Nos próximos dias... Relatos sobre árvores e amigos, no Sabugal.
domingo, junho 28, 2009
sábado, junho 27, 2009
O país onde o betão "recupera" as árvores
A Almargem, através deste comunicado, veio denunciar a destruição da copa de várias dezenas de azinheiras e sobreiros na Quinta da Ombria, em Loulé.
Por outro lado, o director deste empreendimento afirmou, em declarações ao "Barlavento online", que esta poda radical serviu para "recuperar" as árvores!
Está visto, a acreditar no referido director, que este foi mais um caso de altruísmo por parte dos senhores do betão, ou seja, uma daquelas requalificações onde um empreendimento turístico ajudou a valorizar a natureza (ver aqui outro exemplo de suposto altruísmo para com as árvores na Quinta da Bolota, Albufeira).
P.S. - Recorde-se que o projecto da Quinta da Ombria, situado entre as freguesias de Tôr e Querença (concelho de Loulé), tem estado envolvido em polémica desde o início, entre a União Europeia e Portugal, por suspeitas de desrespeito da directiva Habitats.
Este projecto prevê a construção de perto de 2 mil camas e de um campo de golfe numa área de conservação da natureza de importância comunitária, em plena zona de infiltração do aquífero Querença-Silves (o maior da região algarvia).
De Espanha nem bom vento...nem boa poda! (III)
Teixos (Taxus baccata L.) vítimas de atentado ambiental - Chanos (província de Zamora, Espanha) - Imagem recebida através da Asociación de Amigos del TejoNão será possível criminalizar este tipo de atentados contra as árvores monumentais, as quais são, em simultâneo, parte do património biológico e do património cultural das comunidades em que estão inseridas?
terça-feira, junho 23, 2009
Até já, no Sabugal
Lá vos esperamos, amigos das árvores, às 13h 30 min. da próxima quinta-feira, dia 25.
P.S. - A melhor referência que posso dar sobre a localização do auditório municipal, é que se encontra na vizinhança da minha sequóia! Promete, não acham?
Contra o arboricídio nas cidades
Imagem do blogue "Dias com Árvores"
Imagem do blogue "Árvores Vivas em Nossas Vidas"terça-feira, junho 16, 2009
Os choupos (novamente)
Com razão, teme que a habitual desculpa do mau estado fitossanitário das árvores, esconda o desejo de requalificar um espaço à custa das vítimas do costume, ou seja, as árvores.
O António receia, e como eu o compreendo, que esta situação seja a repetição de um filme que já vimos tantas vezes nas cidades portuguesas e no qual, para se justificar a plantação de mais árvores, se abatem exemplares com dezenas de anos (ver este exemplo em Albufeira).
Naturalmente que se forem tornados públicos relatórios técnicos, elaborados por credenciados técnicos de arboricultura, que fundamentem a necessidade de abater estas árvores por motivos de segurança pública, eu serei o primeiro a concordar com o seu abate*.
Deste modo, aguardamos as devidas explicações em nome da confiança, cada vez mais difícil de sustentar, em quem governa as nossas autarquias.
Como noutras situações anteriores, exige-se o conhecimento do que se esconde por detrás deste caso em Leiria: uma genuína vontade de proteger os cidadãos e os seus bens, sustentada tecnicamente, ou apenas mais uma requalificação urbana de contornos arboricidas.
* Nos últimos dias assistimos à queda de uma árvore com graves consequências. O caso ocorreu em Aveiro, no Parque Infante D. Pedro e, curiosamente, envolveu um choupo.
Vou ser sincero. Dado o estado de abandono de muito do nosso arvoredo, ao qual há que adicionar as podas radicais feitas indiscriminadamente, que debilitam as árvores e as tornam mais propensas a quedas, admiro-me como estes casos não ocorrem com maior frequência.
O que me assusta são declarações como as do vereador da Protecção Civil da Câmara Municipal de Aveiro, a propósito deste caso, ao admitir a necessidade de proceder "a uma poda mais profunda" (ver "Diário das Beiras").
Não, Sr. vereador. Isso é a última coisa que as árvores do Parque Infante D. Pedro necessitam.
O que é necessário é uma avaliação rigorosa do seu estado fitossanitário, da qual, admito, pode resultar a necessidade de abater algumas árvores.
Pelo contrário, podar de forma radical e apressada, sem qualquer aconselhamento técnico, só tornará estes casos mais prováveis no futuro.
segunda-feira, junho 15, 2009
É no Sabugal que os amigos se encontram com as árvores
Até ao Sabugal....
