Em Loulé, prossegue o abate de árvores sem que seja dada qualquer justificação à população. Agora foi no Parque Municipal...
quinta-feira, agosto 20, 2009
"Corkjacking"
Sobreiro vítima de descortiçamento ilegal e, tecnicamente, mal executado (Canal Caveira) - Fotografia enviada por Luís Gil (Unidade de Tecnologias da Cortiça, INETI)O roubo de cortiça, para além dos danos económicos que provoca aos proprietários dos sobreiros em causa, provoca danos irreparáveis nas árvores (bem visíveis nesta imagem).
Como se os montados de sobreiro e a indústria da cortiça não tivessem já problemas de sobra!
Como se os montados de sobreiro e a indústria da cortiça não tivessem já problemas de sobra!
terça-feira, agosto 18, 2009
Os carvalhos da Sr.ª do Desterro
A Senhora do Desterro, no concelho de Seia, junto ao rio Alva, é um espaço marcado pela monumentalidade das árvores, nomeadamente de um conjunto de três carvalhos-alvarinho (Quercus robur L.), que partilho nas imagens que acompanham este texto.
E se é verdade que o encanto do local surge da conjugação de diversos elementos, incluindo o monumento religioso e o próprio rio, não deixa de ser menos verdadeiro que o espaço não seria o mesmo sem a dimensão conferida pelas árvores.
E se é verdade que o encanto do local surge da conjugação de diversos elementos, incluindo o monumento religioso e o próprio rio, não deixa de ser menos verdadeiro que o espaço não seria o mesmo sem a dimensão conferida pelas árvores.
Saudemos as pessoas que estimam a sombra das árvores, que não receiam vê-las crescer e que acreditam que estas não retiram, antes acrescentam, monumentalidade às construções humanas.
Vale a pena parar na Senhora do Desterro e absorver a sombra destes carvalhos afortunados.
Bem perto deste local, situa-se a Central Hidroeléctrica da Senhora do Desterro, já desactivada, e que deverá dar lugar, brevemente, a um museu sobre a temática da electricidade.
Adjacente a toda esta área situa-se a Mata do Desterro, com uma superfície que ronda os 140 hectares, inserida no Parque Natural da Serra da Estrela. Nesta mata, sob gestão da Câmara de Seia desde Maio de 2007, desenvolve-se um projecto de conservação da natureza e de educação ambiental, sob a coordenação do Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE).
No âmbito da conservação da biodiversidade deste espaço pretende-se restaurar a vegetação natural, nomeadamente promovendo o controlo do avanço das mimosas (Acacia dealbata Link.), uma invasora com ampla distribuição nesta zona.
sexta-feira, agosto 14, 2009
O teixo de Seia
Os jardins do Museu do Brinquedo, em Seia, albergam um teixo (Taxus baccata L.), com uma idade estimada de 300 anos, classificado como árvore de interesse público.
Com perto de 3 metros de perímetro de tronco à altura do peito será, de entre os exemplares ornamentais desta espécie conhecidos no nosso país, um dos mais grossos.
Apetece-me saudar o romantismo visionário de quem soube, no passado, escolher para o seu jardim uma das nossas espécies arbóreas mais bonitas e, hoje em dia, tão ameaçada nos seus habitats naturais.
Estes visionários de há 2 ou 3 séculos souberam legar-nos este património, foi o seu contributo para o futuro.
E nós, que legado saberemos deixar às gerações vindouras? Acredito que, na melhor das hipóteses, saberemos cuidar deste e de outros teixos que o tempo acarinhou até aos nossos dias.
E será este património que os nosso filhos irão receber, estes mesmos teixos. Porque hoje já ninguém planta teixos nos seus jardins.
E porque os haveriam de plantar se ninguém os conhece, se ninguém se interessa por conhecer as maravilhas do que resta do nosso património natural? Como no tempo do Eça, chique a valer é o que vem lá de fora!
Com perto de 3 metros de perímetro de tronco à altura do peito será, de entre os exemplares ornamentais desta espécie conhecidos no nosso país, um dos mais grossos.
Apetece-me saudar o romantismo visionário de quem soube, no passado, escolher para o seu jardim uma das nossas espécies arbóreas mais bonitas e, hoje em dia, tão ameaçada nos seus habitats naturais.
