sábado, agosto 30, 2008

Monumental castanheiro em Moimenta da Beira


Castanheiro (Castanea sativa Mill.) - Beira Valente (Moimenta da Beira), fotografia de Rafael Carvalho


Um magnífico castanheiro (Castanea sativa Mill.), situado no concelho de Moimenta da Beira, para ser descoberto no blogue Arquitectura D'ouro.

O autor deste blogue, Rafael Carvalho, num acto de cidadania merecedor de todos os elogios, decidiu informar por e-mail a Direcção-Geral dos Recursos Florestais acerca da localização deste castanheiro. Resultado? O mesmo silêncio!



P.S. - O leitor Maurício Valle, de Curitiba, enviou-me uma notícia bem interessante sobre as árvores dessa cidade brasileira: Curitiba terá mais árvores livres de corte. Este artigo deveria ser de leitura obrigatória para todos os autarcas portugueses (e não só).

quinta-feira, agosto 28, 2008

Discussão pública do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Serra da Estrela

Torre (Serra da Estrela) - Vista para nascente numa manhã de Agosto

Encontra-se em fase de discussão pública, desde o passado dia 25 de Agosto e até ao próximo dia 3 de Outubro, o Plano de Ordenamento do Parque Natural da Serra da Estrela.

Segundo a imprensa regional, a Câmara da Covilhã "não quis estar (presente) nas reuniões de concertação" com os técnicos do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade.
Dito por outras palavras, o poder político eleito democraticamente pelos eleitores do concelho da Covilhã, não quis estar presente no local próprio para colocar todas as dúvidas ou fazer todas as críticas/sugestões a que teria direito.
É mais fácil fazer chegar essas críticas, de forma indirecta, à imprensa regional ou fazer discursos Domingo de manhã para um eleitorado conquistado a priori.

P.S. - A propósito do que esta proposta de plano de ordenamento sugere para as Penhas da Saúde, sugiro a leitura deste texto do José Amoreira.

O Courel

Serra do Courel - Lugo, Galiza

Courel dos tesos cumes que ollan de lonxe! Eiquí síntese ben o pouco que é un home", Uxío Novoneyra


A Serra do Courel (ou Caurel) situa-se no Sudeste da província de Lugo, na Galiza, e inclui alguns dos bosques com maior biodiversidade do território espanhol, como é o caso do bosque da Rogueira.

O Courel é um Sítio de Importância Comunitária e que integra a lista de sítios propostos para a Rede Natura 2000, em Espanha.

Serra do Courel (Castanheiros no bosque da Rogueira) - Lugo, Galiza

Para além dos valores naturais que encerra, o Courel é ainda rico em aspectos culturais, históricos e etnográficos.

Depois de o visitar, compreendem-se bem as palavras do poeta Uxío Novoneyra: "(...) Aqui se sente bem o pouco que é um Homem..."

terça-feira, agosto 26, 2008

Arboricídios e educação


- O Governo autorizou a sociedade gestora do Parque Alqueva, empreendimento turístico em Reguengos de Monsaraz, no entorno da albufeira do Alqueva, a abater 6.484 azinheiras. Supostamente, os promotores deste empreendimento irão plantar mais de 27 mil novas azinheiras.
Não me considero um fundamentalista. Concordo com um aproveitamento turístico de baixo impacto nas margens do Alqueva, desde que não se vendam "empreendimentos imobiliários" destinados a 1ª ou 2ª habitação do "jet-set" nacional e internacional, como sendo investimentos turísticos. Será este o caso?
Proponho aos promotores deste empreendimento que, antes de se preocuparem com a refinaria proposta para Badajoz, forneçam dados mais concretos sobre o tratamentos dos resíduos e efluentes deste mega-empreendimento, sobre a eficiência energética do mesmo e que, antes de arrancarem os mais de 6 milhares de azinheiras propostos, plantem cada uma das novas 27 mil árvores prometidas.

-
Uma dirigente da associação ambientalista Quercus revelou esta segunda-feira que centenas de árvores e arbustos foram destruídos para colocar uma conduta de esgotos, no concelho de Cantanhede, numa zona do domínio hídrico protegida por lei.