P.S. - Curiosos por saber onde fica a árvore da fotografia? Para conhecer este e outros tesouros do nosso património arbóreo, continuem atentos às novidades da Árvores de Portugal.
quarta-feira, junho 10, 2009
Um bom par de razões para ir ao Sabugal
A pergunta pode parecer tonta mas, ainda assim, vou arriscar...Porquê ir ao Sabugal assistir a um seminário sobre árvores monumentais?
O que poderá levar alguém, no seu perfeito juízo, a trocar o ar condicionado da sua cidade por uma incursão no mais profundo do interior português?
A resposta é bem simples de ser dada, pelo menos por quem, como eu, gosta de árvores e de, constantemente, procurar conhecer mais sobre elas.
Nos próximos dias 25 e 26 de Junho teremos a oportunidade de ver reunidos, num único local, alguns dos maiores especialistas do Velho Continente em árvores monumentais, com destaque para Susana Lerena que, em Espanha, lidera um projecto que já catalogou mais de 3 milhares de exemplares monumentais e para Ted Green, um dos maiores especialistas britânicos em árvores históricas.
Sim, eu sei, é no Sabugal! Bem sei que era mais cómodo se fosse em Lisboa ou no Porto, mas as pessoas que constituíram a Associação Árvores de Portugal acreditam que o nosso país não se resume a uma estreita faixa ao longo do litoral e que, a terra que alberga um dos maiores castanheiros e uma das maiores sequóias do país, será o cenário ideal para acolher os defensores e entusiastas das árvores.
Há ainda a questão do preço, bem sei...
Mas deixem-me fazer uma comparação, ainda que não seja a mais feliz. As pessoas que gostam de futebol, por exemplo, não podem querer ver um grande jogo da Liga dos Campeões ao preço de um jogo da "Liga dos Últimos".
As pessoas têm que procurar compreender que para uma associação recém-formada, ainda que com o apoio de uma Câmara Municipal e o patrocínio de uma empresa, não é fácil organizar um evento destes e fazer face a determinados custos.
Mas regressemos ao essencial. Para quem gosta de árvores este será um momento único e difícil de repetir no futuro, independentemente do que esse mesmo futuro reserve à Árvores de Portugal.
Perdê-lo será quase imperdoável...Não se pode gostar de árvores e não aproveitar o privilégio de passear, por entre castanheiros centenários, ouvindo as deliciosas histórias de Ted Green.
Sabemos que é uma aposta arriscada, mas acreditamos que há, em Portugal, homens e mulheres que amam os gigantes verdes deste país.
Pois bem, é altura de unirmos esforços na sua defesa, é altura de dar a cara por elas.
Elas merecem bem este pequeno sacrifício...Venham ao Sabugal, celebrar a ÁRVORE.
E, de passo, aprender um pouco mais sobre elas, com o seguinte conjunto de oradores convidados:
Jorge Paiva - Licenciado em Ciências Biológicas e Doutorado em Biologia, aposentado, tendo sido investigador principal no Departamento de Botânica da Universidade de Coimbra.
Como professor convidado leccionou, entre outras, na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, nos Departamentos de Biologia das Universidade de Aveiro e da Madeira e no Departamento de Recursos Naturais e Medio Ambiente da Universidade de Vigo (Espanha).
A sua actividade em defesa do ambiente foi já distinguida com diversos prémios:
- Prémio Nacional da Quercus (Associação Nacional de Conservação da Natureza), em 1993;
- Menções honrosas nos Prémios Nacionais do Ambiente “Fernando Pereira”, conferidas pela Confederação Nacional das Associações de Defesa do Ambiente, em 2001 e 2002.
- Prémio “Carreira” da Confederação Nacional das Associações de Defesa do Ambiente, em 2005.
Publicou, até à actualidade, mais de cinco centenas de trabalhos sobre fitotaxonomia, palinologia e ambiente.
O total de comunicações proferidas em diversas conferências, reuniões científicas, congressos, simpósios ou acções pedagógicas já supera o milhar.
- Susana Domínguez Lerena - Engenheira florestal e fotógrafa da natureza, trabalhou durante mais de 10 anos em investigação no âmbito da regeneração vegetal, ao mesmo tempo que desempenhou uma intensa acção de divulgação no campo da investigação científica e da educação ambiental.
