À sombra de oliveiras no centro de Ponte de Lima.
sexta-feira, julho 31, 2009
quarta-feira, julho 29, 2009
Ainda os choupos (agora em Espanha)
Apesar de estar escrito em espanhol, sugiro a leitura do blogue "Notas de campo y jardín", do biólogo Jesús Dorda, que desmonta muitos dos mitos que pretendem justificar a actual fobia contra os choupos.
Infelizmente, é mais fácil embarcar no populismo e decretar a morte de 450 choupos, como aconteceu em Vigo, na Galiza. (Notícia via blogue "La Crónica Verde")
Infelizmente, é mais fácil embarcar no populismo e decretar a morte de 450 choupos, como aconteceu em Vigo, na Galiza. (Notícia via blogue "La Crónica Verde")
domingo, julho 26, 2009
Porque vale a pena não ficar calado
Neste texto, tinha chamado a atenção para mais uma requalificação, desta feita em Leiria, que ameaçava provocar o abate de dois choupos.
Felizmente, em parte pela acção de valorosa cidadania de pessoas como o António e o seu blogue "Dispersamente...", foi possível ajudar a travar esse abate.
Porque quando se salva uma árvore ninguém fica a perder e todos ganham. Obrigado, António.
Este é novo
Tenho activo um alerta do Google com a palavra árvore o que permite receber, diariamente, informação sobre notícias, blogues ou qualquer outro site que mencione a referida palavra.
Foi assim que descobri mais um motivo para juntar à lista de "justificativos" para podar árvores: afastar morcegos dos prédios!
Foi assim que descobri mais um motivo para juntar à lista de "justificativos" para podar árvores: afastar morcegos dos prédios!
sábado, julho 25, 2009
Dia aberto de combate a invasoras na Serra da Estrela

No âmbito do Campo de Trabalho Científico sobre Controlo de Plantas Invasoras 2009, o Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra (CEF), o Centro de Estudos de Recursos Naturais, Ambiente e Sociedade (CERNAS), da Escola Superior Agrária de Coimbra e o Município de Seia, Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE), estão a organizar um DIA ABERTO a todos os que quiserem participar e vir controlar mimosas (Acacia dealbata).
O dia aberto será no dia 29 de Julho (quarta-feira) na Mata do Desterro, em Seia.
Mais informações estão disponíveis em: www.uc.pt/invasoras
O dia aberto será no dia 29 de Julho (quarta-feira) na Mata do Desterro, em Seia.
Mais informações estão disponíveis em: www.uc.pt/invasoras
quarta-feira, julho 22, 2009
segunda-feira, julho 20, 2009
Obviamente, não me deixo intimidar pela cobardia do anonimato
Em Março passado, escrevi o texto "O assassinato de uma ribeira" sobre as obras numa linha de água que atravessa o perímetro urbano de Albufeira.
Criticava, e critico, o encanamento de mais uma linha de água numa zona tão sensível a cheias; criticava a poda violenta feita a diversas árvores nas margens da ribeira e criticava a Câmara Municipal de Albufeira (CMA) por ter autorizado o início das obras sem o devido licenciamento.
Esta situação levou a que a Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Algarve embargasse a obra, de acordo com a edição do jornal "Público" de 4 de Março último. Ainda de acordo com a referida notícia, a ARH exigia que fosse tornado público o estudo que demonstrasse que estas obras não teriam impactos no aumento do risco de cheias no centro antigo de Albufeira.
Desconheço o que aconteceu, no decurso destes meses, entre a ARH e a CMA em relação a este caso e se a CMA entregou o referido estudo. Sei apenas, o que é visível para todos os que passam no local, que as obras prosseguem a bom ritmo.
Mas eis quando o texto que escrevi em Março passado começa a suscitar novo interesse, talvez pelo nervosismo próprio deste período pré-eleitoral que se aproxima.
Deste modo, após uma troca interessante de argumentos com os estimados e simpáticos amigos do "Ecogrupo", recebo um primeiro comentário anónimo, no Sábado de manhã, no referido texto: "não liguem a professores frustados (sic) e grupos de ambientalistas."
Posteriormente, no Sábado à noite entre as 22:07 e as 22:26, qual pandemia, foram deixados vários comentários anónimos na "sombra verde". O estimado anónimo, responsável pelas mesmas, fez questão de usar diversos nomes, alguns dos quais bem sugestivos (como "ultra levure"), e de deixar esses comentários em textos diferentes.
O objectivo foi claro, ou seja, querer dar-me a entender que tinham sido feitos por mais do que uma pessoa. Como se fosse plausível que surgissem, num blogue que raramente tem comentários anónimos, qual milagre da multiplicação, seis anónimos no espaço de 19 minutos!