Estes visionários de há 2 ou 3 séculos souberam legar-nos este património, foi o seu contributo para o futuro.
E nós, que legado saberemos deixar às gerações vindouras? Acredito que, na melhor das hipóteses, saberemos cuidar deste e de outros teixos que o tempo acarinhou até aos nossos dias.
E será este património que os nosso filhos irão receber, estes mesmos teixos. Porque hoje já ninguém planta teixos nos seus jardins.
E porque os haveriam de plantar se ninguém os conhece, se ninguém se interessa por conhecer as maravilhas do que resta do nosso património natural? Como no tempo do Eça, chique a valer é o que vem lá de fora!
quarta-feira, agosto 12, 2009
Plano para a gestão do teixo nas serras do Centro de Portugal
"O projecto de conservação e gestão do teixo (Taxus baccata L.), árvore criticamente ameaçada na região Centro de Portugal, resulta da parceria entre o Observatório das Florestas (Associação para o Fomento da Cooperação no Estudo e na Gestão do Fogo e das Florestas), o Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE), o Parque Natural da Serra da Estrela (ICNB/PNSE), o Departamento de Botânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e o Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens (FAPAS)". Bloco de Notas N.º 26 do Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE).
segunda-feira, agosto 10, 2009
quinta-feira, agosto 06, 2009
quarta-feira, agosto 05, 2009
segunda-feira, agosto 03, 2009
5º Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima - Parte I
Está a decorrer, na vila minhota de Ponte de Lima, a 5ª edição do Festival Internacional de Jardins.
A edição deste ano é subordinada ao tema "As Artes no Jardim" e pode ser visitada até ao próximo dia 31 de Outubro.
Natureza em Risco
sexta-feira, julho 31, 2009
quarta-feira, julho 29, 2009
Ainda os choupos (agora em Espanha)
Apesar de estar escrito em espanhol, sugiro a leitura do blogue "Notas de campo y jardín", do biólogo Jesús Dorda, que desmonta muitos dos mitos que pretendem justificar a actual fobia contra os choupos.
Infelizmente, é mais fácil embarcar no populismo e decretar a morte de 450 choupos, como aconteceu em Vigo, na Galiza. (Notícia via blogue "La Crónica Verde")
Infelizmente, é mais fácil embarcar no populismo e decretar a morte de 450 choupos, como aconteceu em Vigo, na Galiza. (Notícia via blogue "La Crónica Verde")
domingo, julho 26, 2009
Porque vale a pena não ficar calado
Neste texto, tinha chamado a atenção para mais uma requalificação, desta feita em Leiria, que ameaçava provocar o abate de dois choupos.
Felizmente, em parte pela acção de valorosa cidadania de pessoas como o António e o seu blogue "Dispersamente...", foi possível ajudar a travar esse abate.
Porque quando se salva uma árvore ninguém fica a perder e todos ganham. Obrigado, António.
Este é novo
Tenho activo um alerta do Google com a palavra árvore o que permite receber, diariamente, informação sobre notícias, blogues ou qualquer outro site que mencione a referida palavra.
Foi assim que descobri mais um motivo para juntar à lista de "justificativos" para podar árvores: afastar morcegos dos prédios!
Foi assim que descobri mais um motivo para juntar à lista de "justificativos" para podar árvores: afastar morcegos dos prédios!
sábado, julho 25, 2009
Dia aberto de combate a invasoras na Serra da Estrela

No âmbito do Campo de Trabalho Científico sobre Controlo de Plantas Invasoras 2009, o Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra (CEF), o Centro de Estudos de Recursos Naturais, Ambiente e Sociedade (CERNAS), da Escola Superior Agrária de Coimbra e o Município de Seia, Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE), estão a organizar um DIA ABERTO a todos os que quiserem participar e vir controlar mimosas (Acacia dealbata).
O dia aberto será no dia 29 de Julho (quarta-feira) na Mata do Desterro, em Seia.
Mais informações estão disponíveis em: www.uc.pt/invasoras
O dia aberto será no dia 29 de Julho (quarta-feira) na Mata do Desterro, em Seia.
