão mal formadas é absurdo. As árvores não se querem perfeitas, querem-se seguras. Logo, ou bem que as árvores tinham problemas fitossanitários, que punham em sério risco os elementos da comunidade escolar, ou a decisão de as abater por não estarem muito perfeitinhas foi perfeitamente fútil.
Como fútil foi a decisão de abater árvores porque eram de folha persistente. Sim, é certo que as árvores de folha caduca têm a vantagem de renovar a folhagem, permitindo a passagem da luz solar no Inverno, mas pretende-se, como esse argumento, justificar o abate de árvores com dezenas de anos? Apenas porque eram de folha perene?!
Não satisfeito com esta argumentação, o Sr. arquitecto pretende que aceitemos o arboricídio de mais de uma centena de exemplares, com dezenas de anos, acenando com a plantação de novas árvores. O Sr. arquitecto acha uma chatice isto das árvores serem velhas e feias.
Chique a valer é plantar novas árvores, mais de acordo aos gostos do autor do projecto de requalificação. A história, essa, apaga-se ao som da motossera!
Deste modo, o arquitecto Luís Cabral ignorou o valor do pequeno ecossistema formado por esta centena de árvores no jardim desta escola, como ignorou o seu valor patrimonial e o valor sentimental que as mesmas tinham para dezenas de pessoas que estudaram e trabalharam neste lugar, ao longo dos anos.
Tudo isto foi feito em nome de uma requalificação para fazer nascer a escola do século XXI. Medo! A escola do século XXI está entregue à mais pura das ignorâncias, desrespeitadora da sua própria história e identidade.
Lamento apenas a aparente mudança de opinião do arquitecto face à preservação do arvoredo pré-existente.
O único argumento verdadeiramente válido para abater uma árvore é a sua falta de sustentabilidade e, logo, o risco da mesma cair e poder provocar danos, humanos ou materiais. É sintomático que este argumento não tenha sido referido, como justificativo, para abater nenhum dos 120 exemplares.
segunda-feira, novembro 23, 2009
Arboricídio em Madrid
"Los árboles son en las ciudades elementos de ornato, y en arquitectura ornato es la parte superflua del edificio." Bernabé Moya
Fotografia, citação e notícia completa: La Crónica Verde.
Fotografia, citação e notícia completa: La Crónica Verde.
sábado, novembro 21, 2009
sexta-feira, novembro 20, 2009
Um projecto interessante
Um grupo de cidadãos de Lisboa tomou a iniciativa de se juntar para plantar árvores. Interessante porquê? Por ser uma iniciativa de um grupo de cidadãos. Para mim, isto é que torna esta iniciativa original e a distingue de tantas outras iniciativas similares.
Árvores são árvores, bem sei, independentemente de quem as planta. Mas agrada-me particularmente que, ao contrário de tantas outras situações, não estejamos a falar de marketing verde de uma qualquer empresa que quer apagar o seu dióxido de carbono, plantando árvores.
Nada disso, são apenas pessoas que gostam de árvores e as querem plantar! Agrada-me...
Plantar uma árvore: http://www.plantarumaarvore.org/
Árvores são árvores, bem sei, independentemente de quem as planta. Mas agrada-me particularmente que, ao contrário de tantas outras situações, não estejamos a falar de marketing verde de uma qualquer empresa que quer apagar o seu dióxido de carbono, plantando árvores.
Nada disso, são apenas pessoas que gostam de árvores e as querem plantar! Agrada-me...
Plantar uma árvore: http://www.plantarumaarvore.org/
quinta-feira, novembro 19, 2009
Plátanos em risco
Imagem retirada do blogue Rio das MaçãsA seguir com muita atenção a intenção da Estradas de Portugal (EP) intervir em 572 árvores no concelho de Sintra.
Entre as árvores visadas, encontram-se os plátanos situados junto à Adega de Colares (visíveis na imagem retirada do blogue Rio das Maçãs, que tem dedicado alguns textos ao assunto).
Espero estar profundamente enganado mas, por situações anteriores, antevejo que esta intenção não augure nada de positivo para este património natural. Actualmente, a EP olha para as árvores que estão sob a sua alçada, apenas como uma fonte de conflitos e de despesas.
Deste modo, qualquer desculpa é boa para a EP abater algumas árvores. Para os seus administradores, tal actos são sempre geradores de poupança e de simpatias entre os muitos portugueses que destilam ódio pelos nossos arvoredos. Resumindo, menos árvores são sempre sinónimo de menos dores de cabeça.
Podem, igualmente, ler um artigo mais extenso que escrevi no blogue da Árvores de Portugal.
Entre as árvores visadas, encontram-se os plátanos situados junto à Adega de Colares (visíveis na imagem retirada do blogue Rio das Maçãs, que tem dedicado alguns textos ao assunto).
Espero estar profundamente enganado mas, por situações anteriores, antevejo que esta intenção não augure nada de positivo para este património natural. Actualmente, a EP olha para as árvores que estão sob a sua alçada, apenas como uma fonte de conflitos e de despesas.
