- Acções de reflorestação: novas jornadas das campanhas: "1 milhão de carvalhos para a Serra da Estrela" e "1 milhão de sementes para o Vale do Côa".
domingo, fevereiro 01, 2009
Em defesa do Choupal
- Acções de reflorestação: novas jornadas das campanhas: "1 milhão de carvalhos para a Serra da Estrela" e "1 milhão de sementes para o Vale do Côa".
quinta-feira, janeiro 29, 2009
Exemplos (bons e maus)
A primeira destas imagens é uma digitalização a partir de uma fotografia do livro "A Árvore em Portugal", de Francisco Caldeira Cabral e Gonçalo Ribeiro Telles (1ª edição datada de 1960). Acompanha esta imagem, no referido livro, a seguinte legenda: "Os dois plátanos, anda novos, são já marcantes na paisagem do Zêzere, valorizando o templo".
Pela segunda imagem, é fácil constatar que os plátanos cresceram em número mas perderam em beleza e hoje, em nada, contribuem para a "valorização do templo".
Parece uma sina de difícil fuga, a vontade humana em destruir a árvore e menosprezar a sua importância na paisagem e na conjugação com a arquitectura humana.
Penso nos bons exemplos que tenho dado aqui na "sombra" e lamento que, com o tempo, e tal como neste caso da Boidobra, todos eles se convertam, sob a ignomínia humana, em maus exemplos.
P.S. - Sobre a importância das árvores na valorização de um conjunto arquitectónico pedia que, mais uma vez, visualizassem a Capela de Nossa Senhora de Assedasse (Serra da Estrela).
terça-feira, janeiro 27, 2009
Jardinagem.org

sábado, janeiro 24, 2009
quinta-feira, janeiro 22, 2009
É bonita a árvore!
Desconheço a vossa resposta à pergunta anterior, mas duvido que alguém tenha respondido "Minho".
Tem tudo...Beleza (não corrompida por poda desajustada); possui uma copa ampla, bem desenvolvida e um tronco corpulento. E, pormenor importante, aparenta uma vitalidade transbordante.
No Reino das Árvores este sobreiro seria um sedutor... Eu, pelo menos, não lhe resisti.
É a esperança de continuar a descobrir árvores como esta que nos move, por esse país, em busca da próxima...
domingo, janeiro 18, 2009
Poesia verde
sexta-feira, janeiro 16, 2009
Boas intenções
Com um pequeníssimo esforço conseguimos imaginar o futuro, com alguém sentado no banco desfrutando da sombra da árvore. O problema é que...
O problema é que esta árvore, um carvalho, foi plantada à distância de pouco mais de um passo do prédio que se observa na imagem. O futuro, como se compreenderá facilmente, vai ser bem diferente, pois dentro de poucos anos teremos esta árvore, de grande porte, a colidir com o prédio e com o poste de iluminação.
Porquê? Porquê insistir em plantar árvores, sobretudo as de grande porte, em locais onde elas não dispõem do espaço suficiente para crescer?
Plante-se uma árvore de pequeno porte; plante-se um arbusto ou coloque-se um vaso com flores... Porque de boas intenções está o inferno cheio!
P.S. - Escolhi esta situação, em particular, como poderia ter escolhido uma outra qualquer, dentro dos variadíssimos exemplos que é possível encontrar em qualquer localidade portuguesa, vila ou cidade.
E é esta falta de planeamento, na hora de plantar a árvore, que serve depois de "justificação" à ignomínia ilustrada em fotografias como a que acompanha o texto de Joaquim Vieira Natividade, que publiquei a 8 de Janeiro último.
terça-feira, janeiro 13, 2009
A árvore é uma boa amiga nossa
"(...) Disponha, pois, só de mais alguns minutos, antes de nos despedirmos; e oiça agora falar ainda da árvore, mas sôb outro aspecto.
Repare o leitor que, além das coisas a que damos mais valor porque nos são de maior utilidade e satisfazem as nossas necessidades primeiras, outras há que também valem só pelo prazer que nos dão quando as vemos, só porque são belas.