- Notícia via Ondas 3: Aterros e escavações destroem vegetação ribeirinha em Vila Nova de Anços.

- A associação ambientalista Quercus estranha que a portaria que estabelece financiamentos para reconversão florestal "esqueça" espécies tradicionais como o carvalho, azinheira e sobreiro e acredita tratar-se de um "lapso" do Ministério da Agricultura.

- Reflorestação de Porto Santo deve continuar "com recurso a espécies já testadas". Já testadas?! Testadas no sentido de terem potencial invasor?! Que mal haverá em recorrer exclusivamente à flora nativa de Porto Santo?

- Do Sargaçal: árvores eliminam produtos resultantes da poluição.

- Em Setúbal, acredita-se piamente que um novo estádio de futebol, bem como a urbanização para 30 000 pessoas que o tornará possível e que implica a destruição de mais de um milhar de sobreiros, será uma mais-valia para a cidade. Suponho que para tal suposição, se baseiem no enorme "sucesso" e "progresso" associados à construção de novos estádios de futebol, em cidades como Aveiro, Coimbra, Leiria ou Faro, por exemplo.

- Em relação às intenções da Câmara Municipal da Covilhã de transplantar um conjunto de sobreiros na freguesia do Tortosendo, escrevi a um conjunto de instituições apelando a que averiguassem se todos os procedimentos legais estarão a ser cumpridos.
Entre elas, escrevi um e-mail à Direcção-Geral dos Recursos Florestais. Tal como no caso de um pedido de esclarecimento relativamente à proposta de classificação de algumas árvores, recebi como resposta um "silêncio absoluto". (O mesmo silêncio obtive por parte do Público e da Quercus).
A um e-mail, tal como a uma carta, deve-se sempre responder. Já que mais não seja, por uma questão de educação!

segunda-feira, agosto 25, 2008

Tal e qual como em Portugal (II)

Plátanos (Platanus sp.) de Berkeley Square (Londres) - Imagem cedida por Paulo Araújo


No seguimento do texto que ontem publiquei sobre a problemática relação dos portugueses com as árvores, em especial das que se situam no espaço urbano, convirá sublinhar o que ocorre noutras latitudes.
Ressalvando sempre que este problema da falta de arborização das ruas ou das podas radicais está longe de ser um problema exclusivo do nosso país, como ainda recentemente pude constatar novamente em Espanha.

Em Abril passado, com base numa notícia do jornal espanhol El Mundo, escrevi um texto precisamente chamado "Tal e qual como em Portugal...".
Nesse texto, aludia à classificação de um plátano situado em Londres, mais concretamente em Berkeley Square, como a árvore mais valiosa de toda a Grã-Bretanha, de acordo com um conjunto de critérios definidos pela London Tree Officer's Association.


O Paulo Araújo, de passagem por Londres, aproveitou para visitar a Berkeley Square, no bairro de Mayfair. A fotografia, de sua autoria, mostra alguns exemplares do conjunto de 31 plátanos plantados em 1789.

O Paulo esclarece ainda que, dado as árvores terem dimensões semelhantes e não existir nenhuma placa identificativa, se torna praticamente impossível identificar o plátano vencedor do referido galardão. Apesar de tudo, confessou um pressentimento relativamente ao exemplar visível no centro da fotografia.

Talvez um dia por cá, as árvores comecem igualmente a ser valorizadas e a sua plantação e manutenção seja feita exclusivamente por técnicos credenciados. Talvez um dia, as árvores não sejam vistas como um inimigo na cidade, mas como um factor que facilita a vivência da própria cidade e que valoriza os imóveis situados em seu redor.

Sonho com o dia em que seja possível andar a meio de uma tarde de Verão, numa qualquer vila ou cidade portuguesa, sem que tal se assemelhe a ter que cruzar o deserto do Saara. Sonho com a sombra de árvores grandes...