Os seus artigos científicos, ou de âmbito mais generalista, têm sido publicados em revistas de prestígio como a "Forest Ecology and Management", "Plant and Soil", "National Geographic" e ainda nos dois principais diários espanhóis: o "El País" e o "El Mundo".
Colaborou em diversos espaços de divulgação em estações de rádio e canais de televisão do país vizinho. Por duas vezes, obteve o prémio jornalístico "Montero de Burgos" pelos seus artigos de divulgação florestal.
É autora das obras "Árboles de Nuestros Bosques" e "Los Secretos de los Árboles", além de ser co-autora de diversas publicações e exposições fotográficas sobre árvores.
Na actualidade dirige o projecto de catalogação, conservação e divulgação das árvores monumentais de Espanha, Árboles, Leyendas Vivas, o qual já referenciou milhares de exemplares notáveis por toda a geografia espanhola.
Alguns destes mais de 3 milhares de exemplares monumentais serviram de base à publicação dum livro com o mesmo nome do projecto "Árboles, Leyendas Vivas", o qual reuniu 100 das maiores e mais antigas árvores do país vizinho.
- Ted Green - "The Ancient Tree Man", como é conhecido em Inglaterra, é uma das personalidades mais influentes, no Reino Unido, no campo da conservação das árvores monumentais e históricas, tendo sido um dos membros fundadores do Ancient Tree Forum.
No decurso dos últimos 20 anos, Ted Green tem ajudado a mudar a forma como as árvores velhas são vistas pela sociedade britânica, passando de ruínas inúteis e perigosas a tesouros históricos e biológicos.
Foi conselheiro da English Nature, agência governamental britânica de conservação da natureza, entre 1990 e 2006. Foi igualmente conselheiro da Casa Real na gestão de diversas propriedades da Coroa Britânica (nomeadamente do Windsor Great Park).
Trabalhou em Fitopatologia na Universidade de Londres sendo, actualmente, um frequente orador da especialidade e, não raras vezes, escreve em publicações da área.
Devido ao seu valoroso trabalho de defesa e divulgação das árvores históricas do Reino Unido foi agraciado com um título MBE (Member of the British Empire).
É ainda um dos autores, em conjunto com Jill Butler, do blogue "Jill and Ted's tree-mendous adventure".
- Paulo Ventura Araújo - Professor e investigador, no campo da Matemática, na Faculdade de Ciências do Porto.
Foi um dos autores do blogue "Dias com Árvores", em conjunto com Maria Pires de Carvalho e Manuela Delgado Leão Ramos, com as quais publicou os livros "Um Porto de Árvores" e "À Sombra de Árvores com História".
É também autor de algumas das fotografias constantes do "Guia de Campo: As Árvores e os Arbustos de Portugal Continental" publicado na Colecção "Árvores e Florestas de Portugal", da responsabilidade editorial do jornal "Público".
Com base nos textos escritos no "Dias com Árvores" publicou recentemente o livro "A Árvore de Natal do Senhor Ministro", livro que irá apresentar no Sabugal.
Por último, convém ainda sublinhar a palestra de António Dargent de Campos Andrada, um dos responsáveis máximos, dentro da Autoridade Florestal Nacional, pelo processo de classificação de árvores.
Entre outros aspectos, este técnico abordará os critérios de avaliação que determinam a classificação de um dado exemplar e falará sobre a necessidade de alterar a legislação que rege as árvores de interesse público.
sábado, junho 06, 2009
SEMINÁRIO “ÁRVORES MONUMENTAIS – IMPORTÂNCIA E CONSERVAÇÃO” (Actualização do programa)
Gostaríamos de chamar a atenção para o facto do programa do Seminário "Árvores Monumentais - Importância e Conservação", a realizar no Sabugal, nos próximos dias 25 e 26 de Junho, ter sido enriquecido com uma palestra a cargo do Professor Jorge Paiva, sob o título "As Árvores e a Vida", e com a apresentação do livro "A Árvore de Natal do Senhor Ministro" a cargo de Paulo Araújo, co-autor do blogue "Dias com Árvores".
Cumprimentos da Direcção da,
Associação ÁRVORES DE PORTUGAL
SEMINÁRIO “ÁRVORES MONUMENTAIS – IMPORTÂNCIA E CONSERVAÇÃO” - SABUGAL - 25 e 26 de Junho de 2009
QUINTA-FEIRA, 25 DE JUNHO
13h30 - Recepção dos participantes no evento.