Ainda por cima, para azar deste anónimo, o meu contador de visitas registou um número muito escasso de visitas entre as 10 e as 11 da noite...Nesse espaço de tempo, porém, houve um visitante recorrente que o meu contador de visitas localizou na zona de Portimão.
Apesar de não ter autorizado a publicação destes comentários, por serem de manifesto mau gosto, não resisto a partilhar os que foram deixados no referido texto:
Sábado às 22:07, por "ultra levure": "Quando por aqui passei e vi isto não podia de deixar de escrever. Sombra de uns caganeiras."
Sábado às 22:26 por "Cidadão de Albuhera": "Mas afinal quem é a personagem que vem falar mal de ALBUFEIRA ??????? Quem é esta personagem ,que titulo traz nessa boca mal cheirosa ????? O que pretende ,uma presidencia ou uma casa de xadrex ????????????????"
Mas ontem, Domingo pelas 22:46, surgiu, em nome da "Camara Mucipal (sic) de Albufeira" o mais curioso dos comentários: "Em nome da Camara de Albufeira será V.Exª,notificado pelas suas afirmações proferidas colocando a integridade do Presidente deste Municipio."
Reparem no zelo do funcionalismo público português capaz de enviar notificações às 11 da noite de um Domingo! Só se lamentam os erros ortográficos e o recorrente anonimato que ofende tão nobre instituição.
O que diriam os juristas da CMA se soubessem que alguém anda a escrever mensagens intimidatórias da liberdade de expressão, utilizando o nome da referida instituição?
Uma coisa é certa. Irei continuar a escrever, independentemente de quem se sinta incomodado e independentemente de quem continua a aproveitar-se do anonimato para destilar o seu ódio pela liberdade de pensamento e de expressão.
domingo, julho 19, 2009
Reflexões sobre o seminário "Árvores Monumentais - Importância e Conservação" (III)

O segundo e último dia deste seminário foi ocupado com uma visita matinal a alguns dos castanheiros monumentais do concelho do Sabugal.
Uma oportunidade para ouvir histórias em vários idiomas, tendo a árvore como denominador comum.
Ted Green, Jill Butler e Susana Lerena mostraram-se mestres de cerimónia à altura do acontecimento.
Curiosamente, o ponto de partida para muitas destas histórias teve por base um rei ou uma rainha dos respectivos países, o que culminou no relembrar de alguns episódios históricos, como o caso da derrota da Armada Invencível (o que muito divertiu os ingleses Ted e Jill por oposição ao desalento da espanhola Susana).
Lamento apenas que o Professor Jorge Paiva, outro bom contador de histórias, não pudesse estar presente neste segundo dia. Teria sido uma jornada ainda mais animada.
Castanheiro (Castanea sativa Mill.) - Aldeia da MalcataEsta visita incluiu, como não poderia deixar de ser, uma visita ao castanheiro do Centro de Dia da aldeia da Malcata.
Para os técnicos da Autoridade Florestal Nacional, responsáveis pela classificação das árvores, não restam dúvidas de que estamos perante um dos maiores exemplares do país, com um extraordinário vigor vegetativo.
Recordo que eu próprio já tinha feito esse pedido por escrito à Autoridade Florestal Nacional, em finais de 2007.
Em Outubro de 2008 foi-me respondido, na mesma carta que assinalava a classificação da sequóia do Sabugal, que a classificação deste castanheiro estava apenas dependente da direcção do referido Centro de Dia.
Sabendo por pessoas da aldeia, como o autor do blogue "Malcata.net", que a direcção do Centro de Dia vê com bons olhos a classificação deste exemplar, continuo a não perceber o que impede que tal se concretize.
Pouco me importa se a responsabilidade está do lado da Autoridade Florestal Nacional (AFN) ou dos responsáveis do Centro de Dia.
Como sugeri aos responsáveis da AFN, esta é uma situação que facilmente se poderia resolver com um telefonema. Fico à espera...
Castanheiro (Castanea sativa Mill.) - Soito [Existe um vídeo no blogue do Ted e da Jill que mostra 10 pessoas a sair do interior deste castanheiro]Este dia ficou ainda marcado pela descoberta do castanheiro classificado do Soito (nas duas fotografias sob este parágrafo) e de outro exemplar fantástico (foto anterior), a cerca de 50 metros do primeiro, de dimensões igualmente acima da média.
Por último, e em jeito de conclusão, queria manifestar que todos as pessoas envolvidas na organização deste seminário se sentiram recompensados pelo tempo investido na preparação do mesmo.