Mais informações estão disponíveis em: www.uc.pt/invasoras
quarta-feira, julho 22, 2009
segunda-feira, julho 20, 2009
Obviamente, não me deixo intimidar pela cobardia do anonimato
Em Março passado, escrevi o texto "O assassinato de uma ribeira" sobre as obras numa linha de água que atravessa o perímetro urbano de Albufeira.
Criticava, e critico, o encanamento de mais uma linha de água numa zona tão sensível a cheias; criticava a poda violenta feita a diversas árvores nas margens da ribeira e criticava a Câmara Municipal de Albufeira (CMA) por ter autorizado o início das obras sem o devido licenciamento.
Esta situação levou a que a Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Algarve embargasse a obra, de acordo com a edição do jornal "Público" de 4 de Março último. Ainda de acordo com a referida notícia, a ARH exigia que fosse tornado público o estudo que demonstrasse que estas obras não teriam impactos no aumento do risco de cheias no centro antigo de Albufeira.
Desconheço o que aconteceu, no decurso destes meses, entre a ARH e a CMA em relação a este caso e se a CMA entregou o referido estudo. Sei apenas, o que é visível para todos os que passam no local, que as obras prosseguem a bom ritmo.
Mas eis quando o texto que escrevi em Março passado começa a suscitar novo interesse, talvez pelo nervosismo próprio deste período pré-eleitoral que se aproxima.
Deste modo, após uma troca interessante de argumentos com os estimados e simpáticos amigos do "Ecogrupo", recebo um primeiro comentário anónimo, no Sábado de manhã, no referido texto: "não liguem a professores frustados (sic) e grupos de ambientalistas."
Posteriormente, no Sábado à noite entre as 22:07 e as 22:26, qual pandemia, foram deixados vários comentários anónimos na "sombra verde". O estimado anónimo, responsável pelas mesmas, fez questão de usar diversos nomes, alguns dos quais bem sugestivos (como "ultra levure"), e de deixar esses comentários em textos diferentes.
O objectivo foi claro, ou seja, querer dar-me a entender que tinham sido feitos por mais do que uma pessoa. Como se fosse plausível que surgissem, num blogue que raramente tem comentários anónimos, qual milagre da multiplicação, seis anónimos no espaço de 19 minutos!
Ainda por cima, para azar deste anónimo, o meu contador de visitas registou um número muito escasso de visitas entre as 10 e as 11 da noite...Nesse espaço de tempo, porém, houve um visitante recorrente que o meu contador de visitas localizou na zona de Portimão.
Apesar de não ter autorizado a publicação destes comentários, por serem de manifesto mau gosto, não resisto a partilhar os que foram deixados no referido texto:
Sábado às 22:07, por "ultra levure": "Quando por aqui passei e vi isto não podia de deixar de escrever. Sombra de uns caganeiras."
Sábado às 22:26 por "Cidadão de Albuhera": "Mas afinal quem é a personagem que vem falar mal de ALBUFEIRA ??????? Quem é esta personagem ,que titulo traz nessa boca mal cheirosa ????? O que pretende ,uma presidencia ou uma casa de xadrex ????????????????"
Mas ontem, Domingo pelas 22:46, surgiu, em nome da "Camara Mucipal (sic) de Albufeira" o mais curioso dos comentários: "Em nome da Camara de Albufeira será V.Exª,notificado pelas suas afirmações proferidas colocando a integridade do Presidente deste Municipio."
Reparem no zelo do funcionalismo público português capaz de enviar notificações às 11 da noite de um Domingo! Só se lamentam os erros ortográficos e o recorrente anonimato que ofende tão nobre instituição.
O que diriam os juristas da CMA se soubessem que alguém anda a escrever mensagens intimidatórias da liberdade de expressão, utilizando o nome da referida instituição?
Uma coisa é certa. Irei continuar a escrever, independentemente de quem se sinta incomodado e independentemente de quem continua a aproveitar-se do anonimato para destilar o seu ódio pela liberdade de pensamento e de expressão.
domingo, julho 19, 2009
Reflexões sobre o seminário "Árvores Monumentais - Importância e Conservação" (III)

O segundo e último dia deste seminário foi ocupado com uma visita matinal a alguns dos castanheiros monumentais do concelho do Sabugal.