14h00 - Sessão de abertura - Saudação de boas vindas aos participantes pelo Senhor Presidente da Câmara Municipal do Sabugal.
14h15 - "As Árvores e a Vida" pelo Professor Jorge Paiva.
"Castanheiros Notáveis do Concelho do Sabugal" por Laura Alves (Câmara Municipal do Sabugal) e Serafim Riem (Planeta das Árvores).
"Árvores Monumentais do Algarve e Baixo Alentejo" por Miguel Rodrigues (Associação Árvores de Portugal) e Pedro Teixeira Santos (Associação Árvores de Portugal).
"TEMA A DEFINIR" (Eng.º Campos Andrada da Autoridade Florestal Nacional).
15h30 - "Leyendas Vivas de los Bosques Españoles" por Susana Domínguez Lerena (Proyecto Árboles Leyendas Vivas).
16h30 - Intervalo/Pausa para café.
16h45 - "Monumental Trees" por Ted Green e Jill Butler (The Woodland Trust).
19h00 - Apresentação do livro "A Árvore de Natal do Senhor Ministro" por Paulo Araújo.
19h10 - Encerramento dos trabalhos do dia.
SEXTA-FEIRA, 26 DE JUNHO
09h00 - Saída de campo para visita, durante o período matinal, a castanheiros notáveis do concelho do Sabugal. No decurso da visita, será realizada uma oficina prática sobre metodologias de medição de árvores.
Para efectuar inscrição: CLIQUE AQUI.
Para mais informações contacte:
Nélia Vasco, Tel.: 271 75 10 42
Laura Alves, Tel.: 96 10 13 552
Fax: 271 753 408
sábado, maio 30, 2009
Os choupos
Escusado será dizer que começa a época em que me desdobro na sua defesa, dentro da minha escola, e em vários textos e comentários que vou deixando neste e noutros blogues.
Em relação aos choupos da minha escola estou mesmo ciente que se não fosse por receio ao que eu poderia fazer, já os teriam cortado. Mas será que isto resolveria o crescente problema das alergias? Serão estes choupos os "maus da fita" e eliminados das nossas cidades, desapareceriam os problemas respiratórios característicos desta altura do ano? A resposta é, claramente, não!
Sim, é certo que estes filamentos dos choupos podem causar problemas quando em grande quantidade. Cito a alergologista Maria da Graça Castel-Branco, em declarações ao "Jornal de Notícias": "(...)têm um efeito irritativo quando entram em contacto com os olhos, a boca e o nariz, provocando comichão na face e nos olhos e irritação nasal."
No entanto, sabemos que a libertação destes filamentos dos choupos coincide com o período de libertação de pólen por parte de centenas de espécies, incluindo as gramíneas. E eis o que diz novamente a alergologista Maria da Graça Castel-Branco: "Entre Março e Maio (...) é o período em que maiores quantidades dessas substâncias (dos choupos) estão no ar, salientando, porém, que é o pólen das gramíneas (ervas selvagens), mais agressivo, o responsável pela maior parte das alergias em Portugal."
Está visto que abater milhares de choupos não resolveria o problema e erradicar as gramíneas é impossível por vários motivos, incluindo o facto das gramíneas não incluírem apenas "ervas selvagens" mas também as plantas que são a base da nossa alimentação, como o trigo, o centeio ou o milho, por exemplo.
Mas se o verdadeiro problema estivesse no pólen, ou em qualquer outra substância libertada pelas plantas, há muito que as populações rurais teriam fugido dos campos e da orla das florestas para se refugiarem nas cidades!
Sabemos bem que o que provoca o êxodo das populações rurais para as cidades é tudo menos a fuga ao pólen e às alergias. Sabemos que é nas cidades, precisamente pela menor qualidade do ar, que são mais frequentes as doenças do foro respiratório.
Nas cidades, as árvores são o nosso melhor aliado contra essa poluição, a principal responsável pelos crescentes problemas de alergias entre as populações urbanas.
Relembro as palavras de Ana Todo Bom, presidente cessante da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia, ao "Diário de Coimbra" (notícia de Maio de 2007) e onde a mesma comprovava que as causas das alergias não estavam apenas na libertação de pólen, frutos e sementes pelas plantas mas que, apesar de se assistir a um aumento das reacções alérgicas, era "a poluição resultante do tráfego automóvel que exponenciava" este mesmo efeito alérgico.
Resumindo: cortar árvores não resolve o problema, apenas o agrava. Evidentemente que, de futuro, se deverão evitar plantar nas cidades espécies que libertem pólen, ou outras substâncias, com elevada alerginicidade.