Para tal contribuiu não apenas a qualidade das palestras e a forma como decorreu a saída de campo do segundo dia do seminário mas, sobretudo, o agrado manifestado por todos os participantes, muitos dos quais nos demonstraram interesse em participar em futuras iniciativas da Árvores de Portugal.
Continuamos a contar ter operacional a página oficial da Árvores de Portugal até ao final do Verão e, nessa altura, começaremos a apresentar algumas das nossas ideias para o futuro. Contamos, igualmente, poder responder a todos os que têm manifestado interesse em tornar-se sócio ou colaborar com a Árvores de Portugal.
P.S. - Podem descobrir mais pormenores deste seminário no blogue "Quinta do Sargaçal", através da escrita e das imagens do Rui, bastando, para tal, seleccionar os textos com a etiqueta Sabugal.
Também no "Dias com árvores", o Paulo escreveu alguns textos sobre estes dois dias nas margens do Côa (de igual modo, penso que também foram arquivados com a etiqueta Sabugal).
Por outro lado, e como já referi anteriormente, foi criada uma página no Flickr com imagens deste seminário.
quinta-feira, julho 16, 2009
Reflexões sobre o seminário "Árvores Monumentais - Importância e Conservação" (II)
O primeiro dia do seminário "Árvores Monumentais - Importância e Conservação" ficou completo com uma palestra de Ted Green e Jill Butler, do Ancient Tree Forum, sobre a importância da árvore na paisagem e na cultura britânica e, de um modo geral, em toda a paisagem e cultura europeia.
A palestra do Ted e da Jill não foi centrada na monumentalidade da árvore em si ou na importância destas como elementos ornamentais, nomeadamente nas cidades, mas antes na relação ancestral entre as árvores e os seres humanos.
Deste modo, a estes investigadores britânicos interessa, sobretudo, mais do que o valor de uma árvore por si só, o valor da paisagem e do sistema (agrícola, florestal, ...) no qual essa árvore está inserida.
Para Ted Green e Jill Butler são particularmente importantes os montados de Quercus da Península Ibérica, pela biodiversidade que suportam e, sobretudo, porque os mesmos se têm revelado sustentáveis ao longo do tempo.
Para eles, a palavra-chave é mesmo "sustentabilidade" pois, no seu entender, este é o único motivo que poderá demover os políticos europeus a adoptar leis que financiem e suportem a preservação deste tipo de paisagens, baseadas na co-existência entre as árvores e as actividades humanas a elas associadas, como a agricultura ou a pastorícia.
Para concluir, posso afirmar que a palestra destes investigadores britânicos ajudou a reflectir sobre a importância das "árvores de produção", como os sobreiros dos nossos montados ou os castanheiros dos nossos soutos.
Velho castanheiro (Castanea sativa Mill.) - SabugalA palestra do Ted e da Jill ajudou a compreender a enorme importância de muitas destas "árvores de produção", sobretudo dos exemplares com centenas de anos, pela biodiversidade que encerram em si (líquenes, fungos, insectos e outros invertebrados, pequenos vertebrados, etc.) e pela sua importância cultural para as comunidades onde estão inseridas.
Compreender essa importância é ver a sua beleza...Para quem gosta de árvores, é tão fácil emocionar-se com o porte imaculado de um plátano monumental no parque de uma cidade, como com um velho castanheiro, de 200 ou 300 anos, num qualquer campo ou souto.
Este primeiro dia de palestras deveria ter concluído com uma intervenção do Paulo Araújo, um dos autores do "Dias com árvores" e que, recentemente, editou o livro "A Árvore de Natal do Senhor Ministro".
Insisti com o Paulo para que estivesse presente no Sabugal e para que fizesse uma pequena apresentação do seu mais recente livro. Este deveria ter sido o tema da sua palestra.
Tal não foi possível por um erro lamentável da organização. Poderia argumentar que a culpa não foi directamente minha mas, sinceramente, não faz o meu feitio.
Faço parte da Árvores de Portugal que co-organizou esta iniciativa e incentivei o Paulo a ir ao Sabugal. Logo, sou responsável, pelo menos em parte, pelo que aconteceu.
Apesar das desculpas se evitarem, tal não invalida o dever de as apresentarmos quando tal se justifica. Pedi desculpa ao Paulo na altura e volto a pedi-las, novamente, ao escrever este texto.
[Nos próximos dias irei concluir o relato do seminário "Árvores Monumentais - Importância e Conservação", nomeadamente sobre a saída de campo do segundo dia].
domingo, julho 12, 2009
Reflexões sobre o seminário "Árvores Monumentais - Importância e Conservação" (I)
O prometido é devido e ainda que com considerável atraso cabe-me, passadas que estão duas semanas sobre o evento, fazer uma pequena reflexão sobre o seminário "Árvores Monumentais - Importância e Conservação", que decorreu no Sabugal a 25 e 26 de Junho.