P.S. - Ainda sobre o citado plátano de Londres, o Paulo forneceu-me as ligações para duas notícias na imprensa britânica. Podem ler esses artigos aqui e aqui.

domingo, agosto 24, 2008

O culto arboricida

Braga, Inverno de 2008 (na realidade, este tipo de imagem poderia ter sido recolhido em qualquer vila ou cidade portuguesa)


A Júlia chamou-me a atenção para as palavras de João Dubraz, escritor do século XIX, natural de Campo Maior. São palavras com 141 anos, mas ainda bem actuais.


De título bem sugestivo: “Tipos Contemporâneos – O Arboricida

O arboricida nasce como nasce o poeta e o estafador de rimas, o orador e o falador secante, o guerreiro e o poltrão, o homem de Estado e o caturra político, o progressista e o rotineiro, o activo e o indolente, o talentoso e o parvo.
Ainda nas fraldas infantis, nos braços da mãe ou da ama-de-leite, já os instintos destruidores do arboricida se revelam contra toda a planta que se assemelhe a árvore. (…) Decorrido o tempo, o menino tornou-se réu de diversos crimes desta espécie durante as férias das suas tarefas escolares. Por vezes arrepelou as plantas dos canteiros do quintal paterno, atribuindo o estrago ao sujo esgravatar dos gatos. Noutras vezes, encaminhou a mão do irmãozinho para que este faça diante de tidos o que ele próprio receia fazer. Mas, o que sobretudo o atrai é a pequena árvore pública por que roça ao ir para a escola, pois que a vê frágil, apoiada por uma cana, tão maneira, tão sedutora! Daria o mais predilecto dos seus brinquedos para medir a sua força com a resistência que a estaca oferece. Porém, o medo impede-o de tentar. Dizem-lhe na escola que irá para a cadeia onde dão açoites aos meninos que ousem fazer aquilo que ele tanto deseja. E, todavia, o pequeno facínora, que já teme a penalidade e só perante ela recua, apenas orça pelos dez anos! …
Atormentado pela fatal arboricida mania, mas satisfazendo-a sempre que pode, passou o agora adulto arboricida, anos e anos. Inúmeros têm sido os seus malefícios, tantos e tais quantos os que lhe tornou fácil a sua impunidade. Fez-se cínico. Não oculta já, por vezes até exagera, a má paixão que o domina. Desenraíza, abate ou mutila por toda a parte, conforme o capricho do momento. Transformou a bengala em arma ofensiva que, na sua mão, se transformou em instrumento destruidor. Se passeia num jardim, não se pode suster sem decepar alguma vergôntea ou ramo inofensivo: degola sem piedade a flor que se alteia. E, com tão criminosa existência, atingiu os vinte anos sem rugas, sem cabelos brancos e sem remorsos! …
O hábito do crime endurece mais e mais este tiranete sui generis. A impunidade reduplicou-lhe a ousadia. Abalar pequenas árvores que orlam as praças e caminhos, quebrar-lhes as vergônteas, matá-las impiedosamente, são passatempos de insípida vulgaridade. Como os Átilas, os Napoleões e outros tiranos, sonha com campos juncados de mortos: as selvas devastadas e os campos espezinhados deliciam-lhe o pensamento, Quando viaja, se alguma vez, com gesto desdenhoso procura a árvore copada para sob ela conciliar o sono à sua sombra, que sonho pensais que o faz sorrir e arquejar suavemente? … O de imaginar que o seu viçoso dossel foi presa das chamas ou que os seus ramos são desfeitos contra as rochas pelo desbastador do mato, ou que, por acção do carvoeiro, viu transformar-se em carvão o que antes fora planta com vida. Para o arboricida, é terrível acordar vendo incólume a árvore habitante do belo vale. Então, o raivoso tirano evoca as tradições de Nero e diz, parodiando o que aquela fera sanguinolenta terá dito ao ver a cidade de Roma que ardia:
Se eu pudesse reunir num só tronco todos estes parasitas que a terra alimenta, pediria a Deus que me desse um braço bastante forte para os aniquilar de uma vez.
Inspiraram-me estas ideias que acabo de expor, um passeio pela estrada de Campo Maior a Elvas. Havia há pouco tempo, junto ao hortejo dos herdeiros de Vaz Touro, uma superfície de uns cinquenta centiares de terra, coberta toda de choupos, plantados pelo condutor Caldeira quando fez a estrada. Em terra tão pobre de arvoredo como é Campo Maior, a vista pousava deliciosamente naquele pequeno oásis. O que julga o leitor que fui encontrar? … Vi uma hecatombe lastimosa: vi quase todas as árvores abatidas … provavelmente para restituir o mesquinho terreno à cultura de aveia ou cevada! Os cadáveres lá estavam ainda, mutilados e em montão, quase escondidos a um canto do lugar do suplício. Considerei-os por alguns instantes com dor de alma. Via ali a obra de um tugue* de nova espécie. Quem é? Como se chama? Não sei. Que importa o nome do arboricida, se o seu malefício é já irreparável!