O que mais distingue um homem educado daquele que o não é, é justamente o apreço que o primeiro dá aquilo que tem beleza e o saber distinguir nas coisas que o cercam onde essa beleza se encontra.
A árvore, acreditai-me leitores, é uma boa amiga nossa!"
Muito obrigado.
domingo, janeiro 11, 2009
sábado, janeiro 10, 2009
Uma pergunta de difícil resposta
Podendo parecer fácil, considero que é uma pergunta de muito difícil resposta. Acresce que os motivos que podem justificar a classificação de uma árvore podem ser de diversa índole; atente-se na questão da relevância histórica e cultural, como no caso da azinheira de Fátima.
No entanto, e no que concerne especificamente às dimensões das árvores, considero que deveria ser encontrado um sistema que uniformizasse as condições para a classificação de um determinado exemplar arbóreo. Recorde-se, a este propósito, o que acontece nos E.U.A., com o National Register of Big Trees (ver página 3 do documento pdf).
Independentemente das considerações anteriores, chamo a atenção para a magnífica árvore que acompanha este texto. Um belíssimo carvalho-americano (Quercus rubra L.) com privilegiada vista para a Barragem da Caniçada, no Gerês. Um sério candidato a gigante...
sexta-feira, janeiro 09, 2009
Na Dupla Sombra das Árvores
Cabo Verde, Ilha Brava, Vinagre, 1995"O Segredo da Árvore - De quando em vez deparamos, nas Ilhas de Cabo Verde, com árvores centenárias. São árvores que encontraram um lugar onde as raízes puderam penetrar na rocha até encontrarem alguma água. A casa com ar misterioso não serve para habitação, ela abriga uma nascente e um reservatório. Toda esta árvore vive da casa e da água que ela contém".
Fotografia e texto: Margarida Pinheiro
"Na Dupla Sombra das Árvores" é uma exposição patente no Jardim Tropical do IICT (Instituto de Investigação Científica Tropical).
P.S. - Sugestão "Maria Pudim". Obrigado pela dica...
quinta-feira, janeiro 08, 2009
Retrato da árvore em Portugal
Eis a parte do referido artigo que se refere à forma como as vilas e cidades de Portugal tratam a árvore. Infelizmente, cerca de 50 anos mais tarde, as coisas não melhoraram. Talvez tenham mesmo piorado significativamente.
«Uma das coisas que desfavoravelmente impressiona quem visita o nosso País é a incapacidade, aparente ou real, para, com inteligência e dignidade, aproveitarmos a árvore no urbanismo. Há quem fale, à boca pequena, de atávicos instintos "arboricidas", o que é desprimoroso, antipático, quando não degradante e sinistro, porque pode levar a crer que, apesar de baptizados e de nos termos por bons cristãos, de todo nos não libertámos ainda dos vícios e das tendências ingénitas, da infiel moirama. Para se contornarem os melindres, recorramos, não já ao neologismo "arborifobia", porventura também cruel, mas a eufemismos suaves e eruditos, como a dendroclastia, para traduzir o desamor de muitos dos nossos municípios pela árvore ornamental. Em boa verdade, por esse País fora, em tantas caricaturas de jardins a que se dá por vezes o nome de parques municipais, raro se nos depara uma árvore verdadeira, uma árvore autêntica, em todo o esplendor da majestosa arborescência; a árvore esbelta, digna, umbrosa e acolhedora, orgulho da Criação. Onde acaso existiu, poucas vezes escapou a brutais mutilações que a transformaram em grotesco "Quasímodo", sem o mínimo respeito pela dignidade do mundo vegetal.