Recordo que este seminário foi co-organizado pela Associação Árvores de Portugal, da qual sou um dos 5 membros fundadores, juntamente com o Miguel Rodrigues, que comigo escreve no "Árvores Monumentais do Algarve e Baixo Alentejo", com o Rui Fernandes (autor de, entre outros blogues, o "Quinta do Sargaçal"), com o João Vaz (autor do blogue "O ambiente na Figueira da Foz") e com o Serafim Riem, pessoa ligada à génese de algumas associações ambientalistas como a Quercus e o FAPAS.
Relembro, no seguimento do texto anterior que, de momento, dispomos de uma página no Flickr e no Twitter e que, em breve, teremos operacional a página oficial da Árvores de Portugal (ver ante-projecto).
Mas voltemos ao Sabugal...
O primeiro dos dois dias do seminário, quinta-feira (25), foi dedicado a um conjunto de intervenções que se centraram sobre as árvores e as florestas, mas em diferentes perspectivas.
A primeira palestra ficou a cargo de Jorge Paiva, botânico, que numa intervenção onde aliou o rigor científico à emotividade, conseguiu cativar a atenção dos presentes para a importância das plantas, e das árvores em particular, bem como da importância de preservar a biodiversidade que as florestas comportam.
Particularmente esclarecedoras foram as imagens, da autoria do próprio, de destruição da floresta amazónica e dos perigos que a mesma comporta para o equilíbrio do planeta.
De seguida, Laura Alves e Serafim Riem, resumiram o trabalho de ambos no levantamento dos castanheiros monumentais do concelho do Sabugal.
Um trabalho que tem permitido descobrir um imenso património natural e cultural, dada a importância ancestral da cultura da castanha na paisagem e economia do interior das Beiras, como é o caso do concelho do Sabugal.
Os autores deste projecto enumeraram alguns factores que colocam em perigo a sobrevivência deste património, bem como apontaram possíveis medidas para o valorizar e defender.
A palestra que se seguiu, de minha autoria e do Miguel Rodrigues, resumiu o trabalho de 3 anos e de milhares de quilómetros percorridos na procura de árvores monumentais nos distritos de Faro e Beja.
Foram explicados os objectivos que norteiam o nosso trabalho, incluindo uma reflexão sobre os métodos de selecção das árvores incluídas no blogue "Árvores Monumentais do Algarve e Baixo Alentejo".
Por outro lado, mais do que identificar e enumerar factores que afectam a preservação deste imenso património, importou-nos igualmente salientar a importância de o proteger e, sobretudo, de o divulgar como forma de envolver as comunidades locais na sua preservação.
Seguidamente, o engenheiro Campos Andrada, da Autoridade Florestal Nacional, fez um resumo das medidas de protecção à floresta e às árvores ao longo da história do nosso país.
Deste modo, foi interessante descobrir que em 1914 foi promulgada uma lei que criava a Associação Protectora da Árvore, com o objectivo de criar um catálogo com as árvores notáveis do país, as quais deveriam ficar, posteriormente, sob a guarda do Estado.
E se, por um lado, é verdade que a Associação Protectora da Árvore acabou por não ter continuidade, por outro lado pode considerar-se que os objectivos que criaram esta associação acabaram por ser os mesmos que inspiraram, posteriormente, a elaboração do Decreto-Lei n.º 28 468, de 15 de Fevereiro de 1938, o qual, ainda hoje, regulamenta a classificação de árvores ou conjuntos de árvores.
Por último, o engenheiro Campos Andrada proferiu ainda algumas reflexões sobre a necessidade de proceder a algumas actualizações no referido Decreto-Lei n.º 28 468.
Antes da pausa para intervalo, a engenheira Susana Domínguez Lerena teve ocasião de descrever o extraordinário projecto Árboles, Leyendas Vivas, coordenado por si, e que tem promovido a recolha de dados sobre as árvores monumentais de Espanha.
A palestra foi abundantemente ilustrada por imagens de exemplares notáveis distribuídos por toda a geografia espanhola.
Por outro lado, Susana Lerena apresentou alguns motivos que justificam a necessidade de existência de uma lei de defesa da árvore, comum a todo o território espanhol, que unifique a diversidade de legislação existente ao nível das diferentes autonomias.
Por último, Susana Lerena falou dos prémios "Árvore e Bosque do Ano" de Espanha, criados com o objectivo de valorizar o esforço de todos os que protegem e cuidam do futuro das árvores.