Mas não contem comigo para assinar por baixo em favor de uma campanha arboricida para abater todos os choupos deste país. Até porque se quiséssemos abater todas as árvores que, potencialmente, podem provocar alergias, teríamos que alargar a lista, de acordo com a avaliação feita pela Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia, aos áceres, bétulas, ciprestes, carvalhos (inclui azinheiras e sobreiros), castanheiros-da-índia, nogueiras, oliveiras, pinheiros, cedros, plátanos, teixos, tílias, ulmeiros e salgueiros.
Ficaríamos com um deserto nas cidades e, ironicamente, mais susceptíveis à poluição automóvel, ou seja, mais susceptíveis a padecer de alergias e outros problemas de saúde.
É isto que pretendemos, embarcar numa espécie de "caça às bruxas" na forma de árvores, abatendo tudo o que liberte pólen ou outras substâncias para a atmosfera? E os pobres coitados que vivem no campo?! Terão que vir morar para as cidades?
E os índios que persistem em tentar sobreviver na imensidão da floresta Amazónica, conhecerão eles os perigos do pólen que os rodeia por todo o lado? Ou deveremos ensinar-lhes os benefícios do Zyrtec?!
Haja bom senso...Andem mais a pé, aumentem os espaços verdes nas cidades e deixem os choupos morrer de velhos!*
* Curiosamente, estes choupos híbridos, apesar do seu rápido crescimento que os tornou populares, são árvores com uma longevidade muito reduzida.
terça-feira, maio 26, 2009
Invasoras em livro
A equipa do projecto INVADER possui, adicionalmente a este livro, um conjunto de materiais pedagógicos para divulgação deste problema, especificamente elaborados a pensar nas escolas do ensino básico.
Para quem duvida da importância das escolas na luta contra este problema, pode (re)ler esta notícia do jornal "Público", sobre a recente acção do clube de ciências da Escola Secundária Dr. Manuel Candeias Gonçalves, em Odemira.
Para mais informações e pedido de materiais para uso escolar, não hesitem em contactar: invader(at)ci.uc.pt
quinta-feira, maio 21, 2009
Ruído na paisagem
quarta-feira, maio 20, 2009
terça-feira, maio 19, 2009
A Árvore de Natal do Senhor Ministro

segunda-feira, maio 18, 2009
sexta-feira, maio 15, 2009
terça-feira, maio 12, 2009
Árvores de Portugal - O início de uma aventura (II)
A nossa acção procurará ser sempre pedagógica, valorizando aspectos e exemplos positivos de defesa e valorização da árvore. Mas desenganem-se os que vislumbram aqui uma menor vontade de denunciar os atropelos cometidos contra as mesmas no nosso país.
O nascimento desta associação surge na sequência de se ter constatado que a Sociedade Portuguesa de Arboricultura (SPA) chegou, infelizmente, ao fim do seu trajecto.
Tal não significa que nos assumamos como herdeiros da SPA ou que queiramos prosseguir o trabalho que esta vinha desempenhando, nos exactos moldes. Significa apenas que, tendo-se constatado da inviabilidade de desenvolver certos projectos no seio da SPA, não restava outra alternativa senão criar uma nova estrutura de defesa do património arbóreo nacional.
Desta forma, concluiu-se que é necessário existir uma voz própria de defesa da árvore, não apenas do seu papel na cidade, mas também da sua importância no equilíbrio de diversos tipos de ecossistemas naturais.
Tal constatação não invalida o reconhecimento do valoroso papel que muitas associações ambientalistas têm desempenhado nesta tarefa.
E refiro-me não apenas a associações de âmbito nacional, como a Quercus, mas também a organizações de âmbito regional. Cito apenas 3 exemplos:
- Os Amigos da Serra da Estrela e a campanha "Um milhão de carvalhos para a Serra da Estrela";
- A Almargem e o seu trabalho "Vamos conhecer as árvores monumentais do concelho de Loulé";
- A Associação Transumância e Natureza e o concurso "Em busca da maior árvore" do distrito da Guarda.
Servem estes exemplos para sublinhar que o surgimento de uma associação específica para proteger a árvore, não significa que queiramos o exclusivo da sua defesa.
Pelo contrário, procuraremos trabalhar em conjunto com todas as organizações que partilhem connosco os objectivos enunciados de promoção e defesa do património arbóreo de Portugal.