Nos jardins, em lugar da árvore, plantou-se um reles "ersatz" uns arbustozitos burlescos, quase bobos arbóreos, tão inúteis que nem dão sombra a uma pessoa crescida: as tais falsas acácias de importação, maneirinhas, embonecadas, dengosas, com o ar, não de fazerem parte do jardim, mas de terem ali ido, em passeio, exibir ramagem, com a sua “permanente” manipulada no salão de qualquer "coiffeur" arborícola municipal. Compreende-se, num povo de fraca cultura, o desamor instintivo ao marmeleiro e ao castanheiro, árvores estas consideradas, desde remotos tempos, estimáveis ferramentas de educação e esteio dessa vida patriarcal, austera e digna, que os velhos, ao olharem o que vai pelo mundo, recordam com saudade e respeitoso enlevo. Já se não compreende, todavia, que se mutilem ou suprimam sem piedade o ulmeiro, o plátano, o umbroso freixo, o álamo esbelto, os nobres e austeros ciprestes, os cedros, os carvalhos e tantos outros soberbos gigantes vegetais que, estranhos, embora, muitos deles à nossa flora, encontraram na Lusitânia como que a sua segunda pátria.
Num país castigado por uma ardente canícula, dir-se-ia que temos horror à sombra; onde se pediam arvoredos frondosos e acolhedores, o ninho de um oásis a suavizar as inclemências do estio, fizemos terreiros imensos, cruamente ensoalheirados e inóspitos; quando tantos dos nossos monumentos lucrariam com uma nobre moldura vegetal que acarinhasse e aquecesse a frieza da pedra ou por vezes quebrasse, com a cortina da folhagem, a monotonia das grandes massas arquitectónicas, e num ou noutro caso escondesse até a sua real pobreza; quando a presença da árvore exaltaria o poder evocador e o poético encanto que emana de tantas ruínas, como acontece aos templos perdidos nos bosques sagrados da Grécia nós, pela calada, metodicamente, cinicamente, fomos degolando, mutilando, rapando tudo o que tivesse jeito de árvore para não prejudicar as “vistas”, tal como faria qualquer ricaço de letras gordas aos empecilhos que ofuscassem ou escondessem os arrebiques pelintras do seu "chalet".
O que haveria a dizer sobre as grandezas e as misérias da árvore nas cidades e nas vilas de Portugal!»
P.S. - Texto que me foi enviado pela Manuela Ramos, co-autora do "Dias com Árvores".
quarta-feira, janeiro 07, 2009
terça-feira, janeiro 06, 2009
segunda-feira, janeiro 05, 2009
Insistir no erro
Por este motivo, os comportamentos e as atitudes de um professor, no meio em que se insere, estão permanentemente a ser escrutinadas pelos demais. É daquelas coisas que advêm da profissão...
Do mesmo modo, uma escola, enquanto colectivo de pessoas, tem um papel perante a sociedade do qual não pode demitir.
Uma escola dever ser, antes de tudo o resto, um espaço de respeito...De respeito para com as pessoas que aí estudam e trabalham e de respeito para com o próprio espaço físico da escola, o construído e o natural.
Para mim, uma escola onde não se respeita a árvore não tem moral para pregar a sua importância no mundo. Não se pode pretender ensinar as crianças a amar as árvores fazendo cartolinas no "Dia da Árvore" e, em simultâneo, ser conivente com a mutilação das árvores existentes na própria escola.
Nenhuma cartolina, por mais bonita que seja, pode apagar, da memória de um jovem, a imagem destes monstros retorcidos pela ignorância humana.
Se eu sou a pessoa que sou, com todo o amor às árvores que tenho, não o devo a qualquer desenho ou composição que alguma vez possa ter feito sobre a árvore.
Devo-o, entre outras coisas, à imagem das duas enormes tílias do recreio da minha antiga escola primária. São as imagens das brincadeiras sob as suas copas que eu retenho quando fecho os olhos...
Tivesse eu lá estudado uns anos depois, quando a ignomínia as mutilou e transformou em dois tocos disformes, e não seria o mesmo Pedro...
P.S. – Quer-me parecer que algumas escolas, ao invés de estarem tão preocupadas com processos burocráticos ilusórios, deveriam preocupar-se mais com a educação dos que aí estudam...
Se 2009 operou em mim alguma transformação, foi a de diminuir a pouca vontade que sempre tive para pactuar com certas hipocrisias. A passagem do tempo acentua-nos o mau génio!
sexta-feira, janeiro 02, 2009
Pelo sobreiro...
