Mostrar mensagens com a etiqueta Árvores classificadas/monumentais (desclassificadas ou mortas). Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Árvores classificadas/monumentais (desclassificadas ou mortas). Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, setembro 13, 2007

Saudades de outro gigante

Cipreste-de-monterey ou cipreste-da-califórnia (Cupressus macrocarpa Hartw. ex Gordon) - Aveiro (imagem do livro Árvores Monumentais de Portugal, Ernesto Goes, 1984)

Sem a presença do grande cipreste, o parque quase não parece o mesmo...

O cipreste era um Cupressus macrocarpa, conhecido entre nós como cipreste-da-califórnia ou de monterey, o que denuncia as suas origens na costa oeste dos Estados Unidos. O parque é o D. Pedro V na cidade de Aveiro.

Passei tantas vezes por ele durante os tempos de universidade que sempre o tomei por eterno. E só agora, sem a presença da sua sombra, lhe sinto a falta.

Já não ía a Aveiro há uns anos e daí a minha surpresa. Através de uma pesquisa rápida na internet, descobri que o mesmo estava irremediavelmente doente e que foi retirado, sob supervisão da Universidade de Aveiro, em 2005.

O que resta da árvore na actualidade...

Era um exemplar classificado de interesse público e que, de acordo com o inevitável Árvores Monumentais de Portugal de Ernesto Goes, seria um dos mais grossos do país com um P.A.P. de 6,55 metros.

sexta-feira, agosto 31, 2007

O carvalho da Senhora dos Verdes (Manteigas)

Carvalho-alvarinho (Quercus robur L.) - Manteigas

Este carvalho-alvarinho ou roble (Quercus robur L.) situa-se na vila de Manteigas, mais concretamente no lugar da Senhora dos Verdes.

Apresenta hoje, lamentavelmente, um aspecto decrépito, para o qual não conheço a justificação. É que em 1984, data da edição do Árvores Monumentais de Portugal de Ernesto Goes, era considerado um dos melhores exemplares conhecidos no nosso país, estando à altura classificado como árvore de interesse público (estatuto que entretanto perdeu).

Possuía à data da edição da referida obra, as seguintes dimensões:

Altura = 24 m
Perímetro do tronco à altura do peito (P.A.P.) = 4,68 m
Diâmetro de copa = 28 m


Carvalho-alvarinho (Quercus robur L.) - Manteigas

É uma pena vê-lo hoje assim, lutando pela vida, amputado da sua monumentalidade.

Numa bomba de gasolina próxima a este local, existe uma imagem antiga, ainda a preto e branco, que o retrata no seu auge (pleno de vigor vegetativo).

Como é óbvio, agradecia que alguém de Manteigas pudesse acrescentar mais algum pormenor sobre esta árvore, nomeadamente sobre as possíveis causas que, em pouco mais de 20 anos, o conduziram à presente situação.

segunda-feira, agosto 06, 2007

A morte de um gigante

Não foi fácil encontrá-lo. Aparentemente, nem mesmo os naturais de Arrifana, sabiam onde se situava. Depois, finalmente, identificada a árvore e o sítio, o difícil foi explicar-nos como lá chegar.

E é curioso porque este castanheiro (Castanea sativa Mill.) situa-se praticamente ao lado da A23, no exacto local onde esta se une com a A25 na direcção de Vilar Formoso. Milhares de carros por ali passam ao lado mas, escondido, ninguém o vê.

Entre castanheiros e carvalhos enormes, num bosque encantado onde quase tudo merece o epíteto de gigante, lá estava ele. Afinal era verdade, o castanheiro da Arrifana, o mais grosso do país, tinha morrido!
Castanheiro (Castanea sativa Mill.) - Arrifana

Olhando para ele senti uma mistura de sentimentos contraditórios. Na altura, não soube se o chorar ou se o admirar. Morreu, é certo, mas ainda ali estava, enorme, perante mim.

Ernesto Goes falava dele como "o mais grosso e corpulento do país", com 13, 20 m de perímetro do tronco à altura do peito e 32 m de diâmetro de copa. No Árvores Monumentais de Portugal está uma fotografia dele ainda pleno de vida. Olhando para essa imagem dói vê-lo assim...

Morreu, é certo, mas o seu espírito ainda por lá vive...
Castanheiro (Castanea sativa Mill.) - Arrifana

domingo, junho 17, 2007

O castanheiro de Alcongosta - Gigante entre gigantes

Castanheiro de Alcongosta (Fundão) - bilhete-postal - Revista Brotéria, Vol. III, 1904 (Árvores e Florestas de Portugal - Volume 5)

O castanheiro (Castanea sativa Mill.) de Alcongosta (concelho do Fundão), que morreu em 1920 devido a uma faísca (de acordo com Ernesto Goes in "Árvores Monumentais de Portugal"), foi um dos mais extraordinários exemplares desta espécie de que há registo no nosso país.