Esta vontade de trabalhar em parceria estende-se às associações existentes, bem como a outras que possam surgir entretanto, como a já anunciada Associação Portuguesa de Arboricultura Moderna.
Esta é uma tarefa que precisa da ajuda de todos. É altura de dar a cara...
sábado, maio 09, 2009
Árvores de Portugal - O início de uma aventura...

Para além do amor à árvore, une-nos o desinteresse em utilizar este sentimento, e este projecto que agora se inicia, como forma de promoção pessoal.
Muito haverá a dizer nos próximos tempos sobre esta associação. Fica, de momento, uma breve apresentação e a divulgação do seminário "Árvores Monumentais - Importância e Conservação".
Este seminário será a nossa primeira iniciativa pública e terá lugar no Sabugal, nos próximos dias 25 e 26 de Junho. Obrigado.
"A Associação Árvores de Portugal é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, criada no corrente ano, no nosso país.
Os nossos principais objectivos são a protecção e a dignificação da árvore. No caso das árvores ornamentais, em contexto urbano, pretendemos promover a divulgação de metodologias correctas para a sua manutenção.
Em relação às árvores monumentais, será criado um catálogo nacional que servirá de base para acções que visem divulgar e proteger este riquíssimo património.
Adicionalmente, iremos pugnar pela salvaguarda do património arbóreo nacional em sentido mais abrangente, nomeadamente dos últimos bosques com dominância de espécies autóctones, montados de sobreiro e de outras quercíneas e de olivais centenários.
Neste particular, pretendemos estar atentos e denunciar, dentro dos limites legalmente estabelecidos, situações onde o suposto interesse público possa servir de justificativo para atentados ao património arbóreo de Portugal.
De carácter não menos importante, pretende ser a nossa acção pedagógica, junto dos portugueses e portuguesas de todas as idades, visando promover a reaproximação das pessoas à Árvore.A criação deste laço afectivo, entre as pessoas e as árvores, será um dos nossos principais desideratos, procurando envolver a sociedade civil, nos seus diversos graus etários, nos vários projectos que realizaremos.
No seguimento dos objectivos enunciados, a primeira actividade pública que iremos levar a cabo será a organização de um seminário, sob o título de “Árvores Monumentais – Importância e Conservação”, o qual irá decorrer no Sabugal, nos próximos dias 25 e 26 de Junho, de acordo com a programação:
QUINTA-FEIRA, 25 DE JUNHO
13h30 - Recepção dos participantes no evento.
14h00 - Sessão de abertura - Saudação de boas vindas aos participantes pelo Senhor Presidente da Câmara Municipal do Sabugal.
14h15 - "Castanheiros Notáveis do Concelho do Sabugal" por Laura Alves (Câmara Municipal do Sabugal) e Serafim Riem (Planeta das Árvores).
"Árvores Monumentais do Algarve e Baixo Alentejo" por Miguel Rodrigues (Associação Árvores de Portugal) e Pedro Teixeira Santos (Associação Árvores de Portugal).
- "TEMA A DEFINIR" (Autoridade Florestal Nacional).
15h30 - "Leyendas Vivas de los Bosques Españoles" por Susana Domínguez Lerena (Proyecto Árboles Leyendas Vivas).
16h30 - Intervalo/Pausa para café.
16h45 - "Monumental Trees" por Ted Green e Jill Butler (The Woodland Trust).
19h00 - Encerramento dos trabalhos do dia.
SEXTA-FEIRA, 26 DE JUNHO
09h00 - Saída de campo para visita, durante o período matinal, a castanheiros notáveis do concelho do Sabugal. No decurso da visita, será realizada uma oficina prática sobre metodologias de medição de árvores."
NOTA IMPORTANTE:
Para mais informações sobre este seminário, por favor contactar:
Nélia Vasco, tel: 271 75 10 42
Laura Alves, tel: 96 10 13 552
Fax: 271 753 408
Ficha de inscrição (aqui).
P.S. - A Árvores de Portugal irá dispor brevemente de uma página na internet. Entretanto, qualquer questão deverá ser endereçada para:
Associação Árvores de Portugal
Rua Alexandre Herculano, n.º 371 4º Andar Dtº
4 000-055 Porto
Tel:22 200 24 72 Fax:22 208 74 55
E-mail: arvoresdeportugal
Coisas d'Árvores
Notícia do blogue Sintra, acerca de.
P.S. - É apenas de lamentar que a Câmara de Sintra não adeque a teoria à prática.