"A Direct Wines, o maior retalhista independente de vinhos do mundo, e a Corticeira Amorim plantaram sobreiros no Reino Unido, num gesto que procura simbolizar a parceria entre as duas multinacionais, líderes mundiais nos seus sectores". Esta acção contou com o apoio do deputado britânico Martin Salter e foi a primeira de um conjunto de iniciativas, em Portugal e no Reino Unido, de defesa da importância do sobreiro e do sector da cortiça - Ler a notícia integral na página do "Expresso".
A ONG Euronatura e a Fundação João Lopes Fernandes lançaram, no passado dia 19 de Novembro, através do sítio www. joaquimvieiranatividade.com, o filme "Três pessoas e um sobreiro". O filme pretende, passados que estão 40 anos após a sua morte, homenagear a figura de Joaquim Vieira Natividade, figura ímpar da ciência florestal nacional.
Por outro lado, o documentário "À sombra do sobreiro", de Olivia Blyth, já tem um teaser para auxiliar na respectiva promoção. E por falar em documentários, a BBC 2 emitiu, durante o passado mês de Dezembro, o documentário "Cork - Forest in a Bottle".
Claro que este tipo de artigos causa sempre alguma urticária em certos sectores, bastando para tal ler este texto no blogue sobre vinhos "Vinography".
Um dos últimos comentários a este texto chega mesmo a afirmar que o governo português teve que criar uma área de protecção para a plantação de eucaliptos, ameaçada pela expansão das plantações de sobreiro e que o sobreiro nem sequer é uma espécie nativa no nosso país: "(...) The Portugal government had to create a protected area of eucalyptus because the cork farmers were clear cutting them to plant - yep you guessed it - cork trees. Cork trees are not indigenous to the region to begin with".
É este tipo de mentiras e de contra-informação que circula pela internet e que deve ser, de forma urgente e veemente, combatida.
P.S. - Este conjunto de informação foi disponibilizado pelo Luís Gil, membro da Unidade de Tecnologia da Cortiça, do INETI.
quinta-feira, janeiro 01, 2009
Bom Ano Novo para todos
Por isso, este ano, não vou pedir coisas irrealistas como:
- O cumprimento das leis de ordenamento do território deste país;
- Que as autarquias e os privados comecem a tratar as árvores com profissionalismo e respeito;
- Ou que, por exemplo, se implemente uma estratégia turística na Serra da Estrela que promova um efectivo desenvolvimento da região, e não da meia-dúzia do costume, não sacrificando o que ela tem de melhor: os seus valores naturais, humanos e paisagísticos.
Só isto, apenas estes 3 pontos, já é pedir muito, bem sei... Peço então, e em substituição, um pouco mais de neve, desejo bem mais realista apesar de tudo, pois descobri, por estes dias, que se esta não resolve os problemas, pelo menos disfarça-os ou torna-os mais suportáveis.
Sob um manto branco, até uma árvore distorcida de tantas podas renasce num efémero encanto bucólico... Sob um manto branco, não vemos muitos dos desperdícios de um turismo que faz da Estrela um vazadouro de lixo, nem vemos os esgotos que, por certo, continuam a correr a céu aberto na Torre...
terça-feira, dezembro 30, 2008
Um elogio
Há aproximadamente um mês, escrevi mesmo um texto onde manifestava a minha apreensão pelo que poderia acontecer este ano, em face da abertura de um concurso público para a poda de árvores no concelho da Covilhã. Temia, como escrevi na altura, que o factor "preço" voltasse a ser determinante, em detrimento da competência técnica, e que a poda de muitas árvores voltasse a ficar nas mãos de quem não tem técnicos com competência creditada para o fazer.
Enganei-me! E, por isso, felicito quem tomou a decisão de entregar a poda a uma empresa de créditos firmados no domínio da arboricultura e, mais em concreto, da manutenção de árvores ornamentais.
Claro que continuarão a existir, neste e em futuros anos, aberrações no que concerne à poda de árvores na cidade. Muitas árvores situam-se em terrenos particulares e, mesmo das que se situam em espaço público, em muitos casos a responsabilidade recai nas juntas de freguesia.