Uma oportunidade para ouvir histórias em vários idiomas, tendo a árvore como denominador comum.
Ted Green, Jill Butler e Susana Lerena mostraram-se mestres de cerimónia à altura do acontecimento.
Curiosamente, o ponto de partida para muitas destas histórias teve por base um rei ou uma rainha dos respectivos países, o que culminou no relembrar de alguns episódios históricos, como o caso da derrota da Armada Invencível (o que muito divertiu os ingleses Ted e Jill por oposição ao desalento da espanhola Susana).
Lamento apenas que o Professor Jorge Paiva, outro bom contador de histórias, não pudesse estar presente neste segundo dia. Teria sido uma jornada ainda mais animada.
Castanheiro (Castanea sativa Mill.) - Aldeia da MalcataEsta visita incluiu, como não poderia deixar de ser, uma visita ao castanheiro do Centro de Dia da aldeia da Malcata.
Para os técnicos da Autoridade Florestal Nacional, responsáveis pela classificação das árvores, não restam dúvidas de que estamos perante um dos maiores exemplares do país, com um extraordinário vigor vegetativo.
Recordo que eu próprio já tinha feito esse pedido por escrito à Autoridade Florestal Nacional, em finais de 2007.
Em Outubro de 2008 foi-me respondido, na mesma carta que assinalava a classificação da sequóia do Sabugal, que a classificação deste castanheiro estava apenas dependente da direcção do referido Centro de Dia.
Sabendo por pessoas da aldeia, como o autor do blogue "Malcata.net", que a direcção do Centro de Dia vê com bons olhos a classificação deste exemplar, continuo a não perceber o que impede que tal se concretize.
Pouco me importa se a responsabilidade está do lado da Autoridade Florestal Nacional (AFN) ou dos responsáveis do Centro de Dia.
Como sugeri aos responsáveis da AFN, esta é uma situação que facilmente se poderia resolver com um telefonema. Fico à espera...
Castanheiro (Castanea sativa Mill.) - Soito [Existe um vídeo no blogue do Ted e da Jill que mostra 10 pessoas a sair do interior deste castanheiro]Este dia ficou ainda marcado pela descoberta do castanheiro classificado do Soito (nas duas fotografias sob este parágrafo) e de outro exemplar fantástico (foto anterior), a cerca de 50 metros do primeiro, de dimensões igualmente acima da média.
Por último, e em jeito de conclusão, queria manifestar que todos as pessoas envolvidas na organização deste seminário se sentiram recompensados pelo tempo investido na preparação do mesmo.
Para tal contribuiu não apenas a qualidade das palestras e a forma como decorreu a saída de campo do segundo dia do seminário mas, sobretudo, o agrado manifestado por todos os participantes, muitos dos quais nos demonstraram interesse em participar em futuras iniciativas da Árvores de Portugal.
Continuamos a contar ter operacional a página oficial da Árvores de Portugal até ao final do Verão e, nessa altura, começaremos a apresentar algumas das nossas ideias para o futuro. Contamos, igualmente, poder responder a todos os que têm manifestado interesse em tornar-se sócio ou colaborar com a Árvores de Portugal.
P.S. - Podem descobrir mais pormenores deste seminário no blogue "Quinta do Sargaçal", através da escrita e das imagens do Rui, bastando, para tal, seleccionar os textos com a etiqueta Sabugal.
Também no "Dias com árvores", o Paulo escreveu alguns textos sobre estes dois dias nas margens do Côa (de igual modo, penso que também foram arquivados com a etiqueta Sabugal).
Por outro lado, e como já referi anteriormente, foi criada uma página no Flickr com imagens deste seminário.
quinta-feira, julho 16, 2009
Reflexões sobre o seminário "Árvores Monumentais - Importância e Conservação" (II)
O primeiro dia do seminário "Árvores Monumentais - Importância e Conservação" ficou completo com uma palestra de Ted Green e Jill Butler, do Ancient Tree Forum, sobre a importância da árvore na paisagem e na cultura britânica e, de um modo geral, em toda a paisagem e cultura europeia.