* No seu blogue, Francisco Galego esclarece que "tugue" tem origem na palavra inglesa thug, a qual designa os elementos de uma extinta associação religiosa indiana de estranguladores.


Passado quase século e meio, a relação dos portugueses com as árvores continua a ser problemática. Aliás, é mais do que apropriado afirmar que os arboricidas estão no poder!

As árvores são quase sempre um estorvo, tememos que nos ocultem a espiação de quem passa na rua ou da casa do vizinho e temos bem enraizado no nosso "ADN colectivo" essa fobia às árvores grandes, esse medo de que tombem sobre nós ou, pior ainda, sobre o mais precioso dos bens materiais de um português, o seu automóvel!

Mesmo quem afirma gostar de árvores, jura a pés juntos que as árvores precisam de ser podadas para ganharem "força".

Deste modo, o poder político limita-se a fazer a vontade aos que se sentem incomodados com a sombra.

Um mal que, igualmente no século XIX, o grande escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, também anotou ao passar por Lisboa. Para ler com atenção nos "Amigos do Botânico".


Passados quase 150 anos a situação em nada evoluiu. Com os exemplos que podemos observar diariamente nas nossas vilas e cidades e, bem mais grave, nas nossas escolas, estamos a perpetuar gerações e gerações de arboricidas.

Até quando? Não sei, mas sei que o exemplo tem que começar nas escolas.

sábado, agosto 23, 2008

O carvalho de Santa Cruz da Trapa


Carvalho (Quercus sp.) de Santa Cruz da Trapa (São Pedro do Sul) - Fotografia de Francisco Paiva

O Francisco Paiva teve a gentileza de partilhar comigo a "descoberta" deste belo carvalho, situado na freguesia de Santa Cruz da Trapa (concelho de São Pedro do Sul).

Muitas vezes me tenho questionado sobre o que permite que algumas árvores escapem ilesas às podas mutiladoras e alcancem o estatuto de monumentais (?)... Será por mero acaso ou pura sorte? Ou talvez por não "interferirem" com nada, nem mesmo com a mesquinhez de ninguém?

Prefiro pensar que resultam de "actos de amor". Em Portugal, como em muitos outros países, as árvores só têm direito a ser monumentais se forem protegidas pelo amor de uma pessoa ou de uma comunidade. Só que o amor, como se sabe, é dado a caprichos e, no decurso dos seus processos sinuosos, protege algumas e abandona outras... Felizmente para este carvalho, o amor de um (ou de muitos) decidiu protegê-la.

domingo, agosto 17, 2008

4º Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima - Parte III


Le trou noir, source d'energie



Bathe in energy flow



The orange fuel grove



Virevent


Termina aqui a publicação de imagens relativas ao 4º Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima.

P.S. - A "Sombra Verde" regressa com novos textos no próximo Sábado.

sábado, agosto 16, 2008

Mais árvores para a Serra da Estrela


Serra da Estrela no limite do horizonte (imagem obtida do Caramulinho, Serra do Caramulo)


- Arranca no final deste mês uma nova temporada da campanha "Um milhão de carvalhos para a Serra da Estrela", uma iniciativa da Associação dos Amigos da Serra da Estrela.
Leiam no "Cântaro Zangado" como participar na primeira iniciativa da campanha 2008/2009, agendada para o próximo dia 30 de Agosto.

- E por falar em plantar árvores...Um homem plantou 600 árvores ao longo dos últimos 40 anos (Ribeirão Preto, Brasil).