De igual modo, não se pode esperar desta empresa que faça milagres e consiga corrigir, ou sequer disfarçar, erros que tenham sido previamente cometidos em muitas árvores do concelho. Pode-se esperar, isso sim, que nos casos concretos em que esta empresa actue haverá intervenções correctas, do ponto de vista técnico, e que as intervenções mais profundas, como as de redução de copa, serão feitas apenas nos casos onde tal seja estritamente necessário.
Como prova do que atrás referi, publico duas fotografias de algumas árvores onde esta empresa já actuou, situadas na Zona Industrial do Canhoso.
Muitas pessoas dirão que, estas árvores, nem parece terem sido podadas...Eu diria que o segredo está precisamente aí!
segunda-feira, dezembro 29, 2008
E os vencedores são...
Ulmeiro (Ulmus minor Miller) de Pareja (Guadalajara, Espanha) premiado com o prémio para a "árvore mais bem cuidada/protegida" de toda a Espanha - Ao contrário do que sucedeu com o ulmeiro de San Vicente, em Ávila, uma pronta intervenção das autoridades locais permitiu salvá-lo dos efeitos da grafiose. [Fotografia elmundo.es]No seguimento desta notícia de Outubro passado, a ONG espanhola Bosques sin Fronteras, que coordena o projecto Árboles Leyendas Vivas, acaba de anunciar os vencedores dos prémios "Árvore e Bosque do Ano", no país vizinho.
Conheçam os vencedores desta louvável iniciativa, apoiada pelo ministério do Ambiente espanhol, através da notícia do elmundo.es.
domingo, dezembro 28, 2008
A azinheira "La Terrona"
Está classificada como Árbol Singular pela Junta de Extremadura. (Nota: Em Espanha não existe uma lei nacional de protecção das árvores monumentais, ao contrário do acontece em Portugal com o Decreto-Lei n.º 28468/38, de 15 de Fevereiro. Deste modo, existem "figuras de protecção", de nível regional, em certas autonomias, como é o caso da Extremadura).
Na obra "Árboles, Leyendas Vivas" a sua autora, Susana Domínguez Lerena, fornece os seguintes valores para esta azinheira:
Altura = 16 metros
Diâmetro máximo da copa = 25,5 metros
P.A.P. = 7,80 metros
Esta magnífica árvore, verdadeiro monumento vivo, tem uma idade estimada de 800 a 900 anos, sendo mais antiga que a própria povoação nas imediações da qual se situa.
A referência a esta árvore surge na sequência de uma notícia do blogue "La Crónica Verde", sobre uma intervenção que a mesma sofreu recentemente, coordenada pelo botânico Bernabé Moya, e que consistiu na colocação de 15 estruturas metálicas para suporte dos respectivos ramos.
Após a queda de um dos seus ramos principais, há cerca de 10 anos, Bernabé Moya passou a acompanhar regularmente, e de forma detalhada, a evolução da saúde desta azinheira. Foi desta forma que, recentemente, se concluiu que a mesma corria o risco de colapsar, incapaz de suster o peso da própria copa.
Foram ponderadas várias hipóteses de intervenção tendo-se optado, na opinião deste botânico, pelo melhor método possível face ao referido diagnóstico.
Esta situação, como não poderia deixar de ser, avivou-me a memória acerca do destino do nosso sobreiro de Pai Anes. Até quando iremos a tempo de garantir que este sobreiro continuará, tal como esta azinheira espanhola, a maravilhar as gerações futuras?
sábado, dezembro 27, 2008
Mais um livro, na nossa língua, sobre plantas lenhosas
É mais uma obra editada em Portugal este ano, após o "Guia de Campo - As Árvores e os Arbustos de Portugal Continental" (da colecção "Árvores e Florestas de Portugal" do jornal "Público"), sobre a temática da árvore no nosso país.
sexta-feira, dezembro 26, 2008
Acabar com uma tradição injusta
Abeto (Abies sp.) centenário, com mais de 30 m de altura, procedente das florestas austríacas - Praça de S. Pedro (Cidade do Vaticano) - fotografia retirada do blogue "La Crónica Verde".Terá esta tradição, de todos os anos colocar um gigante das florestas na Praça de S. Pedro, algum significado religioso e espiritual relevante para os católicos de todo o mundo? Será assim um costume tão antigo e arreigado nas convicções espirituais de todos os católicos, que dele não se possa prescindir sem causar alguma espécie de comoção?