[Nos próximos dias darei continuidade ao relato do seminário "Árvores Monumentais - Importância e Conservação", nomeadamente sobre a palestra de Ted Green e Jill Butler e sobre a saída de campo do segundo dia].
quinta-feira, julho 02, 2009
Novidades da Árvores de Portugal
Enquanto não chega a página oficial da Associação Árvores de Portugal, podem ir satisfazendo a vossa curiosidade no Flickr e no Twitter.
No Flickr, foram criados 2 grupos:
- O primeiro destinado a partilhar imagens de árvores da nossa geografia.
- O segundo destinado a partilhar imagens do seminário "Árvores Monumentais - Importância e Conservação".
domingo, junho 28, 2009
sábado, junho 27, 2009
O país onde o betão "recupera" as árvores
A Almargem, através deste comunicado, veio denunciar a destruição da copa de várias dezenas de azinheiras e sobreiros na Quinta da Ombria, em Loulé.
Por outro lado, o director deste empreendimento afirmou, em declarações ao "Barlavento online", que esta poda radical serviu para "recuperar" as árvores!
Está visto, a acreditar no referido director, que este foi mais um caso de altruísmo por parte dos senhores do betão, ou seja, uma daquelas requalificações onde um empreendimento turístico ajudou a valorizar a natureza (ver aqui outro exemplo de suposto altruísmo para com as árvores na Quinta da Bolota, Albufeira).
P.S. - Recorde-se que o projecto da Quinta da Ombria, situado entre as freguesias de Tôr e Querença (concelho de Loulé), tem estado envolvido em polémica desde o início, entre a União Europeia e Portugal, por suspeitas de desrespeito da directiva Habitats.
Este projecto prevê a construção de perto de 2 mil camas e de um campo de golfe numa área de conservação da natureza de importância comunitária, em plena zona de infiltração do aquífero Querença-Silves (o maior da região algarvia).
De Espanha nem bom vento...nem boa poda! (III)
Teixos (Taxus baccata L.) vítimas de atentado ambiental - Chanos (província de Zamora, Espanha) - Imagem recebida através da Asociación de Amigos del TejoNão será possível criminalizar este tipo de atentados contra as árvores monumentais, as quais são, em simultâneo, parte do património biológico e do património cultural das comunidades em que estão inseridas?
terça-feira, junho 23, 2009
Até já, no Sabugal
O seminário "Árvores Monumentais - Importância e Conservação" decorrerá nas instalações do Auditório/Museu Municipal, no Largo de S. Tiago, na cidade do Sabugal (consultar legenda da imagem).
Lá vos esperamos, amigos das árvores, às 13h 30 min. da próxima quinta-feira, dia 25.
P.S. - A melhor referência que posso dar sobre a localização do auditório municipal, é que se encontra na vizinhança da minha sequóia! Promete, não acham?
Lá vos esperamos, amigos das árvores, às 13h 30 min. da próxima quinta-feira, dia 25.
P.S. - A melhor referência que posso dar sobre a localização do auditório municipal, é que se encontra na vizinhança da minha sequóia! Promete, não acham?
Contra o arboricídio nas cidades
Imagem do blogue "Dias com Árvores"No Porto, como em São Paulo, há quem se queira perpetuar à custa da destruição do património arbóreo.
Na língua de Camões e de Drummond de Andrade, depois do verbo podar, nenhum verbo será tão perigoso para uma árvore como o verbo requalificar.
Imagem do blogue "Árvores Vivas em Nossas Vidas"terça-feira, junho 16, 2009
Os choupos (novamente)
O António, do blogue "Dispersamente...", teme pelo futuro de alguns choupos no centro de Leiria.
Com razão, teme que a habitual desculpa do mau estado fitossanitário das árvores, esconda o desejo de requalificar um espaço à custa das vítimas do costume, ou seja, as árvores.
O António receia, e como eu o compreendo, que esta situação seja a repetição de um filme que já vimos tantas vezes nas cidades portuguesas e no qual, para se justificar a plantação de mais árvores, se abatem exemplares com dezenas de anos (ver este exemplo em Albufeira).
Naturalmente que se forem tornados públicos relatórios técnicos, elaborados por credenciados técnicos de arboricultura, que fundamentem a necessidade de abater estas árvores por motivos de segurança pública, eu serei o primeiro a concordar com o seu abate*.
Deste modo, aguardamos as devidas explicações em nome da confiança, cada vez mais difícil de sustentar, em quem governa as nossas autarquias.
Como noutras situações anteriores, exige-se o conhecimento do que se esconde por detrás deste caso em Leiria: uma genuína vontade de proteger os cidadãos e os seus bens, sustentada tecnicamente, ou apenas mais uma requalificação urbana de contornos arboricidas.