A palestra do Ted e da Jill não foi centrada na monumentalidade da árvore em si ou na importância destas como elementos ornamentais, nomeadamente nas cidades, mas antes na relação ancestral entre as árvores e os seres humanos.
Deste modo, a estes investigadores britânicos interessa, sobretudo, mais do que o valor de uma árvore por si só, o valor da paisagem e do sistema (agrícola, florestal, ...) no qual essa árvore está inserida.
Para Ted Green e Jill Butler são particularmente importantes os montados de Quercus da Península Ibérica, pela biodiversidade que suportam e, sobretudo, porque os mesmos se têm revelado sustentáveis ao longo do tempo.
Para eles, a palavra-chave é mesmo "sustentabilidade" pois, no seu entender, este é o único motivo que poderá demover os políticos europeus a adoptar leis que financiem e suportem a preservação deste tipo de paisagens, baseadas na co-existência entre as árvores e as actividades humanas a elas associadas, como a agricultura ou a pastorícia.
Para concluir, posso afirmar que a palestra destes investigadores britânicos ajudou a reflectir sobre a importância das "árvores de produção", como os sobreiros dos nossos montados ou os castanheiros dos nossos soutos.
Velho castanheiro (Castanea sativa Mill.) - SabugalA palestra do Ted e da Jill ajudou a compreender a enorme importância de muitas destas "árvores de produção", sobretudo dos exemplares com centenas de anos, pela biodiversidade que encerram em si (líquenes, fungos, insectos e outros invertebrados, pequenos vertebrados, etc.) e pela sua importância cultural para as comunidades onde estão inseridas.
Compreender essa importância é ver a sua beleza...Para quem gosta de árvores, é tão fácil emocionar-se com o porte imaculado de um plátano monumental no parque de uma cidade, como com um velho castanheiro, de 200 ou 300 anos, num qualquer campo ou souto.
Este primeiro dia de palestras deveria ter concluído com uma intervenção do Paulo Araújo, um dos autores do "Dias com árvores" e que, recentemente, editou o livro "A Árvore de Natal do Senhor Ministro".
Insisti com o Paulo para que estivesse presente no Sabugal e para que fizesse uma pequena apresentação do seu mais recente livro. Este deveria ter sido o tema da sua palestra.
Tal não foi possível por um erro lamentável da organização. Poderia argumentar que a culpa não foi directamente minha mas, sinceramente, não faz o meu feitio.
Faço parte da Árvores de Portugal que co-organizou esta iniciativa e incentivei o Paulo a ir ao Sabugal. Logo, sou responsável, pelo menos em parte, pelo que aconteceu.
Apesar das desculpas se evitarem, tal não invalida o dever de as apresentarmos quando tal se justifica. Pedi desculpa ao Paulo na altura e volto a pedi-las, novamente, ao escrever este texto.
[Nos próximos dias irei concluir o relato do seminário "Árvores Monumentais - Importância e Conservação", nomeadamente sobre a saída de campo do segundo dia].
domingo, julho 12, 2009
Reflexões sobre o seminário "Árvores Monumentais - Importância e Conservação" (I)
O prometido é devido e ainda que com considerável atraso cabe-me, passadas que estão duas semanas sobre o evento, fazer uma pequena reflexão sobre o seminário "Árvores Monumentais - Importância e Conservação", que decorreu no Sabugal a 25 e 26 de Junho.
Recordo que este seminário foi co-organizado pela Associação Árvores de Portugal, da qual sou um dos 5 membros fundadores, juntamente com o Miguel Rodrigues, que comigo escreve no "Árvores Monumentais do Algarve e Baixo Alentejo", com o Rui Fernandes (autor de, entre outros blogues, o "Quinta do Sargaçal"), com o João Vaz (autor do blogue "O ambiente na Figueira da Foz") e com o Serafim Riem, pessoa ligada à génese de algumas associações ambientalistas como a Quercus e o FAPAS.
Relembro, no seguimento do texto anterior que, de momento, dispomos de uma página no Flickr e no Twitter e que, em breve, teremos operacional a página oficial da Árvores de Portugal (ver ante-projecto).
Mas voltemos ao Sabugal...
O primeiro dos dois dias do seminário, quinta-feira (25), foi dedicado a um conjunto de intervenções que se centraram sobre as árvores e as florestas, mas em diferentes perspectivas.