- 3 000 árvores de Madrid monitorizadas de forma periódica como forma de assegurar o bom estado sanitário das mesmas.

- Um dos mais reputados arboricultores de Atlanta foi despedido pelas autoridades municipais. Estaria a tornar-se demasiado incómodo?

- Vegetação reduz necessidade de usar ar condicionado - Investigadores brasileiros sugerem ampliar o plantio de árvores para poupar energia.
Ainda relacionado com este assunto: a temperatura na cidade de São Paulo pode variar até 2,1ºC de uma região com pouca vegetação para outra que tenha mais árvores.

- Mais uma "requalificação" que sacrificou árvores (Leiria).

- Descobertos vestígios de árvores na Antárctida.

- Na Galiza, luta-se afincadamente contra uma perigosa invasora, o chorão-das-praias [Carpobrotus edulis (L.) N.E.Br.], igualmente presente em território nacional.

- Tree, fotografias de Myoung Ho Lee (via Territorius).

4º Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima - Parte II


Energias reflectidas


J2 + L2 = 10


El ciclo de la vida

Mais informações na página da organização do evento.

sexta-feira, agosto 15, 2008

Save Miguel



Save Miguel: a página oficial da campanha.
Save Miguel: o vídeo da campanha.


É fácil criticar a campanha. A escolha de Rob Schneider, actor com uma filmografia de gosto duvidoso, decerto que dividirá opiniões.
Outros poderão embirrar com os clichés que o vídeo desta campanha repete sobre o nosso país. Mas a verdade é que todos os países possuem os seus próprios clichés, mais ou menos verdadeiros, e não há nenhum anúncio publicitário que consiga fazer de Portugal aquilo que ele não é, ou seja, um país moderno.

Concentremo-nos então no essencial e no mais importante. A sobrevivência da indústria transformadora da cortiça é essencial, do ponto de vista económico e social, para o nosso país.
Por outro lado, ela é ainda fundamental para a manutenção dos montados de sobreiro, os quais são uma peça essencial para a conservação de parte significativa da biodiversidade da bacia do Mediterrâneo, para além de serem uma das últimas linhas de defesa contra o avanço da desertificação.

Neste momento trava-se uma batalha decisiva entre as rolhas de cortiça e os vedantes sintéticos. Uma batalha que não pode, de modo algum, ser perdida por tudo aquilo que está envolvido.

Esta causa necessita de publicidade à escala mundial. A indústria portuguesa decidiu tomar a iniciativa, jogando uma cartada num campo de batalha decisivo: a internet.
Pelo número de visitantes no YouTube e pela repercussão na imprensa internacional, a aposta parece poder vir a alcançar os objectivos a que se propôs.

Esperemos que sim, a bem dos montados de sobreiro. Como um dia escreveu Joaquim Vieira Natividade: "Nenhuma árvore dá mais exigindo tão pouco."

4º Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima - Parte I


Le feu et 300 arbres



Et pourtant elle tourne!



Energia das laranjas


3,9.10^ 24 Joule

Mais informações na página da organização do evento.

quinta-feira, agosto 14, 2008

El Árbol del Tule

A vila de Monchique é pródiga não apenas em belas árvores, mas também em amigos, como o Luís Baiona.

O Luís anda à descoberta do mundo... E, nestas férias, partiu rumo ao México.

Pedi-lhe que se lembrasse da "sombra verde". No íntimo, tinha a esperança que o seu percurso incluísse a povoação de Santa María del Tule. Não foi preciso pedir-lhe...

E porquê, especificamente, Santa María del Tule? Porque esta localidade mexicana, situada no estado de Oaxaca, tem um significado muito especial para todos os que gostam de árvores. É lá que se situa uma das mais famosas árvores do mundo: el Árbol del Tule.

As fotografias, de autoria do Luís Baiona, ajudam a compreender o porquê da admiração profunda, que este exemplar causa em todos os que são sensíveis à beleza e à grandiosidade de uma árvore.



Este gigante verde pertence à espécie Taxodium mucronatum Ten., a qual é vulgarmente conhecida como "ciprés mejicano" (em castelhano) ou como "ahuehuete" (no idioma nativo local).