* Nos últimos dias assistimos à queda de uma árvore com graves consequências. O caso ocorreu em Aveiro, no Parque Infante D. Pedro e, curiosamente, envolveu um choupo.
Vou ser sincero. Dado o estado de abandono de muito do nosso arvoredo, ao qual há que adicionar as podas radicais feitas indiscriminadamente, que debilitam as árvores e as tornam mais propensas a quedas, admiro-me como estes casos não ocorrem com maior frequência.
O que me assusta são declarações como as do vereador da Protecção Civil da Câmara Municipal de Aveiro, a propósito deste caso, ao admitir a necessidade de proceder "a uma poda mais profunda" (ver "Diário das Beiras").
Não, Sr. vereador. Isso é a última coisa que as árvores do Parque Infante D. Pedro necessitam.
O que é necessário é uma avaliação rigorosa do seu estado fitossanitário, da qual, admito, pode resultar a necessidade de abater algumas árvores.
Pelo contrário, podar de forma radical e apressada, sem qualquer aconselhamento técnico, só tornará estes casos mais prováveis no futuro.
Com razão, teme que a habitual desculpa do mau estado fitossanitário das árvores, esconda o desejo de requalificar um espaço à custa das vítimas do costume, ou seja, as árvores.
O António receia, e como eu o compreendo, que esta situação seja a repetição de um filme que já vimos tantas vezes nas cidades portuguesas e no qual, para se justificar a plantação de mais árvores, se abatem exemplares com dezenas de anos (ver este exemplo em Albufeira).
Naturalmente que se forem tornados públicos relatórios técnicos, elaborados por credenciados técnicos de arboricultura, que fundamentem a necessidade de abater estas árvores por motivos de segurança pública, eu serei o primeiro a concordar com o seu abate*.
Deste modo, aguardamos as devidas explicações em nome da confiança, cada vez mais difícil de sustentar, em quem governa as nossas autarquias.
Como noutras situações anteriores, exige-se o conhecimento do que se esconde por detrás deste caso em Leiria: uma genuína vontade de proteger os cidadãos e os seus bens, sustentada tecnicamente, ou apenas mais uma requalificação urbana de contornos arboricidas.
* Nos últimos dias assistimos à queda de uma árvore com graves consequências. O caso ocorreu em Aveiro, no Parque Infante D. Pedro e, curiosamente, envolveu um choupo.
Vou ser sincero. Dado o estado de abandono de muito do nosso arvoredo, ao qual há que adicionar as podas radicais feitas indiscriminadamente, que debilitam as árvores e as tornam mais propensas a quedas, admiro-me como estes casos não ocorrem com maior frequência.
O que me assusta são declarações como as do vereador da Protecção Civil da Câmara Municipal de Aveiro, a propósito deste caso, ao admitir a necessidade de proceder "a uma poda mais profunda" (ver "Diário das Beiras").
Não, Sr. vereador. Isso é a última coisa que as árvores do Parque Infante D. Pedro necessitam.
O que é necessário é uma avaliação rigorosa do seu estado fitossanitário, da qual, admito, pode resultar a necessidade de abater algumas árvores.
Pelo contrário, podar de forma radical e apressada, sem qualquer aconselhamento técnico, só tornará estes casos mais prováveis no futuro.
segunda-feira, junho 15, 2009
É no Sabugal que os amigos se encontram com as árvores
Voltaram os "Dias com Árvores"! E, de repente, a blogosfera ficou um pouco menos solitária para os que gostam de árvores.
Até ao Sabugal....
P.S. - Curiosos por saber onde fica a árvore da fotografia? Para conhecer este e outros tesouros do nosso património arbóreo, continuem atentos às novidades da Árvores de Portugal.
Até ao Sabugal....
P.S. - Curiosos por saber onde fica a árvore da fotografia? Para conhecer este e outros tesouros do nosso património arbóreo, continuem atentos às novidades da Árvores de Portugal.
quarta-feira, junho 10, 2009
Um bom par de razões para ir ao Sabugal
A pergunta pode parecer tonta mas, ainda assim, vou arriscar...Porquê ir ao Sabugal assistir a um seminário sobre árvores monumentais?
O que poderá levar alguém, no seu perfeito juízo, a trocar o ar condicionado da sua cidade por uma incursão no mais profundo do interior português?
A resposta é bem simples de ser dada, pelo menos por quem, como eu, gosta de árvores e de, constantemente, procurar conhecer mais sobre elas.
Nos próximos dias 25 e 26 de Junho teremos a oportunidade de ver reunidos, num único local, alguns dos maiores especialistas do Velho Continente em árvores monumentais, com destaque para Susana Lerena que, em Espanha, lidera um projecto que já catalogou mais de 3 milhares de exemplares monumentais e para Ted Green, um dos maiores especialistas britânicos em árvores históricas.