Sim, bem sei que é fácil criticar, por tudo e por nada, o Vaticano. Sim, bem sei que é "apenas" uma árvore.
Bom, permitam-me discordar, mas não é apenas uma árvore!... Trata-se de uma tradição, no Vaticano como noutras partes do mundo, que todos os anos promove a destruição dos melhores exemplares das florestas. Aqueles que deveriam ser, pelo contrário, preservados e protegidos para que, entre outros motivos, o seu fabuloso património genético pudesse ser perpetuado e transmitido ao maior número de possíveis descendentes.
Acresce que, neste particular, o Vaticano tem uma obrigação e responsabilidade moral e ética superior à de outras entidades.
Não posso compreender que a celebração de um nascimento, ainda que seja o de Jesus Cristo, possa justificar a morte de uma árvore.
Será isto um fundamentalismo? Claro que sim, trata-se do fundamentalismo do amor, do amor por todas as criaturas de Deus, incluindo as árvores.
Quem salva uma árvore é como se salvasse uma floresta inteira...
quarta-feira, dezembro 24, 2008
Cada um de nós deveria ter a(s) sua(s) árvore(s) de Natal
* Espécie referida em certa literatura como Ulmus procera Salisb.
Conto, a seguir a esta época festiva, actualizar a "sombra verde" mais regularmente. No entanto, confesso que me será difícil manter, de futuro, uma actualização diária do mesmo, esperando conseguir estabilizar nos 3 a 4 textos por semana.
Este facto, não se deve a nenhum cansaço da "blogosfera" mas apenas a uma gestão pessoal do meu tempo, uma vez que uma actualização diária impõe uma dependência face ao blogue, o que neste momento se revela incompatível com a minha vida pessoal e profissional.
Por outro lado, o novo ano verá nascer novos e aliciantes projectos relacionados com as árvores, nos quais estou envolvido. Peço a vossa compreensão para que aguardem mais umas semanas até poder revelar mais pormenores sobre estes projectos.
Este é também o motivo pelo qual ainda não publiquei as imagens de algumas árvores fabulosas que, juntamente com o Miguel Rodrigues, fotografei no Verão passado.
Termino com os votos de Boas-festas para todos os que seguem as minhas aventuras na "sombra verde".
Apesar de sabermos que se avizinha uma época difícil para as árvores ornamentais, com as tradicionais "podas camarárias" que, todos os anos, mutilam centenas de exemplares por todo o país, tenhamos a esperança num futuro mais respeitador do papel das árvores nas cidades. Entre outros, este é também um dos meus desejos de Natal...
P.S. - A escolha da fotografia que acompanha este texto não foi feita ao acaso. Representa os ulmeiros que associo aos natais da minha infância. Espero, sinceramente, que todos possam ter este tipo de recordações de uma ou mais árvores da sua infância...Feliz Natal!
segunda-feira, dezembro 22, 2008
(Re)descobrir a oliveira da Quinta dos Tesouros
domingo, dezembro 21, 2008
Começar o ano a plantar árvores
Notícia via O Cântaro Zangado.
P.S. - As últimas semanas têm registado um menor ritmo de publicação de textos, por motivos de ordem profissional. Conto retomar, após o Natal, um ritmo mais assíduo de actualização do blogue. Obrigado.
domingo, dezembro 14, 2008
Remorsos...
Morreu o ulmeiro de San Vicente, em Ávila.
terça-feira, dezembro 09, 2008
sábado, dezembro 06, 2008
Portugueses que gostam de árvores e outras duas histórias
- Portugueses que gostam de árvores (via Ondas 3).
- A WWF identificou o sobreiro como uma espécie prioritária a nível internacional, tornando-a um factor distintivo e uma importante mais-valia florestal de Portugal.
- Não conheço o meu colega Paulo Fonseca, de Benavente, mas um professor que coordena este tipo de projectos é um "professor excelente", qualquer que seja o maquiavélico modelo de avaliação que nos queiram impor!