El Árbol del Tule impressiona qualquer que seja o parâmetro que se utilize para aferir da sua grandiosidade. No entanto, importa salientar a grossura do respectivo tronco de mais de 2 milénios de idade, que alcança um valor próximo dos 34 metros* (perímetro à altura do peito).

* Nota: o valor de 34 metros é referido no livro "Árvores Monumentais de Portugal" de Ernesto Goes e no sítio "Arboles Ornamentales". No entanto, medições mais recentes da responsabilidade do sítio "The Gymnosperm Database" apontam para um valor ligeiramente superior aos 36 metros. Este mesmo sítio refere ainda que estudos recentes do ADN da árvore confirmaram que se trata de um único indivíduo e não o resultado da fusão dos troncos de diversos exemplares, tal como sugerido durante bastante tempo.



A propósito deste maravilhoso monumento vivo, convém reter a história relatado na Introdução do "Árvores Monumentais de Portugal": "É curioso referir que um cientista, de nome Kuentz, tentou no século passado (Nota: século XIX) determinar a idade dessa árvore, tendo para isso concebido um grande trado, a fim de perfurar o seu tronco até ao centro, para obter um delgado cilindro de madeira com todos os anéis de crescimento.
Para isso solicitou das entidades competentes a autorização necessária para efectuar essa operação, o que foi considerado um grande sacrilégio, por se tratar de uma árvore sagrada. Por esse facto, para uma maior segurança desta árvore, passou a ser guardada por duas sentinelas."


Afortunados os que, como o meu amigo Luís, já sentiram a sua sombra...Eu dou-me por afortunado por ter amigos como ele.

terça-feira, agosto 12, 2008

Final de tarde com chuva

Alameda de plátanos - Ponte de Lima

A "Sombra Verde" regressa no final da semana, com imagens do Festival de Jardins e outros motivos de interesse à beira Lima.

E ainda, cortesia do amigo Baiona de férias no México, a descoberta de "El árbol del Tule". Esqueçam tudo o que viram...

sábado, agosto 09, 2008

O sobreiro de Nelas

Monumental sobreiro (Quercus suber L.) - Nelas

A localidade de Nelas é quase passagem obrigatória para quem, com destino na Estrela, se dirige para Coimbra.

Para quem, como eu, gosta de árvores e está sempre atento aos exemplares à beira estrada, é (quase) impossível não reparar no monumental sobreiro (Quercus suber L.) retratado na imagem acima. O mesmo situa-se na Rua Dr. Eurico Amaral, precisamente na saída de Nelas em direcção a Coimbra - Pode ser visualizado nesta imagem do Wikimapia.

É um sobreiro magnífico, que impressiona sobretudo pela dimensão da sua copa cerrada. Trata-se de um dos melhores exemplares desta espécie localizados em meio urbano, que conheço no nosso país*.

* Gosto também muito deste sobreiro no centro de Braga.

É uma árvore ornamental lindíssima, com um porte excepcional e ainda não corrompido pelas habituais podas desajustadas, tão comuns nas nossas urbes. Sem sombra de dúvida, que é um exemplar a necessitar de uma urgente classificação como árvore de interesse público.

Quem disse que as árvores autóctones não dão excelentes árvores de sombra para as nossas cidades? Se duvidam, da próxima vez que passarem por Nelas, experimentem a frescura que se sente sob a copa deste imenso chaparro.

sexta-feira, agosto 08, 2008

O princípio da felicidade (aos 35...)

Um dos poucos carvalhos, neste caso um alvarinho, com origem no meu infantário de árvores e que insiste, teimosamente, em (sobre)viver...


"Se quiseres ser feliz por um ano, planta um jardim. Se quiseres ser feliz o resto da vida, planta uma árvore." - Provérbio chinês


quinta-feira, agosto 07, 2008

A mais famosa

Oliveira (Olea europaea L.) - Aldeamento turístico de Pedras d'El Rei (Tavira)

Para quem ainda não a conhece da "Sombra Verde", fica feito o convite para a descobrirem no "Árvores Monumentais do Algarve e Baixo Alentejo".