Sim, eu sei, é no Sabugal! Bem sei que era mais cómodo se fosse em Lisboa ou no Porto, mas as pessoas que constituíram a Associação Árvores de Portugal acreditam que o nosso país não se resume a uma estreita faixa ao longo do litoral e que, a terra que alberga um dos maiores castanheiros e uma das maiores sequóias do país, será o cenário ideal para acolher os defensores e entusiastas das árvores.
Há ainda a questão do preço, bem sei...
Mas deixem-me fazer uma comparação, ainda que não seja a mais feliz. As pessoas que gostam de futebol, por exemplo, não podem querer ver um grande jogo da Liga dos Campeões ao preço de um jogo da "Liga dos Últimos".
As pessoas têm que procurar compreender que para uma associação recém-formada, ainda que com o apoio de uma Câmara Municipal e o patrocínio de uma empresa, não é fácil organizar um evento destes e fazer face a determinados custos.
Mas regressemos ao essencial. Para quem gosta de árvores este será um momento único e difícil de repetir no futuro, independentemente do que esse mesmo futuro reserve à Árvores de Portugal.
Perdê-lo será quase imperdoável...Não se pode gostar de árvores e não aproveitar o privilégio de passear, por entre castanheiros centenários, ouvindo as deliciosas histórias de Ted Green.
Sabemos que é uma aposta arriscada, mas acreditamos que há, em Portugal, homens e mulheres que amam os gigantes verdes deste país.
Pois bem, é altura de unirmos esforços na sua defesa, é altura de dar a cara por elas.
Elas merecem bem este pequeno sacrifício...Venham ao Sabugal, celebrar a ÁRVORE.
E, de passo, aprender um pouco mais sobre elas, com o seguinte conjunto de oradores convidados:
Jorge Paiva - Licenciado em Ciências Biológicas e Doutorado em Biologia, aposentado, tendo sido investigador principal no Departamento de Botânica da Universidade de Coimbra.
Como professor convidado leccionou, entre outras, na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, nos Departamentos de Biologia das Universidade de Aveiro e da Madeira e no Departamento de Recursos Naturais e Medio Ambiente da Universidade de Vigo (Espanha).
A sua actividade em defesa do ambiente foi já distinguida com diversos prémios:
- Prémio Nacional da Quercus (Associação Nacional de Conservação da Natureza), em 1993;
- Menções honrosas nos Prémios Nacionais do Ambiente “Fernando Pereira”, conferidas pela Confederação Nacional das Associações de Defesa do Ambiente, em 2001 e 2002.
- Prémio “Carreira” da Confederação Nacional das Associações de Defesa do Ambiente, em 2005.
Publicou, até à actualidade, mais de cinco centenas de trabalhos sobre fitotaxonomia, palinologia e ambiente.
O total de comunicações proferidas em diversas conferências, reuniões científicas, congressos, simpósios ou acções pedagógicas já supera o milhar.
- Susana Domínguez Lerena - Engenheira florestal e fotógrafa da natureza, trabalhou durante mais de 10 anos em investigação no âmbito da regeneração vegetal, ao mesmo tempo que desempenhou uma intensa acção de divulgação no campo da investigação científica e da educação ambiental.
Os seus artigos científicos, ou de âmbito mais generalista, têm sido publicados em revistas de prestígio como a "Forest Ecology and Management", "Plant and Soil", "National Geographic" e ainda nos dois principais diários espanhóis: o "El País" e o "El Mundo".
Colaborou em diversos espaços de divulgação em estações de rádio e canais de televisão do país vizinho. Por duas vezes, obteve o prémio jornalístico "Montero de Burgos" pelos seus artigos de divulgação florestal.
É autora das obras "Árboles de Nuestros Bosques" e "Los Secretos de los Árboles", além de ser co-autora de diversas publicações e exposições fotográficas sobre árvores.
Na actualidade dirige o projecto de catalogação, conservação e divulgação das árvores monumentais de Espanha, Árboles, Leyendas Vivas, o qual já referenciou milhares de exemplares notáveis por toda a geografia espanhola.
Alguns destes mais de 3 milhares de exemplares monumentais serviram de base à publicação dum livro com o mesmo nome do projecto "Árboles, Leyendas Vivas", o qual reuniu 100 das maiores e mais antigas árvores do país vizinho.
- Ted Green - "The Ancient Tree Man", como é conhecido em Inglaterra, é uma das personalidades mais influentes, no Reino Unido, no campo da conservação das árvores monumentais e históricas, tendo sido um dos membros fundadores do Ancient Tree Forum.