O tronco possuía 18 m de perímetro à altura do peito (P.A.P.) e estava todo carcomido, podendo o seu interior albergar 53 pessoas. Um verdadeiro gigante entre gigantes...

Na actualidade, o castanheiro mais grosso e corpulento de Portugal deverá ser o da Arrifana (Guarda), com cerca de 13 m de P.A.P. e uma idade que deverá ultrapassar os 1 000 anos. Aqui está uma maravilha natural que pretendo visitar e fotografar no próximo Verão.


P.S. - De 20 a 22 de Junho, realiza-se na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, o II Congresso Ibérico do Castanheiro, pretendendo-se que "venha a constituir mais um instrumento de valorização e sustentabilidade deste tão nobre recurso endógeno, que fomenta a biodiversidade e melhora a qualidade ambiental e paisagística do território nestas regiões de ambos os países".


Castanheiros - Covilhã (encosta entre o Monumento a N. Srª da Conceição e Sítio da Palmatória)

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Doidos por freixos

Freixos [Ferro (Covilhã)]

Não adianta negá-lo, os freixos (Fraxinus angustifolia Vahl) estão entre as minhas árvores preferidas, sobretudo pelo sua inconfundível silhueta invernal.

Já em textos anteriores, tinha feito referência a freixos monumentais em Trancoso e na estrada entre Castelo de Vide e Marvão.

Em Trancoso, tal como referido por Ernesto Goes (Árvores Monumentais de Portugal), existia o mais conhecido freixo do país, o qual foi derrubado pelo grande ciclone de 1941. As últimas medições conhecidas datam de 1937 e indicavam que esta árvore possuía uma altura de 33 m e 7,35 m de perímetro do tronco (a 1 m de altura do solo).

Freixo de Trancoso (derrubado pelo ciclone de 1941)

Curiosamente, também o blogue Dias com Árvores , dedicou ontem um texto a um freixo monumental existente em Vermoim (Maia).

quinta-feira, janeiro 11, 2007

O pinheiro da Covilhã



A Covilhã já teve o maior pinheiro-manso (Pinus pinea L.) de Portugal e um dos maiores do Velho Continente!

Situava-se na Quinta do Curto, ou Quinta do Pinheiro, mas infelizmente morreu em consequência de ter sido atingido por raios durante uma trovoada.

A informação e a fotografia vêm referenciadas no livro de Ernesto Goes, "Árvores Monumentais de Portugal": “...era considerado o maior do país, e talvez da europa, (que) tinha 31,25 m de altura e um tronco com 5,75 m de perímetro, quase cilíndrico e despido de ramos até 14,5 m de altura e com um volume de madeira de 32 m3, e cerca de 300 anos...”

P.S.- Atentem bem na proporção entre o tamanho das pessoas na base do tronco e a altura da árvore.

domingo, agosto 20, 2006

Moure e o seu eucalipto

Foi bem perto deste eucalipto que dei aulas neste ano lectivo, na Escola Básica Professor Amaro Arantes, na freguesia de Moure (concelho de Vila Verde).














Eucalipto de Moure
(estrada nacional 201 entre Braga e Ponte de Lima)


Quanto ao eucalipto, da espécie Eucalyptus globulus (a mais abundante das que foram introduzidas em Portugal), era um dos mais notáveis exemplares existentes no nosso país, tendo infelizmente secado nestes últimos anos.

No livro "Árvores Monumentais de Portugal" de Ernesto Goes (edição de 1984), existe uma menção a esta árvore (incluindo uma fotografia da mesma), embora ela seja erradamente situada no lugar de Mouro. Esta árvore tinha, na altura da edição do referido livro, uma altura de 44 metros e o perímetro do tronco à altura do peito media 9,75 metros. Ernesto Goes calculava a idade desta árvore nos 120 anos.

O facto de lamentar que grande parte do país tenha sido erradamente "eucaliptizado", não significa que não saiba apreciar a monumentalidade de alguns eucaliptos, enquanto árvores ornamentais. Aliás, no ano passado, arderam na Mata Nacional de Vale de Canas, em Coimbra, exemplares notáveis de eucaliptos de várias espécies, desconhecendo se o mesmo aconteceu a um Eucalyptus diversicolor com mais de 70 metros, que se presumia ser a árvore mais alta do país e da Europa.