Deste modo, qualquer desculpa é boa para a EP abater algumas árvores. Para os seus administradores, tal actos são sempre geradores de poupança e de simpatias entre os muitos portugueses que destilam ódio pelos nossos arvoredos. Resumindo, menos árvores são sempre sinónimo de menos dores de cabeça.
Podem, igualmente, ler um artigo mais extenso que escrevi no blogue da Árvores de Portugal.
quarta-feira, novembro 18, 2009
terça-feira, novembro 17, 2009
Poderá o amor matar uma árvore?

No seguimento do seminário sobre conservação de árvores monumentais realizado em Madrid, e divulgado aqui, uma reflexão interessante que aconselho a ler: Amores que Matam Árvores (texto em língua espanhola).
Nota pessoal: a falta de civismo pode matar uma árvore ou, no mínimo, danificá-la (ver a imagem do plátano monumental, situado em Monchique, que acompanha este texto). Não discordo.
No entanto, a meu ver, tal constatação deverá levar-nos a educar as pessoas no sentido de modificar as suas atitudes para com as árvores e a acautelar a protecção de alguns espécimes, em particular, mais sensíveis à pressão humana. Mas não nos deverá levar nunca a esconder todas as árvores em cercados, longe dos olhares humanos.
Só se ama o que se conhece. Se é inegável que o "excesso de popularidade" pode danificar uma árvore, não deixa de ser menos verdade que a divulgação dos exemplares monumentais é essencial para a causa da defesa da importância do património arbóreo. Em Espanha como em Portugal.
segunda-feira, novembro 16, 2009
segunda-feira, novembro 09, 2009
Árvores Monumentais em Madrid
Seminário “Amenazas y Buenas Prácticas para el Arbolado Singular y Monumental”, no Jardim Botânico de Madrid, nos próximos dias 12 e 13 de Novembro.
quarta-feira, outubro 14, 2009
O patinho feio
Desde miúdo que me lembro deste cedro (Cedrus sp.). E desde miúdo que me lembro dele assim, escanzelado.
É como se o passar dos anos lhe fosse indiferente, como se tivesse cristalizado no tempo. Como dele não tenho outra memória, nunca percebi o que o fez assim, enfezado, se é resultado de obra humana ou se é resultado da sua própria natureza.
No entanto, com os anos, habituei-me a aceitá-lo assim, um patinho feio comparado com outros cedros monumentais que crescem no Bairro da Estação, na Covilhã.
Nos anos mais recentes, o terreno que o viu crescer passou de descampado a estaleiro de uma igreja, cujas obras se arrastaram durante anos.
Nunca tendo partilhado esta certeza com ninguém, sempre suspeitei que o dia de conclusão da obra da igreja ditaria o seu fim. Mas enganei-me...
Por uma vez, num acto de humildade, quem decidiu a construção da igreja, quem a desenhou e construiu, decidiu aceitá-lo. Não o entendeu como uma afronta na paisagem, como um obstáculo à contemplação da obra humana.
Curiosamente, a Igreja da Santíssima Trindade reduz-se no espaço com a presença do cedro, na mesma proporção com o cedro aumenta a sua marca na praça, com a vizinhança do templo humano construído a seus pés.
Nesta história todos ganharam algo. E eu não perdi o meu patinho feio!
É como se o passar dos anos lhe fosse indiferente, como se tivesse cristalizado no tempo. Como dele não tenho outra memória, nunca percebi o que o fez assim, enfezado, se é resultado de obra humana ou se é resultado da sua própria natureza.
No entanto, com os anos, habituei-me a aceitá-lo assim, um patinho feio comparado com outros cedros monumentais que crescem no Bairro da Estação, na Covilhã.
Nos anos mais recentes, o terreno que o viu crescer passou de descampado a estaleiro de uma igreja, cujas obras se arrastaram durante anos.
Nunca tendo partilhado esta certeza com ninguém, sempre suspeitei que o dia de conclusão da obra da igreja ditaria o seu fim. Mas enganei-me...
Por uma vez, num acto de humildade, quem decidiu a construção da igreja, quem a desenhou e construiu, decidiu aceitá-lo. Não o entendeu como uma afronta na paisagem, como um obstáculo à contemplação da obra humana.
Curiosamente, a Igreja da Santíssima Trindade reduz-se no espaço com a presença do cedro, na mesma proporção com o cedro aumenta a sua marca na praça, com a vizinhança do templo humano construído a seus pés.
Nesta história todos ganharam algo. E eu não perdi o meu patinho feio!
quinta-feira, outubro 08, 2009
quarta-feira, setembro 30, 2009
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"Há aqui duas coisas que me causam perturbação, a primeira ao nível das intenções por detrás deste tipo de projectos, ditos de “requalificação”, e a segunda, obviamente, ao nível do modo como as obras são implementadas no terreno.