No decurso dos últimos 20 anos, Ted Green tem ajudado a mudar a forma como as árvores velhas são vistas pela sociedade britânica, passando de ruínas inúteis e perigosas a tesouros históricos e biológicos.
Foi conselheiro da English Nature, agência governamental britânica de conservação da natureza, entre 1990 e 2006. Foi igualmente conselheiro da Casa Real na gestão de diversas propriedades da Coroa Britânica (nomeadamente do Windsor Great Park).
Trabalhou em Fitopatologia na Universidade de Londres sendo, actualmente, um frequente orador da especialidade e, não raras vezes, escreve em publicações da área.
Devido ao seu valoroso trabalho de defesa e divulgação das árvores históricas do Reino Unido foi agraciado com um título MBE (Member of the British Empire).
É ainda um dos autores, em conjunto com Jill Butler, do blogue "Jill and Ted's tree-mendous adventure".
- Paulo Ventura Araújo - Professor e investigador, no campo da Matemática, na Faculdade de Ciências do Porto.
Foi um dos autores do blogue "Dias com Árvores", em conjunto com Maria Pires de Carvalho e Manuela Delgado Leão Ramos, com as quais publicou os livros "Um Porto de Árvores" e "À Sombra de Árvores com História".
É também autor de algumas das fotografias constantes do "Guia de Campo: As Árvores e os Arbustos de Portugal Continental" publicado na Colecção "Árvores e Florestas de Portugal", da responsabilidade editorial do jornal "Público".
Com base nos textos escritos no "Dias com Árvores" publicou recentemente o livro "A Árvore de Natal do Senhor Ministro", livro que irá apresentar no Sabugal.
Por último, convém ainda sublinhar a palestra de António Dargent de Campos Andrada, um dos responsáveis máximos, dentro da Autoridade Florestal Nacional, pelo processo de classificação de árvores.
Entre outros aspectos, este técnico abordará os critérios de avaliação que determinam a classificação de um dado exemplar e falará sobre a necessidade de alterar a legislação que rege as árvores de interesse público.
sábado, junho 06, 2009
SEMINÁRIO “ÁRVORES MONUMENTAIS – IMPORTÂNCIA E CONSERVAÇÃO” (Actualização do programa)
Gostaríamos de chamar a atenção para o facto do programa do Seminário "Árvores Monumentais - Importância e Conservação", a realizar no Sabugal, nos próximos dias 25 e 26 de Junho, ter sido enriquecido com uma palestra a cargo do Professor Jorge Paiva, sob o título "As Árvores e a Vida", e com a apresentação do livro "A Árvore de Natal do Senhor Ministro" a cargo de Paulo Araújo, co-autor do blogue "Dias com Árvores".
Cumprimentos da Direcção da,
Associação ÁRVORES DE PORTUGAL
SEMINÁRIO “ÁRVORES MONUMENTAIS – IMPORTÂNCIA E CONSERVAÇÃO” - SABUGAL - 25 e 26 de Junho de 2009
QUINTA-FEIRA, 25 DE JUNHO
13h30 - Recepção dos participantes no evento.
14h00 - Sessão de abertura - Saudação de boas vindas aos participantes pelo Senhor Presidente da Câmara Municipal do Sabugal.
14h15 - "As Árvores e a Vida" pelo Professor Jorge Paiva.
"Castanheiros Notáveis do Concelho do Sabugal" por Laura Alves (Câmara Municipal do Sabugal) e Serafim Riem (Planeta das Árvores).
"Árvores Monumentais do Algarve e Baixo Alentejo" por Miguel Rodrigues (Associação Árvores de Portugal) e Pedro Teixeira Santos (Associação Árvores de Portugal).
"TEMA A DEFINIR" (Eng.º Campos Andrada da Autoridade Florestal Nacional).
15h30 - "Leyendas Vivas de los Bosques Españoles" por Susana Domínguez Lerena (Proyecto Árboles Leyendas Vivas).
16h30 - Intervalo/Pausa para café.
16h45 - "Monumental Trees" por Ted Green e Jill Butler (The Woodland Trust).
19h00 - Apresentação do livro "A Árvore de Natal do Senhor Ministro" por Paulo Araújo.
19h10 - Encerramento dos trabalhos do dia.
SEXTA-FEIRA, 26 DE JUNHO
09h00 - Saída de campo para visita, durante o período matinal, a castanheiros notáveis do concelho do Sabugal. No decurso da visita, será realizada uma oficina prática sobre metodologias de medição de árvores.
Para efectuar inscrição: CLIQUE AQUI.
Para mais informações contacte:
Nélia Vasco, Tel.: 271 75 10 42
Laura Alves, Tel.: 96 10 13 552
Fax: 271 753 408
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