A primeira palestra ficou a cargo de Jorge Paiva, botânico, que numa intervenção onde aliou o rigor científico à emotividade, conseguiu cativar a atenção dos presentes para a importância das plantas, e das árvores em particular, bem como da importância de preservar a biodiversidade que as florestas comportam.
Particularmente esclarecedoras foram as imagens, da autoria do próprio, de destruição da floresta amazónica e dos perigos que a mesma comporta para o equilíbrio do planeta.
De seguida, Laura Alves e Serafim Riem, resumiram o trabalho de ambos no levantamento dos castanheiros monumentais do concelho do Sabugal.
Um trabalho que tem permitido descobrir um imenso património natural e cultural, dada a importância ancestral da cultura da castanha na paisagem e economia do interior das Beiras, como é o caso do concelho do Sabugal.
Os autores deste projecto enumeraram alguns factores que colocam em perigo a sobrevivência deste património, bem como apontaram possíveis medidas para o valorizar e defender.
A palestra que se seguiu, de minha autoria e do Miguel Rodrigues, resumiu o trabalho de 3 anos e de milhares de quilómetros percorridos na procura de árvores monumentais nos distritos de Faro e Beja.
Foram explicados os objectivos que norteiam o nosso trabalho, incluindo uma reflexão sobre os métodos de selecção das árvores incluídas no blogue "Árvores Monumentais do Algarve e Baixo Alentejo".
Por outro lado, mais do que identificar e enumerar factores que afectam a preservação deste imenso património, importou-nos igualmente salientar a importância de o proteger e, sobretudo, de o divulgar como forma de envolver as comunidades locais na sua preservação.
Seguidamente, o engenheiro Campos Andrada, da Autoridade Florestal Nacional, fez um resumo das medidas de protecção à floresta e às árvores ao longo da história do nosso país.
Deste modo, foi interessante descobrir que em 1914 foi promulgada uma lei que criava a Associação Protectora da Árvore, com o objectivo de criar um catálogo com as árvores notáveis do país, as quais deveriam ficar, posteriormente, sob a guarda do Estado.
E se, por um lado, é verdade que a Associação Protectora da Árvore acabou por não ter continuidade, por outro lado pode considerar-se que os objectivos que criaram esta associação acabaram por ser os mesmos que inspiraram, posteriormente, a elaboração do Decreto-Lei n.º 28 468, de 15 de Fevereiro de 1938, o qual, ainda hoje, regulamenta a classificação de árvores ou conjuntos de árvores.
Por último, o engenheiro Campos Andrada proferiu ainda algumas reflexões sobre a necessidade de proceder a algumas actualizações no referido Decreto-Lei n.º 28 468.
Antes da pausa para intervalo, a engenheira Susana Domínguez Lerena teve ocasião de descrever o extraordinário projecto Árboles, Leyendas Vivas, coordenado por si, e que tem promovido a recolha de dados sobre as árvores monumentais de Espanha.
A palestra foi abundantemente ilustrada por imagens de exemplares notáveis distribuídos por toda a geografia espanhola.
Por outro lado, Susana Lerena apresentou alguns motivos que justificam a necessidade de existência de uma lei de defesa da árvore, comum a todo o território espanhol, que unifique a diversidade de legislação existente ao nível das diferentes autonomias.
Por último, Susana Lerena falou dos prémios "Árvore e Bosque do Ano" de Espanha, criados com o objectivo de valorizar o esforço de todos os que protegem e cuidam do futuro das árvores.
[Nos próximos dias darei continuidade ao relato do seminário "Árvores Monumentais - Importância e Conservação", nomeadamente sobre a palestra de Ted Green e Jill Butler e sobre a saída de campo do segundo dia].
quinta-feira, julho 02, 2009
Novidades da Árvores de Portugal
Enquanto não chega a página oficial da Associação Árvores de Portugal, podem ir satisfazendo a vossa curiosidade no Flickr e no Twitter.
No Flickr, foram criados 2 grupos:
- O primeiro destinado a partilhar imagens de árvores da nossa geografia.
- O segundo destinado a partilhar imagens do seminário "Árvores Monumentais - Importância e Conservação".
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