Desde logo, incomoda-me, e não consigo compreender, juro que não consigo, esta necessidade, permanente e premente, de requalificar tudo o que é jardim, por esse país fora. Parece que a um jardim, para atrair as pessoas, já não basta ter árvores e sombras. Isso é passado…Agora, ao que parece, os jardins têm que ser modernos, o que implica a construção de uma série de equipamentos, tudo à conta da amputação do espaço para o verde.
Outra coisa que roça o surreal é esta queixa de um jardim ter excesso de ensombramento! Mas que diabo é o excesso de ensombramento num jardim?! Não é para dar sombra que se plantam as árvores? Não será esse o objectivo de um parque, especialmente numa cidade com clima mediterrânico, com centenas de horas de sol por ano?
Eu diria que o problema das ruas e dos jardins em Portugal é precisamente o oposto, ou seja, a insuficiência de sombras derivada do hábito de estarmos permanentemente a rolar as árvores ornamentais. Fruto dessas práticas selvagens, as nossas árvores urbanas mais não têm do que copas raquíticas, nunca chegando a atingir o seu desígnio: maravilharem-nos com o perímetro de frescura das suas sombras.
E o que acontece quando, num parque, estas escapam a tão triste fim e chegam ao seu estado adulto, com a forma que a natureza lhes deu? Malvadas que dão muita sombra e é preciso podá-las…ou resolver logo o problema pela base e cortá-las! Excesso de ensombramento?! Não consigo parar de pensar no absurdo deste argumento.
De repente, lembro-me dos jardins da Irlanda. Num país com escasso número de dias de sol, onde um dia de Agosto de céu encoberto e 20ºC é um excelente dia de Verão, e penso como seria ridicularizada a ideia de se querer cortar as árvores dos jardins por excesso de ensombramento.
Lembro-me de um magnífico jardim no centro de Dublin, com árvores enormes, com pessoas almoçando sobre os relvados, aproveitando a escassa luz de um dia de verão irlandês, e nada de minigolfes ou de parques de desportos radicais a quebrar a paz e o sossego daquela pausa vespertina. Que também por lá haverá parques de desportos radicais ou minigolfes, não duvido, mas não às custas de amputar espaços verdes.
O único equipamento extravagante que esse parque tinha era um coreto, onde uma banda tocava perante dezenas de pessoas que faziam tempo, após o almoço, para regressarem ao trabalho e perante turistas, como eu, que se questionavam porque tal imagem não seria possível num jardim português.
Existe uma qualquer fobia que afasta uma maioria de portugueses dos nossos parques, um qualquer incómodo no contacto com o verde da natureza. É ridículo pensar-se que as pessoas passarão a frequentar um parque porque se cimentam os caminhos ou que se sentirão mais seguras com iluminação cénica, por debaixo das copas das árvores.
A segurança cria-se com guardas que zelem por quem frequenta esses jardins e que impeça actos de vandalismo; os hábitos de visitar e usufruir de um parque não são fáceis de criar, mas podem-se organizar eventos culturais, por exemplo, que criem uma rotina de visita a esses espaços. Ou a instalação de circuitos de manutenção, de baixo impacto visual, que fomentem a prática desportiva.
E depois há todos os outros portugueses. Aquela minoria, à qual pertenço, e à qual bastam as árvores num jardim; e a maioria, a qual nunca irá a um jardim a menos que aí estacionem um centro comercial!
Mas há ainda o segundo lado desta questão, ou seja, o modo como as obras estão a ser feitas. Acaso foi estudado o efeito que a abertura destas valas terá na saúde e, logo, na segurança, destas árvores? Foi feito algum estudo sobre esta matéria? Se sim, qual o nome da entidade que o executou e quais as suas conclusões? Foram propostas medidas de minimização para o impacto das mesmas nas árvores e na paisagem?
Claro que haverá sempre o argumento que as obras tinham que ser feitas assim e que não podiam ser feitas de outra maneira. Falemos então de custos/benefícios.
Será que os pretensos efeitos benéficos que esta intervenção trará ao Parque de Loulé compensarão os danos causados? Se sim, dêem-me um exemplo, em Portugal ou no estrangeiro, um único exemplo, de uma intervenção em que o corte de árvores ou a construção de minigolfes, tenham tornado um parque mais seguro e mais visitado.
Acaso alguém imagina um cenário de guerra como este, no nova-iorquino Central Park? Alguém imagina os nova-iorquinos a aplaudirem o corte de árvores e a verem o seu parque esventrado por maquinaria pesada?
O Parque de Loulé, como a maioria dos nossos jardins mais antigos, precisam de duas coisas muito simples: jardineiros, que os cuidem e evitem a imagem de desleixo causada pelo crescimento de matos e infestantes, bem como a acumulação de lixo, e de vigilantes, que os tornem em locais mais seguros, de dia ou de noite, para quem os frequenta.
Toda a modernice que estas ditas “requalificações” encerram não é mais do que saloiice pegada de quem não conhece os grandes jardins e parques do mundo.
Excesso de ensombramento?! Francamente…"